Cultura

FOTOS: Biblioteca Câmara Cascudo reaberta após seis anos fechada

Fotos: João Vital

Após seis anos fechado, o prédio da Biblioteca Câmara Cascudo foi entregue nessa quinta-feira (20) pelo Governo do Estado após passar por uma ampla reforma. Com 49 anos de existência, o prédio histórico se destaca não só pela relevância cultural, mas também educacional e turística. Por meio do projeto Governo Cidadão e Secretaria de Turismo, com recursos do acordo de empréstimo com o Banco Mundial, foram investidos R$ 2 milhões em obras e equipamentos para devolver a Biblioteca à população natalense.

Foram feitos os serviços de cobertura, instalação hidráulica, elétrica, climatização, combate a incêndio, elevadores, plataformas e acessibilidade, pisos e revestimentos, esquadrias de alumínio, grades de proteção e sistema de segurança. Além disso, a construção de salas de vídeo com ilhas de edição, salas de estudo, lanchonete, auditório e espaço infantil todo equipado.

O presidente do Conselho Estadual de Cultura, Ivan Lira, relembrou com tristeza a época que passava em frente à Biblioteca e a via fechada. “Hoje o Governo do Estado está podendo devolver a dignidade a Natal e ao Rio Grande do Norte de possuir uma biblioteca pública aberta e em pleno funcionamento. É um ambiente de livros e pensamento que tínhamos carência na cidade. É um gesto simbólico e importante esse de hoje”, destacou.

O presidente da Fundação José Augusto, Amaury Júnior, ressaltou os mais de R$ 50 milhões investidos em cultura nos últimos quatro anos e o resgate da Biblioteca entre esses investimentos. “Natal ficou por muito tempo sendo a única capital do Brasil a não ter uma biblioteca pública aberta. A partir de hoje essa realidade muda e a cultura, a educação e o turismo recebem de volta este prédio histórico e muito importante para o Estado”, disse.

O governador Robinson Faria falou sobre a prioridade que o Governo do Estado deu à cultura e ao turismo. “Com a entrega da Biblioteca, ganham os educadores, atores da cultura e principalmente os estudantes, os mais prejudicados com seu fechamento. Ganha também o turismo, porque é mais um prédio histórico restaurado e aberto à visitação”, encerrou.

Histórico

A Biblioteca Câmara Cascudo foi criada em 08 de abril de 1963 junto à Fundação José Augusto, no governo de Aluízio Alves. Sua inauguração aconteceu em fevereiro de 1969 sob a gestão governamental de Walfredo Gurgel e de Ilma Melo Diniz e Zila Mamede, na FJA. Em 12 de agosto de 1970 foi doado o prédio que sedia a Biblioteca, na Rua Potengi, em Petrópolis.

O acervo da Biblioteca conta com mais de 100 mil exemplares dentre livros, revistas, jornais, DVDs, fitas VHS e cassete, CDs e uma hemeroteca com recortes de cerca de 200 assuntos. Todos seus arquivos estão guardados na Cidade da Criança à espera de serem realocados ao seu local de origem.

Fechada desde 2012, teve seu projeto de restruturação retomado em agosto de 2017, por meio dos recursos do Governo Cidadão, após complicações no contrato das obras anteriores.

Fotos: João Vital

Opinião dos leitores

  1. Prezados,
    A biblioteca pública ainda não foi aberta! A obra foi entregue, a biblioteca segue de portas fechadas desde 2012. As reportagens todas dão a entender que a biblioteca está funcionando, ELA NÃO ESTÁ, infelizmente. O ato de entregue foi para registro da foto e da placa. É só ir na biblioteca que encontraram as portas fechadas. Continuamos sendo a única capital sem biblioteca pública.

  2. “Natal ficou por muito tempo sendo a única capital do Brasil a não ter uma biblioteca pública aberta. A partir de hoje essa realidade muda". A Biblioteca Prof. Américo de Oliveira Costa é um exemplo de biblioteca pública que sempre esteve aberta.

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Diversos

Obras de reforma da Biblioteca Câmara Cascudo prometem dar cara nova ao prédio

Planejada para dar mais conforto para estudantes, pesquisadores e apreciadores da literatura, a reforma e modernização da Biblioteca Câmara Cascudo segue dentro do cronograma previsto pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN). O objetivo da iniciativa é revitalizar a Biblioteca no cenário cultural e educacional da capital, transformando a instituição em um espaço confortável e próprio também para eventos culturais.

O projeto para obra foi idealizado pela Fundação José Augusto, e a fiscalização de sua execução está sob a responsabilidade da SIN. Os trabalhos realizados consistem tanto na readequação como na criação de novos espaços, destacando-se o auditório modelado com capacidade para 80 lugares e estendida para 100 lugares, caso seja necessário; uma galeria, que vai receber exposições itinerantes; um café e uma sala voltada para o público infantil. Todos os espaços estão sendo construídos considerando a necessidade da acessibilidade.

Entre os serviços concluídos estão a revisão e troca das instalações elétricas, bem como das estruturas necessárias para combate a incêndios; o revestimento das paredes dos banheiros; a troca de componentes hidráulicos; a cobertura necessária para a drenagem das águas pluviais e a demolição e nivelamento do piso antigo, já que em alguns espaços existia um desnível acentuado. Em andamento atualmente está à aplicação do forro de gesso e a conclusão da instalação das peças sanitárias. A expectativa dos engenheiros da SIN é que com o fim desse processo, o piso possa ser aplicado. “O trabalho está sendo rápido, e todos aqui estão comprometidos para terminar o mais breve possível. Depois que começamos uma obra o bom mesmo é ver concluída”, afirmou Francisco Canindé, mestre de obras.

Os recursos que estão sendo investidos na Biblioteca Pública são provenientes de um convênio entre o Ministério da Cultura e a Fundação José Augusto, com contrapartida do Governo do Estado. Além da reestruturação do prédio, parte dos recursos será disponibilizada para compra de móveis, equipamentos e atualização do acervo bibliográfico, esse último com investimentos na ordem de R$ 50 mil. Segundo Márcio Farias, diretor da Biblioteca, nesta escolha foram priorizados autores da literatura brasileira e potiguar. “Câmara Cascudo e Zila Mamede estão entre os títulos selecionados, como o folclorista dá nome a instituição e a escritora foi sua primeira diretora, é uma justa homenagem ampliar o acervo desses nomes importantes da cultura do Rio Grande do Norte”, explica.

A biblioteca conta com um acervo de 100 mil livros, sendo a maior biblioteca pública do Estado. De acordo com Márcio Farias, a reforma é muito importante e necessária, já que desde que foi criada, em 1969, a instituição não passava por reparos desse nível. “Visitei a obra nesses últimos dias e fiquei muito satisfeito com o que o vi. Nós já realizávamos pequenos eventos culturais, mas agora vamos poder fazer isso com mais conforto, é uma grande vitória para educação e para a cultura do Estado”, comentou.

Descrição dos valores do Convênio

Total do convênio: R$ 1.497.849,96

Contrapartida do Governo do Estado: R$ 365.453,79

Valor para a obra de reforma: R$ 1.022.396.17

Valor licitado pela Flague: R$ 919.961,61

Valor para mobiliário: R$ 327.953,79

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