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Astrofísicos, com professor da UFRN entre colaboradores, descobrem exoplaneta do tipo Saturno

José Dias do Nascimento Jr contribuiu para a descoberta e é o astrofísico líder do Grupo de pesquisas em Astrofísica, Estrutura e Evolução Estelar (Ge3) da UFRN

A descoberta do novo exoplaneta foi feita por meio da técnica de trânsito, com a utilização do satélite TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) – um projeto de telescópio espacial do programa de pequena exploração da National Aeronautics and Space Administration (NASA). Por intermédio da luz recebida da estrela, foi possível fazer um estudo preciso da estrutura interna da estrela hospedeira (estrela que hospeda o planeta), baseado em suas pulsações e interpretação de seu espectro de frequências.

O professor José Dias do Nascimento, um dos participantes da descoberta, afirma que o “TOI-197.01 [identificação do planeta] tem o tamanho semelhante ao de Saturno e apresenta a melhor caracterização de todos os tempos”. O pesquisador destaca que a descoberta, por meio da colaboração entre pesquisadores de vários países, amplia a pequena lista de exoplanetas conhecidos com um grande nível de precisão. Além disso, demonstra o grande poder do satélite TESS em detectar exoplanetas em estrelas hospedeiras parecidas com o Sol, e analisá-las através da técnica de asterosismologia espacial.

Esta técnica, também chamada de asterosismologia, estuda os diferentes modos de oscilação que penetram em diferentes profundidades da estrela e fornecem informações que, de outra forma, seriam insondáveis. Neste estudo, a estrela hospedeira tem seu interior desvendado de modo similar aos estudos de sismologia, que já revelaram o interior da Terra e de outros planetas sólidos através do uso de oscilações sísmicas.

O planeta descoberto orbita a estrela TOI-197 (HIP116158), uma subgigante brilhante de magnitude V = 8,2 mag. Com base nos recentes estudos, os astrônomos informam que a estrela tem raio de aproximadamente 2,943 raios solares, uma massa de 1,212 massas solares e idade de 4,9 bilhões de anos, sendo mais velha que o Sol. Combinando a asterosismologia com a modelagem do trânsito planetário e observações de velocidade radial, os pesquisadores concluíram que o planeta é um Saturno quente.

Com informações da UFRN

 

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