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Dilma defende Petrobras e diz que ajuste não vai cortar programas do MEC

954766-06042015-dsc_3491Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Ao dar posse hoje (6) ao novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, a presidenta Dilma Rousseff defendeu a Petrobras e os recursos do pré-sal que vão financiar a educação e disse que as medidas do ajuste fiscal não irão atingir os programas essenciais do setor.

“Garanto às brasileiras e aos brasileiros que a necessidade imperiosa de promover ajustes na nossa economia, reduzindo despesas do governo, não afetará os programas essenciais e estruturantes do Ministério da Educação [MEC]”, disse.

Segundo Dilma, os recursos dos royalties e do Fundo Social do Pré-Sal – que, por lei, serão destinados a investimentos em saúde e educação – já são uma realidade e o modelo de partilha precisa ser defendido.

“Não é coincidência que, à medida que cresce a produção do pré-sal, ressurjam algumas vozes que defendem a modificação do marco regulatório que assegura ao povo brasileiro a posse de uma parte das riquezas. Não podemos nos iludir, o que está em disputa é a forma de exploração desse patrimônio e quem fica com a maior parte.”

Dilma defendeu a “luta pela recuperação da Petrobras” para garantir a continuidade da exploração do pré-sal e a chegada dos recursos. A estatal vive a maior crise de sua história após a revelação de um esquema de corrupção na empresa. “Tenho a certeza de que a luta pela recuperação da Petrobras que está em curso, tanto a luta quanto a recuperação, é minha, é do meu governo, e, tenho certeza, interessa a todo povo brasileiro. O que está em jogo nessa luta em defesa da Petrobras e do controle do pré-sal é a soberania do nosso país e da educação.”

Renato Janine Ribeiro vai substituir Cid Gomes, que deixou o governo em março após se envolver em polêmica com o Congresso Nacional. Entre a demissão de Gomes e a posse do novo ministro, o Ministério da Educação estava sob o comando do secretário executivo da pasta, Luiz Cláudio Costa.

Dilma agradeceu o trabalho de Gomes no governo e disse que confia na dedicação e competência de Ribeiro para conduzir o MEC a partir de agora. “Renato Janine Ribeiro é um ministro educador numa pátria educadora. Sua escolha traduz em simbolismo a minha maior prioridade para esses próximos quatro anos. Tenho certeza de que ele irá criar, transformar, melhorar e fazer avançar a educação no nosso país.”

Professor titular de ética e filosofia política da Universidade de São Paulo (USP), Renato Janine Ribeiro é formado em filosofia pela mesma universidade, mestre pela Université Paris Pantheon-Sorbonne, doutor pela USP e pós-doutor pela British Library.

O novo ministro já foi membro do Conselho Deliberativo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), secretário da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e diretor de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Também atuou como membro do Conselho Deliberativo do Instituto de Estudos Avançados da USP e é membro do Conselho Superior de Estudos Avançados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Eu já me sinto cansado
    com essas explicações
    com conversas sem razões
    que já não convencem mais
    o país anda prá tras
    e a crise é eminente
    coitada da penitente
    dessa tal de Petrobras

    A pobre da Petrobras
    por Getúlio foi criada
    mas está sucateada
    pelo governo PTista
    é tanto nome na lista
    mas não tem ninguém punido
    se pertencer ao partido
    chefiado por Lulistas

  2. Os investidores já enxergaram o óbvio: a presidente Dilma Rousseff está comprometida com o ajuste fiscal e apoia, sem restrições, o ministro Joaquim Levy; com isso, a Bovespa teve a quarta alta em cinco pregões, bateu o recorde em quatro meses e sinaliza mais altas pela frente; sem discurso, lideranças do PSDB, como o senador Cássio Cunha Lima, falam em "Levydependência", como se a presidente Dilma não pudesse substituí-lo; a questão é: quem disse que ela pretende trocá-lo?

  3. Ou seja: pode esperar que cortes virão. Tudo que essa despreparada disser pode interpretar ao contrário.

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Economia

Dilma defende Petrobrás e promete punição 'com rigor'

A presidente Dilma Rousseff se comprometeu a investigar as denúncias que envolvem a Petrobrás, mas disse que não ficará alheia à “campanha dos que, por proveito político, ferem a imagem da empresa”.

“Não deixarei de combater qualquer tipo de ação criminosa ou ilícita de qualquer espécie, seja ela feita por quem for, mas também não ouvirei calada à campanha dos que, por proveito político, ferem a imagem da empresa, que nosso povo construiu com tanto suor e lágrimas”, afirmou a presidente durante cerimônia de viagem inaugural do navio petroleiro Dragão do Mar e batismo do navio Henrique Dias, no Estaleiro Atlântico Sul, em Ipojuca (PE).

No final de um discurso de cerca de 40 minutos, a segunda metade dedicada exclusivamente à Petrobrás, a presidente Dilma Rousseff afirmou que defenderá a estatal em quaisquer circunstâncias e com todas as suas forças. “Nós, com determinação, estamos aqui nos comprometendo, a cada dia que passa, que o que tiver de ser apurado vai ser apurado com o máximo de rigor. O que tiver de ser punido vai ser também com o máximo de rigor”. “A Petrobrás é maior do que qualquer um de nós, tem o tamanho do Brasil”, disse.

A presidente mencionou que a auditoria da Petrobrás, junto com o programa de prevenção à corrupção da empresa e com as comissões de apuração “são os mais eficazes mecanismos de controle e fiscalização internos”. “A Petrobrás jamais vai se confundir com qualquer malfeito, com corrupção ou qualquer ação indevida de quaisquer pessoas, das mais graduadas às menos graduadas”, disse.

Além disso, Dilma citou o Poder Judiciário, o Ministério Público e “sobretudo” a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União como órgãos do governo federal que “estarão sempre atentos para realizar a fiscalização e os controles externos”.

“Não podemos permitir, é bom dizer isso, como brasileiros que amam e defendem esse País, que se utilize ações individuais e pontuais, mesmo que graves, para tentar destruir a imagem de nossa maior empresa, a nossa empresa mãe. Ou para tentar confundir quem de fato trabalha a favor e quem trabalha contra a Petrobrás”, disse a presidente.

No Estado do ex-governador Eduardo Campos, Dilma rebateu as críticas feitas pelo pré-candidato do PSB ao Planalto, que afirmou que a Petrobrás perdeu seu valor de mercado. Segundo ela, no início do governo Lula a estatal brasileira valia US$ 15,5 bi. “Hoje, com toda a crise internacional, o valor da Petrobrás é de US$ 98 bilhões”, disse.

Privatização. Ela afirmou que “no início diziam” que o País não tinha petróleo e depois, “ironicamente”, segundo a presidente, pelo Brasil ter petróleo demais, defendeu-se a privatização da empresa. “De forma muito sorrateira prepararam todo um processo que, se não interrompido, acabaria por conduzi-la fatalmente a mãos privadas. De tão requintado esse processo, chegou a fazer parte até a troca do nome, que seria Petrobrax, sonegando a sílaba que é a nossa identidade e a nossa nacionalidade: bras, de Brasil.”

As tentativas de sucateamento, disse Dilma, deixaram marcas profundas na empresa e na cadeia de petróleo. “Por anos seguidos, o favorecimento à importação de navios e plataformas, a falta de planejamento e a ausência de uma política de conteúdo nacional trouxeram sérios problemas para os fornecedores nacionais. A redução dos investimentos em geral, em especial em tecnologia, a baixa valorização e renovação do capital humano corroeram essa grande empresa, mas ela teve força para resistir”, emendou.

Graça. O evento desta segunda-feira, 14, foi o primeiro em que Dilma apareceu em público ao lado da presidente da Petrobrás, Graça Foster, desde o início da onda de denúncias envolvendo a estatal, e também o discurso mais enfático da presidente sobre a questão.

Graça, que discursou brevemente antes da presidente, disse que acredita “mil vezes” na Petrobrás e pediu aos trabalhadores: “Nesse momento, eu preciso muito da energia de todos vocês”. Amanhã, Graça irá para Brasília depor na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado sobre os casos Pasadena e SBM.

Estadão

Opinião dos leitores

  1. A Petrobrás vai muito bem, obrigado! A oposição quer a todo custo usá-la como arma política, mas não conseguirá, pois é uma empresa forte. Queda do valor das ações na bolsa, não necessariamente indica que a saúde da empresa vai mal. Suas ações caíram porque os especuladores queriam que pagássemos 4 ou 5 reais pelo preço da gasolina. Estavam há bastante tempo pressionando o governo para que houvesse aumento. Que bom que o governo bateu o pé e não deu ouvidos. A Petrobrás é do povo brasileiro e a nossos interesses deve servir em primeiro lugar.

  2. Esse filme é velho e fora de contexto. Não vai punir ninguém!!!
    O estrago foi feito, o mercado financeiro já denunciava os problemas com a queda pela metade das ações da petrobras e agora o cenário político expõe esse deprimente capítulo de nossa história.
    O detalhe é que nesse caso não tem retrovisor para culpar outro governo, nem mesmo podem jogar políticos de outros partidos na situação, pois desde o início é puro sangue petista. Tudo indica que ainda vem mais denúncias por aí, documentos estão aparecendo aos monte. A chapa vai esquentar.

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