Economia

Amoêdo elogia ideias liberais de economista de Bolsonaro

Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Folhapress – 02.10.2018

Com pouco mais de 2,7 milhões de votos, o candidato João Amoêdo, do Novo, estreante numa disputa presidencial, disse que o partido ainda decidirá sobre eventual apoio no segundo turno, mas afirmou que o coordenador econômico de Jair Bolsonaro, o economista Paulo Guedes, tem ideias alinhadas à da legenda.

“Ele tem algumas ideias que se assemelham ao que defendemos, como mais liberdade econômica e privatização de estatais”, disse. “O problema é que essas propostas vêm do assessor econômico. Bolsonaro, como deputado (o candidato está em seu sétimo mandato na Câmara), nunca foi um grande defensor dessas pautas. Ainda é cedo para dizer (quem vamos apoiar).”

Abaixo, os principais trechos da entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

O Novo na eleição — “O balanço é muito positivo. O Novo existe há praticamente três anos desde sua data de registro, nunca utilizou dinheiro público, não fez coligação e não tinha nenhum político em sua base partidária a não ser os vereadores eleitos em 2016. Tinha também pouca exposição na mídia, tempo de TV e, mesmo assim, termina com 20 deputados eleitos — 8 federais, 11 estaduais e 1 distrital. Eu terminei em 5º lugar numa eleição com várias pessoas com tradição na política, à frente da Marina Silva (Rede), Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB). Além disso, temos um candidato indo para o segundo turno no segundo maior colégio eleitoral do País, o Romeu Zema, em Minas.”

Futuro do partido — “Vamos atuar em duas frentes. Uma é o próprio crescimento do partido, convidando pessoas para se filiar, e outra é focar na abertura de novos núcleos e diretórios pelo resto do Brasil, principalmente na região Norte e Nordeste.”

Novo no Congresso — “É muito importante termos unidade entre nossos deputados federais para atuar de forma coordenada. Eles vão trabalhar pela simplificação dos impostos, para dar liberdade para as pessoas montarem seus negócios, pela reforma da Previdência para fazer equilíbrio das contas públicas. Vamos trabalhar para ter um serviço público que funcione melhor e dar as bases para isso, com uma legislação mais moderna e eficiente. Todos passaram por processo seletivo e, de imediato, já falam de abrir mão de 50% da quantidade de assessores e da verba de gabinete.”

Polarização PSL-PT — “É muito ruim. Uma das coisas boas do segundo turno era a chance de, agora, as pessoas poderem discutir e os candidatos apresentarem claramente suas propostas e suas práticas. O que mais me preocupa é a forma como eles farão, os procedimentos e a atuação. Precisamos sair dessa polarização de votar em um porque está votando contra o outro, e sim votar num projeto de Brasil. Por isso trabalhei nessa eleição, não me identificava em nenhuma das duas propostas, e não via nelas um plano de execução que fosse uma renovação. Agora, é o que sobrou.”

Posição no segundo turno — “A gente vai discutir bem isso. Estamos comemorando os resultados e estruturando a atuação dos parlamentares eleitos. O PT é muito desalinhado com o que o Novo pensa, mas gostaria de ouvir um pouco mais do outro candidato. Ele tem algumas ideias na parte econômica, vindo de seu assessor para essa área, o Paulo Guedes, que se assemelham ao que defendemos, como mais liberdade econômica, privatização de estatais. Mas, de novo, o problema é que essas propostas vêm do assessor econômico. Ele, como deputado (Bolsonaro tem 28 anos de atuação parlamentar), nunca foi um grande defensor dessas pautas olhando seu histórico de atuação. É preciso entender os planos, conhecer a equipe de governo, e isso vai mostrar muito da linha.

Posições de Bolsonaro — “Tem posicionamentos dele que nos parecem muito extremados. Por outro lado, o PT também promoveu uma corrupção na máquina pública que é inaceitável. Então, vamos pesar tudo isso. Não é uma decisão simples. Tem que pesar não só a pauta econômica, mas o procedimento, a veracidade, a disposição de colocar as pautas e a forma como vai ser dado o tratamento ao cidadão, à preservação das instituições. Nessas três semanas vamos conhecer um pouco mais, as ideias e as pautas dos dois candidatos. Ainda é cedo para dizer.”

Estadão

 

Opinião dos leitores

    1. Quem mais causou pobreza foi o PT.. depois de 13 anos fica procurando culpados e prometendo o que nao fizeram.. ora.. Partido de trambiqueiros e mentirosos. Chega de enganação e alienaçao. Um partido fascista que propaga o odio e a mentira, dividiram o país com um discurso de odio.. o PT. Chega.

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Economia

Economista de Bolsonaro quer IR unificado e recriar CPMF

Jair Bolsonaro (PSL-RJ) e seu assessor econômico Paulo Guedes – Reuters

O economista Paulo Guedes, que comandará o Ministério da Fazenda caso Jair Bolsonaro (PSL-RJ) seja eleito, anunciou na terça (18), para uma plateia restrita, o pacote tributário que pretende implementar no governo.

CAIXA 2
Guedes quer recriar um imposto nos moldes da CPMF, que incide sobre movimentação financeira, pretende criar uma alíquota única do IR (Imposto de Renda) de 20% para pessoas físicas e jurídicas —e aplicar a mesma taxa na tributação da distribuição de lucros e dividendos.

TAXA ZERO
Por outro lado, estuda eliminar a contribuição patronal para a previdência, que incide sobre a folha de salário —que tem a mesma alíquota, de 20%.

POUCOS
As revelações foram feitas a um grupo reunido pela GPS Investimentos, especialista em gestão de grandes fortunas. O publicitário Roberto Justus era um dos convidados.

AO LADO
Guedes afirmou que está sendo auxiliado pelo economista Marcos Cintra —foi ele que o convenceu, por exemplo, a criar um imposto nos moldes da CPMF.

NO FIM
Cintra confirma o teor das propostas e diz estar finalizando o projeto de reforma tributária. O novo imposto sobre movimentações financeiras se chamaria CP (Contribuição Previdenciária) e seria destinado a financiar o INSS.

BALANÇA
Segundo ele, a equipe defende o modelo de capitalização para a Previdência. O atual, no entanto, seguiria existindo paralelamente. Para garantir a sua solvência, seria criada a contribuição.

NÃO, OBRIGADO
Na conversa na GPS, Guedes contou que Dilma Rousseff o convidou para ser ministro da Fazenda em 2015. Ele não aceitou.

ALÔ?
Guedes afirmou ainda que sempre foi bem tratado pela imprensa. Mas foi só anunciar apoio a Bolsonaro que as coisas mudaram. Disse que recebeu telefonema até de João Roberto Marinho, do Grupo Globo, com ressalvas à sua opção.

IRREAL
O telefonema, segundo interlocutores de Marinho, nunca existiu —nem, muito menos, qualquer crítica.

Mônica Bergamo – Folha de SP

 

Opinião dos leitores

  1. A proposta é aumentar a carga de impostos sobre os assalariados e classe média, notem: hoje quem ganha de R$ 1.904,00 a R$ 2.826,65 paga 7,5% de imposto de renda, e quem recebe de R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05, paga 15%, a proposta do candidato é ter uma alíquota única de 20%, ou seja, o brasileiro que tenha um salário entre os valores de R$ 1.904,00 a R$ 3.751,05, vai pagar mais imposto, e aquele que ganha acima de R$ 3.751,05 vai pagar menos, pois hoje dependendo da faixa paga 22,5% ou 27,5%. Assim, haverá a elevação do tributo sobre os que ganham menos, que irão financiar a redução para os que ganham mais.
    Outro ponto preocupante consiste na proposta da volta do CPMF, a ideia é acabar com contribuição patronal para o INSS, substituindo-a pelo CPMF, o imposto sobre as movimentações financeiras, que a meu ver irá onerar mais ainda quem recebe salário e a classe média.
    Antes de votar faça as contas, avalie o impacto no seu orçamento, banqueiros e grandes empresários estão fazendo e acredito que gostando de pagar menos imposto.
    Com emoção vamos a uma festa de formatura, para as urnas devemos ir com a razão.

  2. Fake News, já foi desmentido pelo candidato!

    A colunista social da Folha de S. Paulo disse que Paulo Guedes “quer recriar um imposto nos moldes da CPMF”.

    Jair Bolsonaro já a desmentiu, dizendo:

    “Nossa equipe econômica trabalha para redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é o nosso lema! Somos e faremos diferente. Esse é o Brasil que queremos!”

  3. Alíquota do IR de 20% para PF e PJ, isso é uma piada, esse Paulo Guedes(o homem do mercado),
    só defende os interesse das pessoas ricas. exemplo: SE UMA PESSOA GANHA R$ 5.000,00 DE SALÁRIO E OUTRA GANHA R$ 10.000,00 AI AMBOS VAI PAGAR 20% DE IR ISSO É UMA PIADA.

  4. MENTIRA. Já foi desmentido essa recriação de cpmf. Olha as fakenews! A equipe economica de Bolsonaro propões menos impostos, desburocratização e menos regulamentação!

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