Esporte

Em carta aberta, seleção alemã se desculpa e diz que eliminação foi justa

Eliminada na primeira fase da Copa do Mundo pela primeira vez em 80 anos, a seleção alemã publicou nessa quinta-feira uma carta aberta em que se desculpa com os torcedores e admite que não mereceu a classificação para as oitavas de final na Rússia, aonde chegou como atual campeã.

Foto: Getty

“Estamos tão decepcionados quanto vocês. A Copa é jogada só a cada quatro anos, e tínhamos ambições. Lamentamos muito não termos jogado como campeões do mundo. Por isso, fomos eliminados com justiça, por mais amargo que isso seja”, diz o documento.

A Alemanha se despediu do Mundial ao perder para a Coreia do Sul por 2 a 0 nesta quarta, em Kazan. Antes, havia sido derrotada pelo México e vencido a Suécia. Dessa forma, a ‘Mannschaft’ somou três pontos e ficou na lanterna do grupo F, com três pontos. Suecos e mexicanos, com seis cada, passaram de fase.

“O apoio de vocês foi maravilhoso, na Alemanha e nos estádios russos. No Rio, em 2014, comemoramos juntos. Mas o esporte também é feito de derrotas, e é preciso reconhecer quando os adversários jogam melhor”, destaca a carta, em que os alemães ainda parabenizam os classificados.

Neuer fala em elenco responsável

O goleiro Manuel Neuer afirmou que todo o elenco precisa dividir a culpa. “Não sei o que aconteceu. Devemos assumir a responsabilidade. Nós nos equivocamos todos juntos”, afirmou o capitão da seleção alemã. “Temos que analisar o que se passou, mas é preciso dizer claramente que não merecemos passar. O time alemão realmente não apareceu em nenhum dos três jogos”, admitiu Neuer em entrevista à Federação Alemã de Futebol.

O camisa 1 do time de Joachim Löw afirmou que os adversários souberam aproveitar os erros da tetracampeã. “Eles sabiam que teriam oportunidades. Em torneios anteriores, tanto nas Eurocopas quando nas Copas, isso não aconteceu. Deixamos uma imagem ruim”, reconheceu o goleiro, que aos 32 anos não pensa em deixar a seleção.

ESPN, com EFE

 

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Diversos

Em carta aberta, ator global José Mayer admite: “Eu errei”; confira íntegra

Confira a carta aberta enviada pelo ator José Mayer à Veja, por meio de sua assessoria de imprensa:

“Carta aberta aos meus colegas e a todos, mas principalmente aos que agem e pensam como eu agi e pensava:

Eu errei.

Errei no que fiz, no que falei, e no que pensava.

A atitude correta é pedir desculpas. Mas isso só não basta. É preciso um reconhecimento público que faço agora.

Mesmo não tendo tido a intenção de ofender, agredir ou desrespeitar, admito que minhas brincadeiras de cunho machista ultrapassaram os limites do respeito com que devo tratar minhas colegas. Sou responsável pelo que faço.

Tenho amigas, tenho mulher e filha, e asseguro que de forma alguma tenho a intenção de tratar qualquer mulher com desrespeito; não me sinto superior a ninguém, nao sou.

Tristemente, sou sim fruto de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas, invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas. Não podem. Não são.

Aprendi nos últimos dias o que levei 60 anos sem aprender. O mundo mudou. E isso é bom. Eu preciso e quero mudar junto com ele.

Este é o meu exercício. Este é o meu compromisso. Isso é o que eu aprendi.

A única coisa que posso pedir a Susllen, às minhas colegas e a toda a sociedade é o entendimento deste meu movimento de mudança.

Espero que este meu reconhecimento público sirva para alertar a tantas pessoas da mesma geração que eu, aos que pensavam da mesma forma que eu, aos que agiam da mesma forma que eu, que os leve a refletir e os incentive também a mudar.

Eu estou vivendo a dolorosa necessidade desta mudança. Dolorosa, mas necessária.

O que posso assegurar é que o José Mayer, homem, ator, pai, filho, marido, colega que surge hoje é, sem dúvida, muito melhor.

José Mayer”

Veja

Opinião dos leitores

  1. Depois de negar várias vezes e dizer que a vítima estava mentindo, chamando-a de louca, viu o cerco se fechar e resolveu assumir a verdade. Agora vai ficar na geladeira (provavelmente recebendo seu salário) e aprender a respeitar as mulheres. Grande ator que mancha sua imagem perante a população.

  2. Esqueceu a reparação por danos morais e até materiais q a vítima vai pedir, pois é réu confesso.

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Diversos

Em carta aberta, estudantes defendem permanência do ministro da Justiça Alexandre de Moraes

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, durante entrevista exclusiva ao Jornal O globo sobre o novo Plano Nacional do Segurança Pública, no Minitério da Justça – Ailton de Freitas/Agência O Globo/11-01/2017

Em carta aberta, estudantes de pelo menos quinze universidades paulistas saíram em defesa do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, cuja renúncia foi pedida por mais de 100 advogados e juristas em manifesto divulgado pelo Centro Acadêmico XI de Agosto na quarta-feira, que representa alunos da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

O documento, organizado por um estudante de Direito da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e assinado por cerca de 200 alunos, critica a decisão de alguns membros do Centro Acadêmico XI de Agosto de pedir “irresponsavelmente” a renúncia de Moraes e afirma que desconsiderar a responsabilidade dos 13 anos de governo federal, que se encerrou com a saída da ex-presidente Dilma Rousseff, prova o “casuísmo da crítica”.

“Ao longo de todos os seus governos, nem Lula nem Dilma tiveram o compromisso e a coragem política de encarar de frente o problema da segurança pública, ou de problematizar a viabilidade de novas vagas, com dignidade aos presos. A preocupação não é com medidas permanentes de afirmação dos direitos humanos, mas sim com a projeção de velhos nomes e grupos – depois de suas gestões, desacreditados – de volta para a política democrática”, diz um trecho do manifesto.

Para Gustavo Alvoreda, membro do movimento estudantil Viração da FGV, que organizou a carta, não é possível responsabilizar Moraes pelos recentes massacres já que o atual governo assumiu recentemente.

— Não resolveram o problema da situação carcerária, que é deplorável mesmo, em 13 anos. Agora, eles querem atacar um governo de 8 meses. Na minha leitura, é um pouco oportunista — disse ele.

Além de alunos da FGV, também assinam estudantes da Universidade Presbiteriana Mackenzie, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Faculdades Metropolitanas Unidas e também da própria Universidade de São Paulo, entre outras.

O Globo

 

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