Diversos

Em três anos, adoções em Natal crescem 25%

O número de adoções na comarca de Natal cresceu 25% nos últimos três anos, os dados são da 2ª Vara da Infância e Juventude de Natal, que cuida dos processos de adoção da cidade. O crescimento é fruto do trabalho da desenvolvido pela Coordenadoria da Infância e Juventude do Judiciário potiguar (CEIJ/RN), pelo incentivo à adoção legal.

Em 2015, ocorreram 63 adoções; em 2016, foram 66; já em 2017 esse número subiu para 84 adoções.

A assistente social da 2ª Vara da infância e juventude, Michele Bezerra, avalia esse crescimento como positivo e fruto do trabalho da CEIJ e das varas de infância da comarca. “Iniciou-se um termo de cooperação técnica entre Estado, Município e o Tribunal de Justiça no sentido de incentivar as adoções legais, de perceber e informar a essa mulher que quer entregar a criança, que ela tem de expressar essa vontade e informar à vara da infância”, comentou.

Essa parceria entre Justiça e os outros organismos estatais busca desenvolver ações em parceria com as unidades de saúde, para identificar e dar o atendimento às mães que querem entregar seus filhos para adoção, de forma à encorajar essa adoção, a ser feita por meios legais e seguros.

“Nós observamos que depois que essa rede começou a trabalhar e conversar com essas mulheres, as adoções pelo cadastro aumentaram”, disse a assistente social. O projeto, chamado “Atitude Legal”, já está em andamento, promovendo ações de conscientização nas maternidades e centros de saúde.

IV Semana da Adoção

A Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude (CEIJ) do Tribunal de Justiça do RN, juntamente com a Corregedoria Geral de Justiça e o projeto Acalanto, irá promover a 4ª Semana Estadual da Adoção, entre os dias 20 e 26 de maio. O evento busca mobilizar famílias, instituições, simpatizantes da causa e pessoas interessadas em adotar crianças ou adolescentes. A edição deste ano tem como tema central o mote “Olha pra mim”.

A programação será iniciada no domingo, 20 de maio, às 8h, no Parque das Dunas, com a realização de uma caminhada reunindo pretendentes, pais adotivos, voluntários do Projeto Acalanto Natal e parceiros.

 

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Finanças

Em três anos, Collor recebe enxurrada de 742 depósitos em sua conta bancária

fernando-collorSuspeito de receber dinheiro desviado da BR Distribuidora, o ex-presidente e senador Fernando Collor (PTN-AL) foi agraciado com uma enxurrada de 742 depósitos em sua conta bancária.

É o que mostra a análise da conta bancária entre 2011 e 2014. Os valores, em geral, são baixos para não despertar suspeitas. Na conta 201, agência 4454 do Itaú Unibanco, verifica-se 534 transações de 2.000 reais, por exemplo.

No total, os depósitos fracionados nesta conta somam 2,6 milhões de reais.

Radar On-Line, Veja

Opinião dos leitores

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Finanças

Em três anos, Bumlai sacou R$ 5 milhões na boca do caixa

Além da palavra de delatores, os indícios contra pecuarista José Carlos Bumlai se concentram num emaranhado de operações financeiras consideradas suspeitas pelos investigadores, como empréstimos bancários e o grande volume de dinheiro vivo que ele movimentava.

Preso nesta terça (24) na etapa mais recente da Operação Lava Jato, Bumlai realizou saques de R$ 5 milhões, em dinheiro vivo, na boca do caixa entre 2010 e 2013.

Os saques em espécie foram reportados pelo Banco do Brasil porque cada um deles ultrapassou R$ 100 mil, conforme norma do Banco Central.

Ao todo, foram 37 operações entre janeiro de 2010 e outubro de 2013, com valores variando entre R$ 100 e 265 mil.

O dinheiro veio de duas contas -uma tendo o próprio empresário como titular e outra em nome da usina São Fernando Açúcar e Álcool, de sua propriedade- e acionou o alerta do Coaf, o órgão de inteligência financeira do Ministério da Fazenda.

Em outubro de 2013, o policial militar Marcos Sergio Ferreira realizou um saque de R$ 100 mil de uma conta de Bumlai em uma agência do Bradesco, em São Paulo.

Como não havia vínculo aparente de negócio entre eles, o saque levou o Ministério Público Federal a pedir ao juiz Sergio Moro a realização de uma operação de busca na casa do policial. O magistrado indeferiu.

EMPRÉSTIMOS

A principal operação financeira sob suspeita é um empréstimo de R$ 12,1 milhões contraído por Bumlai junto ao Banco Schain e citado por delatores como uma operação de cobertura para pagar dívidas de campanhas do PT.

A única garantia oferecida pelo pecuarista foi uma nota promissória. A operação foi listada como um dos empréstimos temerários do Banco Schahin pela fiscalização do Banco Central.

Logo após receber o dinheiro, Bumlai declarou ter emprestado R$ 12,6 milhões à Fazenda Eldorado S.A., empresa que pertencia ao Grupo Bertin, à época controladora de um dos maiores frigoríficos do Brasil.

Como não há prova documental que tenha enviado o dinheiro aos Bertin, a Receita Federal afirma que o destino do dinheiro é desconhecido.

Os Bertin declararam a devolução a Bumlai do dinheiro em parcelas entre 2005 e 2007, sem pagar nenhum centavo de juros -o que tornou o negócio bastante suspeito, segundo os peritos que o analisaram.

SEM JUROS

A dívida original de Bumlai com Schahin cresceu e chegou a R$ 18 milhões, mas foi supostamente quitada em uma negociação envolvendo a entrega de embriões vivos pelo devedor.

A quitação do empréstimo levantou tantas suspeitas quanto a concessão: o banco deu desconto de R$ 6 milhões, o que na prática apagou todos os juros e correção.

A quitação ocorreu em 27 de janeiro de 2009, um dia antes do grupo Schahin assinar o contrato com a Petrobras para operar a sonda Vitória 10.000, um negócio de US$ 1,6 bilhão.

Na versão de três delatores, o empréstimo de Bumlai com o banco foi apenas uma simulação para levantar dinheiro para o PT e que os Schahin foram pagos de fato com o contrato da Petrobras.

Salim Schahin, um dos controladores do grupo Schahin e agora delator, diz que os embriões invocados por Bumlai como pagamento jamais existiram. O Banco Schahin foi vendido ao BMG em 2011.

OUTRO LADO

A reportagem não conseguiu ouvir o advogado Arnaldo Malheiros, que defende Bumlai, nem representantes do grupo Bertin. Recados foram deixados, mas não foram respondidos. A reportagem não localizou até as 20h desta terça o policial Marcos Sérgio Ferreira.

Folha Press

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