@PedroRatts
Publicitário
O Instagram anunciou recentemente que vai testar formatos para ocultar as métricas das curtidas. E toda vez que o Instagram (ou o Facebook) começam a falar em “testes”; eles implementam. O principal argumento é o de atrair mais conteúdo e estimular menos as métricas de popularidade. Se você tem adolescente em casa (aliás, os adultos também), sabe o estrago que a ansiedade pelas curtidas vem fazendo nas famílias. O Instagram nega esta finalidade, mas no fundo ele sabe que já existem estudos e debates sobre ansiedade e autoestima que surgiram por causa das redes sociais, onde número de seguidores e curtidas passou a ser medida de aceitação e popularidade.
Mas curtidas são métricas importantes nas estratégias de comunicação, para avaliar engajamento e calibrar caminhos, para mensurar os resultados. Se o Instagram mudar mesmo (e acho que ele vai) isso vai dificultar essa mensuração do conteúdo. E aí surge um problema: com o fim das curtidas, os influenciadores, e somente eles, terão acesso aos seus próprios números, uma vez que apenas o dono do perfil terá acesso aos próprios números. Eu mesmo já acho que número de curtidas não significam sucesso de uma estratégia, mas essa cultura ainda perdura entre as marcas, principalmente em mercados menores. Penso que é apenas uma variável, não a principal. Sempre acreditei que comentários e compartilhamentos são mais importantes, e todo um trabalho braçal mesmo na estratégia.
Mas não dá pra negar que os likes influenciam em provocar o interesse, como o número de visualizações geram interesse em assistir a um vídeo. E não vamos esquecer que ainda tem muita gente que compra curtidas e usam robôs pra ganhar seguidores. Essa coisa de mostrar número de seguidores, mostrar likes etc, formatou as redes sociais nestes primeiros dez anos (arredondando). Foi importante pra popularizar as redes. Mas a curva chegou no pico e já está ascendente, e ninguém sabe exatamente até onde vai cair. O resumo da história: não, o fim dos likes não é o fim das estratégias. Mas as marcas, estas sim, vão precisar cada vez mais focar na experiência do usuário, na relevância dos conteúdos e na forma como encaixam suas estratégias utilizando o que cada rede tem de bom. Vale pro Instagram. Vale pro Facebook. Aliás, vale pra tudo o que sua marca for fazer em matéria de comunicação e conteúdo.
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