Judiciário

POLÊMICA STF x CÂMARA: Gilmar Mendes ironiza decisão de Marco Aurélio de Mello: ‘Sempre ensinando’

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes ironizou nesta terça-feira (5) a decisão do colega Marco Aurélio de Mello que determinou que a Câmara dê início ao processo de impeachment do vice-presidente Michel Temer.

“Eu também não conhecia impeachment de vice-presidente. É tudo novo para mim. Mas o ministro Marco Aurélio está sempre nos ensinando”, disparou o ministro.

A Constituição prevê que cabe à Câmara autorizar “a instauração de processo contra o presidente e o vice-presidente da República e os ministros de Estado” e reserva ao Senado processar e julgar essas autoridades por crimes de responsabilidade, que podem provocar os processos de impeachment.

A lei 1.979 de 1950, que define os crimes de responsabilidade e regula o respectivo processo de julgamento, não faz referência ao vice.

O regimento da Câmara prevê que qualquer cidadão pode denunciar à Câmara o vice-presidente por crime de responsabilidade.

Gilmar afirmou que há entendimentos recentes de ministros do Supremo de que cabe ao presidente da Câmara a decisão de admitir ou não o processo de impeachment. O ministro disse, no entanto, que isso deve ser examinado se a Câmara recorrer contra a decisão de Marco Aurélio.

DECISÕES ANTERIORES

Em outubro de 2015, os ministros Teori Zavascki e Rosa Weber, do STF, concederam liminares suspendendo o andamento dos processos de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.

Os ministros entenderam que não era permitido que fosse dada ao plenário da Câmara a palavra final sobre a abertura ou não do pedido de afastamento do presidente.

Com isso, a decisão sobre a abertura do processo ficaria apenas nas mãos do presidente da Câmara.

Nesta terça, Marco Aurélio determinou que Cunha admita o processo de impeachment de Temer e o envie para uma comissão especial a ser criada pela Câmara, que irá analisar o pedido de afastamento.

Marco Aurélio Mello afirmou que o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não “respeitou o figurino legal” ao rejeitar o pedido de afastamento do correligionário.

Para o ministro, Cunha extrapolou suas atribuições e analisou o mérito da acusação contra o vice-presidente, o que caberia a uma comissão especial a ser criada pela Câmara para discutir o recebimento ou não da denúncia.

O pedido de impeachment de Temer foi feito pelo advogado Mariel Márley Marra e chegou ao STF porque foi arquivado por Cunha sob a justificativa de que não existiam elementos de que o vice cometeu crime de responsabilidade.

O advogado argumentou que o vice-presidente cometeu crime de responsabilidade e teria atentado contra a lei orçamentária ao assinar decretos autorizando a abertura de crédito suplementar sem autorização do Congresso. As irregularidades são as mesmas que motivam o atual pedido de impeachment de Dilma.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. A pessoa chamar Marco Aurélio de petista só mostra a imbecilidade e lobotomia q tomou conta da nossa sociedade.
    Alguém duvida q a mídia nao é o quarto poder?

    1. A imprensa livre é instituição básica de qualquer democracia. Só defensores e aliados de ditaduras como vocês, petistas, tentam desqualificá-la e enfraquecê-la. Imprensa, numa verdadeira democracia, é mesmo pra ser forte e livre.

  2. O que Marco Aurélio disse e vez foi totalmente descabido, desnecessário e desprovido de qualquer razoabilidade jurídica. O judiciário não deve e não pode intervir no legislativo dessa forma. Ele meteu as mãos pelos pés e melou uma situação que não tinha e merecia tanta manchete assim. por acaso virou advogado do PT? Deu uma do valoroso Eduardo Cardoso, melou a justiça.

    1. BG
      O roda viva da TV Cultura de São Paulo entrevistou ontem esse Ministro e teve muita polemica inclusive com José Neumane Pinto como entrevistador, esse MAM ninguém entende elle.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *