Judiciário

Homem que ameaçou queimar juíza viva é condenado a 20 anos de prisão

Alfredo José dos Santos, que ameaçou queimar com combustíveis uma juíza em março de 2016 no fórum do Butantã, em São Paulo, foi condenado na noite desta terça-feira (4) a 20 anos de prisão.

A sentença da Justiça de São Paulo é por tentativa de homicídio e por cárcere privado. O júri absolveu Santos da acusação de tentar matar um vigilante. O julgamento teve início na manhã de segunda (3) e só foi encerrado na noite desta terça.

Na ocasião do crime, a juíza Tatiana Moreira Lima teve seu corpo banhado por gasolina e diesel e foi feita refém em seu próprio gabinete por Santos, que tinha um processo analisado pela magistrada. Ela foi salva por um tenente da Polícia Militar que se aproveitou de uma distração de Santos durante o processo de negociação.

O acusado invadiu as dependências do fórum pela saída –fato que o impediu de ser revistado. Na ocasião, ele portava uma bolsa com explosivos e produtos inflamáveis. No percurso até a sala da magistrada, ele derramou líquido inflamável e ateou fogo no prédio. Um segurança do fórum chegou a atirar contra ele, mas o tiro não acertou o acusado.

Já na sala da magistrada, Alfredo imobilizou a vítima pelo pescoço, jogou produtos inflamáveis sobre si e no corpo dela e a forçou a dizer que ele era inocente. A todo o momento, ele ameaçava acionar um isqueiro com intenção de queimar a juíza.

A juíza Tatiane Lima, no centro, que foi feita refém no fórum do Butantã, na zona oeste da capital. Foto: Marlene Bergamo/Folhapress

“Ele me segurava forte e me esfregava naquilo [líquido inflamável]. E ele dizia sempre: eu vim para matar ou para morrer”, disse a juíza em entrevista.

O suspeito, que fez curso técnico de química, também usava um capacete militar com a inscrição “inocente”. Sua roupa tinha dizeres como “fraude processual” escritos a mão. “Ele me confundiu com outra magistrada. Ele estava ali para passar por uma audiência do processo e não para perder a guarda do filho”, disse a magistrada à época.

Santos era funcionário de uma confeitaria e, antes de atacar Tatiana Lima, tinha passagens pela polícia por crimes de menor potencial ofensivo.

Em sua decisão, o juiz Adilson Paukoski Simoni destacou a personalidade extremamente perigosa do acusado. Santos deverá iniciar o cumprimento em regime fechado, sem o direito de recorrer da sentença em liberdade.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Se este acimento não tivesse ocorrido com a magistrada, esse bandido ja estaria livre, leve e solto pra praticar as maiores atrocidades nas ruas, pois ja teria sido solto na audiência de custódia. Alias, será que houve tal audiência? São tantas perguntas. …

  2. Uma pessoa desesperada pela guarda do filho, surtou fez uma loucura, pega vinte anos de cadeia, essa justiça de merda só fode o pobre, eu queria ver se fosse um deputado, um ministro, um empresario, não tava nem preso. esse homem devia tá era em um hospital sendo tratado, eu não sei jovem você que fez essa besteira, se não era melhor ter acionado o isqueiro, teria pegado pouco mais de vinte anos.

  3. Se a vítima não fosse juiz ou juíza ele pegaria no máximo 4 anos !!!
    Essa lei de merda só beneficia esses juízes e juízas, promotores, desembargadores, etc, o judiciário ( que é outra merda ). Corporativismo ! Ditadura Judicial em benefícios próprios !

    1. Tem assassinos que nem pegam pena… E, quando pegam, respondem em liberdade.
      O lance é matar e roubar pessoas "simples"… Pq a justiça só existe pros magistrados… Já, para a demais população, só sobra a INjustiça.

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