Acidente

Sem indícios de crime, MPF arquiva investigação sobre morte de Teori Zavascki

Foto: Reprodução

O acidente aéreo que matou o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki ocorreu por falta de cuidado do piloto. Assim, diante da ausência de indícios de crime, o Ministério Público Federal em Angra dos Reis (RJ) arquivou a investigação sobre o caso.

Em janeiro de 2017, o avião que levava Teori caiu ao tentar aterrissar em Paraty (RJ). Além dele, outras quatro pessoas morreram no acidente. A aeronave decolou do Aeródromo Campo de Marte, em São Paulo, com destino ao Aeródromo de Paraty, às 13h01. Durante a aproximação para pouso, em condições restritas de visibilidade, o avião se chocou contra a água na Baía de Paraty.

Segundo os laudos periciais, a aeronave modelo Hawker Beechcraft King Air C90, prefixo PRSOM, apresentava perfeito funcionamento e estava com revisões obrigatórias em dia e documentação regular.

Por outro lado, a análise do quadro meteorológico no dia dos fatos, combinada com a opção do piloto pelo pouso com baixa visibilidade, demonstra que ele apresentou conduta de elevado risco, com possibilidade de acidente. Mas nenhuma conduta criminosa.

“Assim, as provas forenses, os depoimentos prestados e análise do voo da aeronave no dia 19 de janeiro de 2017 afastam qualquer indício de materialidade de crime de homicídio, seja doloso ou mesmo culposo. Diante disso, a ausência de elementos mínimos acerca da existência da materialidade delitiva indicam o arquivamento da investigação”, concluiu o procurador da República Igor Miranda, responsável pelas investigações.

No inquérito policial, o trabalho investigativo correu a partir de linhas iniciais de possíveis motivos para o acidente, o que não descartava eventual causa dolosa ou culposa. Com base em todos os elementos apuratórios reunidos, especialmente laudos forenses, concluiu-se que as causas do acidente decorreram de imperfeições de condução do voo por parte do piloto, o qual, desprovido de qualquer intenção disso, violou deveres objetivos de cuidado. Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF-RJ.

Conjur

 

Opinião dos leitores

  1. Não foi homicídio doloso ou culposo? E agora, como ficam a enxurrada de teorias da conspiração alardeadas aos quatro ventos?

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Acidente

Falha humana é a principal linha de investigação para a morte de Teori

Teori Zavascki morreu em acidente aéreo. Foto: Arquivo/Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segovia e o delegado da PF Rubens Maleiner se encontraram com a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, na manhã desta quarta-feira, 10, por cerca de uma hora e meia para apresentar o andamento da investigação sobre o acidente aéreo que matou o ministro Teori Zavascki e outras quatro pessoas, em janeiro de 2017.

Após a reunião, Maleiner, que preside o inquérito sobre o acidente, afirmou que, embora a investigação ainda não esteja concluída, já se pode afirmar que não houve qualquer ato intencional que tenha provocado a queda da aeronave, descartando as hipóteses de sabotagem no avião que levava o então ministro relator da Lava Jato. O delegado acrescentou que a apuração está em estágio bastante avançado.

— A possibilidade de um ato intencional contra aquele voo foi bastante explorada, em diversos exames periciais, e nenhum elemento nesse sentido foi encontrado, disse o delegado. Para fechar a conclusão da causa do acidente, Maleiner afirmou que são necessárias mais algumas perícias.

— Existe um conjunto de fatores que podem ter levado àquele desfecho, que dizem respeito a condições meteorológicas, trajetórias e alturas desempenhadas pelo piloto naquela tentativa de aproximação para Paraty, e a condição de voo pelo visual e pela questão instrumental, completou. Quando perguntado se a hipótese mais provável para a queda seria a de falha humana, o delegado apenas afirmou “estamos avançando”.

De acordo com as investigações, não foram encontrados vestígios de qualquer falha que pudesse ter sido evitada antes da decolagem da aeronave. Também não foi possível encontrar nenhum vestígio de explosivos ou produtos químicos que pudessem causar incêndio dentro do avião.

Desde o dia da queda, os motivos do acidente são investigados pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes da Aeronáutica (Cenipa) e pela PF de Angra dos Reis. Além de periciar destroços da aeronave e gravações das conversas entre piloto e torre de controle, o inquérito realizou exames nos corpos do piloto, do ministro e das outras vítimas para descartar qualquer tipo de anormalidade que possa ter causado o acidente.

Maleiner explicou nesta quarta-feira que as duas linhas de investigações tendem a ser independentes “ao máximo”. “A Cenipa tem fins exclusivamente preventivos, já a da PF tem um fim de elucidação do fato para investigar eventuais condutas de pessoas que possam ser apontadas como responsáveis por aquele resultado”, disse.

A aeronave prefixo PR-SOM, modelo Hawker Beechcraft King Air C90, decolou às 13h01 do Campo de Marte, em São Paulo, e a Marinha foi informada da queda às 13h45. O avião caiu perto da Ilha Rasa, em Paraty (RJ), a 2 km da cabeceira da pista do aeroporto onde pousaria.

Além do ministro Teori, morreram no acidente o empresário Carlos Alberto Filgueiras, dono da avião, o piloto Osmar Rodrigues, a massoterapeuta Maíra Panas e sua mãe, Maria Hilda Panas Helatczuk.

R7, com Estadão

 

Opinião dos leitores

  1. Falha humana é quando "humanos" decidem falhar como cristãos, para obter êxito nos seus interesses pessoais e/ou políticos?

  2. Serviço bem feito, limpeza profissional e cobertura da equipe de estancamento da sangria em ação. Ninguém quer mais nem saber e a imprensa vira a cara pro outro lado. Morreu, acabou-se. Mas se tivesse beneficiado, ou os acusados fossem petistas…
    Essa investigação iria até o Jardim do Éden pra encontrar o DNA do culpado por antecipação. E mesmo que não fosse encontrado nada, a "Teoria do Domínio do Fato" permitiria condenar quem se quisesse condenar. Afinal, numa justiça parcial, se bota a culpa em quem se quer.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *