Com a proposta de enriquecer o conhecimento dos operários da construção civil acerca das normas de acessibilidade, o Ministério Público do Rio Grande do Norte promove os treinamentos do projeto Acessibilidade nos Canteiros. A iniciativa conta com o apoio da Secretaria Especial dos Direitos das Pessoas com Deficiência do Ministério da Justiça e da Cidadania e consiste na capacitação de pedreiros e mestres de obra – realizada no próprio canteiro de obra – a partir de videoaulas e aulas expositivas que abordam a parte legal e técnica sobre as exigências em matéria de acessibilidade.
“O treinamento tem como foco orientar e conscientizar os trabalhadores sobre a importância da acessibilidade para a população em geral, e quais os principais cuidados que devem ser observados na execução dos projetos para que a obra se torne uma edificação acessível”, explica a coordenadora do projeto, a promotora de Justiça Rebecca Monte Nunes Bezerra. As aulas e videoaulas, que também contam com a participação dos arquitetos Maria Bernadete Lula de Menezes Cruz e Adauto Carvalho de Morais Junior, foram elaboradas de acordo com o que estabelece a norma específica da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que dispõe sobre a acessibilidade das edificações, mobiliários, espaços e equipamentos urbanos. O material audiovisual também é acessível, já que conta com janela de Libras, audiodescrição e legendas.
No dia 28 de julho passado, o treinamento foi realizado em uma obra no bairro de Petrópolis. Para Francisco Vasconcelos, proprietário da construtora responsável pelo empreendimento, a iniciativa é excelente. “É importante que os operários da obra tenham a consciência de que, conhecendo a norma, eles podem ser autocríticos para perceber que aquela pequena diferença é fundamental, pois evita a necessidade de correções que geram custos elevadíssimos para deixar a obra completamente acessível”, declarou.
O diretor de engenharia Artur Moura destaca que a iniciativa enriquece os conhecimentos da equipe como um todo. “Para nós a expertise gerada acerca da acessibilidade só vinha por meio de projetos. Hoje, passamos a ter a obrigação de treinar e capacitar nossos colaboradores”, complementou.
Foram realizados treinamentos em obras das empresas Constel, Construtora Mendonça Júnior Ltda., Construtora Monte Neto Ltda., Elitim Construtora e Incorporadora Ltda., Construtora Crispim Ltda., Brick Empreendimentos, M&K Comércio e Construções Ltda., Interproj Engenharia e Arquitetura Ltda., Construtora Colmeia S.A. e também na obra de reforma do Colégio Nossa Senhora das Neves.
O projeto possui ainda parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), que divulgou o convite de participação no projeto entre as empresas locais, e com o Sistema Nacional de Emprego no Rio Grande do Norte (Sine-RN), neste último para aplicação do treinamento em turmas de operários da construção civil que ainda serão lançados no mercado de trabalho. Os operários que estão em busca da inserção no mercado de trabalho também tiveram a oportunidade de conhecer as normas de acessibilidade, o que representa um importante fator de conscientização para a inclusão social das pessoas com deficiência.
Até o presente momento foram capacitados 398 operários da construção civil, em obras distintas, esperando-se atingir a marca próxima dos 500 operários treinados até o final do projeto. Na ocasião dos treinamentos os interessados recebem um boné, um selo para o capacete e o certificado de participação no treinamento. Já a obra recebe o DVD da vídeo aula e um certificado de parceria.
Coitado dos trabalhadores que exigirem acessibilidade nas obras que estão construindo. Vão à Rua. Seria mais louvável, falar de formas de se evitar acidentes no trabalho, no qual o Brasil é um dos campeões.
O Brasil cheio de problemas seríssimos e pessoas bem instruídas e muito bem remuneradas, membros da elite do funcionalismo público, ocupadas com assuntos de importância secundária. E um treinamento direcionado às pessoas erradas. Já foi dito aqui o óbvio: são os projetos que definem a acessibilidade. Os pedreiros e mestres de obras só executam esses projetos. A não ser que a doutora fosse ensinar a fazer massa…
Sabe tudo, ein Ceará-Mundão! Nunca percebeu que a maior parte das casas do Brasil foram projetadas e executadas por pedreiros(sem auxílio de engenheiros, arquitertos, prefeituras e etc)? Cada pedreiro desses, sendo instruído, quando for chamado para construir alguma coisa vai levar sua noção de acessibilidade.
Verdade Sergio. Justificar o salário cheio de penduricalhos e gorduras.
Povo é engraçado, quando acontece algum desastre são os primeiros a bradar "cadê as autoridades?" e quando o estado realiza alguma ação se acha todo motivo para se criticar. Esses comentaristas profissionais são otimos.
O tempo livre causa esse tipo de coisa. Promotora ensinando a pedreiro que é importante ter rampas e assemelhados.
Como se quem decidisse sobre isso não fosse o projetista e o engenheiro.
Faz pena…