Polícia

Assalto a banco deixa ao menos cinco mortos em Itupeva, no interior de SP; uma das vítimas feita de refém na lista

Ao menos cinco pessoas morreram durante um assalto a uma agência bancária na manhã desta sexta-feira (6), em Itupeva (a 73 km de São Paulo).

Quatro deles seriam suspeitos do crime e o último, um cliente do banco que foi usado como refém pelos criminosos. As mortes foram confirmadas pela prefeitura. Até agora, não há informações sobre presos.

Os assaltantes chegaram em dois carros na agência da Caixa Econômica Federal, renderam os seguranças e fizeram uma cliente de “escudo”. Em seguida, estouraram a parede de vidro que separa os caixas eletrônicos do restante da agência. Imagens das câmeras de segurança do banco mostram o momento exato da ação, ocorrida às 10h30.

A Polícia Militar foi chamada e houve intensa troca de tiros de fuzil. O reforço da PM de Jundiaí, cidade vizinha a Itupeva, foi acionado, e houve perseguição. Vídeos de testemunhas da ação foram compartilhados nas redes sociais. Houve corre-corre das pessoas que estavam na agência e na rua.

O cliente e um dos suspeitos mortos foram baleados na agência. Os outros três suspeitos mortos foram atingidos na perseguição, que acabou no bairro Bom Jardim, em Jundiaí. No carro deles, um Corolla preto, foram encontrados munição de fuzil e coletes à prova de balas. Nenhum dos nomes das vítimas foi divulgado pela PM.

Um policial foi atingido por um tiro na perna, mas passa bem. A corporação continua nas buscas dos outros suspeitos que fugiram no Gol branco. A Polícia Federal assumiu o caso, por se tratar de roubo à Caixa Econômica Federal. O banco informou que está colaborando com as investigações.

Folha Press

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Polêmica

Padre excomungado começa a celebrar missas alternativas no interior de SP

Excomungado pela Igreja Católica após questionar dogmas religiosos, o ex-padre Roberto Francisco Daniel, 49, celebrará neste domingo (25) a primeira de uma série de missas alternativas que ele pretende oferecer em Bauru, no interior paulista.

Padre Beto, como é conhecido, alugou um salão num clube na cidade (a 329 km de São Paulo) e vai contar com a ajuda de voluntários para as celebrações. As missas serão celebradas todos os domingo e serão abertas a todos, independentemente do estilo de vida e comportamento.

“A única doutrina será o amor”, afirma o ex-padre, expulso da igreja após defender a união entre gays e questionar dogmas e tradições.

Entre os motivos que o levaram à excomunhão, o ex-padre defendeu, por exemplo, o casamento entre gays. No comunicado em que oficializou a excomunhão do ex-padre, o Vaticano pediu aos católicos que não participem dos cultos liderados por Beto.

As missas de Padre Beto serão parecidas com as que ele celebrava antes da excomunhão. Ele usará túnica e casula (veste tradicional de sacerdotes e bispos), oferecerá a comunhão e fará sermão. Mas decidiu não fazer a oração da comunidade, por considerá-la artificial. Também retirou a profissão de fé.

“A celebração já é a profissão de fé”, explica. O religioso diz ainda que seu culto será mais informal que os tradicionais. Ele vestirá a túnica e a casula no altar, na frente de todos, por exemplo. Também não rezará em nome do papa, pois não pertence mais à igreja.

O dinheiro ofertado pelos frequentadores irá pagar o aluguel do bufê e as hóstias. Beto não receberá salário. Os músicos e amigos que ajudam na organização também atuarão como voluntários.

O religioso diz que decidiu voltar às missas, mesmo excomungado, por necessidade de seguir sua vocação.

“Minha vocação é evangelizar, semear a proposta revolucionária que Cristo pregou: a comunhão e a partilha entre os seres humanos.”

Beto diz que recebeu muitos pedidos para voltar às celebrações. Na opinião dele, as pessoas sentem falta de uma reflexão mais crítica sobre o evangelho.

Apesar das missas alternativas, padre Beto diz que não tem intenção de fundar uma nova igreja. “Não acredito mais nessa proposta. O Brasil está cheio de igrejas e elas só causam divisão”, diz.

A polêmica com a igreja continuou mesmo depois da excomunhão. Padre Beto gravou um vídeo em que “conversa” com o papa Francisco e faz vários questionamentos sobre a punição determinada pela Igreja Católica.

SEGUIDORES

Mesmo expulso da igreja, padre Beto levará alguns dos fieis para suas celebrações. Uma delas é a advogada Ondina Rafael, 71, que era frequentadora assídua das missas do padre excomungado e sente falta delas. Por isso, não vai perder as missas alternativas.

“Sou atuante há mais de 60 anos na igreja e digo que ele é o melhor pregador que conheci até hoje”, elogia. “É capaz de fazer com que as pessoas não só conheçam, mas passem a viver o evangelho.”

Além dos questionamentos das tradições católicas, Beto chamava a atenção na época de padre por causa do estilo fora dos padrões. Usa piercing, frequenta bares e veste camisetas com estampas de Che Guevara.

Fã do religioso, a pipoqueira Maria Inês Faneco vai levar seu carrinho para a rua em frente ao bufê no domingo, como fazia em frente às igrejas onde Beto estava.

Conhecida em Bauru por usar o muro de casa para recados e protestos, Inês pintou esta semana um aviso sobre a volta dos cultos do religioso polêmico.

Professor universitário e escritor, o ex-padre continua celebrando casamentos depois da excomunhão. Costuma ser contratado por casais gays, divorciados ou fiéis que querem receber uma bênção fora dos templos.

O religioso enfrentou dificuldades para marcar suas missas alternativas. Chegou a desmarcar a primeira celebração, prevista para o dia 18, porque os proprietários de um bufê de Bauru preferiram ficar longe da polêmica.

Folha Press

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