O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defendeu nesta quinta-feira (26) o pagamento de passagens aéreas para cônjuges dos parlamentares, mas afirmou que o benefício não será válido para “namoradas”.
Segundo ele, será seguido o critério do Ministério das Relações Exteriores, que exige registro do cônjuge. Cunha não detalhou como será essa exigência. Após receber críticas de alguns deputados, ele afirmou que “ninguém é obrigado a usar” o benefício e que 80% não devem fazê-lo.
“Veja bem, a gente adotou o mesmo critério para concessão de passaporte diplomático. [A relação] tem que ser registrada em cartório. Não tem esse negócio de namorada, não existe isso”, disse.
O ato assinado pelo comando da Câmara afirma que as passagens poderão ser utilizadas pelo “cônjuge ou companheiro” do parlamentar. Na contramão das discussões para reduzir os gastos públicos, o comando da Câmara aprovou nesta quarta-feira (25) um pacote de reajuste para os benefícios dos deputados que terá um impacto anual de R$ 150,3 milhões nos cofres da Casa.
Foram reajustadas as três verbas a que os deputados têm direito: a de gabinete, que serve à contratação de servidores; o chamado “cotão” para gastos com a atividade parlamentar (telefone, passagem, consultoria, transporte, entre outras); e o auxílio-moradia pago para congressistas que não utilizam apartamentos funcionais.
Em 2009, a Câmara restringiu o uso dos bilhetes aos deputados e assessores, depois do episódio que ficou conhecido como “farra das passagens”, quando deputados usaram dinheiro público para custear viagens de familiares, assessores e cabos eleitorais para destinos nacionais e internacionais.
Cunha negou retrocesso. “Existia até 2009 um procedimento que era muito mais amplo. Dentro da cota, poderia dar passagem para filho, filha, até para cabo eleitoral, não era só a esposa. A gente está entendendo agora que tudo foi exagerado porque houve mau uso. Retornamos apenas o destino Estado-Brasília para o cônjuge, não estamos inventando coisa nova”, justificou.
CRÍTICAS
Os líderes na Câmara do PPS, Rubens Bueno, e do PSOL, Chico Alencar, criticaram a medida e disseram que vão abrir mão do benefício. O PPS inclusive decidiu que nenhum dos dez parlamentares vai utilizar a passagem.
“Essa generosidade para o cônjuge é um retrocesso. Com a remuneração que a gente ganha, ou até com as milhagens, o cônjuge pode viajar”, disse Alencar.
Os líderes partidários solicitaram ao presidente que, na próxima vez que medidas do tipo forem discutidas, sejam consultadas as lideranças. A decisão de extensão aos cônjuges havia sido tomada pela mesa diretora da Casa.
Folha Press
Joaquim Barbosa, precisamos de vc na presidência é o único que poderia nos ajudar. por favor Joaquim da um jeito nos livre destes bando de mixas.
vamos tirar estes ladrões do poder, vamos pras ruas.
Um pais que esta em crise por culpa da corrupção destes ladrões do colarinho branco, agora vamos bancar viagens e outros mais destes corruptos, pega este dinheiro e vamos investir na saúde, segurança publica que esta precária precisando de reforma no código penal, onde a marginalidade esta tomando conta do pais, penas mais severa e a menoridade penal, é isso que o povo que ouvir e não mais desfalque nos cofre públicos.
Escrevi email para o deputado Eduardo Cunha-Pmdb-RJ.
Acredito que ele não lerá, mas seu assessor terá o prazer de ler.
É extremamente vergonhoso essas casas legislativas: É cota p tudo. Isso é vergonhoso.
Mas, o pior de tudo é o eleitor. Sim, nós que votamos. Embora procure candidatos sérios e comprometidos com as causas que acredito, tenho que incluir-me na camada dos eleitores, pois sou um.
Francamente, como podemos eleger todos esses deputados federais aqui do RN.
Nenhum, nenhum, merece está lá.
Todos farinha do mesmo saco e com o gosto de poder.
Eu digo e repito, o nosso problema não é Dilma, não é Lula ou FHC.
O PROBLEMA CHAMA-SE DEPUTADOS E SENADORES, ESSES SIM, QUERENDO DINHEIRO A TODO CUSTO.
PERCEBAM: os envolvidos nos escândalos sempre, sempre estão nessas casas.
Aqui no RN está explodindo a bomba na AL.
Na Petrobrás, sem tem um dedo do deputado tal, pois indicou fulano de tal.
O povo deveria dizer sobre tal assunto, consulta popular.
Em tantos anos de congresso, só serviu p encher os bolsos de quem por lá passou.
E o nosso, ÓH!, fumo entrando.