Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters
O juiz Sergio Moro retirou o sigilo de parte do acordo de delação do ex-ministro Antonio Palocci no âmbito da Operação Lava Jato, nesta segunda-feira (1º).
O acordo foi firmado com a Polícia Federal, no fim de abril.
Anteriormente, Palocci tinha tentado fechar um acordo com o Ministério Público Federal (MPF), mas sem sucesso.
A prisão
Preso desde setembro de 2016, Antonio Palocci foi condenado a 12 anos e dois meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ex-ministro está detido na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
O juiz Sérgio Moro entendeu que o ex-ministro negociou propinas com a Odebrecht, que foi beneficiada em contratos com a Petrobras.
Neste mês de abril, por 7 votos a 4, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram manter na cadeia o ex-ministro.
Palocci responde a mais uma ação penal na 13ª Vara de Curitiba.
Ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo que apura a compra de um apartamento em São Bernardo do Campo (SP) e de um terreno onde seria construída uma nova sede para o Instituto Lula em São Paulo.
Depoimentos a Moro
Em abril de 2017, ao ser interrogado pelo juiz Sérgio Moro, Palocci se colocou à disposição para apresentar “fatos com nomes, endereços e operações realizadas” que, de acordo com o ex-ministro à época, devem render mais um ano de trabalho para a força-tarefa da Lava Jato.
Em setembro, Antonio Palocci afirmou para o Moro que o ex-presidente Lula tinha um “pacto de sangue” com Emilio Odebrecht que envolvia um “pacote de propina”.
Na ocasião, o ex-ministro afirmou que as propinas foram pagas pela Odebrecht para agentes públicos “em forma de doação de campanha, em forma de benefícios pessoais, de caixa um, caixa dois”.
Palocci admitiu ser o Italiano – codinome usado pelo setor de propina da Odebrecht em uma planilha de vantagens indevidas.
O ex-ministro disse também que “em algumas oportunidades” se reuniu com Lula “no sentido de criar obstáculos para a Lava Jato”.
À época, aos advogados que representam o ex-presidente Lula afirmaram que Palocci fez “acusações falsas e sem provas”.
G1
Juiz não pode ser influenciado politicamente, triste nossa realidade com Supremo e tudo
Muito conveniente para um juiz que já foi flagrado em comemoração com Aécio (PSDB) vazar partes de um depoimento que deveria estar em segredo de justiça às vésperas da eleição presidencial em que o depoente depõe contra um dos lados contrário ao próprio PSDB. Se um juiz se declara escancaradamente que é partidário, como esperar JUSTIÇA nesse país? Vai vir de pessoas como ele a nossa Justiça?
O bom é Jair se acostumando, né não?
É bom ir se HaddadPTando e Jairbaixando a crista!
Porque o Juiz faz retirar sigilo nas vésperas das eleições! se estava até agora era para permanecer ate o final do processo.
Com medo da delação também rsrsrs
É mais uma manobra do juiz parcial para tentar influir na eleição!
Porque é importante o povo saber a verdade… ou deseja que corruptos sejam eleitos? Tem gente que mesmo sabendo que é corrupto e ainda vota. Nao tem porque petista ter receio, pq vota ate em jumento a pedido de presidiario. O bom sao os demais que estao sendo enganados saberem..