(VÍDEO): Lula se cala na Pentiti, a fase 64 da Lava Jato; veja momento em que PF tentou ouvir ex-presidente sobre rombo de R$ 6 bilhões em negócios da Petrobrás

O delegado Filipe Hille Pace, da Polícia Federal em Curitiba, tentou ouvir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no inquérito que apura corrupção em negócios do banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, com a Petrobrás. O petista afirmou que seguiria orientação de seus defensores e permaneceria calado.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta, 23, a 64ª fase da Operação Lava Jato, denominada Pentiti, para apurar supostos crimes de corrupção envolvendo o Banco BTG Pactual e a Petrobrás na exploração do pré-sal e ‘em projeto de desinvestimento de ativos’ na África. Entre os alvos da operação estão a ex-presidente da estatal, Graça Foster e o executivo do banco, André Esteves.

O depoimento no dia 5 de março foi anexado no pedido de buscas da Pentiti.

Pace afirma que Lula não está sendo indiciado no inquérito, mas sim estão sendo apurados os fatos.

Na delação do ex-ministro Antonio Palocci, que ajudou a embasar as investigações, o ex-presidente é citado. De acordo com a corporação, os supostos crimes podem ter causado prejuízo de ao menos US$ 1,5 bilhão, o que equivaleria a cerca de R$ 6 bilhões de reais hoje.

Lula afirmou ao delegado da Lava Jato que “já prestou muitos depoimentos” e que “tem vontade de falar”.

“Vontade de falar, gravado e ao vivo, é tudo que eu quero na vida. É toda oportunidade que eu quero. Mas seguindo a orientação do advogado, em relação a decisão no processo no Supremo Tribunal Federal, eu então então hoje não responderei até o advogado dizer ‘olha, vamos para o embate.”

Segundo Lula, são mentiras as afirmações feitas contra ele.

Fausto Macedo – Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Junior disse:

    Vamos respeitar a viva alma mais honesta do Brasil ! Ah ladrão safado!
    Deve apodrecer na cadeia esse vagabundo.

  2. Luladrão Encantador de Asnos disse:

    Ô meu Deus tão inocente, não sabe de nada o bicinho. A alma mais honesta do mundo.

Lava Jato investiga crimes que causaram prejuízos de R$ 6 bilhões

FOTO: RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

A 64ª fase da Operação Lava Jato, denominada Pentiti, foi deflagrada nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (23) pela Polícia Federal (PF) para investigar crimes relacionados a recursos contabilizados em planilha denominada Programa Especial Italiano, gerida por uma grande empreiteira nacional.

Os crimes investigados são de lavagem de capitais, organização criminosa e corrupção ativa e passiva. As ações criminosas podem ter lesado os cofres públicos em pelo menos US$ 1,5 bilhão, equivalente, hoje, a aproximadamente R$ 6 bilhões.

Segundo a PF, também é objeto das investigações esclarecer a existência de corrupção envolvendo instituição financeira nacional e estatal petrolífera na exploração do pré-sal e em projeto de desinvestimento de ativos no Continente Africano.

Cerca de 80 policiais federais cumprem 12 mandados de busca e apreensão em endereços nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. As medidas cautelares foram autorizadas pela 13ª Vara Federal de Curitiba

“A investigação é complexa e trata de fatos abordados em diferentes inquéritos policiais, tendo sido impulsionada por acordo de colaboração premiada celebrado entre a PF e um ex-ministro de Estado investigado. Além da identificação de beneficiários da planilha Programa Especial Italiano e do modus operandi de entregas de valores ilícitos a autoridades”, diz PF.

Segundo a instituição, o nome Pentiti significa “arrependidos”. Ele faz referência a termo empregado na Itália para designar pessoas que fizeram parte de organizações criminosas e, após suas prisões, passaram a colaborar com as autoridades para o avanço das investigações.

Agência Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Fernando disse:

    Soltem lula, cunha, vacari e dirceu, assim eles tem condições de trabalhar e ressarcir esse dinheiro que foi roubado

  2. Getúlio disse:

    Meu DEUS! Essa conta não está errada não? Estou desempregado, e pelo jeito não vou conseguir emprego tão cedo, assim não conseguirei botar comida na mesa de minha família. Com certeza, isso tem interferência direta nesse meu dilema. Triste isso

Banco Central mantém delegados da Lava-Jato no novo Coaf

Erika Marena no lançamento do livro “Lava Jato: o juiz Sérgio Moro e os bastidores da operação que abalou o Brasil”, em Curitiba Foto: Geraldo Bubniak 21-06-2016 / Agência O Globo

Apesar de Medida Provisória editada pelo presidente Jair Bolsonaro abrir brecha para indicações políticas para o comando do novo Coaf , o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, decidiu manter, por enquanto, os 11 conselheiros que já atuavam no Conselho de Controle de Atividades Financeiras. Todos são servidores de carreira. O órgão foi rebatizado e agora está vinculado ao BC e se chama Unidade de Inteligência Financeira ( UIF ).

Entre os integrantes do conselho deliberativo do órgão que age no combate à lavagem de dinheiro estão os delegados da Polícia Federal Erika Marena e Márcio Anselmo, que atuaram na chamada Operação Lava-Jato.

Medida Provisória editada pelo presidente Jair Bolsonaro deu poder ao presidente do BC para escolher os nomes do conselho. O texto da MP abria brecha para indicações políticas já que os integrantes do conselho podem ser escolhidos entre qualquer cidadão com competência na área de combate à lavagem de dinheiro.

A composição do antigo Coaf estava restrita a servidores públicos. Especialistas alertam que permitir a nomeação de pessoas de fora do serviço público poderá fragilizar o sigilo das informações fiscais e bancárias manuseadas pelo órgão.

Os 11 conselheiros terão poder para aplicar sanções a instituições e pessoas físicas envolvidas em casos de lavagem. A função de conselheiro não é remunerada, segundo a MP.

Veja quem são os nomeados para o conselho deliberativo do novo Coaf:

Antônio Carlos Vasconcellos Nóbrega, ex-corregedor geral da União e já era integrante do Coaf;

Eric do Val Lacerda Sogocio, conselheiro do Ministério das Relações Exteriores;

Erika Marena, delegada da Polícia Federal e atuou na operação Lava-Jato;

Gustavo da Silva Dias, já era conselheiro do Coaf na qualidade de representante da Secretaria de Seguros Privados (Susep);

Gustavo Leal de Albuquerque, já era conselheiro do Coaf na qualidade de representante da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);

Márcio Adriano Anselmo, delegado da PF, e atuou na Lava-Jato. Já era conselheiro do Coaf;

Marcus Vinicius de Carvalho, já era conselheiro do Coaf na qualidade representante da Comissão de Valores Mobiliários (CVM);

Rafael Bezerra Ximenes de Vasconcelos, já era conselheiro do Coaf, na qualidade de representante do Banco Central;

Ricardo Pereira Feitosa, já era conselheiro do Coaf, na qualidade de representante da Receita Federal;

Sergio Djundi Taniguchi, já era do Coaf na qualidade de representante do Ministério da Economia;

Virgílio Porto Linhares Teixeira, já era conselheiro do Coaf na qualidade de representante da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Genaro disse:

    Kkkkkk, a petralhada pira, não vão poder tão cedo repatriar os bilhões de reais roubados na época da esquerdalha tava no poder e que estão nos paraísos fiscais. Dizem que a meta é, luladrão morre, mas não usufrui o dinheiro roubado.

PF mira propina a Palocci e Mantega em nova fase da Lava-Jato

Foto: Geraldo Bubniak / Agência O Globo/28-7-15

A Polícia Federal deflagrou a 63ª fase da Operação Lava-Jato , na manhã desta quarta-feira, para investigar a suspeita de pagamentos da empreiteira Odebrecht a dois ex-ministros . Os agentes cumprem dois mandados de prisão temporária e outros 11 de busca e apreensão em São Paulo e na Bahia. Delações de executivos da companhia apontaram “Italiano” como o apelido do ex-ministro Antônio Palocci, e “Pós-Itália”, do também ex-ministro Guido Mantega.

São alvos de mandados de prisão o ex-executivo da empreiteira Maurício Ferro e o advogado Nilton Serson. Genro de Emilio Odebrecht e um dos raros homens do antigo alto comando da companhia a não fazer delação premiada, conforme informou o colunista do GLOBO Lauro Jardim , Ferro foi preso antes das 7h, segundo o G1.

Com os mandados, a PF investiga os crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Foi determinado o bloqueio de R$ 555 milhões dos investigados. Segundo a Polícia Federal, o pagamento de propina visava à aprovação de medidas provisórias que instituíram o programa Refis da Crise, entre outros objetivos.

A investigação leva em conta uma ação penal que apura a informação de que Palocci e Mantega agiram de forma ilícita para favorecer os interesses da Brasken. De acordo com a investigação, Mantega solicitou a Marcelo Odebrecht propina de R$ 50 milhões como contrapartida para as edições de duas MMedidas Provisórias. O pedido, segundo a PF, foi aceito por Marcelo e pago pela Brasken

Há indicativos, de acordo com a investigação, de que os valores teriam sido entregues a um casal de publicitários. Há um ano, a força-tarefa da Lava-Jato apresentou denúncia contra Mantega e Palocci pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em medidas que beneficiaram diretamente empresas do Grupo Odebrecht, como a Braskem, do setor petroquímico.

Na época o casal de publicitários João Santana e Mônica Moura, além de André Santana, filho do marqueteiro do PT, também foram denunciados pelo mesmo episódio. Os dois chegaram a ser presos, permaneceram de tornozeleiras eletrônicas e foram soltos meses depois.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ivan disse:

    Chegou a vez do Mantega….espero que o Mercadante seja o próximos…Ministros que acabaram com nosso país!!!!

  2. Valter Barroso Costa Fonseca disse:

    A vergonhosa lei de proteção à criminalidade é um absurdo, representa um perigoso retrocesso institucional num país que mal começa a ter algum sucesso no combate à corrupção.
    Essa lei é tão letal para quem quer fazer justiça, que pode chegar ao ponto do juiz indeferir na pergunta de um advogado e ele não gostar ou não concordar, poderá me acusar de abuso de autoridade. E se o julgador entender como ele, poderei ser preso.
    Na realidade essa lei aprovado pelo congresso, onde boa parte de seus membros tem o nome na lava jato, é uma apologia a impunidade, contra justiça, contra a legalidade, contra a ordem institucional do país. Só é a favor dessa lei que pretende implantar o caos no Brasil, deixando o país sem segurança pública, nem justiça. O resto é discurso falacioso para enrolar os babacas e justificar a prática de corrupção e demais crimes.

  3. Francis Press disse:

    Agora os funcionários terão que fazer "arminhas" e cantar musiquinha na hora da demissão, acho pouco, muito pouco…hahahaha…toma o que vão ganhar nas fuças.

  4. Severino Monte disse:

    Isso não é ABUSO DE AUTORIDADE? A PF não pode mais atuar livremente, tem antes que pedir permissão, avisar que vai agir, dizer contra quem e se for autorizada, só então, pode sair as ruas.
    Assim determinada a lei aprovada no congresso por incentivo maior de RODRIGO MAIA que pune as autoridades no combate a corrupção, aos assassinos, aos crimes em geral. VIVA A IMPUNIDADE!

  5. nasto disse:

    O ROMBO no BRASIL é GRANDE. Vai ser difícil fechar.

Presença de Lula na PF gera rodízio de agentes e ‘plantão de agrados’

Foto: Revista Veja

No dia 14 de novembro de 2014 a Operação Lava Jato deu um salto em importância ao prender empreiteiros, lobistas, advogados, executivos e operadores financeiros. As seis pequenas celas da carceragem da sede da Polícia Federal em Curitiba ficaram superlotadas com mais de 20 presos endinheirados, misturados a criminosos comuns que ali estavam por se envolver com tráfico de drogas, contrabando e estelionato.

O fluxo de visitantes e advogados na sede da PF aumentou significativamente desde então. Mas nada comparado com o que aconteceria a partir de 7 de abril de 2018, quando a rotina da PF e da vizinhança seria alterada radicalmente. Lula está preso há um ano e quatro meses após condenação em segunda instância na Lava Jato, acusado de aceitar a promessa de um tríplex em Guarujá como propina em troca de contratos da empreiteira OAS com a Petrobras.

Um esquema especial foi montado para acomodar o ex-presidente no 4º andar do prédio. O local foi isolado e um aposento com banheiro foi adaptado para atender as exigências de uma sala de Estado-maior, benefício concedido pelo então juiz federal Sergio Moro a Lula “em atenção à dignidade do cargo que ocupou”.

A cela onde vive o ex-presidente mede 15 metros quadrados e antes era usada como quarto de descanso de policiais em viagem a Curitiba. Ali Lula tem à disposição armário, aparelho de TV, rádio e esteira ergométrica, onde faz caminhadas matinais.
Um isopor é usado para armazenar alimentos como presunto, queijo, sucos e frutas. No corredor, um pequeno frigobar fica a disposição tanto de Lula quanto dos policiais que o escoltam.

Sozinho no último andar do prédio, Lula é vigiado por uma equipe de segurança exclusiva. São oito policiais requisitados de outras unidades da Polícia Federal e que se revezam de dois em dois em plantões de 24 horas por 72 horas de descanso. A cada 30 dias a equipe muda, o que impede que algum deles crie intimidade excessiva com o petista. Os agentes federais ficam de guarda no corredor, enquanto Lula, na maior parte do dia, está fechado no seu quarto. O normal é que ele passe cerca de 22 horas do dia sem contato com alguém.

Às segundas, terças, quartas e sextas-feiras, o ex-presidente recebe duas vezes por dia em sua cela a visita de seus advogados –uma hora durante a manhã e uma hora à tarde. Os presos comuns, na carceragem da PF, encontram seus advogados no parlatório. Nas quintas-feiras o ex-presidente recebe familiares. Permanece com eles do começo da manhã até o meio da tarde. Nas duas horas do final do dia ele recebe amigos.

Os admiradores também demandam atenção dos funcionários e policiais federais. Não é raro que pessoas se apresentem na recepção da PF pedindo para enviar presentes e cartas para Lula. Recepcionistas e agentes gastam tempo explicando que o ex-presidente não pode receber agrados, sobretudo objetos como vasos de vidro, materiais com pontas cortantes e até bebidas alcoólicas.

Lula vai para o banho de sol em uma área antes usada como fumódromo. Nessas horas é preciso esvaziar o corredor para que o ex-presidente se desloque do 4º para o 3º andar. Ele desce uma escada, já que não há elevador entre esses andares.
Há preocupação especial com a imagem de Lula. Antes de ele entrar no espaço do banho de sol, um agente verifica se não há drones ou helicópteros sobrevoando o espaço com câmeras.

Em nenhum momento Lula encontra outros presos, seja os da Lava Jato ou prisioneiros acusados de outros crimes. Eles tomam banho de sol num pátio que fica do lado da carceragem, no 1º andar.

Responsável pela solicitação de transferência de Lula para outra unidade prisional, o superintendente da PF no Paraná, Luciano Flores, argumenta no documento que após a prisão do ex-presidente “diversas pessoas passaram a se aglomerar no entorno da Sede da Polícia Federal; que a presença de grupos antagônicos passou a demandar atuação permanente dos órgãos de segurança de forma a evitar confrontos, garantir a segurança dos cidadãos e das instalações; que toda a região teve sua rotina alterada”.

Antes mesmo de Lula chegar ao Paraná já havia militantes contra e a favor do presidente no entorno da sede da PF esperando sua chegada. Os apoiadores do petista montaram um acampamento num terreno baldio distante algumas quadras. Depois, alugaram um espaço bem em frente ao prédio e lá permanecem.

Em episódios em que se enxergou a possibilidade de Lula ser colocado em liberdade, como numa decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello que, em dezembro de 2018, determinou que presos cumprindo pena antecipada por condenação em segunda instância fossem soltos, o entorno da PF foi tomado por manifestantes contra Lula.

Em dias de protesto a segurança é reforçada e os grupos de apoiadores e opositores do petista são separados. A decisão de Marco Aurélio foi derrubada pelo presidente do STF, Dias Toffoli, e o dia terminou sem incidentes. O PT mantém em Curitiba uma estrutura para dar apoio a Lula, que é presidente de honra do partido.

Desde o dia da prisão está na cidade o cientista social Marco Aurélio Ribeiro, que cuida da agenda do ex-presidente há cinco anos. Ribeiro é responsável por organizar a correspondência de Lula com os familiares, amigos, militantes e líderes de movimentos sociais. Ele recebe emails e cartas enviadas para Lula, organiza tudo e depois envia ao ex-presidente por meio do advogado que visita o petista.

Na saída, pega com o defensor as respostas de Lula e envia para os destinatários. Ele também mantém o petista informado fazendo uma compilação de notícias de jornais, sites, revistas e artigos de opinião. Demandas do cotidiano do ex-presidente, como roupas, material de higiene pessoal, toalhas e roupa de cama, ficam a cargo dos seguranças de Lula. A equipe é formada por oito militares do Gabinete de Segurança Institucional, uma prerrogativa para todo ex-presidente da República. Dois desses militares estão sempre em Curitiba para fornecer o que Lula precisar.

Folhapress

Lava-Jato reúne Cabral, Cunha, Dario Messer e Eike Batista em celas de Bangu 8

Foto: Pablo Jacob / O Globo

Personagens outrora importantes da política e do mercado financeiro trocaram nos últimos três anos o conforto de seus gabinetes, salas e casas de luxo pelas celas da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, mais conhecida como Bangu 8 . Além desta coincidência, eles têm em comum o fato de hoje serem acusados de corrupção nas investigações da Lava-Jato .

O mais longevo “hóspede” desta unidade do Complexo de Gericinó é o ex-governador Sérgio Cabral ( preso desde novembro de 2016 na Operação Calicute ), condenado a 215 anos e 11 meses pelos mais variados crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e pertencimento à organização criminosa. Pesam contra ele ainda denúncias sobre fraude em licitação e formação de cartel. No total, ele responde por ao menos 28 processos, tendo sido condenado em 10 deles.

Entre os mais antigos estão também os ex-deputados estaduais do MDB Paulo Melo (corrupção passiva e organização criminosa) e Edson Albertassi (corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa), condenados a 12 anos e 10 meses e 13 anos e 4 meses, respectivamente, na Operação Cadeia Velha .

Recém-chegado a Bangu 8 transferido de Curitiba, onde permaneceu por dois anos e meio , o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha é outro político influente a cumprir o resto de sua pena de 14 anos e seis meses no presídio carioca. Cunha foi condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Cunha e Cabral têm planos em comum: prometem contar em livro os bastidores do que viveram na política .
Outros dois “novatos’ que completam a lista não são ligados diretamente à politica, mas aparecem em investigações contra o ex-governador Cabral.

São eles: Dario Messer, preso em São Paulo e depois transferido após ficar mais de um ano foragido , e Eike Batista, de volta a Bangu 8 depois de dez meses livre após habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Messer foi alvo da operação Câmbio, Desligo deflagrada em maio do ano passado e considerada a maior ação da Lava-Jato , com 53 mandados de prisões contra doleiros e operadores envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro que atinge a astronômica cifra de US$ 1,652 bilhão.

Condenado a 30 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro na Operação Eficiência, Eike cumpria prisão domiciliar em sua mansão no Jardim Botânico, zona sul do Rio, e foi preso temporariamente na ação denominada Segredo de Midas , que investiga a atuação do empresário no movimento de R$ 800 milhões em operações financeiras com indícios de manipulação do mercado.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Olimpio disse:

    Enquanto isso Luladrao continua numa sala especial da PF dando ordens à petralhada.
    Isso pode.

  2. Manoel disse:

    Tá faltando Lula lá kkkk

Vazamentos sobre a Lava-Jato têm como objetivo soltar Lula, diz Moro, que não reconhece a autenticidade dos diálogos

O ex-presidente Lula (PT) em depoimento a Sergio Moro no âmbito da Operação Lava-Jato: ex-juiz crê que vazamentos querem anular condenação do petista Foto: Reprodução

O ministro da Justiça e ex-juiz Sergio Moro acredita que os vazamentos de mensagens trocadas por ele e procuradores ligados à Operação Lava-Jato têm como finalidade anular condenações, entre elas a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 abril do ano passado na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba. A afirmação foi feita em entrevista publicada pela revista “IstoÉ” nesta sexta-feira.

À publicação, Moro reiterou seu palpite de que “houve um movimento na divulgação” do conteúdo obtido a partir das contas do aplicativo Telegram dele e de outras autoridades com a intenção de “impactar a Lava-Jato” e o “esforço anticorrupção”. Ele voltou a dizer que não reconhece a autenticidade dos diálogos e especificou um dos objetivos que enxerga nos vazamentos.

— Está claro que um dos objetivos é anular condenações, entre elas a de Lula — afirmou Moro ao ser questionado pela “IstoÉ”.

Apesar das afirmações sobre o propósito dos ataques hacker — assumidos por Walter Delgatti Neto, suspeito preso pela PF na Operação Spoofing — o ministro da Justiça esclareceu que ainda não há confirmação de que eles estiveram condicionados a algum retorno financeiro. Para Moro, no entanto, a ficha criminal dos quatro presos na ação indica que essa possibilidade existe.

— Existe a investigação e a questão do pagamento vai ficar esclarecida de acordo com as provas que forem identificadas. A minha impressão é que, considerando o perfil dos presos, que sugere pessoas envolvidas em práticas de estelionato e fraudes eletrônicas, eles foram movidos por propósitos de ganho financeiro — disse Moro.

Ainda sobre a investigação, o ex-juiz garantiu que não a acompanha “peri pasu” (expressão em latim que significa “simultaneamente”). A função dele seria, conforme mencionado na entrevista, garantir a estrutura e a autonomia para os investigadores. Moro reforçou ainda que não orientou a PF a destruir provas colhidas na Spoofing, explicação que ele encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quinta-feira.

Futuro

Nas declarações concedidas à reportagem da “IstoÉ”, Moro tentou desviar de qualquer confirmação sobre suas pretensões para os próximos anos.

Sobre uma possível indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), já ventilada pelo presidente Jair Bolsonaro, o ministro disse considerar “inapropriado se discutir cargos quando não existe a vaga de fato”. A próxima aposentadoria é do ministro Celso de Mello, em novembro de 2020.

Em relação a possíveis planos de disputar as eleições de 2022 à Presidência da República, Moro explicou que sua missão, no momento, é completar as metas que estabeleceu para a gestão da pasta. Embora não tenha descartado completamente uma candidatura, disse que não trabalha “com viés partidário”.

— Na minha perspectiva, apesar de alguns questionamentos, meu trabalho é eminentemente técnico, embora, como ministro, sempre haja um componente político em função do relacionamento com o Congresso. Mas não trabalho com o viés partidário — justificou o ministro.

Questionado sobre a possibilidade de concorrer como vice-presidente em uma disputa de Bolsonaro pela reeleição, Moro disse desconhecer, até o momento, desejo do presidente neste sentido. Ele ainda pontuou que “está muito cedo para falar em eleições futuras”.

— Está muito cedo para falar em eleições futuras. Estamos ainda no primeiro ano de mandato. O presidente já mencionou que pode ser candidato à reeleição, mas planos específicos me parecem prematuros — concluiu Moro.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. PP disse:

    Meu futuro presidente Sérgio Moro, a palhaçada LULA LIVRE acabou, vejam que eles mesmos admitiram, LULA PRESO EM CURITIBA, espernearam quando souberam que o bandido condenado em segunda estância, ia ser transferido para o presídio de Tremembé. GRITARAM, LULA PRESO EM CURITIBA. Por tanto o Lula livre acabou.

  2. David disse:

    Mesmo que fosse verdade, em que momento Sérgio MORO, deixou de defender o Brasil da ação dos ladrões? Em que momento ele tentou se beneficiar econômica ou politicamente da situação em detrimento do país? Aonde ele tentou ou forjou provas contra acusados? Ele tentou livrar algum criminoso da cadeia? Se não em todas as perguntas, é porque ele cumpriu seu papel como guardião da lei e dos bons costumes. Pronto, não se fala mais nisso, e mais, a condenação dos criminosos foi confirmada na 2a e 3a instância, e isso só comprova que ele julgou esses criminosos, seguindo os parâmetros da lei.

  3. Pepê disse:

    Verdade!!
    Moro presidente.

Deltan Dallagnol diz que corrupção reage à Lava Jato: “O rolo compressor político quer o retrocesso”

Foto: Geraldo Bubniak / Agência O Globo

Deltan Dallagnol, em entrevista à Época, falou sobre a reação de setores da classe política à Lava Jato.

Segundo o coordenador da força-tarefa, o “rolo compressor político quer o retrocesso”. “A corrupção reage”, afirma.

“Existe um oportunismo de buscar e identificar qualquer brecha para atacar a operação, distorcer fatos e atacar os personagens que acabaram tendo protagonismo na operação. E o objetivo disso, a meu ver, não é atacar a pessoa do Deltan, a pessoa do Moro. É atacar o caso, a Lava Jato”, disse.

Dallagnol afirmou ainda:

“O que a sociedade precisa reconhecer é que não é suficiente um grupo de procuradores, policiais, juízes, auditores, de pessoas, lutarem contra o sistema corrupto. Talvez a ilusão tenha sido em algum momento acreditar que a Justiça iria se sobrepor ao sistema político.”

O Antagonista com Época

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Getro disse:

    Juízes e promotores tem sempre uma resenha antes de uma sentença…… é normal……

  2. Pepê disse:

    Dr Deltan, fique tranquilo, a essa altura do campeonato, depois de Dr Moro o senhor já é o terceiro da fila ok?? Enquanto os esquerdopatas, só tem o preso, Lula da silva.
    Isso quer dizer, que podem espernear, PT ladrão nunca mais.
    Tchau corruptos.

  3. Mário Villar Ribeiro Dantas disse:

    Enquanto a chamada força da natureza composta pela banda corrupta da política, a banda corrupta do empresariado e a banda comprada da imprensa não acabar com a lava jato ela não desistirá, até porque não tem outra saída para sobreviver e continuar roubando à população e destruindo o país ,em beneficio próprio.

  4. Olimpio disse:

    Se na nossa justiça existisse uns 10 Moro e uns 10 Deltan nosso país era outro.

  5. Raimundo da Silva disse:

    Vejo pessoas defendendo seus lados na política, vejo gritos em favor de um e outro, vejo que realmente dividiram o país politicamente.
    Nisso tudo existe algo INCONTESTÁVEL: " O QUANTO A VERDADE VEM INCOMODANDO".
    Incomoda tanto que muitos vivem das ilusões criadas para NÃO SENTIR A DOR QUE A VERDADE causa.
    Impressiona ver o quanto esse país foi levado, dominado e doutrinado a viver de utopias criadas em nome da continuidade no poder.
    Temos uma parte significativa do povo brasileira devidamente ADESTRADOS, DOUTRINADOS, MANIPULADOS para só ouvir, entender e seguir o que 01 partido fala, cria e vende. O domínio na mente dessas pessoas é tão FORTE e SIGNIFICATIVO que eles se olham não se vêem. VÃO GRITAR E ACUSAR OS OUTROS DE SER E FAZER AQUILO QUE PRATICAM. Com isso fica a pergunta: Fazem propositalmente ou por desespero?????

  6. Allan Penalva disse:

    Entendo ele, mas o que se está discutindo são os meios que ele queria usar para atacar as pessoas envolvidas nos processos, disso ele não falou, ou seja tá mesmo esperando o coice de Gilmarzinho, que deve tá a caminho e disso não tenham dúvidas.

  7. Antonio Turci disse:

    Na condição de brasileiro e da liberdade de opinião, embora reconhecendo minha humildade, externo minha total confiança em Deltan, Moro e demais bravos que levam adiante a Operação Lava Jato. Pena que parte significativa do país não faça o mesmo e, agindo assim, contribua para dificultar a moralização do país.

The Intercept noticia que Lava Jato planejou buscar na Suíça provas contra Gilmar Mendes

Gilmar Mendes, em 13 de junho. ROSINEI COUTINHO SCO/STF

Procuradores da Operação Lava Jato em Curitiba fizeram um esforço de coleta de dados e informações sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, com o objetivo de pedir sua suspeição e até seu impeachment. Liderados por Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa, procuradores e assistentes se mobilizaram para apurar decisões e acórdãos do magistrado para embasar sua ofensiva, mas foram ainda além. Planejaram acionar investigadores na Suíça para tentar reunir munição contra o ministro, ainda que buscar apurar fatos ligados a um integrante da Corte superior extrapolasse suas competências constitucionais, de acordo com especialistas ouvidos pela reportagem. A estratégia contra Gilmar Mendes foi discutida ao longo de meses em conversas de membros da força-tarefa pelo aplicativo Telegram enviadas ao The Intercept por uma fonte anônima e analisadas em conjunto com o EL PAÍS.

Na guerra contra o ministro do Supremo, os procuradores se mostraram particularmente animados em 19 de fevereiro deste ano. “Gente essa história do Gilmar hoje!! (…) “Justo hoje!!! (…) “Que Paulo Preto foi preso”, começa Dallagnol no chat grupo Filhos do Januário 4, que reúne procuradores da força-tarefa. A conversa se desenrola e se revela a ideia de rastrear um possível elo entre o magistrado e Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, preso em Curitiba num desdobramento da Lava Jato e apontado como operador financeiro do PSDB. Uma aposta era que Gilmar Mendes, que já havia concedido dois habeas corpus em favor de Preto, aparecesse como beneficiário de contas e cartões que o operador mantinha na Suíça, um material que já estava sob escrutínio dos investigadores do país europeu.

“Vai que tem um para o Gilmar…hehehe”, diz o procurador Roberson Pozzobon no grupo, em referência aos cartões do investigado ligado aos tucanos. A possibilidade de apurar dados a respeito de um ministro do Supremo sem querer é tratada com ironia. “vc estara investigando ministro do supremo, robinho.. nao pode”, responde o procurador Athayde Ribeiro da Costa. “Ahhhaha”, escreve Pozzobon. “Não que estejamos procurando”, ironiza ele. “Mas vaaaai que”. Dallagnol então reforça, na sequência, que o pedido à Suíça deveria ter um enfoque mais específico: “hummm acho que vale falar com os suíços sobre estratégia e eventualmente aditar pra pedir esse cartão em específico e outros vinculados à mesma conta”, escreve. “Talvez vejam lá como algo separado da conta e por isso não veio” (…) “Afinal diz respeito a OUTRA pessoa”. A força-tarefa de Curitiba tem dito que não reconhece as mensagens que têm sido atribuídas a seus integrantes e repetiu à reportagem que o “material é oriundo de crime cibernético e tem sido usado editado ou fora de contexto, para embasar acusações e distorções que não correspondem à realidade”.

Nas mensagens, tudo começa porque Dallagnol comenta saber de “um boato” vindo da força-tarefa de São Paulo (FT-SP) de que parte do dinheiro mantido por Paulo Preto em contas no exterior pertenceria a Mendes. “Mas esse boato existe mesmo?”, pergunta o procurador Costa. “Pessoal da FT-SP disse que essa info chegou a eles”, responde Julio Noronha, em referência aos colegas paulistas.Procurada, a assessoria de imprensa do FT-SP afirmou que “jamais recebeu qualquer informação sobre suposto envolvimento de Gilmar Mendes com as contas no exterior de Paulo Vieira de Souza”. E também que “se recebesse uma informação a respeito de ministro do STF, essa informação seria encaminhada à PGR [Procuradoria Geral da República]”. E que “jamais passaria pela primeira instância para depois ir para a PGR”.

O artigo 102 da Constituição determina que os ministros do Supremo só podem ser investigados com autorização de seus pares, a não ser que apareçam em uma investigação já em curso, a chamada investigação cruzada. Caso seja este o caso, a competência é necessariamente da PGR. Para o procurador da República Celso Três, que atuou no início do caso Banestado, um marco contra a lavagem de dinheiro, e trabalhou diretamente com o ex-juiz Sergio Moro, os procuradores não cogitam nos diálogos apenas um atalho para chegar a Mendes. “É uma violação grave do devido processo legal”, afirma em entrevista ao EL PAÍS. Ele avalia que, nas conversas, os procuradores de Curitiba demonstraram intenção de desviar a finalidade da investigação, porque tinham autoridade para escrutinar o operador do PSDB, mas planejaram aprofundar essa colaboração com o intuito de atingir o ministro do Supremo. “Não estou defendendo Gilmar, mas está muito claro que estavam em seu encalço”.

A reportagem questionou à força-tarefa de Curitiba se os procuradores pediram informações aos investigadores na Suíça sobre possíveis ligações de Mendes e Paulo Preto. E, caso tenham encontrado elementos, se foram enviados à PGR. Por meio da assessoria de imprensa, os procuradores afirmaram que “não surgiu nas investigações nenhum indício de que cartões da conta de Paulo Vieira de Souza tenham sido emitidos em favor de qualquer autoridade sujeita a foro por prerrogativa de função”. “Qualquer ilação nesse sentido, por parte de quem for, seria mera especulação”, ressaltou a nota. “Em todos os casos em que há a identificação de pagamentos de vantagens indevidas e lavagem de ativos no exterior, o Ministério Público busca fazer o rastreamento do destino de todos os ativos ilícitos, para identificar os destinatários desconhecidos”, ressalta. Eles insistem que sempre que surgem indícios do envolvimento em crimes de pessoas com foro privilegiado, a força-tarefa encaminha as informações à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal.

Leia matéria completa no El País clicando aqui

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ivan disse:

    Gilmar é o sonho de consumo de tudo que é bandido de colarinho branco…Né Aécio??? kkkkkk

  2. Bento disse:

    A VERDADEIRA CARA DA BESTA FERA. TÁ AMARRADO.

  3. Michelle disse:

    Nada demais nestas supostas conversas. Se há uma investigação em curso, qual o problema de quem está trabalhando nela comentar o que vai surgindo?

  4. Diego Laranjeiras disse:

    Como diz um amigo meu: "Dallagninho desta fez pegou em m&[email protected]"……..hahahaha concordo!

    • Fernando disse:

      Quem trabalha contra o crime, sabe que o caminho é perigoso e cheio de armadilha. Pois os bandidos são perigosos e tem apoio de babacas e tontos, iguais a vc.

  5. Flavio disse:

    Acredito que justiça e ministério público tem que atuar para prender bandidos e corruptos, esteja eles onde estiverem.

  6. Luladrão Encantador de Asnos disse:

    Que Gilmar Mendes é bandido ninguém tem dúvidas ou alguém ainda tem? No início da Lava Jato ele apoiava e os petistas o odiavam, agora estão juntos. Objetivos comuns.

    • Cezario disse:

      Se esse cidadão não tivesse o que esconder, abriria mão do seu sigilo bancário e fiscal. Mas faz uma guerra, chora, esperneia e ameaça os que querem investigar suas finanças!

PGR desmente pressão e diz que Deltan não pode ser afastado da Lava Jato

A Procuradoria Geral da República desmentiu em nota pressão sobre Raquel Dodge para afastar Deltan Dallagnol da Lava Jato. Esclareceu que, a menos que ele queira (e ele não quer), não é possível tirá-lo dos processos.

Leia:

“A Procuradora-Geral da República Raquel Dodge não sofreu qualquer pressão de qualquer tipo para determinar a medida de afastamento referida na matéria, de quem quer que seja, e tampouco convocou, ou realizou reunião de emergência para discutir o assunto na quinta-feira dia 1º ou em qualquer data anterior ou posterior.

Mais do que isso, esclarece que o princípio constitucional da inamovibilidade é garantia pessoal do Procurador Deltan Dallagnol, estabelecida no artigo 128-I-b, de não ser afastado dos processos da Lava Jato, dos quais é o promotor natural, na condição de titular do ofício onde tramitam todos os processos deste caso, e junto do qual atuam os demais membros da Força Tarefa Lava Jato, designados pela Procuradora-Geral da República Raquel Dodge.

Em suma, a Procuradora-Geral da República não convocou, nem fez reunião na quinta-feira, nem em qualquer outra data anterior ou posterior, com o propósito de afastar o Procurador Deltan Dallagnol de seu ofício ou da Lava Jato.”

O Antagonista

Lava Jato deflagra 62ª fase e tenta prender presidente do Grupo Petropolis; nova etapa mira pagamento de propinas disfarçadas de doações eleitorais

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (31) a 62ª fase da Operação Lava Jato. Esta nova etapa mira o pagamento de propinas disfarçadas de doações eleitorais e operações de lavagem de dinheiro feitas pelo Grupo Petrópolis, da marca de cerveja Itaipava.

O presidente do Grupo Petrópolis, Walter Faria, é um dos alvos, mas até as 8h45 ainda não tinha sido localizado.

De acordo com a PF, foram expedidos um mandado de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão. Até as 8h45 desta terça-feira, três pessoas tinham sido presas.

Segundo a investigação, o Grupo Petrópolis teria auxiliado a Odebrecht a pagar propina através da troca de reais no Brasil por dólares em contas no exterior (leia mais sobre a investigação abaixo).

As investigações da Lava Jato envolvendo o Grupo Petrópolis remontam a 2016, quando uma planilha com nomes de políticos e referência à cerveja Itaipava foi achada na casa do executivo da construtora Odebrecht Benedicto Junior.

Segundo delação do executivo, a construtora utilizou o Grupo Petrópolis para realizar doações de campanha eleitoral para políticos de outubro de 2008 a junho de 2014.

Em setembro de 2017, Walter Faria entregou à Polícia Federal planilhas com informações sobre repasses da empresa a políticos a pedido da Odebrecht. De acordo com os documentos, 255 doações foram realizadas somente nas campanhas de 2010 e de 2012, somando mais de R$ 68 milhões

Além da Itaipava, o grupo Petrópolis é dono de marcas de cerveja como Crystal, Lokal e Petra, além do energético TNT. O grupo tem sete fábricas em cinco estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pernambuco e Mato Grosso.

O G1 entrou em contato com o Grupo Petrópolis, mas até as 10h não teve resposta.

Lavagem de R$ 329 milhões

Segundo o Ministério Público Federal (MPF) informou nesta quarta-feira, as investigações apontam que Walter Faria e outros executivos do Grupo Petrópolis atuaram na lavagem de cerca de R$ 329 milhões de reais em contas fora do Brasil.

Segundo a PF, estas doações resultaram em uma dívida de R$ 120 milhões da Odebrecht com a cervejaria. Em contrapartida, a Odebrecht investia em negócios do grupo.

Os investigadores apontam ainda que Faria usou o programa de repatriação de recursos de 2017 para trazer ao Brasil, de forma ilegal, R$ 1,4 bilhão que foram obtidos por meio do esquema.

Mandados em 15 cidades de 5 estados

Os mandados são cumpridos pela PF em 15 cidades diferentes e foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba. A nova fase foi batizada de Rock City.

Em São Paulo, foram cumpridos mandados em Boituva, Fernandópolis, Itu, Vinhedo, Piracicaba, Jacareí, Porto Feliz, Santa Fé do Sul, Santana do Parnaíba e São Paulo. Também foram cumpridos mandados em Cuiabá (MT), Cassilândia (MS), Belo Horizonte (MG), Petrópolis e Duque de Caxias (RJ).

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ceará-Mundão disse:

    A imundície da Era PT não tem fim. A todo momento mais sujeira sai de baixo dos tapetes.

    • Dilma disse:

      Não foi o pt que roubou, foram uns laranjas plantados por Bolsonaro pra Moro incriminar o partido mais honesto do mundo, cujo comandante nunca recebeu uma propina, nem pra comprar um pedalinho. Hehehe

  2. Bob disse:

    Aqui tem muito cambalacho.
    Muito, mais muito mesmo, esse grupo Petrópolis saiu de empresa regional, para uma atuação nacional num período muito curto. Um salto extraordinário, igual aos irmãos Friboi, isso tudo no governo corrupto do PT. Tem que botar essa gente toda na cadeia urgente.

Morre herdeiro da OAS que infartou em audiência da Lava-Jato

César Mata Pires Filho, executivo que morreu nesta quinta. Foto: Reprodução/OAS

O herdeiro da construtora OAS, César Mata Pires Filho, morreu nesta quinta-feira (25). Segundo seu advogado Aloisio Medeiros, o empresário passou mal na hora do almoço e não resistiu.

César Mata Pires Filho havia infartado durante interrogatório ao juiz federal Luiz Antonio Bonat, na 13ª Vara Federal de Curitiba no dia 8 de julho, em ação penal sobre supostas fraudes e propinas de R$ 67,2 milhões na construção da Torre de Pituba, sede da Petrobras em Salvador.

Na ocasião, o empresário foi socorrido consciente. Ele foi levado para o Hospital Santa Cruz, na capital paranaense, onde permaneceu internado por 5 dias.

“Apresentou evolução favorável do quadro clínico, recebendo alta hospitalar desta instituição”, registrou o Hospital, em nota, no dia 13 de julho.

Estadão

Preso diz à PF que hackeou mensagens da Lava Jato e as entregou de forma anônima ao Intercept – sem nenhum pagamento

O suspeito de hackear autoridades Walter Delgatti Neto, na Polícia Federal em Brasília – Mateus Bonomi/Folhapress

Para a Polícia Federal, Walter Delgatti Neto, preso na última terça-feira (23) sob suspeita de atuar como hacker, foi a fonte do material que tem sido publicado desde junho pelo site The Intercept Brasil com conversas de autoridades da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

Em depoimento, Delgatti, um dos quatro presos pela PF, disse que encaminhou as mensagens ao jornalista Glenn Greenwald, fundador do site, de forma anônima, voluntária e sem cobrança financeira.

Os contatos com Greenwald, segundo o preso, foram virtuais, somente pelo aplicativo de conversas Telegram, e ocorreram depois que os ataques aos celulares das autoridades já tinham sido efetuados.

A polícia agora trabalha para confirmar se as informações dadas por Delgatti, de que agiu de forma voluntária e sem pedir dinheiro em troca, são verdadeiras. Não há até agora indício de que tenha havido pagamento pelo material divulgado, segundo investigadores.

Em depoimento, Delgatti afirmou ainda ter agido neste caso por não concordar com os caminhos da Lava Jato. A apuração da PF é a de que o grupo hackeava contas do Telegram e contas bancárias por dinheiro.

A perícia criminal da Polícia Federal copiou dados guardados pelo suspeito preso em plataformas de nuvens na internet que sugerem veracidade em pelo menos algumas das declarações de Delgatti até aqui.

Nesse material apreendido, estão conversas entre procuradores da Lava Jato como as que foram divulgadas pelo Intercept.

De acordo com envolvidos na busca e apreensão na terça-feira, um celular de Delgatti estava na conta do Telegram do ministro da Economia, Paulo Guedes, quando agentes chegaram à casa dele, em Araraquara. O episódio, para a PF, reforça que era o mesmo grupo que agia.

O ministro da Justiça, Sergio Moro, já havia associado a prisão dos quatro suspeitos à divulgação pelo site das mensagens que mostram interferência do ex-juiz da Lava Jato nas investigações da força-tarefa.

“Parabenizo a Polícia Federal pela investigação do grupo de hackers, assim como o MPF [Ministério Público Federal] e a Justiça Federal. Pessoas com antecedentes criminais, envolvidas em várias espécies de crimes. Elas, a fonte de confiança daqueles que divulgaram as supostas mensagens obtidas por crime”, escreveu Moro, no Twitter, nesta quarta-feira (24).

Os jornalistas responsáveis pelo Intercept rebateram a mensagem de Moro. Glenn Greenwald disse no Twitter que o ministro da Justiça “está tentando cinicamente explorar essas prisões para lançar dúvidas sobre a autenticidade do material jornalístico”.

“Nunca falamos sobre a fonte. Essa acusação de que esses supostos criminosos presos agora são nossa fonte fica por sua conta [Moro]”, acrescentou Leandro Demori, editor-executivo do Intercept.

Quando as primeiras mensagens vieram à tona, em 9 de junho, o site informou que obteve o material de uma fonte anônima, que pediu sigilo. O pacote inclui mensagens privadas e de grupos da força-tarefa no aplicativo Telegram a partir de 2015.

Além de Delgatti, foram presos Gustavo Henrique Elias Santos, Suelen Priscila de Oliveira e Danilo Cristiano Marques.

Os quatro suspeitos foram detidos temporariamente (por cinco dias, prorrogáveis por mais cinco) na terça-feira. As ordens de prisão foram cumpridas em São Paulo, Araraquara (SP) e Ribeirão Preto (SP). Os envolvidos foram transferidos para Brasília.

Na decisão que fundamentou as prisões, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal do DF, apontou “fortes indícios” de que os quatro investigados “integram organização criminosa para a prática de crimes e se uniram para violar o sigilo telefônico de diversas autoridades brasileiras via invasão do aplicativo Telegram.”

Segundo ele, os fatos demonstram que os suspeitos são “responsáveis pela prática de delitos graves”.

O inquérito em curso foi aberto em Brasília para apurar, inicialmente, o ataque a aparelhos de Moro, do juiz federal Abel Gomes, relator da Lava Jato no TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), do juiz federal no Rio Flávio Lucas e dos delegados da PF em São Paulo Rafael Fernandes e Flávio Reis.

Segundo investigadores, a apuração mostrou que o celular do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, também foi alvo do grupo. O caso dessas autoridades está sendo tratado em inquérito aberto pela Polícia Federal no Paraná.

A Folha teve acesso ao pacote de mensagens atribuídas aos procuradores da força-tarefa da Lava Jato e ao então juiz Sergio Moro e obtidas pelo Intercept.

O site permitiu que o jornal analisasse o seu acervo, que diz ter recebido de uma fonte anônima. A Folha não detectou nenhum indício de que ele possa ter sido adulterado. O jornal já publicou cinco reportagens decorrentes deste acesso.

A Folha não comete ato ilícito para obter informações, nem pede que ato ilícito seja cometido neste sentido; pode, no entanto, publicar informações que foram fruto de ato ilícito se houver interesse público no material apurado.

(mais…)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luciano Lima disse:

    Nem pagou em bitcoins fora do Brasil… çey.

  2. Said disse:

    Aperta mais um pouquinho que eles peidam.kkkkkk

  3. Riva disse:

    Os filhotes de pavão misterioso vão continuar negando. Agora que tem os arquivos basta a PF periciar e ver que o Moro não é lá tão herói assim.

    • Manoel disse:

      Né isso! Heróis são esses hackers né, que cometeram esses crimes por "amor à verdade" KKK… Acho que muita gente não entendeu ainda: As conversas que foram atribuídas a Moro foram obtidas das conversas copiadas do celular de Deltan Dallagnol, não do celular de Moro! O celular de Moro foi usado para ajudar a seguir os rastros da tentativa de clonagem mas se ele não tiver conta no Telegram, não tem como as mensagens serem copiadas…

    • Luis disse:

      Foi através da perícia do telefone do Moro, que a PF chegou a esses vendedores de fantasias pra idiotas.

BOMBA: “Paguei para não ser preso”, diz ex-advogado da Odebrecht

“Não é muito tempo sem operação?”, perguntou o então juiz Sergio Moro ao procurador Deltan Dallagnol em 31 de agosto de 2016, segundo o site The Intercept. “É sim. O problema é que as operações estão com as mesmas pessoas que estão com a denúncia do Lula. Decidimos postergar tudo até sair essa denúncia, menos a op do taccla [Tacla Durán] pelo risco de evasão, mas ela depende de articulação com os americanos (Que está sendo feita)”, responde o procurador da Lava Jato.

No dia seguinte à divulgação do diálogo, o ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran recebeu o UOL no lobby de um hotel de Madri, onde vive desde que deixou o Brasil em decorrência da Operação Lava Jato. “Paguei para não ser preso”, diz ele à reportagem, apontando uma suposta extorsão no valor de US$ 5 milhões feita quando seu nome veio à tona na investigação.

Investigado pela Lava Jato, Tacla Duran diz ter pago uma primeira parcela de US$ 612 mil ao advogado Marlus Arns, mas afirma que se recusou a pagar o restante. Ele foi preso em novembro de 2016, ao chegar a Madri, e ficou detido por 70 dias. Consultado pela reportagem, Arns não comentou as acusações.

A força-tarefa da Lava Jato insiste que o brasileiro é um “fugitivo”, mas a Interpol retirou qualquer alerta contra Tacla Duran. Na Espanha, ele vive em liberdade. As declarações dadas ao UOL também constam de um documento enviado ao Ministério Público da Suíça pelos advogados de Tacla Duran. Na carta, a defesa relata que seu cliente foi vítima de extorsão para que não fosse detido ou envolvido em delações premiadas de outros suspeitos da Operação Lava Jato. No Brasil, os procuradores da força tarefa rejeitam a versão, e apontam que Tacla é acusado de mais de cem delitos.

Datado de 28 de janeiro de 2019, o documento, obtido pelo UOL, foi uma resposta a questionamentos feitos pela Suíça ao brasileiro, com base em transferências que ele realizou a partir de uma conta no país europeu para o Brasil. “Tacla foi extorquido e ameaçado […] e temor por sua vida o levou a pagar uma parte da extorsão. O advogado Marlus Arns, que recebeu o pagamento -dinheiro que é apontado como uma das justificativas para o bloqueio das autoridades suíças– já tinha trabalhado com a mulher do [ex] juiz Sergio Moro, sendo outro sócio o advogado Carlos Zucolotto Junior, que também foi sócio da mulher de Moro, e que hoje trabalha com lobista profissional”, dizem os advogados à Suíça, associando a extorsão ao tráfico de
influência dentro da operação. Zucolotto já foi alvo de acusações de Tacla Duran.

Tacla Duran atuou como advogado da Odebrecht entre 2011 e 2016. A Lava Jato, no entanto, o acusa de movimentar mais de R$ 95 milhões para a Odebrecht e outras empresas em vários países do mundo, além de lavar por meio de suas empresas cerca de R$ 50 milhões.

Para sustentar seu argumento, o brasileiro cita um contrato que assinou com o advogado no Brasil, além de notas de imprensa por parte da Operação Lava Jato de 27 de agosto de 2017, em que o nome de Marlus Arns não consta como sendo o de seu advogado.

Ao longo dos últimos anos, Tacla Duran foi denunciado pelo MPF em Curitiba por uma série de crimes, como lavagem de dinheiro e corrupção. Ele também foi alvo de conversas entre o ex-juiz e hoje ministro da Justiça Sergio Moro e o coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, publicadas pelo site The Intercept.

A 13ª Vara de Curitiba pediu a extradição de Tacla Duran para o Brasil, mas foi negado pela Espanha em julho de 2017. Considerado foragido pelo Brasil, hoje Tacla vive em liberdade em Madri.

UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. realmadriddepiumgenerico disse:

    O moro não quis ouvir o Tacla Duran. Muito estranho, principalmente quando o que ele denuncia tem relação com pessoas ligadas a mulher do moro. Esta operação lava jato tem muito mais crimes que os crimes que ela investiga.

  2. César disse:

    Muito bom ver o antro de Bolsoiminion que é o BLog do BG espumando de raiva. Em país sério já teríamos #MoronaCadeia

    • Thalles disse:

      Aqui tem de tudo, rapaz. De retardado que vê pt em tudo até o alienado que acha que o pt é a salvação da lavroura. Temos que filtrar.

    • Manoel Ribeiro do Carmo e Silva disse:

      Primeiro aplaudiram o hacker que divulgou conversas manipuladas obtidas de forma ilegal.
      Agora estão delirando com as colocações de um ex advogado da empresa que mais favoreceu corruptos e recebeu recursos desviados.
      Quando um país tem gente que torce por corrupto e é contra a justiça, quando qualquer mentira lançada sem qualquer comprovação se torna motivo de alegria contra a justiça, tem muita coisa errada no país e essas atitudes provam isso.
      Não tem como estar normal um país onde a ilegalidade, a mentira, a retórica hipócrita, tem mais valia que a ordem, a justiça e a verdade. Algo sério precisa ser feito em nome do restabelecimento da ordem, da moral, do progresso e da justiça

    • Lsv disse:

      Tadim. Ser apaixonado por um sapo baibudo ou pelo risca faça kkkkk

  3. Flávio Piloto disse:

    Como no Brasil palavra de bandido tem muito mais valor que das instituições da justiça, logo o que esse ex advogado da odebrecht será entrevistado pela mídia aberta, levado ao programas, falará no congresso e senado como coitadinho, um injustiçado. Antes disso, de tornarem "verdade" as colocações dele, vejam a ficha corrida do inocente e sua atuação como profissional.

  4. Ricardo disse:

    Falta só tu se apresentar a justiça inocente!!!
    Mas sabendo que tu é da banda podre dos PTralas tem que ser no chicote!
    Bandido!

  5. Jakeline disse:

    Qualquer pessoa paga a um advogado para não ser preso, 🤔🤔🤔

    • Sérgio Nogueira disse:

      Sempre tive essa impressão.
      Engraçado que um processo cuja sentença tem quase 300 folhas não convence os militontos que o bandido de estimação deles é um corrupto.
      Mas uma reportagem com afirmações dadas por um procurado envolvido com vários crimes é verdade absoluta.
      Faz pena…

    • realmadriddepiumgenerico disse:

      O problema é que este procurado tem provas. Emails da vara do juiz moro, whatszap de advogado ligado a mulher de moro. Essa é a grande diferença. Um bandido como os coxinhas, bolsominions e pato amarelo costumam chamar, está preso e não apresentam uma prova do que ele fez. Já os caçadores, os julgadores, todos tem um monte de provas de seus crimes.

  6. Amo os Minions disse:

    Ativar modo isso é coisa do PT em 1,2,3…

Gilmar Mendes: “O Dallagnol é um bobinho. Quem operava a Lava Jato era o Moro”

Foto: Jorge William / Agência O Globo

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou Sergio Moro e Deltan Dallagnol pelo tom dos diálogos registrados em um aplicativo de conversas e ponderou sobre consequências para a operação Lava-Jato associadas ao conteudo publicado pelo site “The Intercept Brasil”.

De acordo com Mendes, as mensagens divulgadas no domingo (9) mostram que “o chefe da Lava-Jato não era ninguém mais, ninguém menos do que Moro. O Dallagnol, está provado, é um bobinho. É um bobinho. Quem operava a Lava-Jato era o Moro”, disse Mendes, em entrevista à ÉPOCA.

O ministro identifica implicações diretas das revelações para o desenrolar da operação. “Eu acho, por exemplo, que, na condenação do Lula, eles anularam a condenação”, analisou Mendes, referindo-se aos trechos das conversas que sugerem uma colaboração entre Moro e Dallagnol.

Mendes viu até a prática de um crime nas conversas vazadas. “Um diz que, para levar uma pessoa para depor, eles iriam simular uma denúncia anônima. Aí o Moro diz: ‘Formaliza isso’. Isso é crime”, avaliou Mendes, referindo-se a um trecho das mensagens em que Dallagnol escreveu que faria uma intimação oficial com base em notícia apócrifa, diante da negativa de uma fonte do MPF de falar. E Moro respondeu que seria “melhor formalizar”.

“Simular uma denúncia não é só uma falta ética, isso é crime.” Mendes ressalta não ser contra o combate à corrupção, mas sim contra o que ele chamou de “modelo de Curitiba”.

Época

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    Quando Gilmar Mendes fala a podridão toma conta do ar.

  2. Tô veno disse:

    Sai às ruas, Gilmar… deixa os brasileiros demonstrarem o quanto vc é querido e respeitado.

  3. Ricardo disse:

    Espero o grande dia para ver boca de suvela na cadeia, vai ser a maior vitoria do povo brasileiro honesto, que luta contra corrupção e regalias.
    Boca de suvela ainda vai tomar na tarraqueta!

  4. Araújo disse:

    O que tu(Gilmar), fostes fazer na calada da noite no palácio Jaburu naquele encontro com Temer? Encontro esse fora da agenda. Muito estranho essa estreita amizade entre um juiz da mais alta corte com um indiciado, hj réu.

  5. Lucianobrito disse:

    O Gilmar Mendes foi pego no grampo com o ex governador Sival Barbosa pedido ajuda pra se livra da cadeia, aí ele vem com essa conversa fiada.

  6. Alex disse:

    Qual a moral, a ética que o Ministro GM tem para vomitar dessa forma!?

  7. Emerson disse:

    UM LADRÃO DE TOGA DESSES !
    SÓ QUEM NÃO APROVA A LAVA JATO SÃO OS SAFADOS COMO ELE.

  8. Antonio Turci disse:

    Esse cidadão, Gilmar, perdeu uma boa oportunidade (mais uma) de ficar calado. Sérgio Moro e Dallagnol continuam merecendo todo respeito, exceto, claro, dos que detestam a Lava Jato. Essa turma não se conforma com o resultado do pleito de 2018.
    MORO num país tropical……

  9. Preto disse:

    Cala te a boca corrupto.
    Esse deveria tá preso, atolado até as orelhas no esquema dos ônibus do Rio de Janeiro.
    É o famoso soltador de corruptos.

  10. #Lula Na Cadeia sempre disse:

    Voz da experiência ☝️LADRAO PROFISSIONAL

  11. #Lula Na Cadeia sempre disse:

    Calma ….pau que bate em Chico , bate em Francisco, esse rato terá seu telefone também exposto, aí verão a casa desse cair

Reportagem de O Globo revela que ataque criminoso de hackers foi orquestrado e mirou ‘coração’ da Lava-Jato”, atingindo até Janot e juíza que substituiu Moro; veja como PF detalha ação

Foto: Jorge William / Agência O Globo -20/05/2019

Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) têm indícios de que o ataque hacker que expôs mensagens privadas do juiz Sergio Moro e de procuradores foi muito bem planejado e teve alcance bem mais amplo do que se sabe até agora. Entre os alvos dos criminosos, estiveram integrantes das forças-tarefas da Operação Lava-Jato de ao menos quatro estados (Rio, São Paulo, Paraná e Distrito Federal), delegados federais de São Paulo, magistrados do Rio e de Curitiba.

Além do atual ministro da Justiça e do procurador Deltan Dallagnol,foram alvo de ataques a juíza substituta da 13ª Vara Federal Gabriela Hardt (que herdou processos de Moro temporariamente quando ele deixou o cargo), o desembargador Abel Gomes (relator da segunda instância da Lava-Jato no Rio), o juiz Flávio de Oliveira Lucas, do Rio, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot , os procuradores Januário Paludo, Paulo Galvão, Thaméa Danelon, Ronaldo Pinheiro de Queiroz, Danilo Dias, Eduardo El Haje, Andrey Borges de Mendonça, Marcelo Weitzel e o jornalista do GLOBO Gabriel Mascarenhas . Outros dois procuradores, ambos ex-auxiliares de Janot, relataram ao GLOBO também terem sido vítimas de ataques de hackers, mas pediram para não terem os nomes publicados.

Em nota, a Justiça Federal confirmou que a substituta de Moro foi atingida e disse que o fato foi “imediatamente comunicado à Polícia Federal”. Segundo o texto, “a juíza não verificou informações pessoais sensíveis que tenham sido expostas”.

Em alguns casos, como o da força-tarefa da Lava-Jato no Rio, alguns integrantes evitaram a invasão, já que tinham controles mais rígidos, em especial a verificação em duas etapas para acesso remoto ao aplicativo Telegram.

As mensagens atribuídas a Moro e Deltan indicam uma atuação combinada em determinados momentos da Lava-Jato, inclusive no processo que resultou na condenação do ex-presidente Lula, expondo a operação a inédito desgaste.

Mesmo após a revelação do caso, o esquema criminoso continua em atuação. Na noite de terça-feira, um hacker entrou em contato com José Robalinho, ex-presidente da Associação Nacional de Procuradores, se fazendo passar pelo procurador militar Marcelo Weitzel, que teve seu celular invadido, como revelou a revista Época.

Em meio à crise deflagrada pelos ataques, procuradores discutem entre si as mais variadas teses sobre as origens dos ataques. Alguns levantam suspeitas até sobre invasões de origem russa, o que não está comprovado. Mas, se os autores ainda são desconhecidos, entre os alvos prevalece a ideia de que as invasões são uma ação orquestrada contra a Lava-Jato.

Ação profissional

A Polícia Federal investiga os ataques dos hackers com duas turmas de agentes e delegados, em quatro cidades. A Procuradoria-Geral da República também abriu um procedimento para acompanhar o trabalho da polícia. A apuração desse tipo de crime é tida como complexa, e o prazo para conclusão das investigações será longo, prevê a cúpula da PF.

As suspeitas iniciais apontam para um mandante com capacidade financeira para bancar o esquema aparentemente sofisticado de ação. Uma das hipóteses é a de utilização de equipamentos que custam entre US$ 2 milhões e US$ 3 milhões, segundo uma fonte da cúpula da PF ouvida pelo GLOBO. Há diversas empresas sediadas no leste europeu e no Oriente Médio que oferecem estes serviços por esses valores.

Por outro lado, chamou a atenção o fato de o suposto hacker ter feito piada na terça-feira com um dos alvos. Numa das mensagens, o invasor afirmou que é apenas um “técnico de TI” (Tecnologia da Informação), sem objetivos partidários.

Segundo os relatos das vítimas e apurações do Ministério Público Federal, o esquema funciona em três etapas:

1 – O hacker descobre o número do celular da vítima e o utiliza para solicitar, via desktop, a abertura de nova sessão do Telegram. Imediatamente, o aplicativo encaminha para a vítima o código de acesso, via SMS, achando que o pedido foi feito pelo dono da conta;

2- O clonador adquire um número de celular, geralmente em países onde há pouca fiscalização, e o utiliza para ligar para a vítima, depois de ter solicitado o código de acesso. Por alguma técnica ainda desconhecida, a vítima, ao atender, permite que o clonador capture todo o conteúdo do SMS, incluindo o código de acesso ao Telegram;

3- Com esse código, o hacker acessa o Telegram através de seu PC e pode ver todas as conversas da vítima, entre as quais as de grupos. Isso porque os diálogos pretéritos ficam guardados no aplicativo. O hacker pode fazer um backup de todos os arquivos, mídias e conversas da vítima e/ou pode se passar por ela perante terceiros no aplicativo, dialogando etc.

Os integrantes do MPF só deram conta do tamanho da ação depois da divulgação dos diálogos de Moro com os membros da força-tarefa de Curitiba. Para o golpe ter êxito, desconfiam, é preciso da conivência de alguém dentro das operadoras de telefonia, uma vez que o acesso é dado no momento em que a vítima atende a ligação. Alguns dos números usados pelo esquema já foram repassados à Polícia Federal.

O problema, apuraram, seriam uma brecha denominada pelas operadoras de “Falha SS7”. Embora aplicativos como o WhatsApp e a Telegram ofereçam criptografia ponta a ponta para evitar que suas mensagens sejam interceptadas, ambos usam o número de celular do usuário para funcionar, e isto abre a guarda para os ataques. A fraude do SS7 permite que qualquer pessoa com acesso à rede de telecomunicações envie e receba mensagens celulares específicas, com alguns ataques que permitem aos hackers interceptar textos, chamadas e dados de localização.

O início dos ataques

A série de invasões teve início, até onde se sabe no momento, em 24 de abril. No primeiro dia de aposentadoria, Janot voltou mais cedo para casa aborrecido com uma série de ligações e mensagens esquisitas que tinha recebido ao longo do dia. Alguns telefonemas tinham partido do próprio número do ex-procurador. Por volta das 22 horas, o telefone celular voltou a tocar.

— Diga aí — disse um procurador, amigo de Janot, do outro lado da linha.

— Diga aí você, que está me ligando — respondeu o ex-procurador-geral, estranhando a abordagem do colega.

— Estou ligando porque você está me pedindo dados que eu já te passei — respondeu Janot.

— Estou estou te pedindo dados ?? — questionou Janot.

Antes de terminar a frase, os dois perceberam que estavam sendo vítimas de um ataque quase simultâneo de um mesmo hacker. O estranho, que tinha ligado várias vezes durante o dia para Janot, estava usando a conta do Telegram do ex-procurador-geral para conversar com um outro procurador. O invasor estava em busca da senha do Twitter do ex-procurador-geral.

No meio da confusão, o procurador interrompeu a conversa com o hacker e orientou Janot a não mais atender ligação e nem abrir mensagens para mudar códigos da Apple, do Telegram ou de outros aplicativos.

O Globo

(Colaboraram Cleide Carvalho, Gustavo Schmitt e Bela Megale)

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Rômulo disse:

    Hacker não tem dever funcional de seguir a lei. Não adianta a Globo tentar inverter a situação! Quem tem dever de seguir a lei são os juízes! Moro, o anti-herói dos bozopatas, estava em conluio com a acusação para prender Lula para fins políticos. Isso já era praticamente verdade sabida, mas não havia como provar. Agora que a merda foi jogada no ventilador, ele pode esquecer a cadeirinha no STF, e tomar cuidado para não ir para atrás das grades! Estou ansioso pela liberação de áudios, pois são irrefutáveis!

    #VazaJato

  2. Walsul disse:

    A desmoralização da operação lava jato é mundial, não tem como mudar isso. O conteúdo do que está sendo exposto é criminoso para um juiz que deveria ter a função de zelar pela legalidade e isenção do julgamento. O fato se torna mais criminoso ainda, quando as decisões são para interferir no processo democrático. Quanto a globo, esperava-se o que? Como disse o jornalista , ela é sócia da operação lava jato. Essa discussão do hacker é para desviar o foco dos crimes cometidos. Não tem nenhuma prova que os documentos que desmascaram a operação tenha partido de hackers. Tem muita coisa para vir à tona e é isso que a globo teme.

  3. Gaius Baltar disse:

    Ativar verificação em dois passos evitaria todo esse imbróglio, mas a turma usa celular desprotegido para veicular informações sensíveis.
    OBS: O Telegram não tem criptografia ativada nos chats normais, do nos secretos.

  4. Rivanaldo disse:

    Brasil: O país onde o professor tem de ser imparcial mas juiz pode ter lado!

    • Rodrigo disse:

      Melhorando seu comentário: O país onde o professor tem de ser imparcial, quanto a política, mas o juiz pode ter lado, quanto a corrupção.

  5. M.Vinícius disse:

    Pacientemente, vou aguardar ss novidades contra os cibermortadelas!

  6. Potiguar disse:

    Essa reação contra os vazamentos da conversa do Moro era esperada. Eles não vão soltar o lula tão facilmente, apesar das evidências. Todavia, a repercussão do tema é grande no exterior vide reportagem do le monde, guardian, NYT… A dúvida que resta é a seguinte: lula receberá o nobel em Curitiba ou Oslo?