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Desemprego fica em 7,6% em agosto, pior resultado para o mês desde 2009

2015_842327014-2015082034451.jpg_20150820Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo

A taxa de desemprego brasileira ficou em 7,6% em agosto, informou o IBGE nesta quinta-feira. O dado faz parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que engloba seis regiões metropolitanas do país (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre). O resultado foi o pior para o mês desde 2009, quando ficou em 8,1%. Em agosto do ano passado, a taxa ficou em 5%. Em julho, o desemprego ficou em 7,5%.

O resultado praticamente em linha com a expectativa dos analistas do mercado financeiro, que era de que o indicador ficasse em 7,7%. O dado de agosto mostra a oitava alta seguida, numa tendência iniciada em dezembro do ano passado, quando a PME mostrou que um desemprego de 4,3%. Se considerada toda a série histórica, a taxa é a maior desde março de 2010, quando também ficou em 7,6%.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 2.185,50. Este resultado foi 0,5% maior que o registrado em julho, quando ficou em R$ 2.174,49, e 3,5 % inferior ao obtido em agosto do ano passado (R$ 2.264,62).

A população desocupada — os que buscam emprego e não encontram — ficou em 1,9 milhão de pessoas e não apresentou variação frente a julho. Em relação a agosto de 2014, o quadro foi de elevação de 52,1%. Ou seja, mais 636 mil pessoas. A população ocupada foi estimada em 22,7 milhões para o conjunto das seis regiões pesquisadas, refletindo estabilidade. Na análise mensal, houve uma retração de 1,8% (menos 415 mil pessoas) na comparação com agosto de 2014.

desempego-agosto-1Regionalmente, a análise mensal mostrou que a taxa de desocupação no Rio de Janeiro, frente a julho, apresentou redução de 5,7% para 5,1% e, nas demais regiões, ficou estável. Mas, na comparação com agosto de 2014, houve variações significativas em todas as regiões: Salvador, de 9,3% para 12,4%; São Paulo de 5,1% para 8,1%; Recife, de 7,1% para 9,8%; Belo Horizonte, de 4,2% para 6,7%; Rio de Janeiro, de 3% para 5,1%; e em Porto Alegre, de 4,8% para 6%.

O contingente de desocupados, em relação a julho último, caiu 11,3%, no Rio de Janeiro, e ficou estável nas demais regiões pesquisadas. No confronto com agosto do ano passado, a desocupação aumentou em todas as regiões, sendo o maior aumento no Rio de Janeiro (71,6%) e o menor em Porto Alegre (24,0%).

O nível da ocupação — proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa —foi estimado, em agosto, em 51,8% para o total das seis regiões. No confronto com agosto de 2014, foi observada redução de 1,5 ponto percentual. Regionalmente, na comparação mensal, foi registrada estabilidade em todas as regiões.

Depois de ter fechado 2014 em 4,3%, menor patamar da série histórica, a taxa de desocupação medida pela PME tem subido constantemente neste ano. O aumento reflete a piora no mercado de trabalho, impactado pelo ambiente recessivo na economia.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, levantamento mais abrangente do IBGE, que contém informações de todas os estados brasileiros e do Distrito Federal, também mostram deterioração no mercado de trabalho. Segundo os números mais recentes, divulgados no mês passado, o desemprego no país de abril a junho ficou em 8,3% — a maior taxa da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

O Globo

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Desemprego fica em 7,5% em julho, pior resultado para o mês desde 2009, segundo IBGE

229970140Trabalhadores observam ofertas de emprego no Centro de São Paulo – Patricia Monteiro / Bloomberg News/4-8-2015

O desemprego no país ficou em 7,5% em julho, pior resultado para o mês desde 2009, quando ficou em 8%, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE. A taxa é referente a seis regiões metropolitanas: Rio, São Paulo, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre. O resultado foi pior do que a expectativa de analistas do mercado financeiro, que era de que o indicador ficasse em 7% em julho, segundo mediana das projeções compiladas pela Bloomberg.

A população desocupada totalizou 1,8 milhão, isso representa 158 mil a mais do que no mês anterior. Houve um crescimento de 9,4% em comparação a junho e de 56% em relação a julho do ano passado.

Já o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado recuou 1,5% en relação a junho. No ano, a queda é de 3,1%.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores chegou a R$ 2.170,70 e praticamente não variou em relação a junho, já que a alta foi de apenas 0,3%. Frente a julho do passado, no entanto, recuou 2,4%.

Em julho de 2014, a taxa de desemprego ficou em 4,9%. A baixa procura por vagas está entre os fatores que ajudaram a manter os números positivos do mercado de trabalho no ano passado, mas a situação tem se revertido nos últimos meses. Em junho, a desocupação medida pela PME chegou a 6,9%, a maior para aquele mês desde 2010.

Os dados de outra pesquisa do IBGE — a Pnad Contínua, de abrangência nacional — também mostram piora no mercado de trabalho. A última divulgação, referente a maio, mostrou que a taxa de desemprego no país subiu para 8,1%. No mesmo período do ano passado, estava em 7%.

Os números do Ministério do Trabalho têm indicado piora do mercado formal de trabalho. De acordo com dados antecipados pelo ministro Manoel Dias ao GLOBO, o saldo de vagas com carteira assinada ficou negativo em julho — completando uma sequência de quatro meses de perdas. Em junho — mês em que as contratações costumam aumentar — o país fechou 111.119 vagas com carteira.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. DESEMPREGO atingindo quem trabalha. Pregunte se a turma produtiva que vai hoje as ruas estão, sequer, com ameaça de perder a boquinha. Tudo cargo comissionado colocado pelo PT e pagos com recursos públicos. Vergonha geral!

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