Polícia

Renato Duque pede a Moro para colaborar com a Lava-Jato sobre propina paga ao PT

O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque chega na sede da Justiça Federal, em Curitiba, para prestar depoimento – Geraldo Bubniak / Agência O Globo

A defesa do ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque protocolou nesta segunda-feira um pedido ao juiz Sergio Moro para que possa “colaborar com a Justiça” e ser ouvido novamente no processo em que é acusado de receber propina do cartel de empreiteiras que atuava na estatal.

Duque atuou na diretoria de serviços da Petrobras entre 2003 e 2012. A indicação dele ao cargo é atribuída ao PT. Em sua delação, Duque deve falar sobre a propina recebida pelo PT em contratos da Sete Brasil, empresa criada para a construção de sondas de exploração de petróleo da estatal. No documento, porém, o advogado do ex-diretor, Antônio Figueiredo Basto, disse que Duque quer colaborar com as investigações da Lava-Jato “independente de formalização de acordo de colaboração”.

“O ora Peticionante deseja ser reinterrogado, pois deseja colaborar espontaneamente com a Justiça. Ao final o requerente manifesta seu interesse de continuar colaborando com todas as investigações das quais tenha conhecimento de fatos relevantes sobre a Petrobrás”, escreveu o defensor do ex-diretor.

Nas primeiras vezes em que ficou diante de Moro, Duque pediu para ficar calado. Porém, agora está em tratativas com a Lava-Jato para fechar acordo de delação premiada. Ele rompeu o silêncio, no início do mês passado, ao ser ouvido no caso do apartamento tríplex do Guarujá, a que a Lava-Jato atribui ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, por sua vez, nega as acusações.

Na ocasião, Duque disse que Lula tinha conhecimento do esquema de propinas na Petrobras e que comandava tudo. Afirmou ainda que Lula teria dito a ele, num encontro em Congonhas, em julho de 2014, que não poderia ter contas no exterior e que se tivesse algo, deveria destruir.

Duque já foi condenado por Moro em diversas ações na Lava-Jato que no total somam 57 anos de cadeia.

Cópia de foto apresentada por Renato Duque, ex-diretor da Petrobras, à Lava-Jato – Reprodução

O Globo

Opinião dos leitores

  1. As provas que arranjam contra Lula são sempre evasivas. Pq? Tenho um sobrinho que tem uma foto ao lado de Lula. Mas Lula não sabe nem quem danado é ele. Pois afinal TD mundo queria tirar um self com o maior presidente dessas terras tupiniquins.

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