Política

Itamaraty cria área de Soberania e estreita elo com China e EUA

O novo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, durante solenidade de transmissão de cargo Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/02-01-2019

Decreto publicado nesta quinta-feira, no Diário Oficial, muda completamente a estrutura do Ministério das Relações Exteriores. A nova estrutura reflete a prioridade que o novo chanceler, Ernesto Araújo, afirma que dará às relações bilaterais, reduzindo o status das relações nos organismos multilaterais.

Uma das novidades é a criação da Secretaria de Assuntos de Soberania Nacional e Cidadania, que tratará de temas como cooperação jurídica internacional, política imigratória, defesa, desarmamento, ilícitos transnacionais, meio ambiente, direitos humanos, atividade consular, Antártida, entre outros.

Outra novidade no decreto é que foram criados dois departamentos exclusivos, um para Estados Unidos e outro para a China, o que demonstra que também será dada prioridade às relações com os chineses, a despeito das ressalvas expressadas pelo presidente Jair Bolsonaro em relação ao país asiático durante o período de transição de seu governo. No dois casos, o objetivo é “propor diretrizes para a política externa do Brasil com esses países, além de coordenar e acompanhar as relações bilaterais e as iniciativas de cooperação”.

O decreto substitui as nove subsecretarias temáticas que existiam até então por seis secretarias. Os órgãos relacionados às regiões do planeta, como Ásia, Oceania e Rússia, Américas e Oriente Médio, Europa e África, terão como denominação “secretaria de negociações bilaterais”. Segundo uma fonte do governo, isso dá o tom do “pragmatismo” que tem sido transmitido por Araújo a seus subordinados.

Além disso, conforme havia prometido Ernesto Araújo durante a transição, foi criado um departamento para a promoção do agronegócio. Nas negociações internacionais, o acesso dos produtos agropecuários brasileiros aos mercados externos será uma prioridade para o novo governo, conforme o Itamaraty. Também está previsto no decreto um departamento para a promoção de serviços e de indústria.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Esse aparelhamento do estado que Fakenaro está fazendo ainda nos fará muito mal. Colocar esses fanáticos nestes cargos só trará prejuízo a economia brasileira.

  2. Devemos estreitar amizades com países ricos que certamente nos trará benefícios. País pobre só quer dinheiro emprestado para depois nos passar a perna. Bandes levou uma naba recentemente de Cuba e Venezuela. Essas duas bostas não pagam nem promessa a santo.

  3. Kkkkkkk, imagina se não fosse doido. Chora petralhada, mais uns anos sem poder assaltar cofres públicos. Vão ter que trabalhar!

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Política

Bolsonaro diz que soberania e leis do Brasil devem ser respeitadas

Em meio a reações como a do governo cubano que decidiu suspender a parceira com o Programa Mais Médicos, o presidente eleito Jair Bolsonaro voltou a defender nesta segunda-feira (19) a manutenção dos valores e princípios brasileiros.

Numa rede social, ele disse que o país vai manter as boas relações [diplomáticas], mas exigirá respeito à sua soberania.

(Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Para voltarmos a crescer como nação precisamos fazer valer nossa soberania e nossas leis. Devemos respeitar o mundo todo, mas também ser respeitados. Seremos um Brasil amigo, mas que tem seus valores e princípios básicos”, afirmou em sua página no Twitter.

Nas últimas declarações de Bolsonaro sobre a parceria com Cuba, o presidente eleito tem ressaltado as condições de trabalho desenvolvido pelos profissionais cubanos, mas disse que só apresentará uma solução para a ausência dos médicos cubanos quando assumir o governo em 1º de janeiro.

Na mesma mensagem, Bolsonaro acrescentou que “o Brasil, paraíso de criminosos e fonte de renda de ditaduras desumanas, deverá dar lugar ao Brasil cujo brasileiro e as pessoas de bem serão nossa maior prioridade”.

Hoje, logo cedo, em Brasília, a presença da deputada federal eleita por São Paulo, Joice Hasselmann, no gabinete de transição que funciona no Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB – , em Brasília, desde o último dia 5, indicava que o assunto continuaria em debate ao longo da semana.

Decisão de Cuba é questionada por deputada

Antes de iniciar conversas no local, onde também estão reunidos o secretário geral da transição, Gustavo Bebbiano, e o vice presidente eleito general Hamilton Mourão, e o futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, a parlamentar também usou a rede social para questionar a decisão do governo de Cuba sobre o Mais Médicos.

“Logo mais teremos uma conversa olho no olho sobre o que está por trás da decisão de Cuba de sair do programa Mais Médicos no Brasil às vésperas de @jairbolsonaro assumir a presidência”, disse.

Na nota que sinaliza o assunto que a trouxe a Brasília, a deputada paulista alerta que a decisão pode ter “mais caroço do que vocês imaginam nesse angu”.

Agência Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Em qualquer país do mundo, a SOBERANIA É INEGOCIÁVEL, menos no Brasil onde os PETISTAS querem que as leis de Cuba, o paraíso da esquerda, sejam maiores que as nossas, e pior, dentro do Brasil. O nível que estamos vendo no Brasil hoje fica abaixo da mediocridade, onde a esquerda tem seguidores zumbis que defendem tudo e ficam contra todos, desde que seja para a esquerda está no poder, custe o que custar.

    1. Trabalho escravo de verdade nas fazendas do Brasil ele nao dá um pio, aliás dá um ministério. É muita cara de pau.

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