Foto: Pedro Ladeira – 14.fev.2017/Folhapress
O sogro da filha do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), é chefe em uma das empresas da família do empresário Joesley Batista, cujo acordo de colaboração premiada foi homologado pelo magistrado.
Marcos Gonçalves é pai de Marcos Alberto Rocha Gonçalves, casado com uma das filhas do ministro e sócio fundador do escritório Fachin Advogados e Associados –do qual o relator da Lava Jato se afastou ao chegar ao STF.
Segundo a Folha apurou, Marcos Gonçalves trabalhou por 16 anos para o grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley, e hoje é chefe de compra de gado do Mataboi Alimentos, frigorífico administrado por José Batista Júnior, o mais velho dos irmãos Batista.
Conhecido como Júnior Friboi, o primogênito da família Batista foi presidente da JBS de 1980 a 2005, quando decidiu se candidatar ao governo de Goiás. Naquela época, passou a integrar o Conselho de Administração da JBS, delegando a gestão da empresa aos dois irmãos.
Em 2013, Júnior vendeu sua participação no grupo J&F aos familiares.
Mas, em setembro do ano passado, quando Joesley e Wesley foram impedidos pela Justiça de exercer cargos executivos por conta das investigações da Polícia Federal, foi indicado por eles para assumir interinamente a presidência da JBS até o retorno dos irmãos.
A relação de Fachin com a família Batista tem sido explorada por aliados do presidente Michel Temer.
Deputados da base aliada ao Planalto protocolaram na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, por exemplo, um pedido de explicações a Fachin sobre sua relação com Ricardo Saud, lobista do grupo J&F, que controla a JBS, e que o teria ajudado em sua campanha de indicação ao STF –o que o ministro nega a aliados.
Presidente do colegiado, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG) arquivou o requerimento.
Em contato por telefone, Marcos Gonçalves confirmou à Folha ser pai do genro de Fachin, mas se negou a responder sobre sua relação com os irmãos Batista, Saud e sua função ou tempo de trabalho nas empresas da família.
“Não trabalho na JBS, trabalho no Mataboi Alimentos, e não falo da minha vida. Entendo que você é repórter, entendo a sua função, mas eu não falo”, afirmou.
Filho de Marcos Gonçalves, o genro de Fachin hoje comanda o escritório de advocacia que leva o sobrenome do ministro ao lado da mulher e uma das filhas do magistrado, Melina Fachin. Os dois estão juntos desde 2003.
O próprio relator da Lava Jato atuou na firma desde sua fundação até ser indicado ao Supremo, há dois anos.
HISTÓRICO
Segundo a assessoria do escritório Fachin Advogados e Associados, onde o genro e a filha do ministro são sócios, Marcos Gonçalves começou a trabalhar para o grupo J&F em 1999, quando atuava como comprador de bovinos no interior de São Paulo.
Ele permaneceu no grupo até agosto de 2015, três meses depois de Fachin ser nomeado ministro do STF.
Depois, passou a integrar o quadro de funcionários do Mataboi. A Folha entrou em contato com o frigorífico por telefone, que informou que ele ocupa o cargo de diretor de compra de gado há cerca de um ano e meio.
O Mataboi Alimentos foi comprado por José Batista Júnior em dezembro de 2014. Ele havia deixado a J&F em 2013 para se dedicar à política, mas voltou ao ramo logo depois, com a JBJ Agropecuária.
À época da aquisição, Júnior disse que a JBS só não poderia comprar o Mataboi em razão das regras do Cade (Conselho de Administrativo de Defesa Econômica). O órgão avalia se a operação de compra do Mataboi pela JBJ, de Júnior Friboi, poderia gerar concentração no mercado de carne bovina in natura.
Isso porque, apesar de não haver uma relação societária entre a JBS e a JBJ, o Cade considera que o parentesco e as ações dos controladores das duas empresas “indica evidências de uma potencial atuação coordenada” entre as firmas. Não há decisão tomada ainda sobre o caso.
OUTRO LADO
O ministro Edson Fachin não respondeu sobre a relação do sogro de sua filha com o grupo J&F. Por nota, disse que não contou “com o auxílio de qualquer empresa ou grupo em seu processo de indicação ou de confirmação para o cargo de ministro do STF”.
“Qualquer insinuação neste sentido é inaceitável, ainda mais quando o nome de seus familiares é envolvido”, afirma o texto.
Ainda de acordo com a nota, parte das despesas durante o processo de sabatina para a confirmação, pelo Senado, de seu nome ao STF foi paga pelo escritório Fachin Advogados e Associados. “Reiteramos que não houve auxílio, de nenhum modo, de qualquer empresa ou pessoa física.”
A Folha questionou a JBS sobre por quanto tempo e em quais funções Marcos Gonçalves trabalhou para os irmãos Batista, se a JBS ou empresas do grupo J&F contribuíram financeiramente com a campanha de Fachin para o STF ou se Joesley ou Saud o fizeram como pessoa física, entre outras questões. A empresa não quis comentar.
Folha de São Paulo
Esse prêmio aos Batistas é estranho, muito estranho, pra mim, desde o primeiro dia, a minha suspeita, recai justamente, em Fachin e Janot
CUNHA IMPLODE TEMER E ALIADOS COM MEGADELAÇÃO
Ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está finalizando o material que será utilizado em seu acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato; Cunha já tem cerca de cem anexos rascunhados para serem utilizados no acordo de delação que deverá ser firmado junto ao MPF e que devem ser entregues na próxima semana; delação de Cunha deve implicar sobretudo Michel Temer e os ministros da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco, e da Casa Civil, Eliseu Padilha, além do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que atuaram e se beneficiaram diretamente do golpe parlamentar que depôs a presidente Dilma em 2016; Cunha também deve detalhar esquemas de financiamento de campanha, o que pode acabar de vez com o governo Temer.
Esse fato não desclassifica o desbaratamento da cangue comandada pelo Temer. Só é conhecido o modo operante de uma quadrilha quando um de seus membros resolve falar. Se não fosse assim, quando a polícia prende um chefe de quadrilha a denuncia, desse, não serviria para prender o restante e não serviria de prova para a justiça condena-los ou só vale para o cidadão comum?
Não? Todo aluno de direito sabe o que a teoria estabelece para que um magistrado alegue impedimento para julgar um processo. FACHIN foi de encontro a TODOS.
Os irmãoes Batista cometeram muito mais crimes de todos na odebrecht, camargo correia, OAS JUNTAS, mesmo assim foram IMEDIATAMENTE e IRREMEDIAVELMENTE ABSOLVIDOS, estão legalmente livres. Qual a razão? Os fatos começam a ser revelados, uma IMORALIDADE que BEIRA a ILEGALIDADE cometida por quem deveria seguir a lei antes de qualquer interesse
Comandada por Temer? Quem tinha a caneta na mão por intermináveis treze anos?
Quem é que podia nomear e ordenar despesa?
O problema é que os bandidos da ala secundária se aproveitaram
dum vacilo dos chefões e tomaram o controle da facção.
Gilmar Mendes e Moro tem ido de encontro a muito mais impedimentos e suspeições e cometido muitas irregularidades nos processos dos petistas e não vi vc se indignar ou reclamar antes.
Interessante, não?
Como disse alguém antes de mim: "Pimenta dos olhos dos outros é refresco!"
É importante procurar descobrir porque o acordo de MEIA delação (ele carregou a tinta no Temer mas amenizou a coisa pro chefão do PT, justamente quem mais lhe beneficiou) foi tão benéfico a esse Joesley. E tem que espremer esse safado prá contar o resto da coisa. A conversa dele tá "meia boca". Ainda falta MUITA coisa.
Se for por esse caminho não vai sobrar ninguém pra julgar nada!
Que vergonha para o Ministro. Fica bastante manchada essa delação e a sua homologação. Só assim compreendemos o porque desses dois bandidos terem todo esse perdão.
Lá vem os defensores do indefensável querer comprometer a respeitabilidade do julgador.
Temer, não adianta espernear, sua hora vai chegar!
E dai ???
Teria o dever MORAL de se dizer IMPEDIDO no julgamento;
Além do FATO que a JBS foi cabo eleitoral de FACHIN em sua luta para vaga no STF.
Esse tipo de JUSTIÇA DE EXCEÇÃO É A CARA DO PT.
Mas suspeito para militontos zumbis só Gilmar Mendes que não reza na cartela do PT.
E dai???????