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Correios acabam com e-Sedex, versão mais barata do Sedex

Quando os Correios anunciaram o fim do e-Sedex, em novembro de 2016, uma decisão da justiça obrigou a estatal a continuar oferecendo o serviço, sob pena de multa. Mas a modalidade de envio, que era voltada a lojas online e mais barata que outros serviços de entrega rápida, só teve uma sobrevida de seis meses: na próxima segunda-feira (19), ela será definitivamente encerrada.

A decisão foi comunicada às empresas que utilizavam o serviço e divulgada pelo Mandaê. Em memorando, a estatal informa que “em virtude da aprovação da nova Política Comercial pelo Conselho de Administração dos Correios, informamos que o serviço e-Sedex será descontinuado a partir de 19/06/2017”, acrescentando que “todas as postagens deverão ser realizadas nos códigos de Sedex ou PAC ativos no contrato”.

O e-Sedex era um serviço com tarifas próximas às cobradas em entregas convencionais (PAC), mas com os prazos do Sedex. Na época do anúncio da extinção da modalidade, o presidente dos Correios, Guilherme Campos Júnior, afirmou à imprensa que o e-Sedex era o equivalente a “ter a liberdade de ser solteiro com o conforto de casado”.

Com o fim da modalidade, a tendência é que os fretes em lojas online fiquem mais caros, principalmente para empresas que não possuem contratos com outras transportadoras. Quando a descontinuação do serviço foi anunciada pela primeira vez, o e-Sedex ainda era bastante popular entre os varejistas, representando 30% do faturamento das lojas franqueadas dos Correios.

A medida é uma tentativa de equilibrar as contas dos Correios. A empresa, que detém o monopólio de entrega de correspondências, teve prejuízo de R$ 2,1 bilhões em 2015. Nos primeiros quatro meses de 2017, os Correios já perderam R$ 800 milhões; a previsão é terminar o ano com rombo de R$ 1,3 bilhão.

Tecnoblog

Opinião dos leitores

  1. e-Sedex com preço de PAC e com lerdeza próxima a do Sedex. Os Correios deixou de ser uma empresa séria para virar um palco de brigas e concorrência de quem mete a mão primeiro. Quer um exemplo. Pede duas mercadorias idênticas pelo Mercado Livre uma e-Sedex e outra PAC pra ver quem chega primeiro… por incrível que pareça as duas chegam no mesmo tempo. Não por conta do serviço, e sim, pelos péssimos profissionais que estão ali… que recebem as mercadorias e "prendem", descontando nas costas do cliente.

  2. Os correios têm um trabalho importantíssimo.
    Há muitas empresas loucas para colocar a mão.
    Lucro ou prejuízo é questão de gestão.
    Não viram o que joesley falou sobre as empresas de água?
    Teria dado dinheiro a políticos para privatizar?
    Quando um político fala em privatizar usa a desculpa das contas públicas.
    Mas geralmente há algo por trás.
    Empresas famintas iguais lobos vendo carne fresca..

  3. Só defende um monopólio estatal pernicioso como os Correio quem não está nem aí para sangria desatada das contas públicas.

  4. É só saber administrar.
    Os correios são importantíssimos para o Brasil.
    Não se pode cobrar os olhos da cara nem valores irrisórios.
    O governo do PT transformou os correios em bancos com constantes assaltos.
    Não sei até que ponto isso foi bom ou ruim.
    Por um lado diversifica as atividades.
    Pouca gente manda carta hoje em dia.
    Mas mandar encomendas, receber contas, multas, informações em geral é algo importante.
    Tem que ver até que ponto é ou fui utilizado com objetivos políticos, uma vez que na campanha de 2014 surgiu um vídeo de uma reunião em minas no qual um deputado dizia que a candidata estava com 40% nas pesquisas devido ao pessoal dos correios.
    A campanha de Aécio se queixava que não podia mandar nada pelos correios que demorava a chegar.
    Sou contra a prisão a privatização.
    Sou a favor que aperfeiçoem a administração.

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