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Talibã está sobre riqueza mineral inexplorada de R$ 5,4 trilhões necessária para o mundo

Foto: Benjamin Lowy/Getty Images

A queda veloz do Afeganistão para os combatentes talibãs duas décadas depois que os Estados Unidos invadiram o país desencadeou um processo político e uma crise humanitária. Também está fazendo com que os especialistas em segurança se perguntem: o que vai acontecer com a vasta riqueza mineral inexplorada do país?

O Afeganistão é uma das nações mais pobres do mundo. Mas, em 2010, autoridades militares e geólogos dos EUA revelaram que o país, que fica na encruzilhada da Ásia Central e do Sul da Ásia, tem depósitos minerais no valor de quase US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5,38 trilhões) – o que poderia transformar dramaticamente as perspectivas econômicas do país.

As reservas de minerais como ferro, cobre e ouro estão espalhadas pelas províncias. Existem também minerais de terras raras e, talvez o mais importante, o que poderia ser um dos maiores depósitos de lítio do mundo. O lítio é um componente essencial, mas escasso, para baterias recarregáveis e outras tecnologias vitais para enfrentar a crise climática

“O Afeganistão é certamente uma das regiões mais ricas em metais preciosos tradicionais, mas também os metais [necessários] para a economia emergente do século 21”, afirmou Rod Schoonover, cientista e especialista em segurança que fundou o Ecological Futures Group.

Desafios de segurança, falta de infraestrutura e secas severas impediram a extração da maioria dos minerais valiosos no passado. É improvável que isso mude em breve sob o controle do Talibã. Ainda assim, há interesse de países como China, Paquistão e Índia, que podem tentar se engajar apesar do caos.

“É um grande ponto de interrogação”, disse o especialista.

Enorme potencial

Mesmo antes de o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciar que retiraria as tropas norte-americanas do Afeganistão no início deste ano, preparando o cenário para o retorno do controle do Talibã, as perspectivas econômicas do país eram sombrias.

Em 2020, cerca de 90% dos afegãos viviam abaixo da linha de pobreza determinado pelo governo de US$ 2 (cerca de R$ 10,76) por dia, de acordo com um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso dos Estados Unidos publicado em junho. Em seu perfil de país mais recente, o Banco Mundial disse que a economia continua “moldada pela fragilidade e dependência da ajuda”.

“O desenvolvimento e a diversificação do setor privado são limitados pela insegurança, instabilidade política, instituições fracas, infraestrutura inadequada, corrupção generalizada e um ambiente de negócios difícil”, afirmou o documento em março.

Muitos países com governos fracos sofrem com o que é conhecido como a “maldição dos recursos”, na qual os esforços para explorar riquezas naturais não trazem benefícios para a população local e para a economia doméstica. Mesmo assim, as revelações sobre as reservas minerais do Afeganistão, baseadas em pesquisas anteriores conduzidas pela União Soviética, são promissoras.

A demanda por metais como lítio e cobalto, bem como por elementos de terras raras como o neodímio, está aumentando à medida que os países tentam mudar para carros elétricos e outras tecnologias limpas para reduzir as emissões de carbono. A Agência Internacional de Energia (IEA) declarou em maio que os suprimentos globais de lítio, cobre, níquel, cobalto e elementos de terras raras precisavam aumentar drasticamente ou o mundo fracassaria em sua tentativa de enfrentar a crise climática. Três países (China, República Democrática do Congo e Austrália) respondem atualmente por 75% da produção global de lítio, cobalto e terras raras.

O carro elétrico médio requer seis vezes mais minerais do que um carro convencional, de acordo com a IEA. Lítio, níquel e cobalto são essenciais para as baterias. Redes de eletricidade também requerem grandes quantidades de cobre e alumínio, enquanto elementos de terras raras são usados nos ímãs necessários para fazer as turbinas eólicas funcionarem.

O governo dos EUA estimou que os depósitos de lítio no Afeganistão poderiam rivalizar com os da Bolívia, lar das maiores reservas conhecidas do mundo.

“Se o Afeganistão tiver alguns anos de calma, permitindo o desenvolvimento de seus recursos minerais, poderá se tornar um dos países mais ricos da região em uma década”, disse Said Mirzad, do US Geological Survey, à revista “Science” em 2010.

Foto: Matthew C. Rains/Tribune News Service/Getty Images

Ainda mais obstáculos

A calmaria nunca chegou, e a maior parte da riqueza mineral do Afeganistão permaneceu no solo, disse Mosin Khan, um membro sênior não residente do Conselho do Atlântico e ex-diretor do Oriente Médio e Ásia Central do Fundo Monetário Internacional.

Embora tenha havido alguma extração de ouro, cobre e ferro, a exploração de lítio e minerais de terras raras requer muito maior investimento e conhecimento técnico, além de tempo. A IEA estima que leva 16 anos, em média, desde a descoberta de um depósito para que uma mina comece a produzir.

No momento, os minerais geram apenas US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,38 bilhões) no Afeganistão por ano, de acordo com Khan. Ele estima que 30% a 40% foram desviados pela corrupção, bem como pelos senhores da guerra e pelo Talibã, que presidiu a pequenos projetos de mineração.

Ainda assim, Schoonover acha que há uma chance de o Talibã usar seu novo poder para desenvolver o setor de mineração.

“Dá para imaginar uma trajetória de que talvez haja alguma consolidação, e parte dessa mineração não precisará mais ser desregulada”, afirmou.

Mas, continuou Schoonover, “as possibilidades estão contra isso”, visto que o Talibã precisará dedicar sua atenção imediata a uma ampla gama de questões humanitárias e de segurança.

“O Talibã assumiu o poder, mas a transição do grupo insurgente para o governo nacional não será nada simples”, opinou Joseph Parkes, analista de segurança para a Ásia na empresa de inteligência de risco Verisk Maplecroft.

“A governança funcional do setor mineral nascente provavelmente ainda levará muitos anos”.

Khan observa que já era difícil conseguir investimento estrangeiro antes de o Talibã derrubar o governo civil do Afeganistão apoiado pelo Ocidente. Atrair capital privado será ainda pior agora, particularmente porque muitas empresas e investidores globais estão buscando em padrões ambientais, sociais e de governança (ESG) cada vez mais elevados.

“Quem vai investir no Afeganistão agora e que não estava disposto a investir antes?”, questionou Khan. “Os investidores privados não vão correr o risco”.

As restrições dos EUA também podem representar um desafio. O Talibã não foi oficialmente designado como Organização Terrorista Estrangeira pelos Estados Unidos. No entanto, o grupo foi colocado em uma lista do Departamento do Tesouro dos EUA de Terroristas Globais Especialmente Designados e em uma lista de Nacionais Especialmente Designados.

Uma oportunidade para a China?

Projetos apoiados pelo Estado motivados em parte pela geopolítica podem ser uma história diferente. Líder mundial na mineração de terras raras, a China disse na segunda-feira (16) que “manteve contato e comunicação com o Talibã afegão”

“A China, o vizinho do lado, está embarcando em um programa de desenvolvimento de energia verde muito significativo”, disse Schoonover. “O lítio e as terras raras são até agora insubstituíveis por causa de sua densidade e propriedades físicas. Esses minerais influenciam seus planos de longo prazo”.

Se a China intervir, Schoonover disse que haveria preocupações sobre a sustentabilidade dos projetos de mineração, dado o histórico da China.

“Quando a mineração não é feita com cuidado, pode ser ecologicamente devastadora, o que prejudica certos segmentos da população sem muita voz”, explicou.

No entanto, o governo chinês pode ser cético em relação a parcerias em empreendimentos com o Talibã, dada a instabilidade contínua, e pode se concentrar em outras regiões. Khan destacou que a China já foi prejudicada antes ao tentar investir em um projeto de cobre que posteriormente foi paralisado.

“Acredito que eles priorizarão outras geografias emergentes ou fronteiriça muito antes do Afeganistão liderado pelo Talibã”, opinou Howard Klein, sócio da RK Equity, que assessora investidores em lítio.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Nenhum desses minerais é mais importante que o Niobio, q temos muito e vamos enricar com isso. Né mito?

  2. Ainda bem que o PT não ganhou a presidência.
    Se tivesse no poder, estaríamos dominados igual o Afeganistão.

    1. O PT passou 13 anos no poder e não chegou nem perto do regime Taliban que o mito quer implantar, ou seja: fim do STF, Congresso, fim da urna eletrônica, arma na mão de todo mundo, sem vacina e tudo em nome de Deus. O Afeganistão seria aqui kkkk mas não vai não.

    2. Se informe melhor Luca, o PT não chegou perto de agir como o Talibã, mas financiou o Talibã, enviou R$ 20 Milhões em ajuda financeira, oficialmente, ao regime que faz da mulher, gays e LGBT pedras a serem atiradas das janelas do último andar dos edifícios.

    3. É por conta desses idiotas úteis, tipo Luca, que o pilantra de nove dedos doutrinou esse povo. Um bando de analfabetos, não sabem história, matemática, geografia, nada. Ler um texto e interpretar é missão impossível, tire as conclusões pelo que ele escreveu, não disse nada com nada, vamos ter muita misericórdia, pois desse nível, depois de 14 anos o Brasil está cheio.

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Geral

VÍDEO: Influencer de esquerda postou pedindo “chuva com trovão” na caminhada de Nikolas

A influencer Irmã Mônica, conhecida nas redes sociais por ser ferrenha defensora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fez uma postagem no perfil dela na rede social X, na última sexta-feira (23/1), na qual ela pedia que Deus enviasse “chuva com trovão” para atrapalhar a caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Neste domingo (25/1), pelo menos 34 pessoas, nove delas em estado grave, foram socorridas e encaminhadas a unidades de saúde após a área onde eles estavam, nas proximidades da Praça do Cruzeiro, onde ocorreu o encerramento do ato liderado pelo deputado federal.

As vítimas precisaram de atendimento médico porque o local onde estavam foi atingido por uma descarga elétrica decorrente de um raio, durante a chuva que caía naquele lugar.

Conhecida nas redes sociais, Irmã Mônica postou um vídeo no X no qual ela aparece fazendo uma prece. Na gravação ela pede “chuva com trovão” para a “gadaiada”.

“Chuva com trovão Senhor. Em nome de Jesus Cristo, dá tua resposta nesta noite, chuva à noite toda meu Pai para aquela gadaiada desocupar aquela BR”, clama.

Quando Irmã Mônica começa a gravação, segurando uma bandeira do Brasil, o tempo está seco. No entanto, durante o vídeo de cinco minutos a chuva começa. Então, ela cita a ocorrência de um trovão. A chuva aperta e é possível ouvir ao menos dois trovões. A precipitação fica mais forte e ela roda a bandeira do país.

“Tem que ficar na cadeia, onde é o lugar dele [Jair Bolsonaro] (…) Gostaram gadaiada? Da chuva direto deste monte, eu pedi e Deus mandou para vocês”, diz ela. No X, Irmã Mônica tem 49,7 mil seguidores e 175 mil no Instagram.

Este é o sétimo dia do ato batizado pelo deputado de “Caminhada da Liberdade”. A jornada foi iniciada na última segunda-feira (19/1), em Paracatu (MG).

Metrópoles

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VÍDEO: “Não estamos aqui para tomar o poder, mas o Brasil acordou. Vamos agora ter a missão de acordar as outras pessoas”, diz Nikolas em manifestação

Em seu discurso a milhares de manifestantes na Praça do Cruzeiro, no centro de Brasília, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) clamou por uma mudança no rumo político do país e destacou que o ato não se tratava de uma “tomada de poder”.

“Não estamos aqui para tomar o poder, mas o Brasil acordou. (…) Alexandre de Moraes, o Brasil não tem medo de você”, declarou Nikolas. “Vamos agora ter a missão de acordar as outras pessoas e essa missão é sua.”

Em seu discurso, o parlamentar afirmou que a luta da oposição inclui uma saúde e educação pública de qualidade, chegando a fazer um apelo aos docentes do país: “Professores desse país, acordem e se livrem da ideologia da esquerda”.

“Estamos aqui acima de tudo para poder despertar o país”, seguiu. “Estamos em um pesadelo terrível. Não conseguimos mais viver nesse país. Se eles tentarem nos parar, este não é o fim. É apenas o começo.”

Além disso, Nikolas orientou os manifestantes a deixarem o local e irem para suas casas, sem descer a Praça dos Três Poderes — distante cerca de seis quilômetros da Praça do Cruzeiro. No final, fez uma oração junto aos presentes:

“Meu Deus (…), nós não aguentamos tanta corrupção, maldade aqui no Brasil”, disse. “Por favor, perdoe os nossos pecados, as nossas falhas e tenha misericórdia dessa nação. Perdoe nossos inimigos, mas nos dê força para enfrentar todos aqueles contra o bem. Nós te pedimos, acorde os corações que estão dormindo. Acorde essa nação para a tua glória, porque só é teu o reino, a glória e o poder para todo o sempre. Amém.”

Nikolas, aliados políticos e milhares de pessoas que participavam da caminhada chegaram para o ato “Acorda, Brasil” com cerca de três horas de atraso, em decorrência da forte chuva na capital da República.

No local já havia milhares de outros manifestantes que aguardavam pela chegada do grupo para o ato. Nikolas e demais participantes tinham chegado em Brasília no início da manhã, mas o percurso ainda era longo até a Praça do Cruzeiro.

Revista Oeste

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Trump afirma que arma secreta “desorientadora” foi usada para capturar Maduro

Foto: Jim Lo Scalzo/EPA/Bloomberg/Getty Images via CNN Newsource

O presidente Donald Trump afirmou que os EUA usaram uma arma que ele chamou de “descombobulator” (algo como “desorientador”) para capturar o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, neste mês, mas um alto funcionário americano disse que ele provavelmente está confundindo diferentes ferramentas usadas pelas Forças Armadas dos EUA.

“O descombobulator, não tenho permissão para falar sobre isso”, disse Trump ao New York Post em uma entrevista publicada no sábado, acrescentando que o equipamento “fez com que [o equipamento inimigo] parasse de funcionar” durante a captura.

O presidente pode estar misturando várias capacidades em uma única arma que, na prática, não existe, afirmou à CNN um alto funcionário dos EUA.

As forças americanas usaram, sim, ferramentas cibernéticas para desativar sistemas de alerta antecipado e outras defesas venezuelanas durante a operação, além de empregar sistemas acústicos já existentes para desorientar o pessoal em terra.

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VÍDEO: Veja o momento em que raio atinge praça onde acontece ato de Nikolas Ferreira em Brasília, deixando pelo menos 34 feridos, sendo 9 em estado grave

Um vídeo mostra o exato momento em que um raio atingiu a Praça do Cruzeiro, em Brasília, deixando 34 pessoas feridas, 9 delas em estado grave, durante o ato organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira.

As imagens foram cedidas pelo jornal O Povo, produzidas por João Paulo Biage e cedidas à CNN Brasil.

Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas que estavam no local receberam atendimento imediato das equipes de resgate.

A descarga elétrica ocorreu em um período de fortes chuvas no Distrito Federal, fator que já havia impedido o encerramento formal da manifestação, inicialmente previsto para as 12h.

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Declarações do presidente do Sinmed repercutem negativamente entre os médicos

Imagem: reprodução

O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte, Geraldo Ferreira, provocou mais uma crise na categoria. Em vídeo publicado nas redes sociais, o representante do Sinmed culpa os médicos que atuam em unidades de saúde como responsáveis pelo caso da jovem que morreu vítima de um erro de troca de medicamento.

Em nota, os médicos, que prestam serviços de saúde para o Município de Natal nas mais diversas unidades, definiram como desastrosas as afirmações de Geraldo Ferreira.

Na publicação, o “representante” da classe traz supostas denúncias de falha na prestação, utilizando de maneira apelativa a imagem de uma paciente que veio a óbito, cujo fato não está relacionado ao exercício da medicina, conforme se apurou preliminarmente.

Desrespeitando a melhor técnica da medicina, o funcionário público que “trabalha” no sindicato — Geraldo Ferreira — coloca de forma leviana horas de trabalho médico, dedicação e profissionalismo em xeque. E o pano de fundo é atacar, por interesse unicamente próprio, o processo de contratação perdido no ano se 2025.

Os médicos prestadores de serviço afirma que, há muito tempo, Geraldo Ferreira havia perdido o tom, mas ainda se mantinha no campo óbvio da guerra empresarial que lhe era conveniente; agora, o médico ataca quem deveria defender, usando de fala irresponsável contra aqueles que lutam em unidades públicas de saúde, cujos problemas todos conhecemos — inclusive o senhor —, mas não deixamos de continuar atendendo a população.

Leia a íntegra da nota aqui

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34 são atendidos e 9 estão em estado grave após raio atingir praça em Brasília onde acontece ato organizado por Nikolas

Foto: reprodução/CNN

Após um raio atingir as proximidades da Praça do Cruzeiro, em Brasília, onde está previsto o encerramento do ato organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), neste domingo (25), pelo menos 34 pessoas feridas foram socorridas, sendo nove delas em estado grave, segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros.

Caminhada rumo a Brasília

Nikolas Ferreira saiu na segunda-feira (19) do município de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais. O gesto do parlamentar, após grande repercussão nas redes sociais, ganhou a adesão de outros membros do Congresso, apoiadores de Bolsonaro e também de eleitores do deputado federal.

A manifestação, que seguiu pela BR-040, seria encerrada no domingo (25), às 12h, na Praça do Cruzeiro, em Brasília, após 240 quilômetros percorridos. Por conta das fortes chuvas no Distrito Federal, o ato ainda não foi encerrado.

Segundo o deputado, o objetivo é protestar contra decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) em relação aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, especialmente o ex-presidente Jair Bolsonaro — condenado por tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022 e preso no Complexo da Papuda, em Brasília.

Com informações de CNN Brasil

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VÍDEO: Queda de raio fere dezenas em ato de Nikolas em Brasília

Imagem: reprodução/UOL

A queda de um raio provocou pânico e deixou dezenas de pessoas feridas durante o ato convocado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), em Brasília, neste domingo. Testemunhas relataram que várias pessoas caíram após sofrerem choques elétricos. Chovia forte no momento do incidente na praça do Cruzeiro.

Pessoas desacordadas foram carregadas nos braços até a única ambulância disponível no local, que acabou cercada por manifestantes sentados ou deitados no chão. Algumas vítimas apresentavam sinais de desorientação.

A equipe de socorro atendia uma mulher dentro da ambulância enquanto familiares, em estado de choque, tentavam reanimar parentes caídos. Com a abertura da grade que isolava o veículo, mais pessoas se aproximaram em busca de ajuda. Um pai desesperado pedia socorro, enquanto outra pessoa oferecia a própria perna para apoiar a cabeça de uma jovem deitada no chão.

Do carro de som, organizadores pediam insistentemente para que o público se afastasse das grades. O locutor informava que havia pessoas feridas por choques elétricos. Por orientação do Corpo de Bombeiros, o guindaste que sustentava uma grande bandeira do Brasil foi baixado, diante do risco de descargas elétricas provocadas por raios.

Tendas de atendimento foram montadas no Memorial JK. De acordo com o Corpo de Bombeiros, algumas pessoas estão com batimento cardíaco mais baixo, outras se queixam de dormência. Há também pessoas em estado de choque.

A chuva diminuiu e o ato continuou. As pessoas gritam “Eu não vou embora” e, a cada novo relâmpago, se abaixam e gritam de medo.

Câmeras saíram do ar devido ao raio. Seguranças do Memorial JK relataram ao UOL que as câmeras do circuito interno do memorial saíram do ar quando o raio caiu e demoraram alguns segundos para voltar a funcionar.

Veja imagens das pessoas sendo socorridas:

UOL

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Zelenski diz que conversas entre Ucrânia, Rússia e EUA foram ‘positivas’ e nova reunião é marcada

Foto: reprodução

Rússia e Ucrânia confirmaram neste sábado uma nova rodada de negociações diretas, com participação dos Estados Unidos, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. As conversas ocorreram na sexta (23) e no sábado (24) e devem ser retomadas no próximo domingo (1).

O presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, afirmou que os encontros foram “construtivos” e avançaram na discussão de possíveis parâmetros para encerrar a guerra. Segundo ele, os participantes vão relatar os resultados a seus governos e coordenar os próximos passos.

Foi a primeira reunião direta entre representantes dos três países, dentro de um esforço liderado por Washington para buscar um acordo de paz. Os diálogos trataram de temas militares e econômicos e incluíram a possibilidade de um cessar-fogo antes de um acordo definitivo.

Um dos pontos debatidos foi a Usina Nuclear de Zaporizhzhia, ocupada pela Rússia. Ainda não há definição sobre o controle da unidade, embora haja consenso sobre o compartilhamento da energia gerada.

Zelenski disse que há entendimento sobre a necessidade de monitoramento dos Estados Unidos para garantir segurança no processo. Apesar das negociações, ataques russos continuaram, com mortos e feridos em Kiev e Kharkiv, o que gerou críticas do governo ucraniano.

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GOVERNO LULA: Orçamento para prevenir incêndios florestais e fiscalizar ambiente cai 17% em 2026

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O orçamento federal para fiscalização ambiental e prevenção de incêndios florestais em 2026 terá corte de 17% em relação a 2025. Estão previstos R$ 495,8 milhões, R$ 101 milhões a menos que no ano anterior. Em valores corrigidos pela inflação, é o menor orçamento do terceiro mandato do presidente Lula.

O montante previsto para 2026 também fica abaixo do de 2024, ano em que o país registrou 278,2 mil focos de incêndio, o pior número desde 2010. Os dados constam no Painel do Orçamento Federal, com base na Lei Orçamentária Anual sancionada pelo presidente.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o projeto original previa R$ 507,4 milhões, mas o Congresso cortou R$ 11,5 milhões durante a tramitação. A pasta afirma que recursos extras podem ser remanejados ao longo do ano, conforme a necessidade e o cenário climático.

Em 2025, após reforços emergenciais para combater queimadas em 2024, o total empenhado chegou a R$ 791,9 milhões, quase 60% acima do valor previsto para 2026.

A maior redução ocorre na verba para prevenção e combate a queimadas em áreas federais prioritárias, que cai 48%, de R$ 128,7 milhões para R$ 66,6 milhões. O orçamento de controle e fiscalização ambiental do Ibama diminui 24%, passando de R$ 305,2 milhões para R$ 232,7 milhões. Já os recursos do ICMBio para unidades de conservação federais recuam 6%, de R$ 209 milhões para R$ 197,1 milhões.

Especialistas alertam que os cortes aumentam o risco de novas queimadas em 2026, especialmente diante da possibilidade de retorno do El Niño, que intensifica períodos de seca. Eles defendem investimentos contínuos em prevenção, considerados mais eficazes e baratos do que ações emergenciais, e afirmam que a redução de recursos pode comprometer políticas públicas recentes, como a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo.

Opinião dos leitores

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VÍDEO: Acompanhada por multidão, caminhada de Nikolas Ferreira chega a Brasília; concentração será na Praça do Cruzeiro

A caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) chegou a Brasília na manhã deste domingo (25). Foi a última fase do percurso teve que come início na última segunda-feira (19) em Paracatu, interior de Minas Gerais. O grupo liderado pelo parlamentar mineiro chegou ao Distrito Federal na noite de sábado (24).

A parada final da caminhada é a Praça do Cruzeiro, na zona cívico-administrativa da capital federal. Por lá, Nikolas e outros líderes da oposição devem discursar aos manifestantes.

O ato ocorre em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e contra as condenações referentes aos crimes cometidos em 8 de janeiro de 2023 na Praça dos Três Poderes.

“O objetivo foi alcançado antes mesmo do ato final, que é despertar as pessoas, abrir seus olhos para o que está acontecendo…escândalo do Banco Master, contratos milionários com esposas de ministros, como a do Alexandre de Moraes…temos escândalo do INSS, mesadinha para filho de Lula, impostos em cima das pessoas”, disse Nikolas a jornalistas nesta manhã.

Nikolas começou a usar um colete à prova de balas nos últimos dias do movimento promovido por ele em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A assessoria do parlamentar alega que o uso do colete, preventivamente, se deve a ameaças recentes feitas contra ele.

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