Saúde

Três estados não têm mais vaga de UTI para Covid-19, e 14 registram mais de 90% de ocupação nos hospitais

Ao menos três estados brasileiros não têm mais vaga de UTI disponível para pacientes com Covid-19. Acre, Rondônia e Mato Grosso do Sul registram taxas de ocupação dos leitos de terapia intensiva maiores que 100%, segundo levantamento feito pelo GLOBO. Outros 14 estados estão com o índice acima de 90%: Amapá, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Além da falta de vagas para internar os doentes, a possibilidade de falta de oxigênio e de remédios usados na internação também preocupa gestores. Diante do cenário de colapso iminente, o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) recomendou, por meio de nota divulgada nesta terça-feira (23) a suspensão das cirurgias eletivas (aquelas que não são emergenciais) até que o abastecimento dos remédios se estabilize, e o número de internações diminua.

Ainda segundo a recomendação do Conass, seriam mantidas as cirurgias eletivas inadiáveis, aquelas que se não forem realizadas podem causar dano permanente ao paciente, tais como as oncológicas, cardíacas e os transplantes de órgãos.

Dos estados que apresentam ocupação de mais de 90% dos leitos de UTI, sete deles também estão com dificuldade de manter o abastecimento de oxigênio, segundo ofício do Ministério da Saúde encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) na noite desta segunda-feira (22). São eles Acre, Amapá, Ceará, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Norte e Rondônia. A pasta informou que elaborou o Plano Oxigênio Brasil, que coloca ações em prática, como a redistribuição de materiais enviados a Manaus, com apoio do Governo do Amazonas e do Ministério da Defesa.

Municípios do Rio Grande do Norte têm alertado sobre problemas com o oxigênio desde o início da semana. Na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Cidade Satélite, Zona Sul de Natal, que já está lotada, um paciente passou parte da noite entre segunda-feira, 22, e esta terça-feira, 23, ligado a um ponto de oxigênio no lado externo da unidade de saúde. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde ao portal G1.

Pontos de oxigênio foram colocados nas áreas de embarque e desembarque das ambulâncias em todas as UPAs de Natal, para serem utilizados em caso de um “colapso de oxigênio”. Os pontos podem ser utilizados nas viaturas do Samu, se for necessário que o paciente fique em uma ambulância enquanto aguarda um leito. A Secretaria de Saúde de Natal informou que as unidades municipais têm medicação e oxigênio, as compras e abastecimentos são contínuos e não há nada que indique o desabastecimento.

São Paulo registra 1.021 mortes

Em São Paulo, pela primeira vez desde o início da pandemia, em março do ano passado, o estado registrou mais de mil óbitos por Covid-19 em apenas 24 horas. De acordo com a Secretaria de Saúde, foram identificadas 1.021 mortes. Com os números atualizados hoje, o estado soma, ao todo, 68.623 mortes em decorrência da doença. O estado alcançou a marca de 29.039 pacientes hospitalizados — 12.168 em terapia intensiva e 16.871 em enfermarias. A taxa de ocupação dos leitos de UTI é de 91,9%.

Depois que dez pacientes foram transferidos de uma UPA, na sexta-feira à noite, por falta de oxigênio, o Ministério Público abriu inquérito, nesta terça-feira, uma denúncia feita por funcionários do sistema de saúde de que três pacientes com Covid-19 morreram por falta do gás. A prefeitura nega os óbitos. Segundo o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, houve duas mortes de outros pacientes na UPA naquele dia, mas eles não estavam entre aqueles que foram transferidos por falta de oxigênio.

Em todo o estado de Minas Gerais, segundo boletim atualizado, 647 pessoas, entre suspeitos e confirmados para Covid-19, aguardam internação em um leito de UTI. Atualmente, 2.525 pacientes estão internados em UTIs. Em enfermarias, o número é quase o dobro: 4.878. A taxa de ocupação de UTI para leitos exclusivos para Covid está em 94% em todo o estado.

Em nota, o governo mineiro confirma que o estado vive “cenário preocupante” em relação ao oxigênio, e que está fazendo um levantamento para identificar onde estão os maiores problemas de fornecimento no estado. O mesmo ocorre em relação aos medicamentos usados para intubação de pacientes, disse o governo. Até o momento, MG soma mais de 22 mil mortes em decorrência do coronavírus, com 3.558 óbitos só em março.

No Sul, mais de 1.600 aguardam transferência

Apenas na região Sul, são mais de 1.600 pacientes na fila de espera por um leito, a maior parte deles no Paraná que, nesta segunda-feira, registrou 988 pessoas aguardando transferência. Os três estados são os mais atingidos pelo pico de casos observados em todo o país: o Paraná tem 97% dos leitos ocupados, Santa Catarina tem 98% e de 96% no Rio Grande do Sul.

As autoridades dos três estados atribuem o aumento, principalmente, à introdução de uma nova variante no país, chamada de P.1. Segundo médicos, a variável pode ser mais transmissível e, possivelmente, mais agressiva. A lotação das unidades de saúde é perceptível principalmente pelo aumento do número de casos entre pacientes que não são idosos. No mês de fevereiro, as hospitalizações de pessoas abaixo de 60 anos no Paraná e em Santa Catarina superaram a de idosos, invertendo a tendência observada em janeiro.

A lotação de vagas gerou também uma preocupação para que não falte oxigênio e os chamados kits de intubação: para manter os pacientes em respiradores, é preciso administrar remédios como bloqueadores neuromusculares ou sedativos.

Em Santa Catarina, a Secretaria da Saúde admitiu que o consumo de oxigênio é elevado, mas garantiu que não existe a possibilidade de falta do insumo nas unidades hospitalares sob administração estadual. Segundo a pasta, nos primeiros nove dias de março foram consumidos o equivalente a quase duas vezes a média mensal de um destes medicamentos.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Não podemos de desistir de um Brasil sem corrupção, com muitos leitos de hospitais, com UTIs equipadas, com a população exigindo, cobrando dos políticos ações em favor da população e não em benefício próprio ou da família. As reformas política, tributária, administrativa precisam acontecer urgente.
    Não percamos o foco.
    Nossos filhos, netos, bisnetos e demais descendentes precisam de um país saudável, sem corrupção, sem vendas de favores, poderes da República independentes. Só temos uma vida e isso tudo precisa acontecer. A pandemia veio mostrar tudo o que ocorria no Brasil.
    Acordamos!!!. Não nos acomodemos jamais. Tenho esperança sim.

  2. Cadê os hospitais de campanha?
    Se na época fizessem melhorias nos hospitais para disponibilizarem mais leitos estaríamos em uma situação melhor.

  3. Cade as vacinas para aplicar na população, nunca vi aqui uma matéria do governo estadual chamando a população pra vir se vacinar, se nao vem então baixe as faixas etárias, o que não dá e vê a população morrendo feito moscas, e os governos não estão nem aí. Cade o prefeito convocando as pessoas pra se vacinar, nunca vi uma matéria dessas nesse blog. Que insensatez desses governantes. Vacinas estocadas, povo precisando de vacina e nenhum deles fala.coisa nenhuma, esses sim são os GENOCIDA

  4. Aqui no RN a governadora está trabalhando com todas as forças pra provocar colapso total, haja vista a faixa etária que está vacinando, com 10 anos de atraso com a PB, e lá recebeu bem menos vacina que nós. Essa corrida fúnebre e mortal a senhora será campeã, enquanto nós potiguares choramos nossos mortos.

  5. Parabéns bolsonaro!
    Era isso que vc sempre lutou pra que acontecesse e aconteceu.
    Agora, só falta vc responder por todos os crimes cometidos e toda essa situação!

  6. Culpa da incompetência e da falta de ação dos governadores preocupados em atacar o presidente ao invés de cumprir com suas obrigações. E São Paulo é mais uma prova de que "lockdown" só piora a coisa. Os óbitos por COVID estão aumentando por lá.

    1. E o Presidente está isento de culpas ? quem desdenhou dessa epidemia maldita desde o começo ? quem até torceu contra o sucesso das vacinas desde o começo ? quem ficou deitado em berço esplêndido enquanto ESTADISTAS do mundo todo corriam atrás de vacinas para seus povos ?
      Essa conversa é a verdadeira "conversa prá boi dormir". Não está colando mais.
      Torço para o Brasil e para meu Estado, e não para políticos chibatas.

    2. A culpa é daquele jumento inútil que uma legião de asnos elegeu á presidência.
      Primeiramente não teve moral pra coibir o carnaval do ano passado, que foi a bomba que pulverizou o coronavírus no país.
      Depois ficou com palhaçadas evacuando pela boca proferindo mentiras e fazendo um monte de idiotas engolirem sua conversa incosequente e irresponsável!
      Aquele sim vai levar no lombo (quem tem costas é gente) a culpa desse genocídio que ele causou com sua postura de moleque, irresponsável.
      E danado que ainda tem quadrúpedes que aplaudem e livram o focinho daquele VERME!

    3. Com certeza! Aí somando com a incompetência do governo do MINTO, com sua inépcia e negacionismo que se negou a comprar vacinas ainda em 2020 (ontem mentiu o tempo todo no pronunciamento nacional, gaguejando feito um idiota) e apostou em comprar placebos sem qualquer comprovação científica (cloroquina) superfaturada , fora a incompetência do ministro da saúde que não entendia PN de logística a ponto de errar a capital de um Estado da região Norte e deixar faltar oxigênio em Manaus…

    4. Cegueira seletiva. "Eu não sou coveiro", " calma aí, vão inocular alguma coisa em você".

    5. BG.
      O anão de lá calcinha apertada , todo metido a sabido só fez piorar a situação dos Paulistanos, quem deve responder por isso é o analfabeto de Garanhuns que disse que construir arenas era melhor do que construir hospitais, agora aparece na maior cara de pau e cinismo cobrando hospitais. Ahhhhhh Ladrãoooooooooo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Giordano Queiroz, o publicitário do RN por trás da campanha vitoriosa de Raquel Lyra em Pernambuco

Foto: Cedida

Durante boa parte da pré-campanha pela disputa ao governo de Pernambuco, a atual governadora, Raquel Lyra (PSD), esteve atrás do principal adversário, o prefeito de Recife, João Campos (PSB). Mas aos poucos, isso mudou. No domingo passado (4) ela se reelegeu em primeiro turno. Os passos para essa mudança que levou à vitória tem um toque potiguar de um amigo desse comunicador.

O publicitário Giordano Queiroz, na verdade foi quem coordenou o marketing de campanha da governadora reeleita – junto com Igor Paulin, André Campos, Léo Saraiva e Morial Paiva – e está por trás de criações como o bordão “mainha”, que viralizou; do uso do termo “pernambuquista”; e do vídeo “sem filtro” que deve ser um dos cases mais estudados da campanha eleitoral de 2026.

“Quando a gente chegou ali em março, abril, pegou todas as entregas e fez uma campanha institucional ‘Arrumou, cuidou, acelerou’. A gente mostrou para o pernambucano que ela precisava arrumar a casa”, conta Gio, como é conhecido.

Outro desafio imposto pela disputa era a quantidade de ataques que a governadora sofria e uma impressão, capturada nas pesquisas internas, de que ela era distante da população. Para contrapor essa situação, Giordano conta que a estratégia foi mostrar como Raquel é na verdade, sem filtros.

“A gente colocou no ar uma parte da campanha que era o ‘Enquanto eles atacam, Raquel trabalha’. E aí a gente incorporou um traço da personalidade da governadora, que é algo comum a muitas outras no Brasil: uma mulher que trabalha, que é forte, que se preocupa, que cuida, que não necessariamente é a mãe, mas é a avó, a tia, a irmã mais velha. Consolidamos essa imagem numa forma de se referir a ela. E escolhemos passar a chamar Raquel de ‘Mainha’. E isso pegou. E virou um bordão de campanha que viralizou”, relata.

Além desse, outros bordões que pegaram foram “Me deixa trabalhar que eu sei fazer”. “E Raquel capitalizou também a bandeira de Pernambuco como ícone principal de sua campanha. A nossa marca foi a bandeira de Pernambuco”, afirma.

Por último, um dos maiores desafios foi conseguir barrar a influência do presidente Lula na campanha. “A gente não podia declarar apoio a Lula, nem declarar apoio a Bolsonaro. Então a gente criou um neologismo, que foi o termo ‘pernambuquista’. Raquel se declarou pernambuquista: ‘Não sou nem lulista, nem bolsonarista, eu sou pernambuquista’. E isso foi um ponto muito importante para a campanha porque mostrou que, ao contrário do adversário, Raquel estava preocupada com Pernambuco. E a população entendeu esse recado”, afirma.

Giordano avalia que a campanha da governadora reeleita deve se tornar um case a ser estudado, porque mostra que uma candidatura que trabalha e que tem entrega pode conseguir vencer outra que está mais habituada a trabalhar com as redes sociais.

“A campanha vitoriosa da ‘mainha’, de Raquel Lyra, mostra que quando se une uma boa candidatura, que tem trabalho prestado, a uma comunicação inteligente, dinâmica e estratégica, há muito mais chances de se chegar à vitória. Não importa se o adversário é um gigante nas redes. A realidade se impõe e a verdade vence. Acho que essa é a maior lição”, afirma Giordano.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

DE OLHO NO 2º TURNO: Cadu venceu mais municípios, apesar da vantagem de Allyson no primeiro 1º turno

Foto: Reprodução

Com Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil) classificados para o segundo turno do Governo do Rio Grande do Norte, as campanhas agora refazem suas estratégias para a votação de 25 de outubro. Os resultados do primeiro turno mostram uma disputa equilibrada: Allyson terminou com vantagem de 15.509 votos, mas Cadu venceu em mais municípios potiguares.

Dos 167 municípios do RN, Cadu foi o mais votado em 74, o equivalente a 44,3%. Allyson venceu em 66 cidades, ou 39,5%, enquanto Álvaro Dias (PL), terceiro colocado na disputa, ficou à frente em 27 municípios, correspondentes a 16,1%.

Cadu, portanto, venceu em oito municípios a mais que Allyson. Entre as cidades onde o petista ficou à frente estão Assú, Ceará-Mirim, Currais Novos, Pau dos Ferros e Santa Cruz. Allyson venceu, entre outras, em Mossoró, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, São José de Mipibu e Touros.

Álvaro Dias foi o mais votado em Natal, Parnamirim e Caicó, além de outros 24 municípios. Cadu e Allyson voltam às urnas no dia 25 de outubro.

Com informações do g1 RN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Caiado declara apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno contra Lula

Foto: Arhtur Lamonier/Folhapress

Ronaldo Caiado (PSD), que disputou a Presidência da República e terminou o primeiro turno na quinta colocação, decidiu apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno contra o presidente Lula (PT).

Flávio cumpre agenda em Goiânia nesta terça-feira (6), onde será recebido por Caiado e pelo governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Os dois vão declarar formalmente apoio ao candidato do PL.

Caiado recebeu 2,18% dos votos no primeiro turno, somando 2.605.148 votos. Com a decisão, passa a integrar a frente de oposição a Lula na disputa marcada para 25 de outubro.

O encontro será realizado no espaço onde funcionou o comitê central da campanha governista em Goiás. Após a reunião, os aliados concederão entrevista coletiva para apresentar a estratégia conjunta e os compromissos acordados.

Com informações da Veja

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Moraes autoriza “Débora do Batom”, condenada a 14 anos pelo 8/1, a cumprir pena no semiaberto

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (6) a progressão de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, para o regime semiaberto. Ela foi condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Débora ficou conhecida por escrever “perdeu, mané” com batom vermelho na estátua “A Justiça”, em frente à sede do STF. Moraes atendeu a uma manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou o cumprimento dos requisitos para a mudança de regime.

A decisão considera 212 dias de redução da pena obtidos por trabalho, leitura e estudos. Débora trabalhou 326 dias na penitenciária, o que resultou em 108 dias de remição. Outros quatro dias foram concedidos pela leitura de um livro e 100 dias pela aprovação no Enem de 2023.

A condenação de 14 anos inclui os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada.

Com informações do g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

EFEITO FLÁVIO: Queda dos juros após 1º turno pode gerar economia de R$ 66 bilhões para o governo

Foto: Folhapress

A queda dos juros futuros registrada após Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno à frente de Lula (PT) pode representar uma economia de R$ 65,8 bilhões para o governo com a dívida pública, caso o novo patamar seja mantido.

Os juros futuros com vencimento para os próximos quatro anos caíram cerca de 1 ponto percentual nesta segunda-feira (5), primeiro pregão após o resultado das eleições. Os cálculos têm como base dados do Banco Central divulgados no relatório de Estatísticas Fiscais de agosto.

A economia potencial de R$ 65,8 bilhões equivale a quase três vezes o custo previsto para o reajuste de 15,04% do Bolsa Família em 2027, estimado em R$ 22,7 bilhões, e supera o impacto de R$ 54,6 bilhões do aumento de R$ 120 no salário mínimo.

Segundo o Poder360, o movimento ocorre porque o mercado avalia que Flávio teria um governo mais disciplinado nas contas públicas, o que abriria espaço para novos cortes na Selic. Na segunda-feira, o Ibovespa também bateu recorde, fechando aos 207 mil pontos, enquanto as empresas ganharam quase R$ 500 bilhões em valor de mercado.

A redução dos juros futuros, porém, não garante que a economia estimada será concretizada. Caso as expectativas para inflação ou contas públicas piorem, as taxas podem voltar a subir.

Com informações do Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Lula perde votos em cidades mais dependentes do Bolsa Família; Flávio cresce

O presidente Lula (PT) registrou queda na votação nos municípios mais dependentes do Bolsa Família na eleição de 2026. Levantamento do UOL mostra que o percentual do petista nessas cidades passou de 71,5% para 68,7%, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 27,3%.

O levantamento considera como altamente dependentes do programa os municípios em que o número de beneficiários corresponde a 50% ou mais da população. O UOL cruzou dados das votações presidenciais das últimas três eleições com a população de cada município e o número de beneficiários do programa.

Em 2022, Jair Bolsonaro havia obtido 23,5% dos votos nesses municípios. Agora, Flávio chegou a 27,3%. As cidades de alta dependência do Bolsa Família concentraram 14,4% dos votos válidos na eleição deste ano.

Os dados também mostram redução do espaço dos demais candidatos nesses municípios. Em 2018, eles somavam 17% dos votos; em 2022, o percentual caiu para 5,04% e, neste ano, ficou em 4%.

Nas cidades com baixa dependência do Bolsa Família, Lula também recuou. O petista havia passado de 20,1% em 2018 para 40% em 2022, mas caiu para 37% em 2026. Já os candidatos bolsonaristas registraram 53,6% em 2018, 50,3% em 2022 e 53,9% neste ano.

O levantamento ressalta que os números não estabelecem uma correlação entre o recebimento do Bolsa Família e o voto em determinado candidato, mas mostram os resultados eleitorais nas cidades de acordo com o grau de dependência do programa.

Com informações do UOL

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] AUDIÊNCIA: Cobertura das eleições da 96 FM e Blog do BG alcança mais de 1 milhão de pessoas

A cobertura das Eleições 2026 da 96 FM e do Blog do BG alcançou mais de 1 milhão de pessoas neste domingo (4), somando YouTube, streaming, rádio e o BG. Foram 12 horas de transmissão ao vivo acompanhando a votação, a apuração e as principais notícias do dia.

Os números mostram a dimensão da cobertura: foram 450 mil visualizações no YouTube, com pico de 15 mil pessoas acompanhando simultaneamente e mais de 16 mil mensagens na plataforma. O Blog do BG registrou 300 mil acessos no domingo e foi acessado por 120 mil pessoas. No Instagram, foram 6 milhões de visualizações em um único dia.

A cobertura mobilizou equipes no estúdio e nas ruas durante todo o domingo. Bruno Giovanni destacou o resultado e o trabalho dos profissionais envolvidos na transmissão, comandada por ele e Enio Sinedino.

“Isso não é só audiência, é confiança. É gente que parou para ouvir, é gente que parou para assistir, perguntar, comentar e acompanhar a eleição junto com a gente”, afirmou BG.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

FICOU NO ANÚNCIO: Governo promete faixa exclusiva para ciclistas na Rota do Sol, mas atletas não encontram estrutura

Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte

Ciclistas que compareceram à Rota do Sol na manhã desta terça-feira (6) não encontraram a estrutura anunciada pelo Governo do RN para implantação de uma faixa exclusiva destinada ao ciclismo de competição. No trecho previsto, não havia cones para interdição nem policiamento para organizar o trânsito.

A operação deveria começar nesta terça, com interdição diária de uma faixa das 5h às 7h, entre a rotatória de Cidade Verde e a entrada de Pium. Em release, o Governo informou que agentes do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) permaneceriam no local para fechar a faixa e orientar os motoristas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VEXAME GOVERNISTA: Apenas 9 dos 22 ex-ministros de Lula conseguem se eleger no 1º turno


Foto: Reprodução/Instagram

Das 22 apostas do Palácio do Planalto que deixaram o governo para concorrer nas eleições de 2026, apenas 9 conseguiram garantir a vitória logo no primeiro turno, o que representa menos da metade do antigo primeiro escalão que entrou na disputa eleitoral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia incentivado essas saídas com o objetivo de fortalecer candidaturas aliadas e ampliar a presença governista no Congresso.

O revés foi especialmente marcante nas disputas majoritárias para os governos estaduais, onde nenhum dos ex-ministros candidatos obteve sucesso. Em São Paulo, Fernando Haddad (PT), ex-comandante da Fazenda e que teve Márcio França (PSB) como vice, foi derrotado por Tarcísio de Freitas (Republicanos). Já em Alagoas, Renan Filho (MDB), ex-ministro dos Transportes, ficou em segundo lugar com 47,37% dos votos, sendo superado por JHC (PSDB), que venceu com 52,20%.

Derrotas e Vitórias na Corrida ao Senado e à Câmara

Entre os oito ex-ministros que concorreram às vagas ao Senado em seus estados, apenas dois saíram vitoriosos: Rui Costa (PT) na Bahia e André Fufuca (PP) no Maranhão. Nomes de peso como Marina Silva e Simone Tebet (em São Paulo), Gleisi Hoffmann (no Paraná), Carlos Fávaro (em Mato Grosso), Celso Sabino (no Pará) e Paulo Pimenta (no Rio Grande do Sul) ficaram de fora.

Na Câmara dos Deputados o desempenho foi mais favorável na busca por cadeiras. Dos nove ex-ministros concorrentes, seis foram eleitos: Anielle Franco (PT-RJ), Jader Barbalho Filho (MDB-PA), Juscelino Filho (PSDB-MA), Nísia Trindade (PT-RJ), Sílvio Costa Filho (Republicanos-PE) e Sônia Guajajara (PSOL-SP). Derrotas notáveis na mesma categoria incluíram Daniela Carneiro, Márcio Macêdo e Paulo Teixeira.

Já nas Assembleias Legislativas Estaduais, Macaé Evaristo (PT) foi a única representante do grupo a disputar uma vaga estadual, elegendo-se para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Ao todo, 30 ministros haviam deixado a gestão desde o início do terceiro mandato de Lula, mas apenas 22 efetivamente registraram candidaturas. Enquanto o saldo das urnas no primeiro turno foi desfavorável para boa parte dos antigos auxiliares, Geraldo Alckmin (PSB) segue na disputa nacional como candidato a vice na chapa presidencial. O pleito para o Palácio do Planalto será decidido em segundo turno no dia 25 de outubro, em uma disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).

Com informações do Diário do Poder

Opinião dos leitores

    1. O ensino público Federal está totalmente dominado pela esquerdopatia, tem que ver o que fazer para desinfectar estas instituições de estado que estão contaminadas.

    2. Tem notícia que é chover no molhado, a promiscuidade com que IFs e Universidades são tratadas já não são nem notícia mais, MP só se preocupa com missa e culto em escolas confessionais, o que a sociedade tem que fazer é cobrar essas as autoridades e expurgar a verminose dessas instituições apodrecidas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] “ESPANCAMENTO MAIS DOLOROSO QUE EM 2024”: Josias de Souza comenta revés histórico da esquerda nas urnas

 


Vídeo: Reprodução/Jornal da Gazeta

A esquerda brasileira, que já havia sofrido reveses nas eleições municipais de 2024, enfrentou um revés ainda mais doloroso neste domingo. O analista político aponta que, enquanto há dois anos os partidos de centro-direita (PSD, MDB, PP e União Brasil) saíram vitoriosos ao conquistarem mais de 3 mil prefeituras contra 517 do PL, o cenário atual mudou drasticamente de figura. 

“O espancamento desse domingo foi ainda mais doloroso. Há dois anos saíram vitoriosos os partidos de centro direita. Agora o povo deu mão forte ao bolsonarismo, a versão mais extrema da direita nacional”, comentou Josias de Souza.

Lula e seus aliados, após optarem por caminhos que abandonaram a psicanálise política tradicional antes da hora, viram-se novamente acuados. A diferença agora é que o eleitorado deu uma demonstração de força expressiva ao bolsonarismo, consolidando a vertente mais extrema da direita nacional.

Flávio Bolsonaro garantiu a passagem para o segundo turno à frente de Lula, colocando-se com força na disputa pelo Planalto e garantindo ampla maioria no Congresso Nacional a partir de 2027. Na Câmara dos Deputados o PL elegeu 121 deputados, formando a maior bancada da Câmara, enquanto no Senado Federal o partido garantiu 19 novos senadores, garantindo 28 cadeiras e assegurando também a maior bancada da Casa. 

O apoio também deve se estender nos executivos estaduais. Dos 20 governadores eleitos no primeiro turno, metade (10) declarou apoio ao filho de Bolsonaro.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *