O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), afirmou nesta 6ª feira (7.fev.2025) que assinará um decreto na próxima semana para revogar o plano de Joe Biden (Democrata) para encerrar o uso de itens descartáveis de plástico em organizações federais até 2035.
O republicano classificou a medida assinada pelo democrata em julho de 2024 como “ridícula” e ineficaz. “De volta ao plástico”, disse Trump em seu perfil no Truth Social.
O anúncio da era Biden foi motivado por manifestações de ambientalistas que levou estabelecimentos a trocarem os canudos de plástico por similares de papel para ajudar os consumidores a reduzir sua “pegada ecológica” –impacto pessoal para o meio ambiente.
Alguns Estados e jurisdições democratas também aprovaram leis proibindo ou desincentivando totalmente os plásticos de uso único.
O MPPB (Ministério Público da Paraíba) recomendou, na quarta-feira (4), a manutenção da prisão preventiva do cantor John Kennedy Martins Figueiredo, conhecido como João Lima, em parecer enviado à Câmara Criminal do TJPB (Tribunal de Justiça da Paraíba). O órgão se posicionou contra o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do músico, preso por violência doméstica.
O parecer foi assinado pelo 5º procurador de Justiça Luciano Maracajá, que defendeu a manutenção integral da decisão de primeiro grau. No documento, o Ministério Público rebate os argumentos apresentados pela defesa, que questiona a competência do juízo plantonista para decretar a prisão preventiva, aponta a ausência de fundamentos legais para a medida e sustenta a possibilidade de substituir a prisão por medidas cautelares alternativas.
Segundo o procurador, a prisão preventiva foi decretada pelo juízo plantonista após representação da autoridade policial e manifestação favorável do Ministério Público de primeiro grau, com base em episódios de violência doméstica e familiar contra a mulher. O MPPB considera que a situação envolve a Lei Maria da Penha, que prevê medidas para proteger mulheres e permitir ação rápida do Estado diante da violência doméstica.
O parecer do procurador também destaca que a Resolução nº 71/2009 do Conselho Nacional de Justiça, que disciplina o regime de plantão judiciário, autoriza expressamente a apreciação de matérias relacionadas à Lei Maria da Penha durante o plantão, inclusive a decretação de prisão preventiva, desde que caracterizada a situação de urgência.
De acordo com o Ministério Público, os fatos descritos na representação policial indicam a ocorrência de diversos episódios de violência ao longo de aproximadamente dois meses, iniciados ainda na lua de mel do casal. O documento aponta uma escalada no comportamento violento do acusado, que teria se intensificado após a vítima deixar o lar conjugal, incluindo episódios de ameaça. Para o órgão, esse contexto justifica a necessidade da prisão preventiva para garantir a ordem pública e resguardar a integridade da vítima.
João Lima está preso preventivamente desde o dia 26 de janeiro. Na sexta-feira (30), a defesa apresentou pedido de habeas corpus, que será analisado pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba.
O cantor está custodiado na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, no bairro do Róger, em João Pessoa, para onde foi encaminhado após audiência de custódia realizada na última semana. Na ocasião, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva decretada dias antes.
A investigação teve início após a divulgação de vídeos que mostram agressões contra Raphaella Brilhante, médica e ex-esposa do artista. As imagens exibem o cantor segurando a vítima, desferindo tapas e imobilizando-a com força.
Segundo a PCPB (Polícia Civil da Paraíba), Raphaella procurou a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), no Centro da capital paraibana, no sábado (24), onde registrou ocorrência. Na manhã da segunda-feira (26), após a decretação da prisão preventiva, João Lima se apresentou à polícia, foi ouvido na Deam e, em seguida, encaminhado à audiência de custódia.
Além da prisão, a Justiça concedeu medida protetiva de urgência em favor da vítima. Em depoimento, Raphaella afirmou que manteve relacionamento com o cantor por cerca de dois anos e relatou que, após o casamento realizado no ano passado, passou a viver um ciclo de violência.
A Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) definiu a operação especial de trânsito que irá atender os bloquinhos carnavalescos durante o período de Carnaval na capital. A logística foi discutida em reunião realizada na sede do órgão, no bairro da Ribeira, com a participação de gestores da STTU e representantes dos blocos.
De acordo com a secretaria, a operação tem como objetivo principal garantir a segurança viária, a fluidez do tráfego e o monitoramento das vias durante os desfiles que integram a programação carnavalesca em Natal.
Além das prévias realizadas na Redinha, diversos blocos sairão às ruas em diferentes bairros da cidade. Para atender essas demandas, a STTU realizará interdições temporárias de vias, ajustes no tráfego e proibição de estacionamento em pontos específicos. A orientação é para que condutores e pedestres fiquem atentos à sinalização e às informações divulgadas pelos canais oficiais.
Confira abaixo as principais intervenções previstas:
Bloco KD Xoxó
O bloco KD Xoxó desfila na sexta-feira (6), a partir das 16h, com concentração na Avenida Rodrigues Alves, em frente à Casa do Goiamum, e também na Rua Joaquim Fagundes, nas proximidades do China Espetos.
O percurso seguirá pela Avenida Rodrigues Alves, Rua Ceará-Mirim e encerrará na Avenida Hermes da Fonseca, nas imediações do Aeroclube. Durante o evento, as vias do trajeto estarão interditadas, com atuação de agentes de trânsito para organização do fluxo.
Bloco Enquanto Campos Corre, Sales Só Caminha
No sábado (7), a partir das 19h, o bloco Enquanto Campos Corre, Sales Só Caminha desfilará pelas ruas do bairro de Petrópolis. A concentração acontece no Largo do Atheneu, na Avenida Campos Sales. O percurso seguirá pela própria avenida, com encerramento na Rua Maxaranguape, nas proximidades da Clínica Cliap.
Bloco Seu Gentil
O bloco Seu Gentil terá programação estendida entre os dias 4 e 9 de fevereiro, com concentração na Rua Trairi e na Praça Pedro Velho (Praça Cívica), na área compreendida entre as avenidas Marechal Floriano Peixoto e Prudente de Morais.
O deslocamento ocorre diariamente a partir das 17h, com saída da Rua Ceará-Mirim (lateral da sede do América de Natal), seguindo pela Avenida Campos Sales, Rua Trairi e encerramento na Praça Pedro Velho.
A STTU recomenda que a população priorize o uso do transporte público, como ônibus, transporte opcional, táxis, aplicativos de mobilidade e o VLT. Pedestres devem atravessar as vias apenas nos locais sinalizados e seguir as orientações dos agentes de trânsito. As operações poderão sofrer ajustes conforme a dinâmica dos eventos e as condições do tráfego.
Prestes a completar dois anos no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Flávio Dino acumula uma sequência de decisões que ampliaram o embate entre Judiciário, Legislativo e Executivo. Entre os principais pontos de tensão estão as mudanças nas regras das emendas parlamentares, a suspensão de benefícios salariais e determinações sobre temas sensíveis como mineração em terras indígenas.
A informação é da CNN. Um dos episódios mais marcantes foi a suspensão das emendas de pagamento obrigatório até que houvesse maior transparência e rastreabilidade nos repasses. A medida provocou reação do Congresso, que chegou a discutir propostas para limitar poderes do Supremo. Após ajustes e um plano de trabalho homologado pelo STF, os pagamentos foram liberados, mas sob novas exigências de identificação dos autores e beneficiários das emendas.
Na área ambiental e indígena, Dino também estabeleceu prazo de 24 meses para que o Legislativo regulamente a exploração mineral em terras indígenas, alegando que a falta de lei específica favorece crimes ambientais e conflitos na região. Enquanto não houver regulamentação, o ministro fixou critérios provisórios, destacando que a decisão não libera automaticamente a mineração.
Mais recentemente, a suspensão dos chamados “penduricalhos” no serviço público ampliou o desgaste político. Dino argumenta que verbas classificadas como indenizatórias têm sido usadas para ultrapassar o teto constitucional, gerando supersalários. A decisão determinou que os Três Poderes revisem esses pagamentos em até 60 dias, em meio à pressão do Congresso por mudanças nas carreiras do funcionalismo.
A Finep cancelou o programa que previa a construção de um foguete brasileiro de pequeno porte após identificar irregularidades na prestação de contas de recursos públicos. Segundo documentos obtidos via Lei de Acesso à Informação, cerca de R$ 24,5 milhões repassados ao consórcio liderado pela Akaer não tiveram comprovação detalhada, o que levou à rescisão do contrato e à abertura de medidas junto aos órgãos de controle.
O projeto, iniciado em 2023 e estimado em R$ 180 milhões, tinha como objetivo desenvolver o veículo lançador Montenegro MKI, voltado ao envio de pequenos satélites ao espaço. A agência federal informou que a empresa demonstrou a utilização de apenas R$ 16,7 milhões dos R$ 41,3 milhões transferidos inicialmente, apontando dificuldades na gestão administrativo-financeira dos recursos.
Além de cancelar o programa, a Finep determinou a devolução integral dos valores já pagos e iniciou o processo de Tomada de Contas Especial, que poderá envolver o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU). A Akaer afirmou que não pode comentar detalhes por se tratar de projeto ligado à segurança nacional, mas disse atuar com responsabilidade e ética.
Startups parceiras do consórcio relataram atrasos em repasses e dificuldades desde o início da execução, alegando que não participaram da gestão financeira centralizada. O cancelamento também provocou demissões no setor aeroespacial e levantou preocupações sobre os impactos na credibilidade de futuras iniciativas brasileiras na área espacial.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu bebidas de alto valor como presentes de líderes partidários durante jantar com deputados realizado na quarta-feira (4), na Granja do Torto, em Brasília. Entre os itens entregues ao petista estão garrafas de uísque escocês e japonês avaliadas em cerca de R$ 1 mil, além de uma cachaça premium mineira.
A informação é da coluna do Igor Gadelha, do Metrópoles. Aliado do senador Ciro Nogueira (PP-PI), o líder do PP na Câmara, Doutor Luizinho (RJ), presenteou Lula com um Royal Salute em edição comemorativa do Rio de Janeiro e um Suntory Hibiki, rótulo japonês conhecido por ser um dos favoritos do presidente. Já o líder do PDT, Mário Heringer (MG), entregou uma garrafa da cachaça Havana, cujo valor pode chegar a R$ 900.
O jantar começou por volta das 19h e reuniu cerca de 30 deputados, além de ministros do governo. No cardápio, o destaque foi o pirarucu, preparado pelo chef paraense Saulo Jennings com peixe enviado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Também participaram nomes do Centrão e da base governista, como Pedro Lucas Fernandes (União-MA), Antonio Brito (PSD-BA) e Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), além dos ministros Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann, Rui Costa, Guilherme Boulos, Sidônio Palmeira e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
A balança comercial do Rio Grande do Norte começou 2026 com sinal positivo, mas em forte desaceleração. Em janeiro, o estado exportou US$ 77,9 milhões — cerca de 30% a menos que no mesmo período do ano passado — enquanto as importações cresceram 18%, chegando a US$ 56,3 milhões. O resultado foi um superávit de US$ 21,6 milhões, queda expressiva de 66,5% em relação a janeiro de 2025.
A pauta exportadora potiguar manteve as frutas como principal destaque, somando US$ 31,4 milhões, apesar da retração anual. A principal novidade foi a entrada do ouro não monetário, responsável por US$ 29,8 milhões e por amenizar a queda geral das vendas externas. Em contrapartida, os óleos combustíveis despencaram 84,7%, reduzindo significativamente a receita estadual e evidenciando a vulnerabilidade da economia local a oscilações de poucos produtos.
Entre os destinos, Canadá e Suíça registraram crescimento expressivo nas compras, impulsionados pelo avanço das exportações de ouro, enquanto mercados tradicionais, como Estados Unidos e Países Baixos, recuaram. Do lado das importações, o aumento foi puxado principalmente por geradores elétricos, componentes eletrônicos e combustíveis, sinalizando maior demanda por bens industriais.
No cenário nacional, o Brasil apresentou desempenho mais robusto, com superávit de US$ 4,34 bilhões em janeiro. Mesmo assim, a queda nas exportações potiguares reforça o desafio de diversificar mercados e reduzir a dependência de itens específicos, em um contexto de oscilações externas e mudanças nas tarifas comerciais.
A comentarista da CNN Brasil, Rita Mundim, afirmou que o IBGE enfrenta uma crise de credibilidade após a exoneração de servidores ligados ao cálculo do Produto Interno Bruto (PIB). Durante análise, ela disse que técnicos teriam sido afastados em meio a preocupações sobre a independência do órgão e levantou suspeitas de pressões políticas sobre dados econômicos.
Segundo Mundim, desde 2024 servidores já demonstravam preocupação com a condução técnica do IBGE, inclusive por meio de uma carta assinada por especialistas das contas nacionais e apoiada por ex-presidentes da instituição. A comentarista destacou que mudanças na equipe às vésperas da divulgação do PIB podem afetar a confiança nos números e na estabilidade das estatísticas brasileiras.
Na avaliação dela, a saída de coordenadores e técnicos experientes pode deixar o órgão “órfão” de profissionais responsáveis por séries históricas importantes, o que, na visão do mercado, impactaria diretamente a percepção de credibilidade do país. Mundim também citou que investidores costumam reagir mais à confiança nas instituições do que apenas aos indicadores econômicos em si.
O debate ocorre em meio a discussões sobre independência técnica de órgãos públicos e a influência política em instituições responsáveis por estatísticas oficiais.
Um grupo de manifestantes realizou nesta quinta-feira (5) um novo protesto em frente à sede do Banco Master, na zona sul de São Paulo, com críticas direcionadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O ato repetiu o tom de mobilizações anteriores, mas teve público menor em comparação ao registrado em janeiro.
A manifestação contou com a presença do líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, do deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) e do ex-deputado estadual Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei. O movimento organizou o ato e utilizou faixas e palavras de ordem contra decisões do Judiciário.
Durante o protesto, participantes também mencionaram o ministro Dias Toffoli, relator do inquérito relacionado ao caso Master no Supremo. Em um dos momentos, uma manifestante ateou fogo a uma fotografia do magistrado, ação que chamou atenção nas redes sociais.
O episódio ocorre em meio ao aumento da tensão política envolvendo investigações e decisões do STF, que têm provocado reações de grupos de oposição. Até o momento, não houve registro de confronto com a polícia, e as autoridades não divulgaram balanço oficial sobre ocorrências relacionadas ao ato.
A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender pagamentos extras nos salários do funcionalismo reacendeu o debate sobre privilégios dentro dos três Poderes. A medida mira os chamados “penduricalhos”, benefícios que ampliam vencimentos além do teto constitucional e que voltaram ao centro das críticas após novas vantagens aprovadas no Legislativo.
A informação é da coluna de William Waack, da CNN. O caso mais recente envolve uma escala que permitiria a servidores trabalharem 30 dias e receberem como se tivessem atuado por 40, aumentando a pressão pública por mudanças. Para especialistas, o problema não surgiu de uma vez: ao longo dos anos, órgãos que administram o próprio orçamento teriam acumulado benefícios e adicionais que inflaram remunerações.
Apesar da repercussão positiva entre parte da população, juristas avaliam que a decisão tem caráter emergencial e não altera a estrutura que permite a criação desses extras. Sem mudanças nas regras administrativas, novos benefícios poderiam surgir futuramente por brechas legais ou decisões internas.
Analistas defendem que apenas uma reforma administrativa ampla poderia reorganizar carreiras e reduzir privilégios de forma definitiva. No entanto, propostas desse tipo enfrentam forte resistência política e corporativa, o que mantém o tema travado enquanto decisões judiciais tentam conter excessos pontuais.
Os Correios contrataram, sem processo licitatório, um escritório privado de advocacia por R$ 800 mil para atuar na defesa de dirigentes e ex-dirigentes investigados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A contratação ocorre em meio ao pior cenário financeiro da estatal e envolve apuração sobre possíveis irregularidades nos balanços de 2023, quando a empresa era presidida por Fabiano Silva Santos.
Apesar de possuir cerca de 300 advogados em seu quadro próprio, a estatal optou por recorrer a uma banca externa para atuar em um processo sigiloso. Documentos indicam que a estratégia jurídica inclui medidas para evitar a responsabilização pessoal dos gestores investigados, o que levanta questionamentos, já que a jurisprudência do TCU limita o uso de recursos públicos para custear defesas individuais.
A contratação foi feita por dispensa de licitação e teria sido articulada pela ex-diretora de Governança e Estratégia, Juliana Picolli Agate, que deixou o cargo após mudanças na presidência da empresa. Especialistas apontam dúvidas sobre a escolha do escritório e a justificativa de especialização técnica, já que a banca não tem histórico relevante em processos junto ao TCU.
Procurados, os Correios afirmaram que a contratação de escritórios externos é prática comum em processos considerados estratégicos. O caso ganhou ainda mais repercussão após a estatal registrar prejuízo bilionário e firmar um empréstimo de R$ 12 bilhões com bancos, operação que conta com garantia do governo federal.
Olha a preocupação desse homem. Canudo de papel. Me lembra o mito só se preocupava com besteiras.