Economia

União gastou R$ 450 milhões com afastamento de servidores em grupo de risco

Desde que a pandemia da Covid-19 foi anunciada, há um ano, o gasto do Executivo federal com salário de servidores afastados por integrarem o grupo de risco ultrapassou os R$ 450 milhões. Até fevereiro de 2021, pelo menos 11.940 funcionários públicos foram impedidos de desenvolver suas atividades, tanto no presencial quanto em casa. Não há nenhuma ilegalidade na situação. A medida foi tomada como parte das ações de prevenção ao coronavírus, seguindo as diretrizes de segurança da saúde. Os trabalhos desse grupo, entretanto, normalmente não podem ser desenvolvidos em casa.

O levantamento é do (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, com base nos relatórios disponibilizados pelo Ministério da Economia no Portal de Dados Abertos do governo federal. O custo do afastamento varia conforme o salário do servidor e corresponde à remuneração total líquida dele nos meses ausentes.

Segundo nota da pasta comandada por Paulo Guedes, a decisão de afastá-los é “em função das medidas de prevenção ao contágio pelo coronavírus, enquanto durar a situação de emergência na saúde pública devido à pandemia, conforme orientações divulgadas pelo Ministério da Economia, na Instrução Normativa nº 109/2020“.

O texto determina que servidores poderão ter a frequência abonada nos seguintes casos: idade superior ou igual a 60 anos; comorbidades; grávidas ou lactantes; caso tenham filhos ou sejam responsáveis por menores em idade escolar ou inferior, nos locais onde aulas presenciais ou serviços de creche estiverem suspensos; coabitação com idosos ou pessoas com deficiência e integrantes do grupo de risco para a Covid-19. Além disso, o funcionário público também tem direito a abono quando houver o fechamento das repartições públicas do órgão ou entidade onde trabalha.

Entre os cargos com maiores baixas, estão os professores de magistério superior (1.473) – devido, principalmente, ao período em que as aulas foram suspensas, ainda sem trabalho on-line –, seguidos dos auxiliares de enfermagem (893) e dos agentes administrativos (782). Já em relação aos órgãos ligados ao Executivo federal, o Ministério da Saúde foi o mais prejudicado em relação à mão de obra. Foram 1.635 servidores públicos afastados. A Universidade do Maranhão fica em segundo lugar, com 1.106, seguida do Comando do Exército, em terceiro, com 724.

Custo global

As normas para afastamentos e licenças de servidores públicos federais estão previstas, em sua maioria, na Lei nº 8.112, de 1990. Pela regra, o funcionário tem cobertura caso se ausente por motivo de doença própria ou de alguém da família; afastamento do cônjuge ou companheiro; serviço militar; atividade política; prêmio por assiduidade; estudo no exterior; para tratar de interesses particulares; maternidade e paternidade; e até mesmo em casos de prisão preventiva.

A soma dos gastos com todos os tipos de afastamentos e licenças – como custos com servidores cedidos a outros órgãos ou que exercem o cargo fora da sede do órgão no Distrito Federal –, que constam nos relatórios mensais de abril de 2020 a fevereiro de 2021, período da pandemia, ultrapassa os R$ 18,5 bilhões. Em todo o ano de 2019, o montante ficou em R$ 12,2 bilhões.

METRÓPOLES

Opinião dos leitores

  1. Mas o que tem de professores de nível superior em botecos e tocando em bares não é brincadeira. Essa turma da esquerda só é esquerda para trabalhar. Hipocrisia danada.

    1. Professores são aula no sistema remoto, logo, estão trabalhando, a matéria fala de profissionais que não tem como trabalhar de casa, aprenda a ler.

    2. Corretíssimo HIPÓCRITAS, conforme mostra o texto, os professores passaram meses sem dar uma única aula, sequer remota, e ainda assim receberam todo mês. Quem tem que APRENDER A LER é quem critica seu comentário.

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GASTÔMETRO DE LULA: Gastos do presidente na tentativa de reeleição chegam a R$ 328,9 bilhões

Foto: Ricardo Stuckert

Impulsionados por novas medidas governamentais, os desembolsos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltados à tentativa de reeleição alcançaram a marca de R$ 328,9 bilhões ao longo do terceiro mandato. O dado foi contabilizado pelo Gastômetro, uma ferramenta inovadora desenvolvida pelo Estadão que monitora em tempo real os gastos do governo federal durante o ano eleitoral.

Em resposta à repercussão levantada pela ferramenta, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) emitiu uma nota oficial. No comunicado, o órgão argumenta que os desembolsos não possuem caráter eleitoral, classificando-os como iniciativas essenciais e indispensáveis.

Entre as justificativas apresentadas pelo governo estão a manutenção de jovens nas escolas, o combate ao crime organizado, a salvaguarda de empregos e empresas, o controle de pressões inflacionárias sobre os preços e o enfrentamento de calamidades agravadas por um forte fenômeno El Niño.

Com informações do Estadão

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TIRO NO PÉ? Estratégias eleitorais recentes de Lula acendem alerta vermelho na campanha


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Levantamentos internos acenderam o sinal amarelo no QG da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seus marqueteiros. O cálculo é de que manobras recentes para impulsionar a candidatura, como a proibição repentina das bets e a decisão do ministro Flávio Dino de liberar publicações falsas sobre a Padroeira contra Flávio Bolsonaro (PL) sob o argumento de liberdade de expressão podem ter saído pela culatra. A avaliação nos bastidores é de que o excesso de oportunismo acabou empurrando eleitores indecisos e apoiadores de outros nomes diretamente para a base de Flávio Bolsonaro.

Efeito colateral e voto útil

A guinada inesperada no humor do eleitorado enfraquece a estratégia petista. A tendência de voto útil em curso ameaça encolher o desempenho esperado de candidatos nanicos da oposição (como Caiado, Zema, Cury e Renan Santos), que juntos pretendiam abocanhar de 11% a 13% dos votos no primeiro turno para desidratar Flávio Bolsonaro.

Calculada imprudência

No caso das bets, a equipe de marketing falhou ao não alertar o presidente sobre o impacto negativo de desagradar massivamente clubes de futebol e torcedores em todo o país. Além do desgaste com o esporte, críticos apontam miopia na medida: proibir as plataformas legais acabou entregando de bandeja um mercado estimado em R$ 100 bilhões para o setor clandestino e marginal.

Com informações da Coluna Cláudio Humberto/Diário do Poder

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“QUE SE VIREM”: Após fala de Lula, Botafogo, Flamengo, Palmeiras e outros grandes esvaziam reunião com o governo


Foto: Reprodução/Folha do Estado

A maioria dos grandes clubes do futebol brasileiro, incluindo Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Palmeiras, Santos e São Paulo decidiu boicotar ou não enviar representantes para a reunião convocada pelo governo federal nesta terça-feira (29) em Brasília. O encontro foi articulado pelos ministérios do Esporte, da Fazenda e do Planejamento, além da CBF, para debater os impactos da medida provisória publicada na última sexta-feira (25) que proibiu a exploração e a publicidade de casas de apostas (bets).

O clima de tensão aumentou após a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na véspera do encontro, segunda-feira (28), afirmando que os clubes “que se virem” para encontrar alternativas financeiras que compensem a perda bilionária de patrocínios. Dados da consultoria Sports Value apontam que, em 2025, as bets injetaram R$ 1,143 bilhão nos 20 clubes de maior receita do país, o que representava cerca de 36% da receita de marketing dessas equipes.

Entre os gigantes do esporte, apenas o Corinthians deve marcar presença. O clube paulista conduz negociações delicadas com a Caixa Econômica Federal em relação à dívida da Neo Química Arena e busca manter o presidente Lula, torcedor declarado da equipe próximo das tratativas.

Em contrapartida, o Palmeiras justificou sua ausência ao ponderar que está aberto ao diálogo, mas avalia o atual momento às vésperas das eleições de domingo (4) inadequado, além de classificar o tema como complexo demais para ser tratado com pressa e sem uma avaliação prévia aprofundada por parte do próprio governo.

Com informações do Poder360

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Fux suspende decisão de Dino e restabelece ordens do TSE contra fake news sobre Nossa Senhora

Foto: Andressa Anholete/STF

Em uma nova reviravolta jurídica, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nessa segunda-feira (28) os efeitos da decisão de Flávio Dino que havia derrubado uma ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A determinação do TSE envolvia publicações falsas que associavam o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro à intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Com a medida de Fux, as ordens originais da Justiça Eleitoral voltam a valer integralmente. As gigantes da tecnologia X, Meta (Facebook), ByteDance (TikTok) e Google têm prazo de 24 horas para restabelecer o cumprimento das determinações, sob pena de multa por ato atentatório à dignidade da Justiça e responsabilização por crime de desobediência caso descumpram o prazo.

A decisão atendeu a um pedido formulado pela defesa do próprio Flávio Bolsonaro. O senador ingressou como terceiro interessado no recurso extraordinário que discute a responsabilidade das plataformas digitais por conteúdos de terceiros (temas 533 e 987 da repercussão geral), processo do qual Fux é o relator.

Com informações da CNN Brasil

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[VÍDEO] CARAVANA 22: Álvaro Dias arrasta multidão em grande mobilização pelas ruas de Nova Cruz


Vídeo: Divulgação/Campanha

Nova Cruz foi palco, na noite desta segunda-feira (28), de uma das grandes mobilizações da campanha eleitoral de 2026 no Agreste potiguar. O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), participou de uma extensa passeata pelas ruas da cidade, ao lado do prefeito Joquinha Nogueira e do ex-prefeito Flávio de Berói, reunindo uma multidão de apoiadores durante a passagem da Caravana 22 pelo município.

A mobilização contou ainda com a presença do senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim (Podemos), das candidatas a deputada federal Carla Dickson e Nina Souza e do ex-prefeito de Passa e Fica Pepeu Lisboa. Os nove vereadores que integram o grupo político do prefeito Joquinha também participaram do ato, ao lado de outras lideranças locais e da região.

A passagem da Caravana 22 por Nova Cruz marcou mais uma grande mobilização da reta final da campanha de Álvaro pelas cidades do interior do Rio Grande do Norte.

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[VÍDEO] WILLIAM WACK: Guerra no STF arrasta Tribunal Eleitoral para crise institucional


Vídeo: Reprodução/CNN Brasil

A escalada de conflitos no topo da pirâmide de poder no Brasil ultrapassou o campo das divergências jurídicas e técnicas para se configurar como uma verdadeira guerra de destruição institucional. A avaliação foi feita pelo jornalista William Waack em sua análise na CNN Brasil, onde destacou que o embate aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) marcado por atritos institucionais, disputas de poder e acusações cruzadas acabou arrastando também o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o epicentro da crise.

Segundo Waack, a crise institucional já transferiu seu desgaste para o TSE e outros tribunais superiores, manchando a imagem dessas cortes com insinuações e acusações de corrupção. Esse cenário de descrédito generalizado gera desdobramentos imprevisíveis, levantando dúvidas sobre a própria integridade e ordem dos processos investigativos conduzidos no país.

Nesse contexto de alta volatilidade, as atenções políticas também se voltam para as apostas na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vista por aliados como um fator primordial de sobrevivência em meio ao caos.

“É uma aposta de alto risco pois depende de um pleito que neste momento está indefinido. Mas, principalmente depende de um processo que o STF não consegue mais reverter, que é a própria situação de descredito que a guerra já transferiu também para o TSE, fora as insinuações de corrupção atingindo outros tribunais superiores. Essa guerra não termina nas eleições seja qual for o resultado”, concluiu Wack.  

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[VÍDEO] Multidão realiza carreata para Flávio Bolsonaro em Pau dos Ferros


Vídeo: Reprodução/Redes Sociais

Uma multidão de apoiadores realizou de uma carreata para o candidato à Presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL) nessa segunda-feira (28) na cidade de Pau dos Ferros, localizada na região Alto Oeste do Estado.  O Candidato do Partido Liberal ao Governo do Estado, Álvaro Dias e seu vice, Babá Pereira participaram da movimentação política em apoio ao presidenciável.

Nas imagens aéreas é possível visualizar milhares de apoiadores em motocicletas e carros vestidos de verde e amarelo e erguendo a bandeira do Brasil.

Opinião dos leitores

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Vorcaro pede para votar e tem título transferido para a Papuda


Foto: Reprodução

Preso preventivamente no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a chamada “Papudinha”, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro garantiu o direito de exercer a cidadania nas urnas. Após solicitar a votação, ele teve o domicílio eleitoral transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, onde participará do pleito deste domingo (4) no primeiro turno, além de um eventual segundo turno.

Com o título de eleitor em situação regular, Vorcaro integra o grupo de presos provisórios habilitados a votar conforme as regras da Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a instalação de seções eleitorais específicas em estabelecimentos prisionais para garantir o voto daqueles que ainda não possuem condenação criminal definitiva, direito assegurado pela legislação brasileira.

A legislação eleitoral permite o voto de pessoas que estão presas provisoriamente, ou seja, que ainda não têm condenação criminal definitiva. Para as eleições de 2026, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou a disponibilização de seções eleitorais em estabelecimentos penais para esse público.

Com informações da CNN Brasil

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Abstenção pode tirar até dois pontos de Lula, diz CEO da Nexus


Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A abstenção eleitoral pode reconfigurar o cenário das eleições presidenciais e custar cerca de dois pontos percentuais na votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É o que aponta uma estimativa divulgada nessa segunda-feira (28) por Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, em entrevista à CNN.

De acordo com o especialista, a discrepância entre as pesquisas de intenção de voto e o resultado final nas urnas decorre do perfil demográfico do eleitorado que historicamente mais falta às urnas no Brasil: pessoas de menor renda e escolaridade. É justamente nesse segmento que o atual presidente apresenta vantagem expressiva sobre Flávio Bolsonaro (PL), tanto no primeiro quanto no segundo turno.

Outro ponto de atenção destacado pela Nexus é o comportamento dos eleitores com 60 anos ou mais. O grupo representa quase 25% do eleitorado nacional e tem demonstrado preferência por Lula nas pesquisas recentes. Contudo, o fator etário traz riscos consideráveis: entre os eleitores com 70 anos ou mais — faixa em que o voto é facultativo, a taxa de abstenção alcançou 59% no último pleito. “Isso é um risco porque Lula vem liderando todas as pesquisas no público 60 mais”, pontuou Tokarski.

Apesar de a abstenção ter apresentado uma curva ascendente constante crescendo em média um ponto percentual a cada eleição presidencial e atingindo 20,9% no segundo turno do pleito passado, o CEO avalia que não há indícios de um salto expressivo para este ano. Segundo ele, embora o índice possa registrar alguma alta, o cenário atual não aponta para um desgaste generalizado capaz de provocar uma disparada nas ausências.

Com informações da CNN Brasil

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Brasil

“GUERRA RELIGIOSA”: Pastores defendem Flávio e acusam Lula de espalhar fake news sobre Nossa Senhora

Reprodução/YouTube @flaviobolsonaro

Lideranças evangélicas saíram em defesa de Flávio Bolsonaro (PL) e acusaram o presidente Lula (PT) e seus apoiadores de espalhar uma notícia falsa para criar conflito entre católicos e evangélicos na reta final da eleição.

A reação foi divulgada pelo Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb), entidade criada pelo pastor Silas Malafaia. O comunicado rebate a informação falsa de que Flávio, se eleito, retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

A entidade afirma que “repudia com veemência a utilização de uma fake news por Lula e seus seguidores para atingir um adversário político e, o mais grave, promover uma guerra religiosa entre católicos e evangélicos”.

“Evangélicos e católicos vivem em paz. Não existe nenhuma iniciativa por parte de líderes evangélicos, junto a nenhuma candidatura, para promover o cancelamento de feriados ou cultos de qualquer religião”, completa o documento, assinado por Malafaia e outros 12 pastores.

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