Saúde

Vacinados contra a covid-19 no Brasil chegam a 26 milhões, 12,29% da população

O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a covid-19 no Brasil chegou neste sábado, 17, a 26.024.553, o equivalente a 12,29% da população total. Nas últimas 24 horas, 246.610 pessoas receberam a vacina, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 21 Estados e Distrito Federal.

Do total de vacinados, 9.479.785 receberam a segunda dose, o que representa 4,48% da população com a vacinação completa contra o novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, 344.826 pessoas receberam essa dose de reforço. Somando as vacinas de primeira e segunda dose aplicadas, o Brasil aplicou 591.436 imunizantes neste sábado.

Em termos proporcionais, o Rio Grande do Sul é o Estado que mais vacinou sua população até aqui: 16,89% dos habitantes receberam ao menos a primeira dose. A porcentagem mais baixa é encontrada no Mato Grosso, onde 8,60% receberam a vacina. Em números absolutos, o maior número de vacinados com a primeira dose está em São Paulo (6 milhões), seguido por Minas Gerais (2,59 milhões) e Bahia (2 milhões).

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Com a união dos nossos representantes políticos em defesa da vida, é possível que no mês de Agosto/2021 o Brasil estará na marca dos 180 milhões imunizados. Está lançado o desafio.

  2. Tá muito lenta essa aplicação de vacinas, 500 mil por dia. Nesse ritmo vai levar dois anos para vacinar toda a população. tinha que ser pelo menos dois milhões, incompetência total dos nossos gestores.

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Saúde

À CPI, Queiroga admite que inflou dados de vacinas contratadas pelo Ministério da Saúde

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu nesta quinta-feira, 6, que divulgou um número inflado de vacinas já contratadas pela pasta. Queiroga foi questionado durante seu depoimento à CPI da Covid no Senado, ainda em andamento, pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL).

Reportagem do Estadão publicada nesta quarta-feira, 5, revelou resposta do ministério a um requerimento de informações do deputado Gustavo Fruet (PDT-PR). Nela, a pasta diz que apenas parte das doses divulgadas como “compradas” possui contratos fechados. Em propagandas oficiais e em falas públicas, Queiroga tem divulgado o número de 560 milhões de doses já contratadas. Ao responder ao deputado, no entanto, o ministério disse que apenas metade disso — cerca de 280 milhões — tem contratos fechados.

Ao ser questionado por Renan Calheiros sobre qual é o número que de fato já foram compradas, Queiroga se contradisse. Primeiro, insistiu que o número de doses contratadas era de 560 milhões. Depois de receber informações do secretário executivo do ministério, Rodrigo Otávio da Cruz, admitiu que o número era menor e citou a quantidade de 430 milhões de doses.

O ministro depõe na condição de testemunha e, caso minta aos senadores, pode acabar preso. O Código Penal, em seu artigo 342, classifica como crime punível com reclusão de dois a quatro anos e multa, o ato de fazer afirmação falsa ou calar a verdade. Portanto, os convocados na condição de testemunha são obrigados a comparecer e dizer a verdade.

No depoimento, Queiroga também afirmou que a pasta errou na resposta oficial a Gustavo Fruet. Segundo o ministro, haverá uma apuração interna no ministério para determinar o que ocorreu, e a resposta ao deputado será “retificada”.

“O próprio Ministério da Saúde divulgou essa informação. No entanto, em documento oficial dirigido à Câmara, as áreas técnicas informaram que apenas metade está contratada, cerca de 280 milhões de doses, o que é insuficiente para vacinar todos os brasileiros até o fim de 2021. A que se deve esse equívoco tão grande?”, questionou Calheiros.

“Na realidade, essa informação foi feita de maneira imprecisa para o deputado Gustavo Fruet, não se consideram as vacinas da Fiocruz. Esse acordo é feito através de transferência de… CET. Então, não há contrato entre Fiocruz e Ministério da Saúde. E essas doses da Fiocruz não foram ali consideradas, de tal maneira que o MS vai fazer uma retificação dessa informação que foi prestada de maneira imprecisa à Câmara dos Deputados”, disse Queiroga.

Num primeiro momento, o ministro reafirmou o número de 560 milhões de doses contratadas. Omitiu dos senadores que o número inclui 110 milhões de doses da AstraZeneca e 30 milhões de doses da Coronavac sem contrato fechado.

“Qual a verdade? Quantas doses estão efetivamente contratadas?”, insistiu Renan Calheiros. “Já falamos (pausa para ser orientado por assessor) 430 milhões estão contratadas, segundo aqui me informou nosso secretário executivo”, disse Queiroga. “Não são 560 milhões como afirmava Vossa Excelência?”, questionou Renan. “A observação da Fiocruz que não tem contrato, mas isso está assegurado dentro da Encomendo Tecnológica. São 100 milhões de doses, que perfazem as 560 milhões”, tergiversou Queiroga.

Em nota à reportagem do Estadão, a Fiocruz informou que o acordo com a AstraZeneca possui duas partes: a produção de vacinas com base no Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), importado, e a transferência tecnológica para a produção do IFA no Brasil.

Segundo o laboratório brasileiro, a parte relativa à importação do IFA já foi assinada em setembro de 2020 e as vacinas estão sendo fabricadas com os insumos produzidos no exterior. No entanto, o contrato para a produção do ingrediente no Brasil ainda não foi assinado — esta última parte, ainda não contratada, soma 110 milhões de doses.

Mais cedo, Renan Calheiros disse que Queiroga tinha reafirmado o número errado de 560 milhões de doses em outra audiência anterior no Senado, na comissão de acompanhamento da covid-19 presidida pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO).

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), perguntou se as mais de 500 milhões de vacinas estarão disponíveis até o fim do ano. Marcelo Queiroga não garantiu. “O compromisso, senador… Agora, o senhor sabe que há questões de desembaraço aduaneiro, de insumos… problemas”, disse.

ESTADÃO

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Polêmica

Motorista vai a prostíbulo e atrasa entrega de vacinas da covid

Um motorista foi parar na delegacia na noite da última quarta-feira (05) depois de ficar horas desaparecido enquanto transportava uma remessa de doses da vacina contra a covid-19. O caso aconteceu em Santo Antônio do Leste, cidade a 376 km de Cuiabá.

Depois de não comparecer ao local da entrega, o homem não respondeu às tentativas de contato da Secretaria de Saúde da cidade, que aguardava doses de imunizantes da covid-19 e também da Influenza. Ele foi encontrado horas depois por policiais, com sinais de embriaguez, justificando que havia parado em um prostíbulo.

Segundo o Boletim de Ocorrência, a Polícia Civil foi acionada pela Prefeitura no início da noite. O motorista teria retirado as doses de vacina contra a covid-19 e contra a Influenza pouco depois das 15h, no Escritório Regional de Rondonópolis (MT), mas não apareceu dentro do horário combinado com a equipe de saúde de Santo Antônio do Leste.

O funcionário não atendeu nenhuma das ligações e nem respondeu as mensagens dos funcionários da pasta e o caso passou a ser investigado por conta de risco de roubo das vacinas.

A Polícia Civil acionou militares para fazer blitz na tentativa de localizar o homem e ele foi encontrado e abordado no momento em que saía de Primavera do Leste (MT), um município vizinho.

Os policiais informaram que o funcionário público estava nitidamente embriagado e com marcas de batom na roupa, e por isso foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos.

Em depoimento, o motorista afirmou que teria feito um desvio de seu itinerário e parado em um prostíbulo, onde acabou se embebedando e perdeu o horário de retornar com as doses de vacina. Ele foi ouvido e liberado após assinar um termo circunstanciado.

A Prefeitura de Santo Antônio do Leste informou que abriu procedimento interno contra o homem e que o funcionário já foi afastado de suas funções enquanto o caso é apurado por uma comissão.

A Secretaria de Saúde da cidade informou que as doses foram verificadas assim que chegaram à cidade e que nenhuma foi prejudicada com o atraso, seguindo para imunização da população.

Com UOL

 

GRANDE PONTO

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Saúde

Mais de 90 mil pessoas esperam pela D2 no Rio Grande do Norte

O Rio Grande do Norte precisa de mais de 90 mil doses de vacinas contra a Covid-19 para completar o ciclo de imunização de milhares de pessoas no Estado que ainda não tomaram a segunda dose, concluindo assim o processo de imunização contra a doença. Dessas, 87.098 doses são da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac. As outras, são da Oxford/AstraZeneca. A informação é da Secretaria do Estado da Saúde Pública (Sesap/RN). A pasta estadual deverá ter uma previsão nesta sexta-feira (07) de quantas doses da CoronaVac serão enviadas ao Estado neste final de semana pelo Ministério da Saúde.

Créditos: Magnus NascimentoMilhares de idosos aguardam a chegada de doses da CoronaVac para concluírem o ciclo vacinal contra a covid-19 em todo o EstadoMilhares de idosos aguardam a chegada de doses da CoronaVac para concluírem o ciclo vacinal contra a covid-19 em todo o Estado

O levantamento foi feito pela Sesap a pedido do próprio Ministério da Saúde. Atualmente, das 87.098 doses para completar o esquema vacinal, 52.072 são para pessoas localizadas na Região Metropolitana de Natal, 3.462 na região de São José do Mipibu, 5.276 na região de João Câmara, 2.478 na região de Santa Cruz, 16.955 na região de Mossoró e Assu, 4.524 na região de Caicó e 2.331 na região de Pau dos Ferros.

Dentro desse total, segundo a Sesap, existe hoje a falta de 26.353 doses não enviadas ao Estado pelo Ministério da Saúde e um número de frascos com apresentação nominal de 10 doses que chegaram ao Estado com 9 ou 8 doses na prática, resultando assim numa diminuição de pessoas vacinadas.

“Encaminhamos o levantamento para a Saúde para possível liberação dessas doses ainda no fim de semana para os Estados. Não temos ainda a clareza se a liberação será em sua totalidade ou proporcional ao número de doses que encaminhamos. Já recebemos a pauta de remessa dessa semana, mas não consta ainda a CoronaVac. Acreditamos que é porque o MS estava aguardando esse balanço para só sexta liberar quantas doses vão vir para cada Estado”, declarou a coordenadora em Vigilância em Saúde da Sesap, Kelly Maia.

Nessa quinta-feira (06), o Rio Grande do Norte recebeu um lote de 64.500 doses do imunizante de Oxford/Astrazeneca, produzido no Brasil pela Fiocruz. No início da semana, o Estado recebeu o primeiro lote de vacinas da Pfizer BioNTech, totalizando 7.020 doses do imunizante. Para esse fármaco, a vacinação acontece exclusivamente em Natal, em virtude da necessidade de resfriamento em condições especiais.

Confira matéria completa na Tribuna do Norte.

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Educação

Universidades federais têm, em 2021, a verba de 2004 com o dobro de alunos

As universidades federais chegaram ao limite. A verba disponível para investimentos e manutenção em 2021 caiu ao patamar de 2004. No entanto, o Brasil agora tem mais que o dobro de alunos de 17 anos atrás. Por isso, algumas das mais importantes instituições, como UFRJ e Unifesp, já falam em interrupção das atividades a partir de julho.

 

De acordo com o Painel do Orçamento Federal, estão livres em 2021 R$ 2,5 bi para as 69 universidades e 1,3 milhão de estudantes. Esse valor é praticamente o mesmo que o orçamento de 17 anos atrás (com os valores atualizados pelo IPCA). No entanto, naquele momento, eram 574 mil alunos e 51 instituições

Os gastos discricionários vão desde as contas mais básicas, como água, luz, limpeza e segurança, como para pagamento de bolsas, compra de insumos para pesquisa e reformas prediais. Com um orçamento muito baixo, alunos mais pobres perdem a ajuda que os garante nas universidades, pesquisas são interrompidas e, agora que as universidades estão no limite, contas de água, de luz e de limpeza podem não ser pagas.

Além deles, há os gastos obrigatórios, a maior parte do orçamento, que são salários e outras verbas cujos gastos são determinados por lei.

 

— Com o que temos disponível para gastos discricionários hoje, a UFRJ para de funcionar em julho. As aulas só continuam porque estão remotas. Mas todos os serviços da universidade, como os hospitais e as pesquisas, incluindo o desenvolvimento de uma vacina de Covid-19, serão interrompidos — afirmou a reitora da universidade, Denise Pires Carvalho.

Além dos R$ 2,5 bilhões livres, o orçamento das federais também prevê R$ 1,8 bi que podem ou não ser desbloqueados ao longo do ano. Caso isso aconteça, os gastos discricionários chegarão ao patamar de 2006, quando o país tinha apenas 54 universidades federais. Uma fonte ligada a reitores afirmou que há um temor de paralisação em escala nacional nas instituições.

Em nota, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) também disse que, se não houver liberação dos recursos, a unidade não terá “como arcar com o funcionamento básico a partir de julho”, e, portanto, “o risco de paralisação total é real”.

 

“Para se ter ideia, a principal ação orçamentária, onde se encontram alocados os recursos para funcionamento da universidade, incluindo as despesas básicas como energia elétrica, água, limpeza, manutenção, vigilância, insumos para laboratórios de graduação, entre outros, que em 2020 foi de R$ 66 milhões, hoje, na prática, é de R$ 21,1 milhões, suficientes para manutenção das atividades até o mês de julho. Isso porque estamos no modelo de ensino à distância na maior parte de nossos cursos. Se houver a obrigatoriedade do retorno presencial, não será suficiente sequer para as adaptações mínimas necessárias”, diz a reitoria da Unifesp, em nota.

Já o Pró-Reitor de Planejamento, Orçamento e Finanças (Proplan) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Fernando Marinho Mezzadri, afirma que todos os terceirizados da área de pesquisa podem ter que ser demitidos.

— Isso afeta desenvolvimento da vacina contra Covid que estamos trabalhando. Efetivamente estamos no limite, não há possibilidade de conclusão do ano dessa maneira — diz.

Serviços em risco

De acordo com o presidente da Andifes, Edward Madureira, o orçamento para 2021 devia chegar a R$ 10,4 bilhões. Segundo ele, a Universidade Federal de Goiás (UFG), da qual é reitor, já fechou o ano de 2020 no vermelho por conta da falta de verbas.

— Foram cortados quase R$ 180 milhões para assistência estudantil. Como o perfil socioeconômico de muitos alunos é de baixa renda, cortar alimentação e moradia significa mandar ele embora da universidade — afirma.

 

O Ministério da Educação foi procurado, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem.

Madureira lembra ainda que também está em risco o funcionamento dos 50 hospitais universitários que possuem leitos destinados à Covid-19, além de serviços oferecidos pelas universidades como testagem e apoio à imunização. Ele informou ainda que se reunirá com o secretário-executivo do MEC, Victor Godoy Veiga, para pedir a liberação da verba contingenciada.

A volta às aulas presenciais também fica mais longe sem recursos. Em nota, a Universidade de Brasília (UnB) informou que terá que viabilizar a aquisição de insumos, como álcool em gel e equipamentos de proteção individual (EPIs). “Para lidar com o atual cenário, a UnB trabalha de forma a preservar as suas atividades-fim, postergando despesas, sempre que possível”, afirma.

 

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) também prevê acabar as contas no vermelho. A instituição afirma que deve terminar o ano com dívida de mais de R$ 6 milhões, mesmo tendo ajustes que afetam todos os setores. “Entre as medidas estão a redução de materiais de consumo, serviços e projetos voltados à comunidade, corte no número e no valor da maioria das bolsas de graduação e de assistência estudantil, além de perda de 307 postos de trabalho terceirizados em 2021.”

Segundo Paulo Speller, ex-secretário de Ensino Superior do MEC (2008 a 2010), o Brasil vai na contramão mundial ao retirar investimento da educação e pesquisa justamente no momento de crise.

— Esse governo acha que o processo de formação se dá a preços de mercado muito mais baixos. Essa é uma visão limitada — avalia Speller.

O GLOBO

Opinião dos leitores

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Saúde

Hospital do Coração passa a oferecer a Pesquisa de Anticorpos Neutralizantes que identifica imunidade ao Covid-19

Foto: Divulgação

Hospital do Coração passa a oferecer em seu laboratório a Pesquisa De Anticorpos Neutralizantes para o Covid-19, com resultado em até 12 horas.

O teste IgC-S1 feito pelo Hospital é o exame laboratorial mais preciso para medir a resposta imunológica para o Covid-19. O exame detecta se a pessoa está imunizada ( por já ter se vacinado ou por já ter tido a doença).

Os exames podem ser colhidos todos os dias, das 6h às 17h, incluindo domingos e feriados. Não é necessário jejum e o exame é totalmente automatizado e de alta performance.

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Meio Ambiente

Minas e Energia aposta em térmicas e derruba promessa de Bolsonaro à Cúpula do Clima

Ao confirmar outra vez o uso de termelétricas sujas e caras para “garantir energia”, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, do Ministério de Minas e Energia, inviabilizou a promessa do presidente Jair Bolsonaro na recente Cúpula do Clima, diante do americano Joe Biden, de reduzir em 37% as emissões de carbono até 2025.

Em vez de investir em energia limpa e barata, como solar e eólica, reduzindo emissões, o governo favorece as térmicas de alto custo e de elevada emissão carbono. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

As usinas termelétricas sujas, a diesel, gás ou carvão custam mais de R$20 bilhões por ano aos cofres públicos.

O ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) já adotou o discurso pró-térmicas: “falta de chuva” e “o baixo nível dos reservatórios.”

A “bandeira vermelha”, que em 2021 vai vigorar até o fim do ano, é uma invenção da Aneel para garantir R$20 bilhões anuais para as térmicas.

As distribuidoras de energia tentam inviabilizar a energia solar, por exemplo, porque rapidamente tornaria as térmicas dispensáveis.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. O Presidente precisa urgentemente rever esta decisão. As melhores alternativas para geração de energia limpa todo mundo sabe: eólica e solar.

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Saúde

Aeronáutica omite destino de 132 caixas e 5.000 comprimidos de cloroquina

Aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) transportaram em missões pelo menos 132 caixas e 5.000 comprimidos de cloroquina. O detalhamento sobre o destino da droga, que não tem eficácia contra a Covid-19, é mantido em sigilo. A informação está em ofício assinado pelo então comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Antonio Carlos Bermudez, e enviado ao MPF (Ministério Público Federal) em Brasília. O documento é de 15 de março.

O MPF instaurou um inquérito civil para investigar a política da cloroquina do governo Jair Bolsonaro (sem partido). A suspeita é de improbidade administrativa na distribuição massiva do medicamento.

O principal alvo da investigação é o general da ativa Eduardo Pazuello, ministro da Saúde mais longevo na pandemia, até ser demitido em março. “No que concerne à distribuição do princípio ativo, foram transportadas, em duas oportunidades, 132 caixas e 5.000 comprimidos, sucessivamente, do medicamento cloroquina em missões da FAB”, limitou-se a dizer o comandante em relação à atuação da Aeronáutica no transporte da droga de 2020 a fevereiro de 2021, período estipulado no pedido de informações do MPF.

Bermudez, demitido do cargo por Bolsonaro em 30 de março, junto com os comandantes de Exército e Marinha, não explicou ao MPF a quantidade de medicamento transportada nas 132 caixas, não disse quando houve o transporte nem para onde se destinou a droga que foi o carro-chefe de Bolsonaro no combate à pandemia.

A Folha questionou a FAB e pediu à Força que informasse esses detalhes. “Não há informações disponíveis além das que já estão constando no documento citado no corpo da pergunta”, respondeu a assessoria de imprensa.

A reportagem identificou casos em que a cloroquina foi destinada a comunidades indígenas na Amazônia, com o propósito do chamado “tratamento precoce”, e não para a finalidade original da medicação, que é tratar casos de malária.

A distribuição de cloroquina a indígenas entrou no foco da CPI da Covid. Integrantes da comissão querem investigar a entrega deliberada do medicamento a essas comunidades, principalmente em regiões mais isoladas.

Pelo menos um transporte, de 1.500 comprimidos, foi feito pela FAB à região amazônica da Cabeça do Cachorro, no Amazonas, na fronteira com a Colômbia e a Venezuela, em junho de 2020. Ali estão 23 etnias indígenas, como yanomâmi, wanano e baniwa.

Outra missão envolveu um avião da FAB, em Roraima. Lotes de cloroquina foram distribuídos a distritos sanitários que cuidam dos yanomâmi. A missão ocorreu no fim de junho e começo de julho.

Os registros oficiais mostram uma distribuição de pelo menos 60 mil comprimidos do medicamento, além de azitromicina, outra droga sem eficácia para Covid-19 e que faz parte de protocolos de tratamento elaborados pelo Ministério da Saúde.

Até agora, o Exército foi a Força mais escrutinada por órgãos de fiscalização e nos primeiros requerimentos e depoimentos na CPI da Covid, em razão de sua participação direta na produção da cloroquina, por ordem de Bolsonaro.

O Laboratório Químico Farmacêutico do Exército produziu 3,2 milhões de comprimidos da droga. Para isso, gastou R$ 1,1 milhão em recursos públicos.

A força começou a viabilizar o dinheiro internamente dois dias depois de Bolsonaro ter determinado ao então ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, que houvesse um aumento na fabricação do medicamento. Azevedo foi demitido pelo presidente um dia antes dos três comandantes.

A Aeronáutica também tem um Laboratório Químico Farmacêutico. Em 26 de março de 2020, três dias depois de o Exército fazer a primeira descentralização de recursos para viabilizar a produção de cloroquina, a Aeronáutica divulgou uma nota em que disse que participaria da etapa de embalagem e rotulagem. O Laboratório Farmacêutico da Marinha também seria envolvido, segundo a nota.

Assim, a produção da cloroquina contaria com a participação dos três laboratórios oficiais de Exército, Aeronáutica e Marinha, conforme a nota oficial da FAB.

A resposta do então comandante da Aeronáutica ao MPF informa ainda que a Força fez aquisição de cloroquina. Foram adquiridos 5.120 comprimidos, pelos quais foram pagos R$ 6.985,55, segundo o ofício enviado.

As compras foram feitas com base em dois pregões, um de 2018 e outro de 2020, com vigência até março deste ano. “Esses insumos foram obtidos com o crédito da ação da saúde do Comaer [Comando da Aeronáutica], relativos a certames licitatórios anteriores ao período da pandemia, tratando-se de compras já programadas”, afirmou o comandante.

A Folha questionou a Aeronáutica se a cloroquina foi usada em militares com Covid-19 ou com suspeita da doença. Não houve resposta ao questionamento.

O MPF enviou ofícios aos comandos de Aeronáutica e Exército com base em reportagem publicada pela Folha em 6 de fevereiro. A reportagem mostrou que Bolsonaro mobilizou as duas Forças, cinco ministérios, uma estatal e dois conselhos da área econômica para viabilizar sua política da cloroquina.

Nos ofícios aos comandantes, enviados por meio da PGR (Procuradoria-Geral da República), a Procuradoria quis saber quais órgãos foram mobilizados e quanto foi gasto para a distribuição da cloroquina “para atender ao Ministério da Saúde”.

A Aeronáutica sustenta que sua participação se deu a partir de um planejamento do Ministério da Saúde, repassado ao Ministério da Defesa. “A Força Aérea apenas cumpre a missão”, diz.

As duas missões a comunidades indígenas em Roraima e Amazonas foram organizadas pelo Ministério da Defesa e envolveram diferentes órgãos de governo.

A aposta do governo Bolsonaro em um medicamento sem eficácia para Covid-19, com gastos públicos e na contramão das evidências científicas, é, até agora, o ponto mais abordado pelos senadores que integram a CPI da Covid.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Nada de novo sob o sol, milicos desviando recursos e metendo no bolso. Quantos enriqueceram entre 64 e 88? Nunca saberemos.

  2. O que leva alguém a votar num doente mental, inútil, que nunca fez absolutamente nada em trinta anos de vida pública, para a presidência do país?
    Somente revolta ou falta de opção.
    A não ser que o sujeito seja tão IMBECIL a ponto de acreditar numa “facada” de onde nem sangue saiu!
    Mas, de uma coisa tenho certeza: Essa legião de iludidos, hoje, diante da administração criminosa desse ASNO está aos poucos vendo a m…que fez e ainda não deu a pata a torcer com vergonha de ser chamado de IDIOTA!

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Saúde

Vacinados contra a covid-19 no Brasil chegam a 34,2 milhões, 16,16% da população

O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a covid-19 no Brasil chegou nesta quarta-feira, 6, a 34.220.432, o equivalente a 16,16% da população total. Nas últimas 24 horas, 816.099 pessoas receberam a vacina, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 26 Estados e Distrito Federal.

Entre os mais de 34 milhões de vacinados, 17.335.070 receberam a segunda dose, o que representa 8,19% da população com a vacinação completa contra o novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, 295.607 pessoas receberam essa dose de reforço. Somando as vacinas de primeira e segunda dose aplicadas, o Brasil aplicou 1.111.706 imunizantes nesta quarta-feira.

Em termos proporcionais, o Rio Grande do Sul e o Mato Grosso do Sul são os Estados que mais vacinaram a população até aqui: 20,96% e 20,62% dos habitantes receberam ao menos a primeira dose, respectivamente. A porcentagem mais baixa é encontrada em Roraima, Acre e Amapá, onde 10,81%, 10,82% e 10,89% receberam a primeira dose da vacina, respectivamente. Em números absolutos, o maior número de vacinados com a primeira dose está em São Paulo (8,23 milhões), seguido por Minas Gerais (3,55 milhões) e Bahia (2,56 milhões).

ESTADÃO

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Saúde

Em nova oferta ao Ministério da Saúde, Pfizer cobra R$ 1 bilhão a mais pelo mesmo nº de vacinas

O governo federal avalia comprar mais 100 milhões de doses da vacina contra a covid-19 da Pfizer a US$ 12 a unidade, preço 20% maior do que o negociado no primeiro contrato da farmacêutica americana com o Ministério da Saúde, em que foi adquirida quantidade igual do imunizante. Ao todo, a oferta para nova compra totaliza mais de R$ 6,6 bilhões, cerca de R$ 1 bilhão a mais do que o valor anterior. As informações sobre o preço global e o valor por dose constam em nota técnica assinada por Laurício Cruz, diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis da pasta, e obtida pelo Estadão.

Nesta quinta-feira, 6, o governo publicou no Diário Oficial da União extrato de dispensa de licitação, com valor global de R$ 6,6 bilhões, passo importante para assinar o contrato. Na CPI da Covid no Senado, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a pasta estava na “iminência de fechar novo acordo com a Pfizer de cem milhões de doses”.

No fim de 2020 e no início do ano, porém, a gestão de Jair Bolsonaro tinha outra postura em relação à empresa. O governo chegou a acusar a farmacêutica de incluir clásulas “leoninas” na proposta, travou a negociação e perdeu lugar na fila. Bolsonaro se queixava de que a empresa não queria assumir o risco por possíveis efeitos colaterais da vacina. “Se você virar um jacaré (após tomar o imunizante), é problema de você”, afirmou o presidente em 17 de dezembro.

O documento do ministério pede que a entrega desse novo lote seja feita em duas etapas. A primeira remessa, de 30 milhões de doses, deve chegar ao País no terceiro trimestre do ano, entre 1º de julho e 30 de setembro. A entrega do segundo lote, com 70 milhões de doses, está prevista para o quarto trimestre (entre 1º de outubro e 31 de dezembro).

A nota técnica aconselha a compra pelo governo, mas pontua que o valor está acima do que foi pago no contrato anterior e pede que o preço seja negociado. Entre os motivos que embasam a recomendação, os técnicos destacam que talvez seja necessário aplicar doses de reforço da vacina, tendo em vista as mutações do coronavírus. “Caso essa necessidade venha a se concretizar, a necessidade de doses irá aumentar substancialmente”, diz o trecho.

Não constam no documento os motivos para a mudança de preço. À reportagem, a Pfizer disse não comentar negociações e afirmou trabalhar com o governo para a imunização dos brasileiros. Já a assessoria do ministério disse ao Estadão apenas que a compra ainda está em negociação e destacou já ter contrato assinado para aquisição de cem milhões de doses. A primeira remessa, de um milhão de unidades, chegou ao Brasil na semana passada.

A Pfizer tem variado as propostas para diferentes governos. O preço cobrado do Brasil é inferior ao que foi cobrado da União Europeia, que desembolsou por volta de US$ 14,70 por dose, e dos Estados Unidos, que pagaram cerca de US$ 19,50. Israel, um dos países com a vacinação mais adiantada no mundo, pagou à Pfizer US$ 23,50 por dose para recebê-las antes e em grande escala, o que faz o país ser um dos mais imunizados do mundo. A farmacêutica também já disse que países mais pobres iriam pagar preços mais baixos.

Reportagem desta semana pelo jornal americano The New York Times aponta que a vacina contra covid rendeu US$ 3,5 bilhões à Pfizer no 1º trimestre deste ano. A margem de lucro da empresa com os imunizantes está na faixa de 20%, conforme a publicação.

Com logística complicada, que exige refrigeração em temperaturas muito baixas, a vacinação com doses da Pfizer no Brasil está restrita às capitais na maioria dos Estados. Agora, com a ampliação do volume adquirido, a pasta ressalta a necessidade de adequar a rede de frio para a introdução do imunizante em municípios do interior com mais de 100 mil habitantes. A nota técnica propõe a compra inicial de 183 congeladores a serem distribuídos proporcionalmente entre os Estados e o Distrito Federal.

Diferentemente das outras vacinas contra a covid-19 aplicadas no País, o imunizante da Pfizer sobrevive por apenas cinco dias em refrigeradores comuns, com temperatura entre 2ºC e 8ºC. Para ser armazenado por períodos mais longos, de até seis meses, precisa estar em congeladores cuja temperatura varie entre 60ºC e 80ºC negativos.

O documento também pontua que a aquisição tem elevado risco de perdas. O cálculo do governo é que 30% das doses sejam perdidas, índice bem acima da taxa de 10% calculada para a Coronavac e a vacina de Oxford/AstraZeneca. Para chegar a esse índice, a Saúde considera declarações feitas pela França, que estima desperdício entre 25% e 30% do imunizante da Pfizer. Segundo a nota do Ministério da Saúde, a perda média prevista no Brasil é de 15%.

Sobre as projeções de perda de doses feitas pelo governo, a Pfizer afirmou à reportagem que”fica a critério dos programas de imunização de cada país, baseados em sua experiência, qualquer estimativa acerca do tema”.

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Política

Câmara avalia de ‘bônus’ financeiro a reserva de vagas para aumentar mulheres na política

Na tentativa de aumentar o número de mulheres na política, a deputada Tabata Amaral (PDT-SP) propôs que partidos recebam bônus financeiro pelos votos em suas candidatas. O projeto prevê que a sigla com votação maior que a média nacional, proporcionalmente, poderá receber até 10% a mais da verba pública à qual teria direito. Aqueles partidos que não atingirem o índice, porém, poderão ter parte do dinheiro cortado.

Ao mesmo tempo em que o projeto de Tabata chega à Câmara, deputados discutem uma proposta para reservar vagas a mulheres nos Legislativos do País. A relatora da reforma eleitoral, deputada Renata Abreu (Podemos-SP), pretende incorporar a regra no texto que vai produzir, garantindo a elas 15% das cadeiras nas assembleias e Câmaras municipal e federal. As medidas enfrentam resistência de deputados, para quem questões de gênero não deveriam influenciar o voto.

 

Pelos cálculos da equipe técnica de Tabata, se a regra proposta por ela fosse aplicada à eleição de 2018, o PT e o PSL seriam beneficiados com aproximadamente R$ 20 milhões a mais, no ano passado. Das 77 mulheres eleitas para a Câmara, dez foram do PT e nove do PSL. Já o MDB, que elegeu cinco deputadas, perderia R$ 12 milhões. O PTB, com só uma deputada, teria R$ 2,6 milhões a menos.

“Nosso projeto incorpora um indicador de representatividade no cálculo de distribuição dos fundos partidário e eleitoral. Legendas em que mulheres receberam votos ou cadeiras acima da média dos demais partidos ganharão mais recursos, enquanto aquelas nas quais mulheres receberam votos ou cadeiras abaixo da média perderão recursos”, disse Tabata.

O Fundo Partidário é uma mesada de dinheiro público que as siglas recebem para despesas, como aluguel de sede, salário de funcionários e também nas campanhas eleitorais. No ano passado foram distribuídos mais de R$ 934 milhões aos 33 partidos registrados no País. Pelas regras atuais, legendas precisam investir ao menos 5% do que recebem para incentivar a participação feminina na política. Caso contrário, têm a verba cortada.

Na outra ponta, o Fundo Eleitoral é específico para bancar gastos de candidatos em ano de eleição. Em 2020, quando houve disputas municipais, foram destinados R$ 2 bilhões aos partidos. Deste total, 30% foram reservados a candidaturas de mulheres.

O projeto de Tabata foi apresentado nesta segunda-feira, 3, ao mesmo tempo em que a Câmara inicia a discussão da reforma eleitoral, com o objetivo de alterar regras para as eleições de 2022.

Na lista das mudanças sugeridas para a reforma estão a volta das coligações e a reserva obrigatória de cadeiras para mulheres no Legislativo – o porcentual ainda não foi definido. A proposta é vista por especialistas como a forma mais eficiente de aumentar a participação feminina na política, uma vez que o atual dispositivo, prevendo a destinação de 30% do Fundo Eleitoral para mulheres, muitas vezes é burlado. A cada disputa a Justiça Eleitoral recebe uma série de denúncias de candidatas laranja. Elas são usadas por partidos para desviar recursos que podem promover candidaturas de homens.

Para Karin Vervuurt, co-fundadora da ONG Elas No Poder, o aumento da representatividade feminina ainda é bastante lento no Brasil. “O projeto, portanto, nos aponta uma alternativa mais efetiva de engajar os partidos na busca de uma política mais representativa. A existência das candidaturas laranja e todas as outras formas de burlar as leis eleitorais mostram que é necessário adotar uma abordagem de estímulos positivos”, afirmou Karin. “Eleger mulheres é bom para toda a sociedade, e isso precisa ficar cada vez mais claro no debate da reforma política”, completou Talita Nascimento, presidente do Instituto Vamos Juntas.

A professora de Ciência Política da FGV Graziella Testa avalia que é preciso verificar quem fará a gestão dos recursos. “Ainda mais importante do que o porcentual sobre o financiamento eleitoral público é necessário estabelecer que a gestão do recurso precisa estar nas mãos das mulheres do partido. Isso é ainda mais fundamental”, observou ela.

Medidas que diferenciam candidatos por gênero nas eleições, no entanto, são vistas com ressalvas por parte dos parlamentares. Aliada do presidente Jair Bolsonaro, a deputada Caroline de Toni (PSL-SC) apresentou, no ano passado, projeto de lei para acabar com a cota de 30% de mulheres que os partidos precisam cumprir na hora de lançar candidaturas para deputados ou vereadores.

“Sou contra as cotas para mulheres na política, antes de tudo por uma questão de igualdade perante a lei: não podemos ter um tratamento diferente para homens e mulheres em relação a direitos políticos”, argumentou a deputada. “O argumento usado para a criação da cota, de que ela aumentaria a representatividade da mulher na política, é falso, visto que diferentes mulheres possuem diferentes opiniões, as quais podem ser representadas por pessoas de ambos os sexos sem prejuízos. Afinal, opinião não tem sexo e cada mulher eleita representa o conjunto de eleitores que votaram nela, independentemente do sexo de cada um”, emendou.

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR), também é contrário às cotas. “A política tem uma característica própria, que se dá pela vocação das pessoas. Isso não se resolve de outra forma; se resolve permitindo que quem tem talento para a política possa servir a população. Essas regras agora são uma tentativa de colocar para ser eleito aquele que não tem vocação”, disse Barros. “Minha filha é deputada, minha mulher foi governadora. A mulher na política é uma opção”, afirmou ele, numa referência a Maria Victoria de Barros (Progressitas), deputada estadual no Paraná e a ex-governadora Cida Borghetti.

 

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