Guardian noticia a manutenção da condenação de Lula (Foto: Reprodução/The Guardian)
A imprensa internacional noticiou amplamente a decisão unânime dos desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) , em Porto Alegre, em favor de manter a condenação e ampliar a pena de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex em Guarujá (SP).
Veja AQUIem texto na íntegra o que os veículos estrangeiros disseram:
O advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, afirmou nesta terça-feira, 8, que teve uma conversa “muito institucional e republicana” com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. A reunião durou cerca de 30 minutos e também contou com a participação do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva.
O encontro ocorreu horas após o ministro André Mendonça determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Também foi afastado o diretor de Inteligência Policial Leandro Almada da Costa.
Na mesma decisão, o ministro impôs a abertura imediata de investigações pela Corregedoria da PF para apurar a produção de relatórios de inteligência que monitoravam autoridades. Ele também determinou a suspensão de qualquer produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência voltados a analisar a atuação de magistrados, advogados públicos ou da própria polícia.
Segundo apurou o blog da Andréia Sadi, a AGU vê na decisão de Mendonça uma invasão de competência da Presidência. O órgão deve recorrer com o argumento de que a medida viola competência privativa da Presidência da República para nomeação e exoneração do chefe da PF.
Gilmar pede vista
Decano do STF, o ministro Gilmar Mendes, pediu vista nesta terça, 8, do julgamento que analisa a decisão de Mendonça.
O caso estava sob análise da segunda turma da Corte.
Antes de pedir vistas, dois ministros haviam se manifestado a favor da decisão de Mendonça: Kassio Nunes Marques e Luiz Fux.
Assim, faltaria apenas a manifestação do ministro Dias Toffoli, que também integra o colegiado.
A decisão de André Mendonça foi tomada após a produção do relatório apócrifo que embasou o pedido de investigação contra o magistrado feito na semana passada pelo seu colega Alexandre de Moraes.
Moraes acusou o colega de ato de improbidade administrativa e crimes de responsabilidade e de abuso de autoridade a partir desse documento.
No despacho, Mendonça também determina que a Corregedoria da Polícia Federal abra procedimentos de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar as circunstâncias em que os documentos foram produzidos, quem determinou sua elaboração, quem os redigiu e se existem outros relatórios com finalidade semelhante.
A vereadora e candidata a deputada estadual Camila Araújo (PL) protocolou, nesta terça-feira (8), ofícios junto à Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Norte e à Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social solicitando que a apuração da agressão sofrida pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) seja encaminhada à Polícia Federal.
Rogério foi atingido por um ovo na tarde desta segunda-feira (7), quando deixava a mobilização política realizada no Largo do Atheneu, na zona Leste de Natal. O homem foi detido e conduzido à Delegacia Central de Flagrantes.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, o suspeito, de 24 anos, saiu de São Paulo do Potengi com a intenção de atingir o senador. O celular do acusado foi apreendido e o caso foi registrado inicialmente por injúria.
Para Camila, as circunstâncias precisam ser investigadas de forma mais ampla. “Quem mandou agredir Rogério Marinho? Quem financiou esse ato? Foi realmente uma ação isolada? Essas são perguntas que precisam ser respondidas. Não podemos tratar como um episódio banal uma agressão premeditada contra um senador da República durante uma manifestação política”, afirmou.
No documento, Camila solicita o envio imediato à Polícia Federal do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), dos demais documentos relacionados ao caso e, especialmente, do aparelho celular apreendido, preservando os elementos necessários para eventual análise do conteúdo.
Diante dos últimos resultados nas pesquisas que já colocam Flávio Bolsonaro na frente em cenários de 2º turno e da mais recente escalada na crise institucional, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a defender uma resposta mais incisiva do governo e orientadaram Lula a convocar Conselho da República e defender mandato no STF.
Entre as propostas estão a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, a retirada de André Mendonça das relatorias dos casos Banco Master e INSS e o encerramento do inquérito das fake news.
Interlocutores de Lula também defendem uma nova reunião urgente com o presidente do STF, Edson Fachin, em busca de uma “solução pacificadora”. Outra possibilidade discutida é propor uma mudança constitucional para estabelecer mandatos de 10 ou 15 anos para futuros ministros do Supremo.
No Planalto, a preocupação aumentou após Flávio Bolsonaro (PL) aparecer numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno da pesquisa Nexus divulgada nesta terça-feira (8). Assessores avaliam que a crise no STF terá peso importante na reta final da campanha.
Também está em discussão a convocação do Conselho da República, embora a medida divida opiniões no governo por poder ampliar a exposição da crise.
A primeira reação de Lula ao afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, será o recurso da AGU contra a decisão de Mendonça. O governo argumentará que cabe exclusivamente ao presidente nomear e exonerar o chefe da Polícia Federal.
O ministro Gilmar Mendes deve pedir ao presidente do STF, Edson Fachin, que o plenário da Corte julgue o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
O caso está na Segunda Turma, que já formou maioria para manter a decisão do ministro André Mendonça de afastar Andrei e o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. Gilmar suspendeu a análise após pedir vista.
Segundo o ministro, pela gravidade do caso e pelo contexto da disputa entre Mendonça e Alexandre de Moraes, a questão deveria ser analisada pelos dez ministros do Supremo. Os relatórios da PF que embasaram as acusações também foram levados ao plenário.
Gilmar está na Itália, mas mantém contato com os demais ministros por telefone. O eventual pedido será analisado por Fachin.
O detento Anderson Stallone Flores dos Santos, de 38 anos, foi identificado como o preso que fugiu da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na tarde desta terça-feira (8).
Segundo a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), ele estava custodiado na unidade desde dezembro de 2025 e teria utilizado a obra de ampliação do módulo de saúde para escapar.
A suspeita é de que Anderson tenha passado ainda por duas linhas de concertina instaladas sobre a muralha, deixando a unidade por volta das 13h31. Equipes da Polícia Penal e de outras forças de segurança realizam buscas na região para localizar e recapturar o fugitivo.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou apoio a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, indicado pelo presidente Lula (PT). A decisão de Mendonça foi confirmada pela Segunda Turma do STF.
“[O] Grupo especial de Lula na Polícia Federal desmascarado oficialmente. Que a honrosa e gloriosa Polícia Federal volte a ter autonomia para ir atrás de bandidos, e não de adversários políticos de Lula”, publicou Flávio nas redes sociais nesta terça-feira (8).
O senador também citou a suposta atuação da PF no monitoramento de Mendonça e criticou a proximidade entre o diretor afastado e Lula, atribuindo a Andrei uma série de adjetivos. “Chefe da PF (companheiro, camarada, amigo, irmão, brother, cupincha, parça, aliado, preposto, indicado, pau-mandado de Lula) acusado de liderar investigações clandestinas contra um ministro do STF”, escreveu.
O operador financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, afirmou à Procuradoria-Geral da República (PGR) ter feito sete transferências para o fundo Havengate, que somaram US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 69 milhões), a pedido do banqueiro Daniel Vorcaro. A notícia é do blog da jornalista Malu Gaspar, do O Globo.
O fundo, sediado nos Estados Unidos e administrado pelo advogado Paulo Calixto, ligado a Eduardo Bolsonaro, foi usado para financiar o filme Dark Horse, sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.
Os pagamentos ocorreram entre fevereiro e setembro de 2025. A PF e a PGR investigam se os recursos foram destinados exclusivamente ao filme ou se também financiaram a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Mensagens mostraram Flávio Bolsonaro cobrando recursos de Vorcaro para a produção do filme. A defesa de Mineiro se reuniu nesta terça-feira (8) com o ministro André Mendonça, relator do caso Banco Master no STF, para tratar do acordo de colaboração premiada.
Pelo que eu entendi o advogado do fundo também é advogado de Eduardo bananinha, porém não estar claro se o dinheiro foi totalmente para o filme ou se parte foi para Bananinha, se foi para o filme não vejo nada de errado, o fato de ser o mesmo advogado não quer dizer nada
Uma nova fuga foi registrada nesta terça-feira (8) na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal. A identidade do detento que fugiu da unidade prisional e as circunstâncias da fuga ainda não foram divulgadas oficialmente.
Após a fuga, policiais penais iniciaram buscas na região, com apoio do helicóptero Potiguar 01, que realiza sobrevoos na área de mata próxima à unidade.
O novo registro de detento que escapa de Alcaçuz acontece pouco mais de um mês após uma fuga em massa em Alcaçuz. Em 31 de julho, 11 presos escaparam da unidade. Quatro foram recapturados e sete deles continuam foragidos. No dia 3 de setembro, outro detento fugiu da UPA de São José de Mipibu, mas foi recapturado na manhã de segunda-feira (7).
Diretores da Polícia Federal divulgaram nesta terça-feira (8) uma nota de “total apoio” ao diretor-geral afastado, Andrei Rodrigues, e ao diretor de Inteligência, Leandro Almada. O documento é assinado por 11 diretores da corporação.
A manifestação ocorre após o ministro do STF André Mendonça determinar o afastamento preventivo de Andrei e Almada. Na nota, os diretores classificam as medidas como “ataques injustificados” à Polícia Federal e afirmam que as acusações contra os dois são infundadas.
“Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral substituto”, diz o trecho final do comunicado dos diretores.
Os diretores também afirmam que Andrei tem uma trajetória marcada por atuação “técnica, isenta e responsável” e criticam o que classificam como narrativas influenciadas por interesses político-eleitorais. Segundo o grupo, a defesa da instituição busca preservar a capacidade da PF de atuar na promoção da Justiça e na defesa do Estado Democrático de Direito.
Leia a íntegra abaixo:
Os Diretores da Polícia Federal vêm a público expressar seu total apoio ao Diretor-Geral, Delegado de Polícia Federal Dr. Andrei Rodrigues, e ao seu Diretor de Inteligência, Delegado de Polícia Federal Dr. Leandro Almada, diante dos injustificados ataques sofridos pela Polícia Federal na data de hoje.
Da mesma forma como a Instituição Polícia Federal tem, em sua história e feitos, a razão de sólida admiração dos brasileiros, o Dr. Andrei também conta com um percurso profissional dedicado à defesa da PF, com atuação técnica, isenta e responsável.
Narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais não têm o poder de apagar a história, a reputação e a trajetória profissional de quem quer que seja.
Assim, cumprindo nosso dever de defender a Instituição de ataques e tentativas de usurpação de funções, e assegurando o interesse público na manutenção de uma Polícia Federal capaz de promover justiça e assegurar o Estado Democrático de Direito, tornamos público nosso apoio aos diretores.
Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral substituto.
Assinam o comunicado:
Dennis Cali, diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor/PF); Fabrício Schommer Kerber, diretor de Polícia Administrativa (DPA/PF); Otavio Margonari Russo, diretor de Combate a Crimes Cibernéticos (DCiber/PF); Felipe Tavares Seixas, diretor de Cooperação Internacional (DCI/PF); Helena de Rezende, diretora de Gestão de Pessoas (DGP/PF); Roberto Reis Monteiro Neto, diretor Técnico-Científico (Ditec/PF); André Luis Lima Carmo, diretor de Administração e Logística (Dlog/PF); Christiane Correa Machado, diretora de Ensino da Academia Nacional de Polícia (Diren-ANP/PF); Alexsander Castro de Oliveira, diretor de Proteção à Pessoa (DPP/PF); Ademir Dias Cardoso Júnior, diretor de Tecnologia da Informação e Inovação (DTI/PF); Humberto Freire de Barros, diretor da Amazônia e Meio Ambiente (Damaz/PF).
Ótimo que eles pediram pra sair, assim diminui o trabalho de identificar e separar os ratos da instituição. Todos os órgãos públicos estão assim, após 20 anos da quadrilha no poder. A sua piscina (órgãos públicos) está cheia de ratos, 🎶🎼🎵suas ideias não correspondem aos fatos 🎶🎵🎼o tempo não pára!!!
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, foram oficialmente notificados nesta terça-feira (8) da decisão judicial que determinou o afastamento preventivo dos dois.
Com a formalização das intimações, o diretor-executivo da PF, William Marcel Murad, assumiu o cargo de diretor-geral em exercício. A mudança evita um vácuo no comando da corporação.
Delegado da PF desde 2002, Murad se formou em primeiro lugar no Curso de Formação Profissional e é graduado em Direito pela USP. Antes de assumir a diretoria-executiva, em janeiro de 2025, foi adido da PF no Reino Unido e diretor de Tecnologia da Informação e Inovação.
Especialista em inteligência, Murad também teve formação na Academia Nacional do FBI e coordenou operações de segurança nas Olimpíadas do Rio, em 2016, e na Copa do Mundo de 2014.
A decisão judicial determina ainda que a Corregedoria da PF abra investigações penais e administrativo-disciplinares sobre a produção dos relatórios de inteligência sob suspeita.
Também foi determinada a suspensão de atividades relacionadas à produção ou compartilhamento de relatórios destinados a analisar atos funcionais de magistrados, integrantes da advocacia pública ou membros da polícia judiciária.
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