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VEJA revela paradeiro de Queiroz: teorias conspiratórias à parte, ex-assessor de Flávio Bolsonaro não está escondido da justiça, e trata agravamento de câncer

Por volta das 17h50 do último dia 26, o desaparecido mais famoso do Brasil passou, sem chamar atenção de ninguém, pela porta e se encaminhou para a recepção do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ali são oferecidos consultas e serviços como quimioterapia e radioterapia. De boné preto e óculos de grau, o paciente chegou sem seguranças nem familiares o acompanhando — e ficou sozinho por lá. Antes do compromisso agendado, fez hora na lanchonete e tomou café tranquilamente, sem ser importunado por ninguém. Cerca de uma hora depois, Fabrício Queiroz, o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, sumido desde janeiro, deixou o local. Ao longo dos últimos três meses, VEJA seguiu pistas e entrevistou dezenas de pessoas para identificar seu paradeiro.

Queiroz hoje reside no Morumbi, o mesmo bairro da Zona Sul de São Paulo onde se encontra o Einstein. A proximidade facilita os deslocamentos até o hospital, normalmente feitos de táxi ou Uber. Queiroz, que raramente sai de casa, luta contra o mesmo câncer no intestino que o levou para a mesa de cirurgia no fim do ano passado, pouco antes do estouro do escândalo da movimentação suspeita de 1,2 milhão de reais (600 000 entrando e 600 000 saindo) em sua conta na época em que trabalhava para Flávio Bolsonaro. Sua última aparição pública foi justamente no Einstein. Em 12 de janeiro, ele postou um vídeo na internet em que surgia dançando no hospital durante a recuperação de uma cirurgia. Segundo uma pessoa próxima, a operação não resolveu o problema do tumor. Um possível agravante é o de que Queiroz teria se descuidado por um tempo, para dar prioridade nos últimos meses ao esforço de se manter longe dos holofotes. As “férias” forçadas do tratamento cobraram um preço: há sinais de que a doença continua ameaçando perigosamente seu organismo. Um de seus amigos, o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ), trocou mensagens com Queiroz há alguns meses. “Ele escreveu que ainda estava baqueado”, conta. No aspecto físico, Queiroz não aparenta seu delicado estado de saúde. Está apenas ligeiramente mais magro do que no ano passado.

Na movimentada seara de escândalos nacionais, Queiroz surgiu como um cometa e sumiu do espaço sem deixar vestígios. A aparição espetacular, como se sabe, ocorreu no fim de 2018, a partir do momento em que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectou em sua conta a dinheirama suspeita. A tese do Ministério Público é a de que ela é fruto de um sistema de coleta e de repasse de dinheiro de funcionários do gabinete do senador Flávio Bolsonaro, quando o Zero Um era deputado estadual no Rio de Janeiro. O órgão identificou também emissão de cheques de Queiroz no total de 24 000 reais para a conta da então futura primeira-dama Michelle Bolsonaro. O enrolado Queiroz enrolou-se ainda mais nas explicações. Mencionou em um primeiro momento lucros de vendas de carros usados e, depois, disse que recolhia parte dos salários dos funcionários do gabinete a fim de contratar mais gente para a equipe do chefe, sem conhecimento do próprio. No caso de Michelle, os depósitos seriam para quitar um empréstimo pessoal concedido a ele por Jair Bolsonaro. Em público, o clã Bolsonaro procurou se distanciar do ex-policial, incluindo o presidente, amigão de Queiroz desde o início dos anos 80, quando se conheceram no serviço militar da Brigada de Infantaria Paraquedista, no Rio. Tal distanciamento, no entanto, está mais no terreno da retórica. Foi do entorno de Bolsonaro a ideia de levar Queiroz para uma entrevista no SBT, no dia 26 de dezembro, para falar sobre o relatório do Coaf e tentar explicar a origem do dinheiro. Não convenceu ninguém, e o presidente, em sintonia com essa percepção, chamou de “roleiro”, em manifestação pública, o velho amigo de pescarias, churrascos e serviços prestados à família. As perguntas foram inevitáveis: Queiroz fazia as transações com ou sem a anuência do filho do presidente? Quais os nomes desses contratados? Não houve respostas. Pressionado, o ex-assessor decidiu sumir do mapa.

O desaparecimento nos últimos meses fez da pergunta “Cadê o Queiroz?” um bordão popular nas redes sociais e entre políticos da oposição sempre que querem cutucar o presidente. “Cabe a ele explicar. Eu também quero saber onde está o Queiroz”, diz Flávio Bolsonaro, ao ser perguntado sobre o tema. Bolsonaro, o pai, sempre entoou a mesma cantilena, terceirizando a responsabilidade dos problemas ao parceiro de longa data. Segundo um dos boatos surgidos para explicar o desaparecimento, Queiroz estaria escondido, fugindo de ameaças de morte para não abrir a boca. Em outra hipótese, neste caso, na direção contrária, teria sumido para escapar do assédio de pessoas interessadas em depoimentos capazes de incriminar os Bolsonaro. Ganharia em troca o fim das encrencas que enfrenta na Justiça e segurança para sua família.

Teorias conspiratórias à parte, o desaparecimento do ex-assessor durante tanto tempo deixou para uma parcela da opinião pública a impressão equivocada de que ele estaria fugindo da Justiça. O fato é que não há nenhuma ordem de prisão contra ele nem mesmo uma determinação para que deponha. Queiroz, sua mulher, suas filhas e Flávio Bolsonaro alegaram diferentes razões para não comparecer ao MP, mas nenhum deles foi denunciado à Justiça por isso. Os promotores também não chegaram a pedir a prisão temporária ou preventiva dos investigados.

Além de Queiroz, outros funcionários do gabinete de Flávio na Assembleia do Rio saíram de cena diante da repercussão do caso. Com os tribunais do Rio sempre contrários à tese de inocência de Flávio Bolsonaro, a defesa apostou suas fichas nas cortes de Brasília. Foram impetrados recursos judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF). Frederick Wassef, advogado do filho do presidente, alegou a existência de um vício de origem que teria contaminado todo o processo — no caso, o fato de o Ministério Público ter pedido detalhes da movimentação financeira do senador por meio do Coaf antes mesmo de ele figurar oficialmente no rol de investigados.

Essa alegação sofreu sucessivas derrotas até que, em julho passado, o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, suspendeu todas as investigações criminais que usam, sem autorização judicial, dados detalhados de órgãos como a Receita Federal, o Banco Central e o Coaf. O processo sobre o uso desses dados estava à espera de deliberação do STF desde junho de 2017. Toffoli, no entanto, deu sua decisão oito horas depois de a defesa ajuizar o pedido de suspensão da investigação. Imediatamente, outra suspeita de conspiração ganhou a Praça dos Três Poderes: se no Rio haveria um conluio para fulminar a primeira-família da República, em Brasília haveria um acordo, envolvendo até o Supremo, para blindá-la. Toffoli, obviamente, nega a acusação. O ministro promete levar sua decisão ao plenário do STF até novembro.

De natureza delicada, o caso Queiroz passou a ser prioridade para Jair Bolsonaro antes mesmo de ele tomar posse no Palácio do Planalto. O presidente eleito avaliava que, enquanto a investigação continuasse, ela pairaria como uma sombra sobre o seu mandato, pondo em xeque o discurso de combate à corrupção e atrapalhando a tramitação de projetos considerados prioritários, como a reforma da Previdência. Por isso, o plano de Bolsonaro sempre foi vencer a batalha em duas frentes. No campo jurídico, impedir a condenação do senador Flávio Bolsonaro, acusado de reter e embolsar parte dos salários dos funcionários de seu gabinete quando era deputado estadual no Rio. Na seara política, evitar que a apuração da chamada “rachadinha” seja usada para desgastar o governo e dificultar a sua reeleição. Conhecido por enxergar conspirações por todos os lados, Bolsonaro acredita que setores do Ministério Público e do Judiciário fluminense estão mancomunados para fulminar o seu mandato, em conluio com o governador Wilson Witzel, que tem anunciado aos quatro ventos a intenção de disputar a Presidência em 2022.

O entorno de Bolsonaro se refere à cúpula dos poderes no Rio com termos como “organização criminosa” e “quadrilha”. Desde que o caso eclodiu, bolsonaristas estão em campo para reunir informações desabonadoras sobre promotores e juízes envolvidos na investigação. Em conversas reservadas, Flávio costuma lembrar que, mesmo contra a vontade do pai, carregou Witzel nas costas durante a campanha eleitoral. Graças a sua ajuda, Witzel foi eleito e, uma vez empossado, retribuiu com traição. Tranquilo em relação a seu sigilo bancário, o senador diz que a investigação frustrou seus planos de trabalhar como um articulador do governo no Senado, deixando-o numa posição defensiva. Apesar disso, ele não se coloca como o alvo preferencial da suposta conspirata. “Querem atingir meu pai” é um dos mantras prediletos do primogênito. Flávio jura inocência e diz que não sabia da movimentação financeira milionária de Queiroz. Ele acrescenta que ignorava que o então assessor segurava parte dos salários dos colegas e que não tinha ciência nem mesmo dos nomes de alguns dos funcionários de seu gabinete. A organização dos trabalhos seria tarefa de Queiroz.

Se inúmeras informações desse caso parecem nebulosas, um dado é verdadeiro: a doença do ex-assessor. O alarme de saúde para Queiroz soou com o diagnóstico de câncer no fim do ano passado. Trata-se de uma neoplasia com transição retossigmoide, o mais comum entre os tumores de intestino. Acomete uma a cada dezesseis pessoas até os 90 anos de idade. Ele está localizado no intestino grosso, próximo da saída do reto. Manifesta-se, em geral, por sangramentos. A gravidade é definida não tanto pelo tamanho do tumor, mas se (e quanto) ele atingiu os gânglios linfáticos — há gânglios linfáticos próximo ao reto. Nesse caso, o risco de metástase é alto.

Para cuidar do problema, Queiroz ficou internado de 30 de dezembro de 2018 a 8 de janeiro de 2019 no Einstein. Nesse período, submeteu-se à cirurgia conduzida pelo gastroenterologista Pedro Mello Borges, o mesmo especialista que o atende até hoje. Quando recebeu alta do hospital, o jornal O Globo divulgou a informação de que o tratamento de 133 580 reais havia sido pago em espécie. Metade do valor quitou a conta do hospital e o restante do desembolso foi para a equipe médica. Os dados acabaram sendo confirmado pelo advogado dele, Paulo Klein. Na época, o defensor afirmou que não havia nada de ilegal com a transação em dinheiro vivo e que os gastos eram compatíveis com a renda da família de Queiroz, estimada por ele em aproximadamente meio milhão de reais por ano.

O ex-assessor de Flávio Bolsonaro continua tendo acesso ao que há de melhor em termos de medicina para esse tipo de tratamento no Brasil. Tome-se como exemplo a unidade visitada por ele na segunda-feira 26. Inaugurado em 2013, o Centro de Oncologia e Hematologia do Einstein consumiu investimento de 32 milhões de reais em equipamentos. São quatro andares distribuídos por 6 500 metros quadrados. Oferece consultas e serviços na área oncológica, como quimioterapia e radioterapia. De acordo com uma pessoa próxima, Queiroz tem sofrido com novos sangramentos. Na hipótese mais benigna, pode ser culpa de alguma lesão no local, causada por tratamentos anteriores. Outra possibilidade, bem mais preocupante, é a de que seja um sinal da volta do câncer. Procurado por VEJA, Queiroz não quis se pronunciar. Por enquanto, permanece calado. Um silêncio que só traz mais suspeitas sobre ele — e a família do presidente.

Veja

 

Opinião dos leitores

  1. Vamos esquecer tudo isso, pois todos fazem isso, ou será que pagam suas milionárias campanhas com dinheiro do próprio bolso??? ora acordem e deixem de babar esse povo que nem do nosso estado é e nem gosta de nós nordestinos!!!!

  2. É de se estranhar o fato dele estar morando num dos bairros mais nobres de São Paulo e continuar se tratando num dos hospitais mais caros do país. Com certeza aí tem coisa! Quem será que está comprando seu silêncio pagando por isso?

    1. Quem disso usa, disso cuida, n]ao é mesmo Rômulo?
      Quanta suposições, está mal acostumado, passou muito tempo vendo esse tipo de situação e agora, sem qualquer prova, acusa os outros de usar o mesmo "modus operandi" tão praticado até metade de 2016? Queiroz não tem plano de saúde? Como você sabe que ele não pode bancar o tratamento? Só quem tem cacife alto assim são seus líderes partidário, o resto não? Vá se tratar, seu ódio está comendo seu cérebro

    2. Rinaldo acho que ódio aqui quem tem é você! Veio vociferando defender este sujeito! Queiroz era um simples assessor, morador de uma viela num local de classe média baixa do Rio de Janeiro (a casa dele já foi objeto de reportagem, procure)! Como ele movimentou milhões de reais? Como agora consegue pagar por todos esses tratamentos? Você acha que planos de saúde meia boca pagam Albert Einstein?! Você tem noção de quanto custa um tratamento como o dele pagando particular? Acorda! Ele só não come capim pela raiz hoje porque seria quase uma confissão de culpa do clã BolsoNero! Melhor para quem tem o rabo preso custear o tratamento em troca de silêncio, mesmo "torcendo" para que ele passe logo para o outro plano! Questão de lógica!

  3. Queima de arquivo , antes que descubra tudo sobre mamata…….kd os eleitores inconformados de Aécio ? anti – corruptoção ?kkk

    1. Desejo que você não precise passar pelo tratamento de um câncer, ou um familiar seu próximo. Tenha bom senso.
      Sim vamos levar do hospital pra uma audiência depois da quimioterapia. Deixa de idiotice.

    2. Como assim? Queima de arquivo passando por tratamento de câncer? Se for para dar fim a ele não seira melhor evitar o tratamento? Dificultar o acesso dele a hospitais? O cara está sendo tratado no Albert Einisten e não em hospital do SUS.
      Como a esquerdalha desesperada distorce tudo!
      Podemos concluir que o compromisso com a corrupção e a dependência dos recursos públicos é pior que um câncer nesse país.

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Trânsito

Protesto interdita RN-160 e causa congestionamento de quase duas horas

Foto: Reprodução

Um protesto registrado na RN-160, na comunidade de 4 Bocas, provocou um congestionamento no trânsito na manhã desta quarta-feira. Manifestantes bloquearam um dos acessos da rodovia, deixando motoristas parados por quase duas horas. A via foi liberada às 7h40 desta quarta-feira (8).

De acordo com relatos de motoristas do local, a manifestação ocorre em razão da situação da rodovia. A via foi interditada com pneus que foram queimados.

O bloqueio afeta principalmente quem sai de municípios como Lagoa de Pedras, Lagoa Salgada, Boa Saúde e Serrinha com destino a Vera Cruz, Macaíba, Monte Alegre e Natal.

Equipes do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) e Corpo de Bombeiros (CBMRN) acompanharam a ocorrência no local.

Tribuna do Norte

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Política

PESQUISA MEIO/IDEIA: Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula em cenário de 2º turno

Foto: Andressa Anhole/Agência Senado | Divulgação

Levantamento do instituto Meio/Ideia indica um cenário de empate técnico na disputa presidencial, com o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno.

De acordo com os dados, Flávio Bolsonaro soma 45,8% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 45,5%. A diferença entre os dois é de apenas 0,3 ponto percentual, dentro da margem de erro, o que caracteriza empate técnico.

O levantamento também mostra crescimento no percentual de eleitores indecisos ou que pretendem votar em branco ou nulo. Esse grupo representa 8,7% dos entrevistados, indicando um cenário ainda indefinido e com espaço para mudanças ao longo da campanha.

Em relação à variação, Flávio Bolsonaro oscilou positivamente 0,5 ponto percentual, enquanto Lula apresentou queda de 1,9 ponto, o que contribuiu para a aproximação entre os dois nomes no cenário projetado.

A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 7 de abril, com 1.500 eleitores em todo o país, e está registrada sob o número BR-00605/2026.

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Economia

Governo Lula já gasta mais de R$ 1,5 trilhão em 2026

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Facebook

As despesas do setor público brasileiro já superaram a marca de R$ 1,5 trilhão em 2026, de acordo com dados da plataforma Ga$to Brasil, mantida por entidades do setor comercial. O volume expressivo reforça o ritmo acelerado dos gastos ao longo do ano e acende alerta sobre o equilíbrio das contas públicas.

A maior fatia dessas despesas é atribuída ao governo federal, responsável por cerca de R$ 620 milhões. Na sequência aparecem os governos estaduais, com R$ 432 milhões, e os municípios, que juntos somam aproximadamente R$ 476 milhões em gastos no período.

Mesmo com a arrecadação elevada — que já ultrapassa R$ 1,1 trilhão em tributos pagos pela população — o saldo das contas segue negativo. O chamado “rombo” nas contas públicas já passa dos R$ 400 milhões, evidenciando o descompasso entre receitas e despesas.

Entre os principais componentes das despesas federais, os gastos com pessoal e encargos lideram com folga, totalizando cerca de R$ 80 bilhões. Esse é o maior custo individual arcado pelo contribuinte até o momento em 2026.

Outros poderes também apresentam despesas relevantes com folha de pagamento. O Ministério Público Federal já consumiu cerca de R$ 2 bilhões, enquanto o Legislativo soma R$ 1,2 bilhão e o Judiciário registra aproximadamente R$ 43 milhões em gastos com pessoal neste ano.

Com informações do Diário do Poder

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Geral

Secretaria de Saúde Pública rebate versão sobre falta de macas após morte de motociclista em Natal

Foto: Reprodução

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) se pronunciou sobre o caso do motociclista que morreu após um acidente na Avenida Roberto Freire, em Natal, e contestou informações divulgadas durante a ocorrência sobre a suposta falta de macas no sistema de atendimento.

Segundo a pasta, não procede a justificativa de que o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel estaria com macas retidas a ponto de impedir o atendimento por parte do Samu. De acordo com a verificação feita pela própria secretaria, havia quatro macas disponíveis na unidade no momento do ocorrido — duas vinculadas ao Samu Natal e duas ao Samu RN.

A Sesap informou que os dados foram confirmados por meio do sistema do plantão administrativo e também junto à direção do hospital. Com isso, o órgão afirma que a alegação de indisponibilidade por retenção de macas não corresponde à realidade registrada oficialmente.

O caso ganhou repercussão após relatos de demora no socorro e de dificuldades operacionais no atendimento de urgência. A morte do motociclista levantou questionamentos sobre a capacidade de resposta do sistema, especialmente diante de denúncias de sobrecarga e limitações estruturais.

Por fim, a secretaria lamentou o ocorrido e prestou solidariedade aos familiares da vítima, reiterando o compromisso dos profissionais da rede pública de saúde com o atendimento à população.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) esclarece que, ao contrário do que foi informado durante a ocorrência registrada na noite de ontem, o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel contava com apenas duas macas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na unidade pertencentes ao Samu Natal (responsabilidade do município de Natal) e duas ao Samu RN (responsabilidade do Governo do Estado do RN).

A informação foi devidamente verificada por meio do sistema do plantão administrativo e confirmada junto à direção da unidade, não correspondendo, portanto, à justificativa apresentada de indisponibilidade de macas por retenção no Hospital Walfredo Gurgel como motivo para o não atendimento da ocorrência por parte do Samu Natal.

O Governo do RN e a Secretaria lamenta profundamente o falecimento do motociclista envolvido na ocorrência e se solidariza com seus familiares e amigos neste momento de dor. A Sesap reafirma o compromisso dos profissionais da rede pública de saúde, que atuam diariamente com dedicação para salvar vidas e prestar assistência à população.
A Secretaria permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.

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Geral

Jatinhos de Vorcaro pousaram em Brasília uma vez a cada 15 dias

Foto: Reprodução/Esfera Brasil

Levantamento aponta que as aeronaves do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pousaram ao menos 55 vezes em Brasília desde 2023, indicando uma frequência média de uma viagem a cada 15 dias. A capital federal se tornou um dos principais destinos dos jatos do empresário, ficando atrás apenas de São Paulo, Belo Horizonte e Miami.

A informação é da colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles. Os dados mostram um salto expressivo na presença em Brasília ao longo do período. Enquanto em 2023 foram registradas apenas quatro visitas, no ano seguinte esse número disparou para 36, o que representa, na prática, um pouso a cada dez dias na capital do país.

As informações foram obtidas a partir de monitoramento do sistema ADS-B, que rastreia em tempo real a posição de aeronaves. No total, os registros analisados cobrem o intervalo entre abril de 2023 e novembro de 2025, revelando uma rotina constante de deslocamentos para a capital federal.

Além da frequência, chama atenção o padrão das viagens. A maioria dos pousos ocorreu em dias úteis, principalmente às terças e quartas-feiras, o que reforça a leitura de compromissos recorrentes no centro político do país.

Brasília também abriga um dos imóveis de alto padrão de Vorcaro, localizado no Lago Sul, onde o empresário já recebeu autoridades. Ao todo, seus jatos passaram por 358 destinos diferentes no período, mas a intensidade das viagens à capital evidencia o peso estratégico da cidade em sua agenda.

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Geral

VÍDEO: “FALTOU SOCORRO”: Familiares se revoltam com demora após morte de jovem em acidente

 

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Vídeo: Via Certa Natal

A morte de um motociclista de 27 anos, após um acidente na Avenida Engenheiro Roberto Freire, em Natal, na noite desta terça-feira (7), foi marcada por forte revolta de familiares e amigos da vítima. O sentimento predominante no local era de indignação diante da demora no atendimento de emergência.

Segundo relatos, o jovem permaneceu consciente por um longo período após a colisão e chegou a conversar com pessoas que tentavam ajudá-lo. Ele pediu que o padrasto fosse chamado e, enquanto aguardava socorro, reclamava de dores intensas, em uma cena que comoveu quem estava presente.

A principal crítica dos familiares foi direcionada à demora na chegada das ambulâncias. De acordo com testemunhas, diversas ligações foram feitas para o Samu, mas a resposta recebida era de que não havia macas disponíveis, pois estariam retidas em hospitais da rede pública, o que teria impedido o envio imediato de equipes.

A revolta também se estendeu à conduta do motorista envolvido no acidente, que, conforme relatos, teria deixado o local após a colisão. Para parentes da vítima, a sensação é de abandono duplo: tanto pela ausência de socorro rápido quanto pela falta de responsabilidade de quem teria causado o acidente.

Diante do ocorrido, familiares afirmam que pretendem buscar justiça. O caso deve ser investigado pelas autoridades, enquanto a morte do jovem reacende críticas sobre a estrutura do sistema de saúde e a capacidade de resposta em situações de urgência na capital potiguar.

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Esporte

VÍDEO: Torcedor do ABC é atacado com pedras após clássico na Arena das Dunas

Vídeo: Cedido

A saída do clássico entre ABC e América, na noite desta terça-feira (7), terminou com um episódio de violência nas proximidades da Arena das Dunas, em Natal. Um torcedor alvinegro foi atacado enquanto retornava para casa, gerando tensão na região.

Segundo relato da própria vítima, o ataque aconteceu quando ele parou em um semáforo na Avenida Jerônimo Câmara. Dois homens em motocicletas se aproximaram, perceberam que ele era torcedor do ABC e desceram dos veículos, arremessando pedras contra o carro.

Assustado, o motorista acelerou para fugir do local, sendo perseguido pelos suspeitos. A perseguição teria seguido pela Jerônimo Câmara até o cruzamento com a Avenida Jaguarari, aumentando o clima de medo após a partida.

A Polícia Militar foi acionada e realizou buscas na região para tentar localizar os envolvidos.

Até o momento, não há confirmação de feridos graves nem informações sobre prisões. O caso deve ser investigado pelas autoridades, que buscam identificar os responsáveis pelo ataque.

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Geral

VÍDEO: Motociclista morre aguardando resgate após acidente na Roberto Freire, em Natal

 

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Vídeo: TV Ponta Negra

Um grave acidente de trânsito terminou em morte na Avenida Engenheiro Roberto Freire, em Natal, na noite desta terça-feira (7). A vítima, um motociclista de 27 anos, chegou a receber os primeiros atendimentos ainda no local, mas não resistiu após aguardar por longo tempo a chegada do resgate.

Testemunhas relataram que o jovem estava consciente logo após a colisão entre a moto e um carro, ocorrida nas proximidades da Avenida Ayrton Senna. Durante a espera, ele chegou a conversar com pessoas presentes e pediu que familiares fossem acionados, enquanto se queixava de fortes dores.

A demora no atendimento foi atribuída, segundo relatos, à indisponibilidade de ambulâncias do Samu, que estariam com macas retidas em unidades hospitalares, como o Hospital Walfredo Gurgel. A situação teria dificultado o envio imediato de equipes ao local, mesmo após diversas ligações de emergência.

Quando o socorro chegou, cerca de uma hora depois, equipes iniciaram manobras de reanimação e acionaram uma unidade de suporte avançado. Apesar dos esforços, o motociclista não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

O caso gerou revolta entre familiares e populares, que apontam falhas no sistema de saúde e cobram providências. As circunstâncias do acidente devem ser investigadas, incluindo a conduta do outro motorista envolvido, que, segundo testemunhas, deixou o local após a colisão.

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Política

Parecer do MP reforça reprovação das contas de 2022 de Allyson no TCE

Foto: Adriano Abreu

As contas de 2022 da Prefeitura de Mossoró, sob a gestão do prefeito Allyson Bezerra, receberam parecer prévio pela desaprovação por parte do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte. A manifestação segue o entendimento técnico da Corte e amplia a pressão sobre o gestor, que já enfrenta recomendação semelhante referente ao exercício de 2023.

Entre os principais pontos levantados está a abertura de créditos suplementares acima do limite autorizado pela Lei Orçamentária Anual (LOA). Segundo a análise, o percentual permitido era de até 25% do orçamento, o equivalente a cerca de R$ 212,8 milhões, mas o município abriu R$ 660,2 milhões — o que representa 77,55% do total.

O Ministério Público de Contas destacou que, mesmo em casos de excesso de arrecadação, o limite estabelecido na LOA deve ser respeitado, o que não teria ocorrido. O descumprimento dessa regra foi considerado uma irregularidade relevante na execução orçamentária do município.

Foto: Reprodução

Outro problema apontado foi a falha na prestação de informações obrigatórias ao tribunal. O parecer cita ausência ou envio incompleto de documentos essenciais, como dados fiscais e registros de natureza orçamentária e patrimonial, o que comprometeu a análise completa das contas.

Diante das inconsistências, o órgão opinou pela emissão de parecer desfavorável e sugeriu a abertura de processo para apuração de responsabilidade. Apesar disso, a decisão final caberá à Câmara Municipal de Mossoró, após julgamento definitivo do TCE-RN.

Com informações do Diário do RN

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Geral

CHEGA DE INCOMPETÊNCIA! Álvaro Dias dispara contra Fátima, expõe caos no RN e promete “virada de gestão”

Foto: Reprodução

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), subiu o tom e fez um verdadeiro raio-x da atual gestão estadual durante entrevista ao programa Band Cidade, da TV Band Natal. Em uma fala direta e sem rodeios, Álvaro classificou o cenário do estado como “caótico” e responsabilizou o governo de Fátima Bezerra pelo que chamou de “desmantelo generalizado”.

“Educação com o pior índice do Brasil há três anos, saúde sucateada, segurança dominada por facções. Nenhum serviço essencial funciona como deveria. O estado está penalizado por um governo incompetente”, disparou.

“NATAL GOVERNOU O RN NA PANDEMIA”

Um dos momentos mais fortes da entrevista foi quando Álvaro relembrou sua atuação durante a pandemia, afirmando que a Prefeitura de Natal assumiu um papel que deveria ser do Governo do Estado.

“Natal governou o Rio Grande do Norte durante a pandemia. Instalamos hospital de campanha em tempo recorde, salvamos milhares de vidas e acolhemos pacientes de todo o estado — e até de fora dele”, afirmou.

Ele ainda fez questão de destacar o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, reforçando o vínculo político, mas sem assumir rótulos ideológicos:

“Não é questão de bolsonarismo. É gratidão. Tivemos apoio decisivo do governo federal quando o estado se omitiu.”

ATAQUE DIRETO À NARRATIVA DAS “OBRAS INACABADAS”

Ao ser questionado sobre críticas da oposição, Álvaro reagiu com firmeza e virou o jogo, listando uma série de entregas da sua gestão em Natal.

“Querem falar de obras inacabadas e por que não cotam os R$ 50 milhões que o Governo Federal travou para nossas obras em Natal? Pois vamos falar das obras que transformaram Natal: mais de 100 praças revitalizadas, 160 milhões em asfalto, a engorda de Ponta Negra, a Felizardo Moura requalificada. Isso mudou a cidade.”

Sobre o Hospital Municipal, alvo constante de críticas, ele foi categórico:

“É a maior obra da história da saúde pública do estado. Falta ajuste, não falta importância. Deve estar funcionando em junho e vai desafogar o sistema e resolver um dos maiores gargalos do RN.”

“O PROBLEMA DO RN É INCOMPETÊNCIA DE GESTÃO”

Na saúde estadual, Álvaro foi ainda mais incisivo ao apontar o que considera a raiz do problema:

“O Walfredo Gurgel continua com pacientes nos corredores porque o governo não investiu nos hospitais regionais. Isso é incompetência. Faltam equipamentos, especialistas e estrutura.”

Ele defendeu a estruturação eficiente dos hospitais regionais como solução imediata para o colapso da rede pública.

EDUCAÇÃO: “UMA VERGONHA PARA O RN”

Na reta final da entrevista, Álvaro voltou a atacar os índices educacionais do estado, destacando o contraste com experiências locais.

“É vergonhoso o RN ter o pior índice do Brasil. Enquanto isso, mostramos que é possível fazer diferente, com escolas modernas, estruturadas e com ensino de qualidade.”

Encerrando a entrevista, Álvaro Dias deixou claro que sua pré-candidatura nasce com um discurso de ruptura:

“O Rio Grande do Norte precisa mudar. E vai mudar. Vamos colocar o estado no caminho certo.”

Opinião dos leitores

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