Economia

Veja todos os impostos e taxas que governo Lula aumentou desde a posse

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a partir de janeiro de 2023, o Executivo busca equilibrar as contas públicas e tenta cumprir a meta fiscal majoritariamente por meio uma ponta: o aumento da receita.

De lá para cá, os esforços foram concentrados em reverter decisões de incentivos fiscais, aumentar a incidência de impostos já existentes e criar novas taxações – que vão desde a “taxa das blusinhas” até a cobrança das bets.

Segundo levantamento feito pela CNN, o governo Lula adotou ao menos 25 medidas para aumentar a arrecadação nesse período de quase três anos, que chega a um momento de tensão entre os Três Poderes devido à recente investida com a alta do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Veja a lista abaixo:

2023

  • Créditos tributários: publicação da MP 1202, que anteriormente determinava o fim do Perse (programa de ajuda ao setor de eventos criado durante a pandemia), mas acabou desidratada após pressão do Congresso e, no fim, estabelece “apenas” limites para a compensação de créditos tributários decorrentes de decisões judiciais;
  • Aumento do PIS/Cofins: o governo reverteu a decisão que impôs alíquotas reduzidas de PIS/Cofins em janeiro de 2023, mas a decisão foi derrubada pelo Congresso em seguida; no entanto, em outubro de 2024 o STF (Supremo Tribunal Federal) validou o decreto do Executivo e reestabeleceu a medida;
  • Fundos de investimentos exclusivos e offshore: foi estabelecida em novembro de 2023 uma nova tributação para fundos de investimentos exclusivos e offshores, com cobrança de 15% para fins de IR (Imposto de Renda) nos fundos de longo prazo, ou de 20% nos fundos de curto prazo, de até um ano;
  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para armas de fogo: decreto de outubro de 2023 elevou a cobrança do IPI, com a incidência para armas de fogo passando de 29% para 55% e, para cartuchos de munições e afins, de 13% para 25%;
  • Limitação de JCP (Juros sobre Capital Próprio): o governo restringiu os benefícios fiscais do JCP, com medidas que limitaram a base de cálculo e vedaram as estruturas que permitiam maiores deduções;
  • Voto de qualidade do Carf (Conselho de Administração de Recursos Fiscais): o governo conseguiu a recriação do voto de qualidade do Carf, uma das medidas consideradas mais importantes para aumentar a arrecadação, pois antes muitos processos empatados eram decididos a favor do contribuinte, mas, agora, a Fazenda consegue a decisão a seu favor e com que os créditos não sejam cobrados; o governo estima arrecadação de cerca de R$ 60 bi por ano;
  • ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços): o governo editou uma medida provisória em que estabelece o ICMS fora da base de cálculo dos créditos de PIS/Cofins.

2024

  • Combustíveis: o governo retomou a cobrança integral de PIS/Cofins para os Governo retomou a cobrança integral de PIS/Cofins para combustíveis;
  • IRPJ e CSLL: o novo ano também marcou o fim da isenção de IRPJ e CSLL sobre benefícios fiscais, como subvenções e crédito presumido do ICMS, que passaram a integrar a base de cálculo tributável;
  • Taxa das blusinhas: entrou em vigor em 1º de agosto a lei que estabelece a taxação de 20% sobre compras internacionais acima de US$ 50, após amplo debate no Congresso o nível da alíquota que seria cobrada; o nome faz alusão às “blusinhas” que alguns brasileiros compra em empresas estrangeiras que oferecem preços muito mais baixos que os praticados no cenário doméstico, como Shein, Shopee e Amazon;
  • Tributação de multinacionais: foi estabelecida a cobrança mínima de 15% sobre os lucros de multinacionais no país com faturamento anual igual ou superior a 750 milhões de euros em ao menos dois dos últimos quatro anos.

2025

  • Tributação das bets: a partir de 1º de janeiro deste ano foi estabelecido o marco regulado de apostas de quota fixa no Brasil, como no caso das “bets”, empresas que ofertam apostas esportivas online; cada empresa teve que pagar ao governo outorga de R$ 30 milhões para poder operar no país, além de cumprir uma série de requisitos; inicialmente os sites legalizados tinham cobrança de 12% sobre o faturamento bruto, além de 15% de IRPJ e CSLL (com sobretaxa de 10% em lucros acima de R$ 240 mil), 9,25% sobre a receita bruta (regime não cumulativo), ISS (Imposto sobre Serviço) que varia de 2% a 5% e taxa de fiscalização que varia entre 0,17% a 0,30% – o total da carga tributária fica em torno de 50%;
  • Reoneração da folha: após longa discussão ao longo de 2023 e 2024, o governo conseguiu passar a reoneração gradual da folha de pagamentos de funcionários do setor privado e da folha de pagamentos dos municípios, que haviam sido “desoneradas” em 2011 e as cobranças passaram a variar entre 1% a 4,5%; o retorno da cobrança vale a partir de 1º de janeiro de 2025 e será gradual até 2028, quando a incidência voltará a ser de 20% – alíquota que era cobrada até 2011;
  • Fim do Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos): o governo tentou dar fim ao Perse, criado para atender o setor de turismo e de eventos durante a paralisação da pandemia da Covid-19, com a criação da MP 1202/2024, mas, após forte pressão do setor produtivo, houve negociação e o programa só teve fim em março de 2025, quando foi atingido o teto orçamentário estabelecido em R$ 15 bilhões.

Além das medidas acima, o governo adotou recentemente duas ações para aliviar as contas públicas e aumentar a arrecadação para chegar à meta de déficit zero: o decreto que aumenta o IOF e a MP com outras compensações, em meio ao imbróglio criado diante da primeira alternativa.

CNN

Opinião dos leitores

  1. Pior presidente que tivemos. Agora, a roubalheira do INSS não adota nenhuma providência, pois seu irmão encontra-se totalmente envolvido.

  2. Com esse ministro especialista em aumentar imposto, coitado de nós brasileiros.

  3. Não sei porque tanto esperneios se esse bebum é o campeão de taxação e aumentar impostos para o brasileiro pagar.
    Deixa Trum taxar o mundo, qual é o problema??
    Cala te a boca bebum!

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Eleições 2026

Pesquisa aponta Cristiane Dantas em 4º lugar no RN, e é a deputada estadual mais citada da Federação PSDB-Cidadania

Foto: Divulgação

A deputada estadual e candidata à reeleição Cristiane Dantas (PSDB) aparece em quarto lugar no levantamento geral da nova pesquisa Qualittá para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Com 2,1% das intenções de voto, ela também ocupa a primeira posição entre os candidatos a deputado estadual da Federação PSDB-Cidadania.

O resultado coloca Cristiane entre os primeiros nomes apresentados pela pesquisa na disputa e, dentro da federação, à frente dos demais candidatos. É a terceira pesquisa divulgada em um intervalo de cinco dias que registra alta intenção de voto em Cristiane, mantendo a deputada entre os nomes de destaque na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.

“Estar entre os primeiros colocados no Estado e liderar entre os candidatos da nossa federação é um resultado que recebemos com responsabilidade. É o reconhecimento de um mandato presente, que fiscaliza, cobra e trabalha pelos municípios”, afirmou Cristiane Dantas.

A pesquisa Qualittá ouviu 1.200 eleitores entre os dias 27 e 31 de agosto de 2026. O levantamento tem margem de erro de 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número RN-06751/2026 e divulgada nesta terça-feira (1º).

 

 

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Brasil

CALCINHA DE URNA? Nomes de Flávio, Lula, Cury e outros candidatos vão parar em lingeries

Foto: Reprodução

Santinhos, toalhas, cangas, camisas… euzinha achava que já tinha visto de tudo com referências aos candidatos nas eleições. Mas, acredite se quiser, este ano é o mercado de lingeries personalizadas que está se movimentando a partir dos nomes que irão para as urnas. De Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) a políticos locais, vale tudo, basta encomendar.

Um desses estabelecimentos “calientes” fica em Pinheiro, cidade de 84,6 mil habitantes na região da Baixada Maranhense. A Pinheiro Sex Shop (@pinheirosexshop) pertence ao empresário Marcos Soares, que também é dono da Loja Diamantes, especializada em moda íntima.

Segundo ele, a galera (da política) fez foi gostar, porque acaba sendo uma mídia gratuita. “Mais de 80 mil pessoas vendo o seu nome, vão achar bom. Até as esposas dos caras começaram a me seguir, e isso foi bem legal. A gente só faz mediante o pagamento, e envia para todo o Brasil. Dificilmente vai ser usada com o candidato, é mais uma questão de meme”, disse.

Na loja de Marcos, cada peça sai a R$ 25, com adicional de R$ 5 por letra. Façam as contas aí do quanto quem apoia o Flávio Bolsonaro gastará a mais que o eleitor do Lula. Nome completo é papo de ostentação.

Na primeira vez que a brincadeira foi feita, em 2024, as personalizações levavam em conta políticos da cidade de Pinheiro que usavam alcunhas de animais. O prefeito eleito pelo Podemos, André da Rapnet, teve lingerie com um (com todo respeito) “Come tudo, Leão”.

Com informações de Extra

 

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Política

Rogério Marinho e lideranças da oposição no Congresso pedem à PGR a prisão preventiva e o afastamento de Alexandre de Moraes

Notícia-crime apresentada à PGR aponta suspeitas de tráfico de influência e obstrução de investigação; oposição na Câmara também ingressou com novo pedido de impeachment do ministro e afastamento do diretor-geral da PF. Foto: Reprodução

O líder da Oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, Rogério Marinho (PL-RN), assinou nesta terça-feira (1º) notícia-crime apresentada à Procuradoria-Geral da República (PGR) que sustenta a necessidade de prisão preventiva e afastamento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A representação também é subscrita pelo Partido NOVO e pelos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara.

O documento pede a investigação de Moraes pela potencial prática dos crimes de tráfico de influência e obstrução de investigação de organização criminosa. A representação se baseia em elementos atribuídos a relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e Moraes. Segundo a peça, os diálogos indicariam tentativas de atuação junto a autoridades públicas em favor de Vorcaro e do banco, inclusive para retardar medidas no âmbito da Operação Compliance Zero.

A notícia-crime também relaciona esses diálogos ao contrato de prestação de serviços advocatícios firmado entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes. A representação sustenta, com base nas informações atribuídas à investigação da PF, que o próprio ministro teria participado da edição da minuta do contrato, originalmente estipulado em R$ 131 milhões, e aponta pagamentos de aproximadamente R$ 80 milhões durante sua vigência. Essas alegações integram a fundamentação dos requerentes e deverão ser objeto de apuração pelas autoridades competentes.

Ao defender a prisão preventiva, a representação argumenta que a permanência de Moraes em liberdade e no exercício do cargo representaria, na avaliação dos autores, risco à instrução das investigações. A peça invoca os requisitos previstos no Código de Processo Penal e pede também o afastamento cautelar do ministro do STF.

O senador Rogério Marinho e o líder da Oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva, também encaminharam ofício ao presidente do STF, Edson Fachin, solicitando a convocação de uma sessão presencial, pública e transparente do plenário para analisar os elementos apresentados pela Polícia Federal sobre as possíveis ligações entre Moraes e Vorcaro.

Em outra iniciativa, os líderes oficiaram ao presidente Lula solicitando o afastamento imediato e preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O ofício cita mensagens nas quais Vorcaro teria manifestado a necessidade de obter a “proteção de Andrei e de Paulo”, referências associadas no documento a Rodrigues e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Para os parlamentares, o afastamento é necessário para preservar a independência e a credibilidade das investigações e não representa antecipação de responsabilidade.

Para a oposição, a dimensão das informações reveladas exige que nenhuma autoridade esteja acima da investigação e que todos os fatos sejam submetidos, com transparência, às instituições responsáveis por sua apuração. Paralelamente, o Partido NOVO e a Liderança da Oposição na Câmara apresentaram um novo pedido de impeachment de Alexandre de Moraes.

 

 

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Brasil

SEM DETALHES: Mendonça avisou Fachin e Moraes que avançaria com investigação

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), avisou ao presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, e ao próprio ministro Alexandre de Moraes que avançaria com a investigação sobre o Banco Master.

O primeiro a ser informado foi Fachin, no final de semana. Segundo relatos feitos à CNN, Fachin tentou contemporizar e até manifestou cautela sobre o conteúdo da investigação.

Na sequência, na segunda-feira (31) à tarde, Mendonça conversou com Moraes. Segundo relatos feitos à CNN, o diálogo foi direto, mas generalista.

Mendonça não contou a Moraes detalhes da investigação. E não informou que quebraria o sigilo antes da manifestação da PGR (Procuradoria Geral da República).

Por isso, a quebra do sigilo pegou de surpresa ministros da Suprema Corte. O episódio foi descrito por magistrados como “inédito”, com potencial de piorar a relação dentro do Poder Judiciário.

Nesta terça-feira (1), Fachin tem defendido em reservado uma reunião entre os magistrados da Suprema Corte para evitar que a crise interna abale ainda mais a imagem do Supremo Tribunal Federal.

No Palácio do Planalto, a avaliação é semelhante. O receio é de que o episódio gere uma turbulência política que prejudique o processo eleitoral deste ano.

Com informações da CNN

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Brasil

CASO MASTER: Diretor da PF vê abuso de autoridade e nulidades em ordem de Mendonça

Foto: Fernando Frazão

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, classificou como ilegal e passível de configurar abuso de autoridade o pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça para mapear referências a autoridades na investigação do Banco Master, segundo apuração do UOL. Rodrigues também afirmou a interlocutores que a medida pode provocar nulidades no inquérito.

Mendonça pediu à PF, na semana passada, que produzisse um relatório com todas as menções encontradas no material apreendido ao ministro do STF Alexandre de Moraes, ao procurador-geral da República Paulo Gonet e ao próprio diretor-geral da corporação.

A divergência entre Mendonça e Rodrigues está em saber se a solicitação constitui uma nova investigação sobre Moraes. A avaliação do chefe da PF considera o entendimento de ministros do Supremo de que uma apuração contra um integrante da Corte depende de autorização do plenário.

O relatório produzido pela PF para o STF, que teve o sigilo retirado, reúne mensagens que indicam proximidade entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes. O material mostra que o ministro conversou com Vorcaro sobre a Operação Compliance Zero na véspera da prisão do banqueiro, quando as diligências ainda estavam sob sigilo.

“Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra”, disse Vorcaro a Moraes pouco antes de ser preso, segundo uma das mensagens.

As conversas também mostram que um contrato de R$ 131 milhões com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, foi fechado logo depois de duas reuniões presenciais entre Moraes e Vorcaro.

Com informações do UOL/ Coluna Natália Portinari

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Cidades

Natal projeta ocupação hoteleira de 77% no feriadão de 7 de Setembro


Foto: Reprodução/ Visite Natal

Natal se prepara para o feriadão de 7 de Setembro com expectativa de aumento na movimentação turística. Segundo projeção da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Rio Grande do Norte (ABIH-RN), a ocupação da rede hoteleira da capital deve alcançar aproximadamente 77% durante o período.

Neste ano, o feriado da Independência do Brasil será celebrado em uma segunda-feira, favorecendo viagens de curta duração. A expectativa também aponta para um período de maior movimentação no setor turístico fora dos meses tradicionalmente associados à alta temporada.

Para o prefeito de Natal, Paulinho Freire, a expectativa de uma cidade movimentada durante o feriado demonstra a importância do turismo para a economia e para a geração de oportunidades.

“Natal tem uma vocação turística reconhecida e continua mostrando sua capacidade de receber visitantes durante todo o ano. Um feriadão como o 7 de Setembro movimenta hotéis, restaurantes, comércio, serviços e diversos trabalhadores que dependem direta ou indiretamente do turismo. É uma cadeia que gera emprego, renda e oportunidades para os natalenses, e a Prefeitura segue trabalhando para fortalecer cada vez mais esse setor”, afirmou.

Além da projeção para a capital, os números para o Rio Grande do Norte também apontam um cenário de crescimento. A ocupação hoteleira projetada para o Estado passa de 62% em 2025 para 73% em 2026, um avanço de 11 pontos percentuais, equivalente a aproximadamente 17,7% de crescimento.

De acordo com o secretário municipal de Turismo, Sanclair Solon, os dados apontam para uma movimentação importante durante o feriadão.

“Os números mostram um cenário bastante favorável para Natal neste feriado. A projeção de 77% de ocupação hoteleira confirma que existe uma demanda importante pelo nosso destino, inclusive em períodos fora da alta temporada. O feriado prolongado também favorece o turismo de curta duração, especialmente o regional, e amplia a circulação de visitantes pela cidade. Para o trade, isso significa mais movimento e uma oportunidade concreta de aquecer a atividade turística e toda a cadeia que depende dela”, destacou.

A expectativa é de que o feriado prolongado contribua para a movimentação de diferentes segmentos do turismo em Natal, incluindo hotelaria, alimentação, passeios, transporte, comércio, serviços de receptivo e artesanato.

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Brasil

VAI DAR PIZZA? PGR pede nulidade da decisão de Mendonça sobre conversa de Vorcaro e Moraes

Foto: Divulgação

A Procuradoria-Geral da República (PGR) maninfestou nesta terça-feira (1) pela nulidade da investigação comandada por André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que apontou relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Uma troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro sinaliza que o ministro discutia com o ex-dono do Banco Master a possibilidade de a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que teria o ex-banqueiro como alvo.

Os diálogos estão em um relatório enviado pela PF ao STF, que teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça. O material também foi enviado para manifestação da PGR, agora divulgada.

No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet faz críticas ao ministro André Mendonça.

“Se a autoridade policial deve interromper as suas investigações para que sobre elas delibere o órgão do Judiciário encarregado do julgamento, com maioria de razão não deve o relator admitir e nem determinar que um Colega da Corte seja escrutinado. Na realidade, o relator nem sequer detém competência para dirigir as ações policiais contra alvos que resolva mirar. Quem investiga, na fase pré-processual é polícia judiciária, cabendo ao Ministério Público, como órgão de acusação, com a titularidade única para propor a ação penal, igualmente buscar elementos de convicção”, diz o texto.

Com informação do g1

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Brasil

OPINIÃO ESTADÃO: Moraes tem de sair do Supremo

Foto: Marcelo Camargo

Alexandre de Moraes não tem mais condições de seguir como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e deveria pedir exoneração do cargo, para o bem da própria Corte. As revelações feitas pelo Estadão de que Moraes ajudou a elaborar o contrato milionário entre o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, desmentem categoricamente que o ministro fosse alheio ao acerto e a todas as suas implicações éticas e legais.

Para começar, participar da elaboração de um contrato é exercício de advocacia, atividade incompatível com a magistratura. Mas as mensagens do celular de Vorcaro tornadas públicas hoje pintam um quadro muito mais grave. O banqueiro, pivô do maior escândalo da história do sistema financeiro nacional, tratava Moraes como alguém a quem podia recorrer para influir no curso de investigações. “Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei?”, perguntou, em referência ao procurador-geral Paulo Gonet e ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Em outra mensagem: “Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possível”. Dois dias antes de ser preso, Vorcaro perguntou: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”.

Não se sabe o que Moraes respondeu. Pouco importa, porque já não se pode negar o que está diante dos olhos: um investigado por fraudes bilionárias buscava num ministro informação, orientação e intervenção sobre atos da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR), enquanto seu banco pagava somas exorbitantes ao escritório de sua família – contrato que tem as digitais do próprio Moraes.

Há perguntas que só uma investigação responderá. Moraes procurou Gonet? Falou com Andrei? Tentou retardar diligências? Transmitiu informações sigilosas? Dependendo das respostas, podem estar em jogo ilícitos de imensa gravidade, como prevaricação, advocacia administrativa, obstrução de justiça e corrupção passiva. Gonet não pode continuar tratando esse material como “insuficiente”, como já o fez no passado, sem cair ele mesmo em suspeição.

Gonet arquivou anteriormente uma representação contra o ministro. Agora surgiram evidências novas, e uma delas envolve o procurador-geral nominalmente: Vorcaro pedia a Moraes que recorresse ao próprio Gonet para conter a investigação. André Mendonça já cobrou esclarecimentos da PGR e avalia os próximos passos. Se isso ainda não basta para abrir uma investigação formal e independente, é difícil saber o que bastaria.

Investigar, porém, resolve apenas parte da crise. As suspeitas recaem justamente sobre o uso do poder que Moraes continua exercendo. O homem que lhe pedia ajuda para alcançar o chefe da PF e o procurador-geral era o dono do banco que despejava dezenas de milhões de reais no escritório de sua mulher. O ministro participou pessoalmente do contrato e agora pode ter de ser investigado pelas mesmas instituições sobre as quais Vorcaro esperava que ele exercesse influência. Essa situação é incompatível com a normalidade institucional.

Moraes tem direito à presunção de inocência, ao devido processo e a todas as garantias legais que tantas vezes negou a outros, mas essas garantias não obrigam o Supremo a carregar, por tempo indefinido, o peso de um ministro cuja permanência compromete a autoridade da própria Corte.

O STF já errou demais no caso Master. Dias Toffoli, que também mantinha negócios com Vorcaro, só deixou a relatoria do caso depois que sua posição se tornou insustentável. Agora a crise atinge Moraes em outro patamar – o mesmo ministro que tantas vezes invocou a defesa do STF e do Estado Democrático de Direito para justificar o exercício de seus poderes. Chegou a hora de demonstrar que seu compromisso com as instituições vale também quando o sacrifício é seu.

Moraes tem de deixar o Supremo. Sua responsabilidade criminal será apurada, mas a responsabilidade institucional já se impõe. Se ele se recusar a retirar esse peso da Corte, sua permanência terá de ser enfrentada por quem a Constituição encarregou de julgar crimes de responsabilidade de ministros do STF: o Senado. Defender o Supremo, agora, significa impedir que a crise de um ministro se torne a crise da instituição.

Com informação do Estadão

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Brasil

ANÁLISE: Lula tenta se descolar de Moraes após escândalo envolvendo Vorcaro e vai defender investigações

Foto: Ricardo Stuckert

Os diálogos que vieram à tona entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, causaram extrema preocupação na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As conversas foram reveladas pelo Estadão.

Desta vez, a gravidade do relatório da Polícia Federal detalhando mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro é tanta que o comitê de Lula ainda está à procura de uma estratégia para se afastar da crise. Agora, a guerra fratricida nas fileiras do STF ameaça explodir em várias direções da Praça dos Três Poderes e até paralisar votações de interesse do governo no Congresso.

Dizer que quem tem de prestar contas sobre a relação com Vorcaro é o candidato do PL, Flávio Bolsonaro – uma vez que até hoje não se sabe onde foi parar o dinheiro enviado pelo banqueiro para financiar o filme Dark Horse –, não é suficiente. Muito menos observar que o ministro do STF André Mendonça – antagonista de Moraes, o Xandão – atua com dois pesos e duas medidas por ter sido indicado para a Corte pelo então presidente Jair Bolsonaro.

A partir de agora, Moraes e o Supremo viraram o principal assunto da disputa eleitoral. Aliás, nada mais conveniente para Flávio do que o surgimento dessa troca de mensagens às vésperas do ato convocado por ele para 7 de setembro, na Avenida Paulista.

Embora o escândalo não se refira a Lula, o episódio serve de munição para Flávio e fortalece a defesa do impeachment de ministros do STF. O afastamento de magistrados precisa passar pelo crivo do Senado e candidatos a uma cadeira na Casa de Salão Azul que já adotam essa bandeira vão ampliar a ofensiva.

Mas como a campanha de Lula vai reagir ao ataque frontal a Moraes, relator das investigações que resultaram na condenação de Jair Bolsonaro pelos atos golpistas do 8 de Janeiro?

“Vale para o STF o que vale para todos. Se cometeu um crime, tem que ser investigado e tem que ser punido. Ninguém está acima da lei”, disse o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.

Na prática, Boulos adotou o mesmo discurso que Lula tem empregado em relação a seu próprio filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, investigado em três inquéritos por suspeita de tráfico de influência no governo. Não quis, porém, jogar Moraes na fogueira.

“Eu não sou investigador da Polícia Federal, nem procurador de Justiça. Cabe (a nós) ver a investigação acontecer”, disse ele. “Acho que ninguém, em sã consciência, acha bom a imagem do Supremo ser vilipendiada”.

Lula chegou a se distanciar de Moraes, seu antigo aliado, após saber que o ministro atuou para barrar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma cadeira no STF. Antes mesmo desse episódio, o presidente já havia dito ao ministro que ele deveria explicar o contrato milionário firmado pelo escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci, com Vorcaro.

Tudo voltou a ser só sorrisos, porém, quando Moraes foi anfitrião de um jantar em sua casa, no início de agosto, para reaproximar Lula do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A crise atual tem como agravante uma queda de braço entre Mendonça, o algoz de Moraes, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Resta saber o potencial de destruição dessa guerra.

Com informações do Estadão

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Política

Zema chama Moraes de ‘projetinho de ditador’ e também defende prisão do ministro

Foto: Reprodução

O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, voltou a defender o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-governador de Minas Gerais passou a pedir também a prisão do magistrado. As declarações foram publicadas nesta terça-feira, 1º, no perfil de Zema no X (veja abaixo). A fala ocorreu depois da revelação de que Moraes editou uma versão do contrato de R$ 131 milhões firmado entre o escritório de sua mulher, Viviane Barci de Moraes, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

“Esse projetinho de ditador nunca me enganou”, escreveu Zema. Segundo ele, a Polícia Federal teria demonstrado que Moraes editou o contrato “às 23h04, no mesmo sistema que ele usa pra despachar processo”.

Na mesma publicação, o candidato afirmou ainda que “Moraes teria pedido proteção pro Vorcaro” diretamente ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Com informações da Revista Oeste

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