O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tem defendido a legalidade de sua atuação ao captar recursos privados com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar a cinebiografia de seu pai, intitulada Dark Horse.
Em uma publicação de vídeo, Flávio pede a Vorcaro que abra o jogo, literalmente, e fale quem são os envolvidos no escândalo do Caso Master, inclusive, ministros do STF.
A Polícia Federal afirmou que a Advocacia-Geral da União (AGU) decidiu não recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra decisões do ministro André Mendonça para evitar desgaste na relação entre ele e o advogado-geral da União, Jorge Messias.
A informação consta em relatórios da PF divulgados nesta quinta-feira (3). Segundo os documentos, a “preservação de relação política” entre Messias e Mendonça teria sido um dos fatores considerados pela AGU. O relatório também cita manifestações públicas de apoio de Mendonça à indicação de Messias para o STF e a proximidade religiosa entre os dois.
A PF aponta ainda outras três possíveis razões para a decisão: entendimento jurídico de que os recursos não seriam cabíveis, cautela para evitar confronto com um ministro do STF e uma avaliação política do governo, já que as investigações envolviam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Os documentos foram usados por Alexandre de Moraes para fundamentar um pedido de investigação contra Mendonça por suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do STF, Edson Fachin, determinou que Moraes, Mendonça, Messias e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos em cinco dias.
Moraes acusa Mendonça de conduzir de forma parcial investigações sobre fraudes no INSS e o Banco Master e de ter direcionado apurações contra autoridades por motivos pessoais e políticos. Mendonça ainda não se manifestou sobre as acusações.
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) criticou duramente a proposta do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de retirar delegados da Polícia Federal que atuam nos gabinetes de ministros da Corte.
Em nota, o presidente da entidade, Edvandir Paiva, classificou a postura do ministro como “lamentável” e afirmou que os policiais não podem ser responsabilizados pelos problemas enfrentados pelo STF.
Segundo a associação, os delegados são mantidos nos gabinetes por sua experiência técnica e auxiliam os ministros na compreensão de questões relacionadas a investigações policiais.
Atualmente, delegados da PF trabalham nos gabinetes de André Mendonça, Alexandre de Moraes e Luiz Fux. O STF afirma que a atuação desses profissionais é de assessoramento e não se confunde com as funções institucionais da Polícia Federal.
A discussão ocorre em meio à crise envolvendo as investigações do Banco Master e ao conflito entre Mendonça e integrantes da cúpula da PF.
[VÍDEO] “O SENTIMENTO DO BRASILEIRO É DE IMPOTÊNCIA E VERGONHA DO STF”: BG comenta crise do STF e diz que Alexandre de Moraes “faz o que quer e fica por isso mesmo”. https://t.co/bzF5hjAy0Spic.twitter.com/wNJHpIoyuP
No programa “Meio Dia RN” desta sexta-feira (4), BG comentou a crise que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF) após as revelações envolvendo mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro. Em tom indignado, o apresentador disse que o episódio expõe um cenário que provoca no brasileiro um forte sentimento de impotência diante dos acontecimentos na mais alta Corte do Brasil.
“O sentimento do brasileiro, nesse momento, nunca foi tão grande como esse que eu vou falar agora: impotência. Todos nós estamos nos sentindo impotentes. A gente está vendo um cidadão, há alguns anos, nesse país, fazer o que quer e bem entende e ficar por isso mesmo”, afirmou ele, fazendo referência ao ministro Alexandre de Moraes.
Senadores articulam um possível pedido de impeachment contra o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base nos relatórios da Polícia Federal divulgados por decisão de Alexandre de Moraes.
Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o argumento seria de que Mendonça teria conduzido de forma parcial investigações envolvendo autoridades como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com quem mantém divergências desde a indicação do ministro ao STF, em 2021.
Na decisão em que pediu providências contra Mendonça, Moraes citou a Lei do Impeachment e afirmou haver indícios de improbidade administrativa, crime de responsabilidade e abuso de autoridade. Entre as acusações está o suposto direcionamento de investigações contra Moraes e Alcolumbre por “motivos pessoais e políticos”.
Interlocutores de Alcolumbre avaliam que um pedido de impeachment pode se tornar uma resposta do Senado à crise institucional envolvendo o STF. Ainda não há definição sobre quem apresentaria a iniciativa.
A avaliação de aliados do presidente do Senado é que seria preferível que o pedido partisse de alguém de fora da Casa, como um advogado, jurista ou entidade. Dessa forma, Alcolumbre manteria a possibilidade de decidir se o processo seria levado adiante.
O receio é que, caso um pedido contra Mendonça seja colocado em votação, o Senado também seja pressionado a analisar pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (4) que cabe ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, transmitir tranquilidade à população diante da crise na Corte.
As declarações ocorreram após Fachin defender o fim do inquérito das fake news, a criação de um código de ética para o STF e uma resposta “firme, proporcional e rigorosa” aos fatos que provocaram a atual crise na Corte.
“Todo mundo tem que estar subordinado aos mesmos trâmites da legislação. Afinal de contas, ela vale para todos. E eu disse ao meu amigo Fachin, a Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República estão com muita expectativa da sociedade brasileira. Porque quando os filhos estão em desordem, é quem manda na casa quem resolve. Então, meu caro, está nas suas costas, nas costas do Paulo Gonet, a responsabilidade de passar o mínimo de tranquilidade sem tentar esconder absolutamente nada”, afirmou. Lula disse ainda que o Brasil vive uma “época perigosa” e que “denuncismo, vazamentos e fake news não contribuem com a democracia”.
Durante evento no Palácio do Planalto, Lula defendeu também uma discussão sobre uma nova reforma do Judiciário em 2027 e afirmou que ninguém deve usar o cargo público em benefício próprio.
“Tenho certeza que faremos para o próximo ano uma discussão profunda sobre a necessidade de uma nova reforma no Poder Judiciário brasileiro para que o povo possa continuar acreditando na Justiça. Porque ninguém, ninguém, em nome da democracia, pode utilizar o cargo que tem em benefício pessoal. Ninguém”, declarou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia indicar o governador do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) antes das eleições.
A possibilidade já é discutida pela cúpula da campanha à reeleição e é vista como uma forma de Lula se distanciar da crise envolvendo a Corte, reforçar o discurso de combate à corrupção e ampliar sua força eleitoral no Rio, segundo maior colégio eleitoral do país.
Couto chegou ao governo do RJ após ocupar a presidência do Tribunal de Justiça do Rio. Ele assumiu o cargo depois que o governador, o vice e o presidente da Assembleia Legislativa perderam os mandatos em meio a suspeitas de corrupção.
À frente do estado, o governador adotou medidas de combate à corrupção e afastou servidores suspeitos de ligação com o crime organizado e com a chamada “banda podre” da política fluminense.
Segundo pesquisas em poder da campanha petista, Couto teria mais de 80% de aprovação no estado. A avaliação é de que uma eventual indicação ao STF poderia aproximar Lula de seu eleitorado.
Couto já era cotado para uma vaga no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas diante da avaliação positiva de sua gestão, passou a ser considerado para o Supremo. A possibilidade também teria recebido aval de integrantes do STF próximos a Lula.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu nesta sexta-feira (4) o fim do inquérito das fake news e afirmou que a atual crise na Corte reforça a urgência da medida.
Durante cerimônia no Palácio do Planalto, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fachin também defendeu a criação de um código de ética para o STF e a modernização do sistema de Justiça.
“Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de justiça”, afirmou.
Fachin disse que os fatos recentes envolvendo ministros do STF serão apurados e garantiu que a Corte seguirá os procedimentos legais.
“A gravidade dos fatos não autoriza atalhos, ao contrário, quanto maior o desafio, maior deve ser o compromisso com a legalidade, o devido processo e as garantias constitucionais.”
O presidente do STF acrescentou que a resposta da Corte será “firme, proporcional e rigorosa” e que não haverá “precipitação, tampouco omissão”.
A declaração ocorreu após Fachin retirar do inquérito das fake news um pedido de Alexandre de Moraes para investigar o ministro André Mendonça. O caso será analisado no procedimento que trata dos desdobramentos do relatório da Polícia Federal sobre as relações de Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco Master, com integrantes do sistema de Justiça.
A crise no STF se intensificou após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF que reúne mensagens entre Vorcaro e Moraes. Em seguida, Moraes pediu a Fachin a abertura de uma investigação contra Mendonça, apontando possíveis irregularidades na condução das apurações.
Fachin determinou que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos em cinco dias antes de decidir sobre os próximos passos.
Flávio Bolsonaro afirmou durante live no Youtube que o ministro Alexandre de Moraes é “o advogado, de fato, de Daniel Vorcaro”, dono do Banco Master.
“Alexandre de Moraes, como nós já suspeitávamos, é o advogado, de fato, de Daniel Vorcaro”, disse Flávio.
O senador foi além e acusou Moraes de atuar em favor do banqueiro. “O ministro da Suprema Corte, o ministro da mais alta Corte desse país, advogando e, ao que tudo indica, vendendo proteção para Vorcaro. Isso é muito grave”, afirmou.
A jornalista Malu Gaspar disse na Globo News que Alexandre de Moraes acusa André Mendonça de práticas semelhantes às que ele próprio adota na condução do inquérito das fake news.
Ela afirma que Moraes acusa Mendonça de interferir e direcionar investigações enquanto ele próprio é alvo de críticas há anos pela forma como conduz o inquérito das fake news.
“Quase um espelho”, resume a jornalista.
Malu ressalta que Moraes usou justamente esse inquérito para acusar Mendonça de deturpar investigações, direcionar apurações e abusar dos poderes de ministro do STF.
O ponto levantado pela jornalista é que, no inquérito das fake news, Moraes acumula a função de relator com a determinação de diligências e outras providências de ofício, sem provocação prévia da Polícia Federal ou da Procuradoria-Geral da República.
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) citou um livro do escritor Karl Marx para defender a criminalização de músicas que fazem apologia a facções criminosas. A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (3).
Renan recorreu às ideias do filósofo alemão para argumentar que a cultura é influenciada pela estrutura econômica e também interfere na organização das comunidades.
“Eu não acredito que um tipo de música que é construído como instrumento de propaganda para facção criminosa e que faz uso dessa propaganda para manter a dominação territorial deva ser aceito como a música que impulsiona o imaginário dessa criança”, afirmou.
O candidato disse ainda que o Brasil vive uma “guerra” contra o crime organizado e defendeu que músicas utilizadas pelas facções como instrumento de propaganda não possam ser comercializadas livremente.
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