Durante uma sessão de cinema no Rio Grande do Norte, algo inusitado aconteceu. No meio da exibição, o silêncio da sala foi interrompido pelo som do choro de um bebê. Algumas pessoas se incomodaram. Outras se entreolharam, tentando entender o que estava acontecendo.
Mas o que parecia uma situação comum foi, na verdade, o início de uma das ações mais emocionantes do Junho Laranja (mês da Conscientização da Infertilidade)
O som que desperta incômodo… ou esperança?
O DNA Fértil, laboratório especializado em reprodução assistida, preparou uma intervenção real e simbólica. Em vez de apenas falar sobre a infertilidade, a campanha fez as pessoas sentirem o que muitas vezes passa despercebido.
O som do choro de um bebê, que tantas vezes é visto como incômodo em lugares públicos, representa exatamente aquilo que algumas famílias sonham em ouvir e nem sempre conseguem.
A ação buscou provocar empatia e reflexão em quem estava ali: nem toda maternidade é simples, nem todo casal consegue engravidar facilmente, e muitos enfrentam um longo caminho até esse som se tornar realidade.
O placar de uma eventual votação no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a investigação contra Alexandre de Moraes no caso Master é incerto. Neste momento, a Corte está dividida praticamente ao meio.
Há 4 ministros favoráveis à investigação. São eles: Edson Fachin, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Por outro lado, são 3 os contrários: Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.
Moraes e Dias Toffoli devem se declarar suspeitos. A ministra Cármen Lúcia é a única cujo voto ainda é considerado indefinido.
Se Cármen votar contra a investigação, haverá empate. Nesse caso, o resultado favorece a parte apontada como suspeita e Moraes se livra da apuração.
Líderes do PL na Câmara e no Senado afirmaram nesta quarta-feira, 2, que o partido pode suspender a campanha eleitoral para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a dar andamento ao pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão, segundo o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, pode levar os parlamentares a deixar as agendas eleitorais em segundo plano para concentrar esforços na cobrança pelo afastamento de Moraes e pela investigação das autoridades envolvidas nas suspeitas relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
“Não quero nem saber de campanha. Nós vamos cobrar agora o impeachment do ministro, o afastamento e as investigações de todos os envolvidos”, afirmou.
Sóstenes disse que a oposição pretende pressionar para que o Senado amplie o prazo de mobilização, caso seja necessário. Segundo ele, a eleição não será prioridade diante da possibilidade de, na avaliação do partido, autoridades da República estarem envolvidas em práticas criminosas.
“Nada é mais importante do que um país. A eleição fica em segundo plano para nós. O que não pode é deixar um país ser dominado por pessoas que praticam crime em altas posições da República”, declarou.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o arquivamento de uma petição aberta após o banqueiro Daniel Vorcaro relatar supostas ameaças e intimidações.
Segundo Paulo Gonet, o depoimento do ex-banqueiro prestado ao gabinete do ministro não apresentou fatos concretos nem elementos mínimos que justificassem a adoção de medidas investigativas.
Vorcaro prestou depoimento na manhã de quinta-feira (27/8) a um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça. A oitiva contou com a presença de um representante do Ministério Público, mas não teve a participação de investigadores da Polícia Federal (PF).
Em parecer, Gonet afirmou que a rejeição da delação premiada apresentada pela defesa do ex-controlador do Banco Master decorreu da avaliação de que as informações oferecidas não acrescentavam elementos novos à investigação.
Segundo o procurador-geral, cabe aos órgãos responsáveis pela investigação e pela acusação avaliar a conveniência de um acordo de colaboração a partir da utilidade das provas apresentadas.
“Na espécie, o indeferimento formalizado pela autoridade policial em ato fundamentado respaldou-se justamente na ausência de acréscimo informativo de natureza inédita, conclusão reiterada por esta Procuradoria-Geral da República que, ao examinar o acervo ofertado, igualmente recusou o pacto ante a manifesta debilidade de seu conteúdo”, escreveu Gonet.
Integrantes do núcleo duro da campanha do presidente Lula admitem, nos bastidores, que a divulgação do sigilo das conversas entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro pode trazer efeitos negativos para a imagem do governo e do próprio presidente.
Aliados de Lula avaliam que uma possível associação entre o presidente e Moraes pode se tornar um problema para a campanha petista, sobretudo diante da repercussão do episódio.
Esses mesmos aliados reconhecem que Moraes teve papel fundamental na contenção das tentativas de ruptura institucional após as eleições de 2022. Eles afirmam, no entanto, que o cenário mudou e que, neste momento, é necessário evitar qualquer vinculação entre o petista e o ministro.
Diante desse cenário, integrantes do núcleo mais próximo da campanha se reuniram no final da manhã desta quarta-feira (2/9) para avaliar os possíveis impactos e respostas à crise no STF.
Os partidos de esquerda caminham para eleger ao menos 1 governador na região em 2026. O número é inferior ao registrado em 2022, quando 6 governadores desse espectro foram eleitos. No melhor cenário, elegerá 5 candidatos. Mesmo assim, o desempenho ficará abaixo do obtido 4 anos atrás.
O maior número de nomes de esquerda ou centro-esquerda eleitos se deu em 2006, com 7 chefes do Executivo de esquerda ou centro-esquerda vencedores no pleito. O recorde foi renovado nas eleições de 2014 e de 2018.
Em 1982 e em 1990, a esquerda não conseguiu eleger governadores no Nordeste. A presença nos governos estaduais da região cresceu de forma gradual a partir dos anos 2000 até atingir seu ponto mais alto nas eleições de 2006, 2014 e 2018.
As 3 eleições foram durante o período em que o PT esteve à frente da Presidência da República, de 2003 a 2016, ou no ciclo político iniciado pelos governos petistas.
O candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL-AL) afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formam uma dupla e que não é possível dissociar as ações de um das do outro.
A fala foi em entrevista ao vivo para o Poder360, nesta 4ª feira (2.set.2026). Gaspar, que concorre na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi questionado sobre as mensagens encontradas pela Polícia Federal entre Moraes e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
“Alexandre de Moraes e Luiz Inácio Lula da Silva formam uma dupla. Eles estão juntos. E não dá para, neste momento, separar as atitudes de Alexandre de Moraes das atitudes do presidente Lula. Eles se protegem, eles se completam”, disse Gaspar.
O candidato ressaltou, porém, que respeita a instituição como um todo. “Primeiro, deixar claro que nós respeitamos a instituição STF. O que nós não concordamos é com atitudes individuais de alguns ministros, especialmente do ministro Alexandre de Moraes”, afirmou ao editor sênior deste jornal digital Guilherme Waltenberg.
Para Gaspar, a relação entre Moraes e Lula vai além de uma afinidade política circunstancial. Segundo ele, os 2 “confabulam, arquitetam e buscam perseguir adversários” dentro de um projeto de poder compartilhado.
“Alexandre de Moraes e o Lula fizeram essa parceria desde o início para destruir o bolsonarismo, para destruir as vozes de oposição”, declarou o candidato. “E agora, nesse momento em que Alexandre de Moraes está na caldeira, o Lula quer abandonar Alexandre de Moraes. Não. Alexandre de Moraes chegou a esse ponto com apoio, incentivo e parceria com o Lula.”
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello afirmou em entrevista à Rádio Metrópoles, nesta quarta-feira (2/9), que “não gostaria de estar na pele do ministro Alexandre de Moraes”. A declaração ocorre após a divulgação de mensagens que revelam a proximidade entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Três dias antes de ser preso pela primeira vez, em novembro de 2025, Vorcaro enviou uma mensagem a Moraes na qual afirmou: “Tenho gratidão da minha vida a você”.
“Estamos juntos sempre. Você sabe que tenho gratidão da minha vida a você. Toda a minha família, funcionários, parceiros e amigos que dependem de nós têm uma dívida de vida contigo e com sua família. Muito obrigado por tudo”, disse Vorcaro a Alexandre de Moraes.
Segundo relatório da Polícia Federal, a mensagem foi enviada em 14 de novembro de 2025, às 21h19.
Marco Aurélio afirmou estar “decepcionado e triste” com as recentes revelações e avaliou que a situação de Moraes é “muitíssimo delicada”.
“Não imaginava que pudesse chegar a este ponto”, ressaltou Mello.
A suspensão determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta quarta-feira (2) atinge a fabricação de sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido para roupas em uma unidade da Unilever, em Vinhedo, no interior de São Paulo. A medida, no entanto, não afeta os produtos que já circulam no mercado, que seguem liberados para comercialização e uso pelos consumidores.
A companhia é dona de marcas como Omo, Cif e Comfort. Em nota, a Unilever informou que recebeu a equipe da Anvisa para uma fiscalização na unidade de produtos de cuidados com a casa. Segundo a empresa, a inspeção resultou em “oportunidades de melhorias em processos de documentação e controle”, relacionadas às linhas de sabão líquido e amaciante líquido para roupas.
A Anvisa informou que a avaliação não identificou contaminação microbiológica ou outros problemas nos lotes produzidos na fábrica. Por esse motivo, não foi determinada a suspensão da comercialização, da distribuição ou do uso dos produtos já fabricados e disponíveis no mercado, nem o recolhimento dos itens.
A suspensão ocorre para implementação das melhorias operacionais requeridas. A empresa acrescentou que “todas as ações foram prontamente iniciadas e já estão sendo implementadas” e que as demais linhas de produção da unidade seguem operando normalmente.
Confira nota completa da Unilever
A Unilever Brasil Industrial Ltda. informa que recebeu a equipe da Anvisa em sua fábrica em Vinhedo (SP) para uma fiscalização na unidade de produtos de cuidados com a casa. A inspeção resultou em oportunidades de melhorias em processos de documentação e controle, conforme publicado no Diário Oficial do dia 2/9/2026, relacionadas às linhas de sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido para roupas.
Todos os produtos de cuidados com a casa fabricados na unidade, de todos os lotes, seguem liberados para comercialização e uso pelos consumidores. Em nota publicada no site, a Anvisa diz que a avaliação “não indicou contaminação microbiológica ou outros problemas sobre os lotes produzidos na fábrica. Por esse motivo, não foi determinada a suspensão da comercialização, da distribuição ou do uso dos produtos já fabricados e disponíveis no mercado, nem seu recolhimento.”
Por determinação da Anvisa, de forma preventiva, as linhas de fabricação destes produtos foram temporariamente suspensas para implementação das melhorias operacionais requeridas. Todas as ações foram prontamente iniciadas e já estão sendo implementadas. As demais linhas de produção da unidade seguem operando normalmente.
A Unilever continua atuando em colaboração com a Anvisa e considera os apontamentos parte importante para a evolução contínua de seus processos produtivos e de todo o setor. A empresa reafirma seu compromisso inegociável com o rigor de seus padrões de qualidade em seus 96 anos de atuação no Brasil e reitera sua prioridade absoluta com a segurança dos consumidores.
O ministro Alexandre de Moraes pediu vista em um julgamento de grande interesse do Banco Master em novembro de 2024, época em que sua mulher, Viviane Barci de Moraes, já tinha firmado contrato de R$ 131 milhões com a instituição financeira de Daniel Vorcaro.
O magistrado devolveu o caso para análise do plenário em fevereiro deste ano, quando os pagamentos do ex-banqueiro à mulher do magistrado já eram de conhecimento público.
Trata-se de uma disputa bilionária entre a União e empresas sucroalcooleiras, que foram derrotadas em setembro de 2023 com o veto unânime do Supremo Tribunal Federal (STF) ao pagamento antecipado de R$ 5 bilhões em precatórios a uma empresa específica do setor.
Os advogados apresentaram recurso e, em 8 de novembro de 2024, o então presidente da corte, ministro Luís Roberto Barroso, votou para manter a decisão do ano anterior. Moraes, então, pediu vista e devolveu o caso para julgamento em fevereiro de 2026, quando todos os ministros se posicionaram a favor da União contra o pagamento antecipado.
A previsão da Fazenda Nacional é que um entendimento em sentido contrário abriria precedente para outras 26 companhias do setor apresentarem o mesmo pleito à Justiça, o que poderia gerar um impacto superior a R$ 100 bilhões aos cofres do governo federal.
Foi justamente sobre este processo, intitulado Suspensão de Tutela Provisória 976, que o ministro André Mendonça afirma ter tratado no encontro que teve com Daniel Vorcaro em março de 2024.
A controvérsia jurídica começou nos anos 1980 e discute se a União deve ressarcir empresas do setor que alegam ter tido prejuízos bilionários por um tabelamento de preços imposto à época pelo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), uma autarquia federal já extinta.
Há processos sobre o tema em curso no Judiciário há mais de 20 anos e o governo federal foi condenado em diversos processos a ressarcir as perdas, que se transformaram em precatórios.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) saiu em defesa do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o magistrado determinar na terça, 1º, a quebra de sigilo de processos que apontam relação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
Mendonça foi alvo de críticas após revelações de que teria se reunido com Vorcaro antes de assumir a relatoria das investigações sobre o Master.
“É impossível querer lançar uma cortina de fumaça como essa contra o ministro André Mendonça. Pelo que eu vi na nota que ele publicou, foi numa época em que ele sequer era relator dessa ação, tratando de um assunto específico, registrado em sua agenda. Portanto, algo totalmente profissional e muito diferente do que fez Alexandre de Moraes”, disse o candidato à Presidência pelo PL durante agenda de campanha no Rio Grande do Sul.
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