Luciano Huck diz que brasileiro nasce sem esperança e a culpa seria do Bolsa Família
Questionado sobre a eficiência do Brasil, Luciano Huck usou o exemplo de Senhor do Bonfim, cidade onde 56% da economia vem do Bolsa Família, para dizer que o programa não estimula famílias a… pic.twitter.com/KmN4ozHTP9
— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) May 24, 2026
O apresentador Luciano Huck fez críticas ao Bolsa Família durante sua participação no Fórum Esfera, evento que ocorreu no Guarujá, em São Paulo, para empresários. O global afirmou que o programa social não incentiva a população a sair desse ciclo, e que os beneficiários buscam atalhos para conseguirem ficar no programa.
– [O Brasil] é muito ineficiente em todas as frentes. É a conversa de ontem. O prefeito da cidade de Senhor do Bonfim tem 56% da sua economia no Bolsa Família. O que acontece? Você não gera nenhum tipo de estímulo para que as famílias queiram sair do Bolsa Família. Na verdade, elas [beneficiários do programa] criam atalhos pra ficar no programa de distribuição de renda, de proteção social, ad eternum. A gente precisa criar um estímulo – declarou.
Huck prosseguiu, questionando sobre como se motiva as famílias a saírem do Bolsa Família e a terem mobilidade social.
– Como é que você motiva a família que precisa, que necessita do Bolsa Família, a ter vontade de querer sair desse programa… mobilidade social no Brasil. Pega estudo da OCDE: uma família no Brasil, pra sair da base da pirâmide social pra chegar na média da classe média brasileira, são nove gerações. Isso quer dizer que você não tem esperança, nem o seu filho, nem o seu neto, nem o seu bisneto vai ter uma vida melhor que a sua? Você fica sem estímulo. Essa não mobilidade social, essa loteria do CEP que a gente vive no Brasil, que o lugar em que você nasce determina o número de oportunidades que você vai ter na vida – disse.
Trabalhadores chineses de obras da BYD em Camaçari, na Bahia – Rafael Martins/Folhapr
Principal destino dos investimentos chineses em 2025, o Brasil vive um movimento que não se restringe à chegada das empresas do país asiático. Com elas, desembarcam trabalhadores.
Nos últimos três anos houve um crescimento contínuo no total de vistos laborais para cidadãos da China, segundo dados do Ministério da Justiça compilados pela Folha. A média é de mais de mil registros por mês desde junho de 2025.
As autorizações para chineses representaram 38% do total de vistos de trabalho concedidos a estrangeiros no primeiro trimestre deste ano no Brasil. Foram 3.193 autorizações para cidadãos do país, em um universo de 8.232 registros no período.
Em 2023, a média mensal era de 270 autorizações para trabalhadores vindos do país, menos de 8% do total. O número saltou para 625 em 2024 e 844 no ano passado, quando, pela primeira vez, foram mais de 10 mil no consolidado dos 12 meses.
Nos três primeiros meses deste ano, a maior parte dos expatriados (55%) desembarcou na Bahia, onde há uma fábrica da BYD. A montadora é responsável por cerca de um terço dos registros. No total, do início do ano passado até o início deste mês, 2.700 funcionários chineses da companhia conseguiram visto de trabalho.
A maioria das autorizações tem prazo de um ano. O vice-presidente da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, diz haver uma rotatividade grande dos expatriados, que ficam de 90 a 120 dias para dar treinamentos aos funcionários locais. “Eles vêm para transferir tecnologia. Nós tivemos que construir uma indústria que não existia no Brasil”, afirma o executivo. Ele cita que, do parque que era da Ford, nada servia para o processo de fabricação da montadora chinesa, líder em carros eletrificados.
Placa mostra aviso em português com tradução em chinês em Camaçari (BA) – Rafael Martins/Folhapress
A empresa está no topo da lista das cinco companhias que mais importaram trabalhadores chineses desde 2025. Constam também a Falcão Engenharia (260 trabalhadores autorizados no período), a fabricante de máquinas de construção XCMG Brasil (214), a Engenova Construções (197) e a montadora GWM (139).
Tanto a Falcão como a Engenova são prestadoras de serviços para a BYD nas obras do complexo industrial em Camaçari (BA).
A cidade baiana de 300 mil habitantes é a quarta maior e tem o principal polo industrial do estado. Em 2021, a economia local sofreu o abalo com o fechamento da fábrica da Ford, que gerou demissões e um efeito cascata nos setores do comércio e serviços.
Baldy estima que até o final do ano, a BYD terá 10 mil funcionários no Brasil. Segundo ele, serão, no máximo, 3% de chineses.
Em Camaçari, a chegada dos expatriados movimentou os hotéis locais e aqueceu o mercado imobiliário. “Os chineses, em geral, buscam imóveis nos bairros mais próximos da fábrica”, afirma o corretor Jorge Carvalho, 62, que atua na cidade.
Além dos trabalhadores da fábrica e de terceirizadas, foram contratados operários chineses para as obras de um residencial com 600 apartamentos a 3,5 km da fábrica. Ele deve abrigar trabalhadores da China e de outras cidades brasileiras.
Na terça-feira (19), sindicalistas faziam um piquete na entrada da obra, em paralisação por aumento salarial e melhoria das condições de trabalho. Entre os operários baianos há queixas de que os trabalhadores locais são preteridos.
Em dezembro de 2024, o Ministério Público do Trabalho resgatou 163 trabalhadores em situação considerada análoga à escravidão de obras da BYD. A montadora e duas empresas terceirizadas assinaram acordo de R$ 40 milhões com o MPT (Ministério Público do Trabalho) para encerrar a ação civil pública.
Baldy afirma que os trabalhadores eram contratados por prestadoras de serviço. “Fomos parte da solução nesse processo. Nos antecipamos a decisões judiciais e providenciamos hospedagem e o retorno dos trabalhadores à China”, afirma o executivo.
A presença de estrangeiros em Camaçari virou assunto em conteúdos nas redes sociais, muitas vezes em postagens que compartilham informações falsas. Nelas, o residencial construído pela BYD é chamado de “cidade chinesa”, com um número de operários estrangeiros inflado.
“É xenofobia. Quando a Ford veio para a Bahia, tinham americanos, canadenses, mexicanos, gente do Sudeste, e as pessoas não falavam isso”, afirma Júlio Bonfim, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade baiana.
Na unidade da BYD, afirma o sindicalista, a maioria dos chineses está em postos administrativos e são poucos os que trabalham no chão de fábrica: “Se tivesse 50 chineses na linha de produção, os peões estavam reclamando.”
O Obmigra (Observatório das Migrações Internacionais), do Ministério da Justiça, lista as profissões dos estrangeiros que obtiveram autorização para trabalhar no Brasil. Entre os chineses, as mais frequentes são operadores de time de montagem e técnicos de diferentes especialidades, como manutenção de sistemas, de máquinas e mecânicos.
Os números também revelam que 47% dos que chegaram desde 2025 possuem ensino superior e 32%, ensino médio.
O segundo estado com mais registros é São Paulo, onde se concentram escritórios das empresas e também a fábrica de outra marca de carros eletrificados, a GWM, inaugurada em 2026. A montadora afirma que 9% do total dos 1.800 funcionários no Brasil são chineses, e que a maior parte atua em funções especializadas e temporárias, com foco em capacitação da mão de obra local.
“A vinda deles está relacionada às demandas específicas de natureza técnica e à fase de estruturação e expansão das atividades da companhia no país”, afirmou Ricardo Bastos, diretor de assuntos institucionais da companhia.
Longe das fábricas, na região da Berrini, em São Paulo, circulam trabalhadores das mais de 50 empresas da China com escritórios nos arredores. A presença dos expatriados fez surgir uma rede de serviços para atendê-los, o que inclui sete restaurantes de comida típica do país numa área de seis quadras.
O movimento de ida de profissionais chineses para outros mercados é incentivado por Pequim. Registros oficiais da viagem de Lula ao país em 2009 relatam um pedido do então líder Hu Jintao, antecessor de Xi Jinping, para que o Brasil facilitasse “procedimentos administrativos das aprovações e emissões de visto de trabalho para os funcionários chineses, melhorando o ambiente de atração dos investimentos estrangeiros”.
Em 2017, a lei de migração, que substituiu o antigo Estatuto do Estrangeiro de 1980, instituiu mudanças que simplificaram os processos para estrangeiros obterem autorização para trabalhar no país.
No Brasil, as empresas precisam respeitar uma regra da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que determina que ao menos dois terços dos empregados devem ser brasileiros. A mesma proporção vale para o total da folha salarial, que pode ser comprometida em um terço com vencimentos de estrangeiros.
Há flexibilizações na legislação para casos que envolvam insuficiência de mão de obra nacional qualificada, como aponta a advogada Luiza Neves Chang, coordenadora do China Desk do escritório Bichara Advogados.
“Nesses casos, a presença de engenheiros e técnicos estrangeiros tende a ser juridicamente justificável, especialmente quando vinculada à assistência técnica, implantação industrial ou capacitação gradual de profissionais brasileiros.”
DER afirma que não há risco de rompimento em trecho da RN-233 — Foto: Reprodução
Um buraco aberto sob a RN-233, entre Caraúbas e Apodi, no Oeste potiguar, tem preocupado moradores da região. O problema fica próximo ao km 35 da rodovia, entre as comunidades São Geraldo e Boágua.
Imagens mostram parte da estrutura comprometida, com concreto cedendo e o asfalto sustentado praticamente por uma camada de barro. Segundo moradores, a erosão acontece há pelo menos três anos e piorou após as fortes chuvas das últimas semanas.
O trecho fica sobre a passagem da água do açude Cheio de Etelvino, que voltou a sangrar no fim de abril após chuvas superiores a 80 milímetros na região. Desde então, a erosão teria avançado sob a pista.
A RN-233 é uma importante ligação entre Caraúbas e Apodi, com intenso fluxo de caminhões e veículos ligados à atividade rural e à fruticultura.
Em nota, o DER-RN informou que enviou equipe técnica para sinalizar a área e reforçar a estrutura do bueiro, construído há mais de 30 anos. O órgão afirmou ainda que a laje está preservada e que não há risco de rompimento ou necessidade de interdição da rodovia.
Deolane Bezerra durante audiência de custódia — Foto: Reprodução
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou não ver “manifesta ilegalidade” na prisão da influenciadora Deolane Bezerra e não concedeu liberdade à empresária “de ofício”, ou seja, por iniciativa do magistrado.
O ministro do STF fez as considerações em decisão assinada no sábado (23) e publicada neste domingo (24). Ele analisou uma reclamação, apresentada por uma advogada da influenciadora, contra decisão da primeira instância que determinou a prisão preventiva de Deolane.
Dino decidiu não dar andamento ao pedido da defesa da empresária, que queria a revogação da prisão, o regime domiciliar ou aplicação de medidas cautelares.
A influenciadora foi presa na última quinta-feira (21) em uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (saiba mais aqui).
Deolane nega as acusações e afirma que foi presa por ter exercido a profissão de advogada em um serviço pelo qual recebeu R$ 24 mil de cliente. Ela também disse que a “justiça vai ser feita”.
Na decisão em que diz não ver ilegalidade na prisão preventiva, Flávio Dino afirma que a reclamação apresentada pela defesa não admite o aprofundamento da análise sobre os fatos e provas em investigação.
Uma reclamação como a apresentada pela advogada de Deolane não funciona como um recurso comum para reverter uma decisão com a qual a defesa não concorda. Em geral, em uma reclamação o que se analisa é o cumprimento do que já foi decidido por um tribunal superior ou questões relativas à competência.
“De qualquer maneira, ainda que superado referido óbice, não detecto manifesta ilegalidade ou teratologia hábil à concessão da ordem de habeas corpus de ofício”, diz Dino no despacho.
Além disso, o magistrado afirma que a concessão de um habeas corpus por iniciativa do STF não seria cabível neste momento. Caso contrário etapas processuais seriam puladas.
Flávio Dino entende que ainda cabem recursos nas instâncias inferiores. Ou seja, para o ministro, não cabe uma intervenção do STF no processo neste momento.
Deolane está presa preventivamente por supostamente ter praticado o crime de lavagem de dinheiro e integrar uma organização criminosa.
O sorteio do concurso 3.010 da Mega-Sena foi realizado na manhã deste domingo (24), em São Paulo. O concurso era especial de 30 anos da loteria e não acumulava. O prêmio foi de R$ 336.340.053,67.
Apostas de Fortaleza (CE) e Rio de Janeiro (RJ) acertaram as seis dezenas.
O próximo concurso da Mega será realizado às 21h do dia 26 de maio. As apostas podem ser feitas até as 20h do dia 26 de maio pelo aplicativo Loterias Caixa, pelo portal Loterias Caixa ou em qualquer lotérica do país.
A prefeita de Extremoz, Jussara Sales, e o senador Styvenson Valentim inauguraram neste sábado (23) o novo Pelotão da Polícia Militar do município, localizado no Conjunto Moinho dos Ventos. A obra foi viabilizada por meio de emenda parlamentar destinada pelo senador, com investimento de R$ 374.223,90.
A nova estrutura possui 134,65 metros quadrados e conta com recepção, alojamentos, refeitório, gabinete do comandante, sala administrativa, cozinha, banheiros e garagem para viaturas, oferecendo melhores condições de trabalho aos policiais militares e reforçando o atendimento à população.
Durante a solenidade, a prefeita Jussara Sales destacou a importância do investimento para fortalecer a segurança pública no município, mesmo sendo uma responsabilidade do Governo do Estado.
“Essa conquista garante mais conforto, dignidade e melhores condições de trabalho aos nossos policiais militares, que agora passam a contar com uma estrutura própria para atuar em Extremoz”, afirmou.
O senador Styvenson Valentim ressaltou que o mandato tem priorizado investimentos em áreas essenciais como segurança, saúde e infraestrutura, e afirmou que o novo pelotão representa mais dignidade para os profissionais da segurança pública.
Além da inauguração, a prefeita e o senador também visitaram obras de pavimentação e a Unidade Básica de Saúde do município. Na ocasião, Styvenson anunciou recursos para a construção de uma usina de asfalto e reafirmou o compromisso com futuros investimentos, como a construção do hospital municipal, do pórtico da cidade e da urbanização da lagoa.
Ingredientes:
2 xícaras de arroz agulhinha
500g de bacalhau dessalgado
1 cebola picada
4 dentes de alho inteiros
4 folhas de couve manteiga
12 tomates cereja
20 azeitonas pretas sem caroço
¼ de maço de cebolinha picada
1 ramo de alecrim
2 colheres de coentro picado
3 colheres de alho poró cortado
3 dentes de alho picado
2 pimentas de cheiro picadas
2 folhas de louro
4 ovos cozidos
Azeite, sal e pimenta do reino a gosto
Modo de preparo:
Coloque o bacalhau para cozinhar com 1 litro de água, as folhas de louro e 4 dentes de alho levemente amassados por aproximadamente 10 minutos. Não jogue a água fora e reserve.
Em uma panela coloque um fio generoso de azeite, a cebola, o alho picado, o alho poró e refogue até a cebola ficar transparente.
Acrescente o arroz e refogue por 2 minutos.
Acrescente a água que cozinhou o bacalhau, misture e deixe cozinhar por 5 minutos.
Acrescente o bacalhau, um pouco de alecrim picado e misture.
Acrescente um pouco de sal.
Quando o arroz estiver quase pronto acrescentar a couve, pimenta de cheiro e misture.
Acerte o sal, coloque um pouco de pimenta do reino e mais um pouco de azeite.
Coloque em uma vasilha para servir coloque por cima do arroz as azeitonas, os tomates cerejas cortados ao meio e os ovos cozidos, cortados em rodelas ou em pedaços,
Sirva em seguida.
Tempo de preparo: 10min
Tempo de cozimento: 25 min
DICA RÁPIDA
TARTAR DE CARNE DE SOL NA CESTA DE TAPIOCA
Ingredientes:
100g de carne de sol sem gordura
2 colheres de sopa de cebola roxa picada
1 colher de sopa de coentro picado
1 colher de sobremesa de cebolinha picada
1 colher de sopa de mostarda
1 colher de sobremesa de molho inglês
1/2 pimenta dedo de moça
1/2 pimenta de cheiro
4 Pimentas biquinho
Picles de cebola roxa
Modo de preparo:
Misture a mostarda, o molho inglês, a pimenta dedo de moça e a pimenta cortada bem pequena e misture bem. Reserve.
Corte a carne de sol bem miudinho.
Em uma vasilha misture a carne, a cebola, o coentro picado bem miudinho, a cebolinha, o molho de mostarda e misture tudo.
Corte as sementes biquinho ao meio.
Coloque a mistura dentro da cesta de tapioca, coloque uma folhinha de coentro, as pimentas biquinho e o picles de cebola e sirva em seguida acompanhado com chips de macaxeira.
Tempo de preparo: 10 min
CESTA DE TAPIOCA
2 colheres de sopa de goma de tapioca
Sal a gosto
Modo de preparo:
Coloque a goma na frigideira antiaderente, como faz tapioca.
Deixe ficar bem seca.
Retire da panela e coloque sobre um ramequim e deixe esfriar por 2h.
Ela vai ficar bem consistente no formato de uma forma.
Tempo de preparo: 120min
Tempo de cozimento: 6 min
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil e EFE/EPA/JEENAH MOON / POOL
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, voltou a ser criticado internacionalmente após declarações do conselheiro político do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller.
Em mensagem publicada nas redes sociais, Miller afirmou: “Moraes ficará ótimo com uma tornozeleira eletrônica e em prisão domiciliar”, comentário que rapidamente ganhou repercussão.
A fala veio acompanhada de uma publicação com imagem gerada por Inteligência Artificial (IA), onde o magistrado aparece triste e usando uma tornozeleira.
“Uh-oh, @STF_oficial @Alexandre de Moraes! As paredes estão se fechando!!! Talvez não tenha sido uma ideia tão boa banir o Trump Media e o Rumble no Brasil???”, diz Miller em um trecho da postagem, em referência a decisões judiciais brasileiras envolvendo plataformas digitais.
As declarações de Miller ocorrem após ele divulgar que a Justiça Federal da Flórida autorizou o prosseguimento de uma ação movida pelo Trump Media e pelo Rumble contra Moraes.
As empresas alegam decisões do ministro brasileiro que teriam impactado suas operações e levantam acusações de censura e de “coerção extraterritorial”.
Segundo o contexto, a Justiça americana permitiu que a citação ao ministro fosse feita por e-mail.
Caso não haja resposta dentro do prazo estabelecido, as empresas poderão solicitar uma decisão à revelia — o que, na prática, significa avançar sem a manifestação da parte citada.
Registros públicos apontam atraso na entrega de insulina ao SUS em um dos principais contratos do Ministério da Saúde. Segundo informações divulgadas pela coluna do jornalista Tácio Lorran, do Metrópoles, mais de 1,57 milhão de doses ainda não foram entregues, o equivalente a cerca de 20% do total contratado.
O acordo, firmado em 2025 entre o Ministério da Saúde e a Fundação Ezequiel Dias, prevê fornecimento de pouco mais de 8 milhões de doses de insulina ao SUS, no valor de R$ 142,1 milhões.
A produção é feita pela farmacêutica Biomm em parceria com o laboratório indiano Wockhardt, dentro de uma Parceria para Desenvolvimento Produtivo (PDP).
Diante do atraso, o Ministério da Saúde notificou a Biomm para prestar esclarecimentos. A farmacêutica afirmou que o problema ocorreu por causa de conflitos na região do Golfo e restrições internacionais na cadeia global de fornecimento. Segundo a empresa, restam apenas 3% do volume contratado para entrega.
O Ministério da Saúde declarou que não há desabastecimento de insulina no SUS e afirmou que mantém distribuição regular aos estados. A pasta também destacou contratos emergenciais e acordos internacionais para evitar crise no abastecimento.
O caso ocorre em meio a dificuldades no fornecimento de insulina ao SUS, levando o governo a firmar contratos emergenciais com fornecedores chineses. Segundo o ministério, a parceria com Funed, Biomm e Wockhardt marcou a retomada da produção nacional de insulina após mais de 20 anos.
Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil – Andressa Anholete/Agência Senado
Após a revelação dos diálogos e negócios de Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, muitos anunciaram a morte súbita da candidatura do Zero Um. O conjunto de mentiras, fatos mal explicados e a postura tatibitate do senador diante das revelações alimentaram essas previsões. As últimas pesquisas, especialmente o Datafolha divulgado na sexta, 23, no entanto, mostram que uma análise mais apressada a respeito da derrocada do senador do PL estava contaminada por torcida, especialmente de vozes ligadas ao PT e à campanha de Lula.
O Datafolha mostra que, na simulação do segundo turno, Lula venceria por 47% a 43%. Na comparação com o levantamento anterior, o presidente avançou 2 pontos, enquanto o senador recuou 2. É inegável o arranhão de imagem no Zero Um, mas o estrago parece menor diante da avalanche de notícias negativas que soterrou Flávio nos últimos dias. Segundo o Datafolha, a pancadaria não produziu o nocaute.
Caso não ocorra uma nova escalada relacionada ao escândalo Flávio-Vorcaro, o Zero Um tem chances de administrar o prejuízo. Terá dificuldades para recuperar a confiança com a cúpula do PL, com agentes importantes da Faria Lima e com o eleitorado mais independente. A tentativa de virar a página começou com os posts nas redes mostrando fotos de Lula ao lado da influencer Deolane Bezerra, presa por conexões com o crime organizado. As mensagens aproveitam para vender a plataforma eleitoral da oposição de classificar PCC e outras facções como terroristas, medida que o governo atual critica.
Lula pode comemorar alguns aspectos do recente Datafolha, que mostram uma certa recuperação de fôlego do presidente, além de apontarem para a interrupção do crescimento de Flávio. Por outro lado, como mostra o mesmo levantamento, a rejeição ao presidente continua em patamar muito alto, mesmo em meio à crise de seu principal oponente. A multiplicação de medidas eleitoreiras do governo tampouco produziu até agora um efeito na popularidade do presidente. Claro que a experiência e o carisma de Lula, aliados ao peso da máquina pública, ainda são elementos que podem pesar no resultado final.
O problema para o presidente é que o antipetismo vem se consolidando como um dos fatores que podem definir a vitória. Flávio, mesmo com a imagem arranhada, segue se beneficiando disso. Candidatos de oposição com baixa pontuação nas pesquisas de primeiro turno surgem como alternativas competitivas no segundo turno em confronto direto com Lula. Se não bastasse, os escândalos do Master e do INSS podem produzir estragos no governo. Vorcaro, como se sabe, não fez negócios e distribuiu dinheiro apenas para Flávio Bolsonaro e aliados dele do Centrão. No caso do INSS, a investigação da PF parece avançar de forma consistente na revelação das relações entre o Careca do INSS e Lulinha, o primogênito do presidente, conforme noticiou a mais recente edição da coluna Radar, de VEJA.
Na política brasileira, o tempo de cinco meses para as eleições representa um eternidade. Vence quem errar menos daqui para frente — e quem sobreviver à avalanche de lama que vem por aí.
A renda do trabalhador, por mais que tenha subido após a pandemia, ainda não retomou o patamar anterior à Covid-19, quando se compara a participação dos salários no Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, na economia.
É mais um indicador que reflete o baixo entusiasmo dos brasileiros com a queda do número de desocupados, que se deve principalmente à geração de vagas de baixos salários e mascara uma distribuição desigual da alta da renda, que nem sempre representa aumento de poder de compra para algumas faixas de trabalhadores.
Segundo cálculos do economista-chefe da corretora Tullett Prebon Brasil, Fernando Montero, a massa de renda do trabalho representava 34,75% do PIB em dezembro de 2019 e, mesmo com todo o crescimento dos salários desde então, ainda estava em 34,48% em março deste ano, dado mais recente, tomando por base a soma dos ganhos dos trabalhadores captados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE.
Já a renda total das famílias, que engloba salários, aposentadorias e benefícios, superou o patamar pré-Covid, chegando a 55,84% frente a 53,74% em 2019.
— Os rendimentos do trabalho quase voltaram ao que eram antes da pandemia em relação ao PIB. É uma volta expressiva, tinham caído muito, mas as ocupações são de baixa remuneração — diz Montero.
O pesquisador do FGV Ibre, Fernando de Holanda Barbosa Filho, em estudo recente, mostrou que a alta de 8,6% no rendimento médio do trabalhador desde 2019, atingindo nível recorde, está mais relacionada à composição do mercado de profissionais, hoje mais escolarizado e mais velho, do que a uma melhoria disseminada entre todos os trabalhadores.
Ou seja, para parte da população, não houve aumento do poder de compra. Em alguns casos, houve até queda.
— Na hora em que se compara o mesmo tipo de pessoa, em 2019 e hoje, o salário ainda não recuperou o nível anterior. A pessoa vai no supermercado e compra menos hoje do que comprava em 2019. Ou precisa gastar mais. Não importa que a taxa de desemprego seja a menor da história se meu padrão de vida não está melhorando — diz Barbosa.
Na conta do pesquisador, que fez o estudo juntamente com Janaína Feijó e Paulo Peruchetti, ao isolar esses efeitos da mudança estrutural do mercado de trabalho, o rendimento do trabalhador caiu 0,4% frente a 2019.
Depoimento: ‘Dinheiro não é suficiente para cobrir tudo’, diz Helder Luiz, eletricitário
“Eu consegui alugar um carro e comecei a rodar no Uber em 2021, com o objetivo de complementar a minha renda familiar. Antes da pandemia, eu trabalhava apenas como CLT e não fazia nenhum trabalho extra. Hoje, mudei de empresa, mas continuo trabalhando de carteira assinada. Sou assistente técnico de uma distribuidora de energia e faço renda extra dirigindo no aplicativo, porque só o salário fixo não é suficiente para arcar com todos os custos da minha casa. Sou casado, tenho quatro filhos, moro de aluguel, e as despesas são muitas.
Minha renda era mais estável antes da pandemia, mas eu não ganhava mais do que ganho hoje. Mesmo trabalhando muito, o dinheiro não é suficiente para cobrir tudo. Depois que comecei a rodar no Uber mais tarde da noite, minha renda aumentou, mas ainda assim não é o bastante para viver com tranquilidade. Os meus maiores gastos são a prestação do carro, essencial para eu conseguir trabalhar no Uber, e o cartão de crédito. Infelizmente, já precisei pegar empréstimos várias vezes para conseguir pagar as dívidas mensais e colocar as contas em dia. Mesmo trabalhando em duas ocupações, ainda é difícil manter o equilíbrio financeiro e dar conta de todas as despesas da família.”
Subutilização agrava mal-estar
João Saboia, professor emérito do Instituto de Economia da UFRJ e especialista em mercado de trabalho, lembra que, apesar do baixo desemprego, há um contingente de ocupados subutilizados, que trabalham menos horas do que gostariam e até desistiram de procurar uma vaga, saindo da força de trabalho.
Ao se somarem aos 6,6 milhões de desempregados, há 16,3 milhões nessa condição desfavorável.
— Há uma parcela no mercado que está mal, ganhando pouco, no desespero, o que fez o endividamento explodir. A melhora nos últimos anos é impressionante, mas não dá conta. E quem está entrando é com salário baixo — diz Saboia.
Ele observa que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, que acompanha os registros de criação de postos com carteira assinada, mostrou que, em março, mais de 90% das mais de 200 mil vagas geradas foram de até 1,5 salário mínimo, cerca de R$ 2,4 mil. Para Saboia, isso explica em parte os problemas de avaliação do governo Lula, apesar do desemprego baixo:
— Não é suficiente para garantir bem-estar. Ninguém vive de taxa de desemprego.
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