Um homem foi preso pela Rocam por tráfico de drogas durante uma ação no Passo da Pátria, na zona Leste de Natal. A ocorrência foi registrada nessa quarta-feira (2). A prisão aconteceu no dia do aniversário do suspeito, segundo a Polícia Militar.
“O indivíduo não presenciou nossas equipes nas incursões, quando se deu conta, já estava na delegacia. É aniversário dele e acho que ele teve esse desprazer”, comentou um PM que participou da ação.
Com ele, os policiais apreenderam sete porções de cocaína, oito porções de crack, uma balança de precisão, R$ 445 em dinheiro fracionado, um celular e outros materiais.
Na delegacia, o suspeito falou com a reportagem da TV Tropical e afirmou que seu único vício é a maconha. Ele também negou ser dono do material apreendido.
“Só não é meu. Graças a Deus nunca fui preso. Sou usuário só de maconha, graças a Deus esse é meu único vício”, afirmou à TV Tropical.
Uma nova fuga foi registrada nesta terça-feira (8) na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal. A identidade do detento que fugiu da unidade prisional e as circunstâncias da fuga ainda não foram divulgadas oficialmente.
Após a fuga, policiais penais iniciaram buscas na região, com apoio do helicóptero Potiguar 01, que realiza sobrevoos na área de mata próxima à unidade.
O novo registro de detento que escapa de Alcaçuz acontece pouco mais de um mês após uma fuga em massa em Alcaçuz. Em 31 de julho, 11 presos escaparam da unidade. Quatro foram recapturados e sete deles continuam foragidos. No dia 3 de setembro, outro detento fugiu da UPA de São José de Mipibu, mas foi recapturado na manhã de segunda-feira (7).
Diretores da Polícia Federal divulgaram nesta terça-feira (8) uma nota de “total apoio” ao diretor-geral afastado, Andrei Rodrigues, e ao diretor de Inteligência, Leandro Almada. O documento é assinado por 11 diretores da corporação.
A manifestação ocorre após o ministro do STF André Mendonça determinar o afastamento preventivo de Andrei e Almada. Na nota, os diretores classificam as medidas como “ataques injustificados” à Polícia Federal e afirmam que as acusações contra os dois são infundadas.
“Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral substituto”, diz o trecho final do comunicado dos diretores.
Os diretores também afirmam que Andrei tem uma trajetória marcada por atuação “técnica, isenta e responsável” e criticam o que classificam como narrativas influenciadas por interesses político-eleitorais. Segundo o grupo, a defesa da instituição busca preservar a capacidade da PF de atuar na promoção da Justiça e na defesa do Estado Democrático de Direito.
Leia a íntegra abaixo:
Os Diretores da Polícia Federal vêm a público expressar seu total apoio ao Diretor-Geral, Delegado de Polícia Federal Dr. Andrei Rodrigues, e ao seu Diretor de Inteligência, Delegado de Polícia Federal Dr. Leandro Almada, diante dos injustificados ataques sofridos pela Polícia Federal na data de hoje.
Da mesma forma como a Instituição Polícia Federal tem, em sua história e feitos, a razão de sólida admiração dos brasileiros, o Dr. Andrei também conta com um percurso profissional dedicado à defesa da PF, com atuação técnica, isenta e responsável.
Narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais não têm o poder de apagar a história, a reputação e a trajetória profissional de quem quer que seja.
Assim, cumprindo nosso dever de defender a Instituição de ataques e tentativas de usurpação de funções, e assegurando o interesse público na manutenção de uma Polícia Federal capaz de promover justiça e assegurar o Estado Democrático de Direito, tornamos público nosso apoio aos diretores.
Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral substituto.
Assinam o comunicado:
Dennis Cali, diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor/PF); Fabrício Schommer Kerber, diretor de Polícia Administrativa (DPA/PF); Otavio Margonari Russo, diretor de Combate a Crimes Cibernéticos (DCiber/PF); Felipe Tavares Seixas, diretor de Cooperação Internacional (DCI/PF); Helena de Rezende, diretora de Gestão de Pessoas (DGP/PF); Roberto Reis Monteiro Neto, diretor Técnico-Científico (Ditec/PF); André Luis Lima Carmo, diretor de Administração e Logística (Dlog/PF); Christiane Correa Machado, diretora de Ensino da Academia Nacional de Polícia (Diren-ANP/PF); Alexsander Castro de Oliveira, diretor de Proteção à Pessoa (DPP/PF); Ademir Dias Cardoso Júnior, diretor de Tecnologia da Informação e Inovação (DTI/PF); Humberto Freire de Barros, diretor da Amazônia e Meio Ambiente (Damaz/PF).
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, foram oficialmente notificados nesta terça-feira (8) da decisão judicial que determinou o afastamento preventivo dos dois.
Com a formalização das intimações, o diretor-executivo da PF, William Marcel Murad, assumiu o cargo de diretor-geral em exercício. A mudança evita um vácuo no comando da corporação.
Delegado da PF desde 2002, Murad se formou em primeiro lugar no Curso de Formação Profissional e é graduado em Direito pela USP. Antes de assumir a diretoria-executiva, em janeiro de 2025, foi adido da PF no Reino Unido e diretor de Tecnologia da Informação e Inovação.
Especialista em inteligência, Murad também teve formação na Academia Nacional do FBI e coordenou operações de segurança nas Olimpíadas do Rio, em 2016, e na Copa do Mundo de 2014.
A decisão judicial determina ainda que a Corregedoria da PF abra investigações penais e administrativo-disciplinares sobre a produção dos relatórios de inteligência sob suspeita.
Também foi determinada a suspensão de atividades relacionadas à produção ou compartilhamento de relatórios destinados a analisar atos funcionais de magistrados, integrantes da advocacia pública ou membros da polícia judiciária.
O jurista e colunista Wálter Maierovitch criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Em entrevista ao UOL News, Maierovitch classificou a decisão como “perigosa, inconstitucional, arbitrária e ilegal” e afirmou que Mendonça teria ultrapassado os limites da atuação do Judiciário ao interferir diretamente em um órgão ligado ao Poder Executivo.
De acordo com o jurista, embora a Polícia Federal exerça funções de polícia judiciária, isso não significa que esteja subordinada ao STF. Para ele, existe uma relação de coordenação e auxílio entre as instituições, mas não de subordinação. “Não há relação de subordinação. Existe relação de coordenação, relação de auxílio, mas não de subordinação”, afirmou.
Maierovitch também apontou uma contradição dentro do próprio STF. Enquanto Mendonça considerou grave um relatório de inteligência da PF utilizado no caso, o ministro Edson Fachin teria dado andamento a uma representação que também levou o documento em consideração.
A Segunda Turma do STF formou maioria para manter o afastamento de Andrei Rodrigues. A Advocacia-Geral da União (AGU), porém, pretende recorrer e levar a discussão ao plenário da Corte.
BG avaliou, durante o programa Meio-Dia RN desta terça-feira (8), que o ministro Alexandre de Moraes, que teve papel central na derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, será um dos principais atores para uma eventual derrota do presidente Lula nas eleições de 2026.
Para BG, a atuação de Alexandre de Moraes e a crise envolvendo o STF estão provocando um sentimento de indignação e impotência em parte da população. “Flávio Bolsonaro está todo enrolado, mentiu, também teve relação com Daniel Vorcaro. O negócio do dinheiro do filme deve ser verdade, ele está todo enrolado. O problema é o sentimento de impotência e de injustiça. O problema é a perseguição que o Brasil está assistindo. Alexandre Moraes, que foi um dos principais atores para derrotar Bolsonaro em 2022, será um dos principais para derrotar Lula em 2026. Aguardemos”, comentou BG.
O diretor-executivo da Polícia Federal, William Marcel Murad, número 2 na hierarquia da corporação, fez nesta terça-feira (8) uma defesa pública do diretor-geral afastado Andrei Rodrigues, após decisão do STF. Andrei Rodrigues era esperado para abrir oficialmente o curso, mas não compareceu à solenidade.
Durante a cerimônia de abertura do curso de formação de novos agentes, na Academia Nacional de Polícia, em Brasília, Murad afirmou que a instituição não se deixará abalar por pressões.
“Não nos deixaremos abalar por ataques, venham de onde vier. E aqui, reafirmamos, reafirmo, nossa total confiança na direção geral, no diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O momento exige serenidade, mas saberemos atravessar essa tempestade como tantas vezes o fizemos”, declarou.
O presidente Lula (PT) reuniu, nesta terça-feira (8), ministros e auxiliares no Palácio da Alvorada para avaliar a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que afastou preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada.
Entre os presentes estão o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o titular da Secom, Sidônio Palmeira.
Mendonça determinou ainda que a Corregedoria da PF abra investigações penais e administrativo-disciplinares para apurar suspeitas relacionadas à produção de relatórios de inteligência.
A decisão está ligada às investigações sobre o Banco Master e ocorre em meio a suspeitas de que integrantes da cúpula da PF teriam conhecimento, participado ou se omitido na elaboração de documentos que monitoravam Mendonça e Messias.
A jornalista Renata Varandas, namorada do diretor-geral afastado da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, participou de ao menos quatro reuniões com autoridades federais em 2026 representando empresas do grupo Ambipar, alvo de investigações relacionadas à Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master.
Em três dos encontros, registros oficiais da CGU identificam Renata como diretora de Relações Governamentais da Ambipar. As reuniões envolveram autoridades como os ministros Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), além do então presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, e um representante do Banco Central.
A atuação de Renata para a empresa ocorre no momento em que a PF e a CVM investigam negócios envolvendo a Ambipar e o grupo ligado ao Banco Master.
Nesta terça-feira (8), o ministro André Mendonça, do STF, determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. A decisão não cita Renata Varandas nem sua atuação para a Ambipar.
Procurada pela reportagem do Poder 360, Renata não respondeu aos questionamentos sobre seu vínculo com a empresa e se Andrei tinha conhecimento da atuação.
As acusações que pesam contra o diretor-geral da Polícia Federal do governo Lula (PT), Andrei Rodrigues, alvo de uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, nesta terça-feira (8), para ser afastado do cargo por espionagem, elaboração de relatório apócrifo e vazamento de informações, são muito mais graves do que os fatos que levaram à condenação e à exoneração do ex-diretor geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Silvinei Vasques.
No fim de 2025, Silvinei foi condenado a uma pena de 24 anos e 6 meses de prisão pela Primeira Turma do STF. Ele foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ordenar o bloqueio de estradas e blitzes no segundo turno das eleições de 2022, principalmente na região Nordeste, para supostamente dificultar o acesso de eleitores do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, adversário de Jair Bolsonaro, aos locais de votação.
No dia 21 de agosto de 2026, o ministro Alexandre de Moraes determinou a cassação da aposentadoria de Silvinei Vasques no cargo de Policial Rodoviário Federal. Ele cumpre pena na ala especial do Complexo Penitenciário da Papuda, conhecida como “Papudinha”, localizada em Brasília (DF).
Já Andrei Rodrigues, atual diretor-geral da PF, segundo a decisão do ministro André Mendonça, encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do Inquérito das Fake News, ao menos seis “relatórios de inteligência” produzidos de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto de 2026.
André Mendonça também cita que foi alvo de um “monitoramento sistemático e ilegal” da Polícia Federal durante mais de 30 dias. Além de Mendonça, o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, também foi alvo de monitoramento e de “coleta dirigida” de informações.
Mendonça cita também o “relatório apócrifo” que teria sido produzido pela PF e usado pelo ministro Alexandre de Moraes para questionar sua atuação no caso do Banco Master. Na decisão, o magistrado afirma que o documento contém “elevadas abstrações, elucubrações estapafúrdias e juízos subjetivos de toda ordem”.
Outro ponto considerado de extrema gravidade pelo relator foi o vazamento de informações sigilosas decorrente da publicização desses relatórios. O material continha detalhes sobre investigações em andamento e pendentes de decisão judicial envolvendo o presidente Nacional do União Brasil Antônio Rueda e o candidato ao Governo da Bahia ACM Neto. Mendonça enfatizou que a divulgação prévia revelou as potenciais medidas cautelares aos alvos, “frustrando completamente a sua eficácia e prejudicando efetivamente as investigações”.
O ministro Alexandre de Moraes se referiu ao colega do STF, André Mendonça, como “inimigo” durante uma conversa com aliados, segundo apurou a coluna de Paulo Cappelli no jornal Correio da Manhã.
De acordo com o relato de interlocutores que participaram da conversa, a referência a Mendonça foi feita na presença dos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. A fala escancara a guerra declarada entre Alexandre de Moraes e André Mendonça após o ministro-relator do caso do Banco Master levantar o siligo do relatório da PF que revelou a troca de mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O embate, segundo o colunista, extrapolou do campo jurídico e político para a esfera pessoal. No domingo (6), André Mendonça enviou ao presidente do STF, Edson Fachin, o processo em que pede que o Plenário da Corte analise as suspeitas da Polícia Federal envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes.
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