Polícia

VÍDEO: PMs de GO prendem professor que se recusou a retirar adesivo ‘Bolsonaro genocida’ de carro

Policiais militares de Goiás prenderam nesta segunda-feira (31) um professor secundarista após exigirem que ele retirasse do carro um adesivo em que chamava o presidente Jair Bolsonaro de genocida.

Apesar de no último sábado (29) milhares de pessoas terem ido às ruas de diversas cidades do país protestar contra o presidente, e em inúmeras ocasiões portarem cartazes e faixas o chamando de genocida, os policiais apresentaram como razão de sua ação a LSN (Lei de Segurança Nacional), editada em 1983, no final da ditadura militar (1964-1985).

A lei, cuja revogação já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, tem sido usada pelo governo Bolsonaro para intimidar críticos de sua gestão.

O argumento principal é que um de seus artigos estabelece como crime “caluniar ou difamar o presidente da República (…) imputando-lhes fato definido como crime ou fato ofensivo à reputação”.

Goiás é governado por Ronaldo Caiado (DEM), um dos aliados de Bolsonaro. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do estado disse que “o policial militar envolvido nesse fato lamentável foi afastado de suas funções operacionais e responderá inquérito policial para apuração de sua conduta”.

“O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Segurança Pública e da Polícia Militar, não coaduna com qualquer tipo de abuso de autoridade. Assim sendo, todas as condutas que extrapolem os limites da lei são apuradas com o máximo rigor, independentemente do agente ou da motivação de quem as pratica.”

No vídeo ao qual a Folha teve acesso, o professor Arquidones Bites, que é secretário de movimentos populares do PT, é abordado em Trindade (a cerca de 16 km de Goiânia) por dois policiais que exigem que ele tire do capô do carro um adesivo com a inscrição “Fora Bolsonaro genocida”.

Em tom exaltado, o professor se nega a cumprir a ordem. Um dos PMs —no vídeo é possível ler a identificação tentene Albuquerque— lê no seu celular trecho da LSN afirmando que o professor está, com base nela, cometendo um crime ao atribuir fato criminoso a Bolsonaro.

Arquidones repete, sempre em tom indignado, que não só ele, mas vários parlamentares, autoridades e outras pessoas, inclusive da CPI da Covid no Senado, chamam Bolsonaro de genocida. E repete em tom contundente a afirmação de que, pra ele, Bolsonaro é genocida.

O professor acabou sendo preso e levado para a delegacia da Polícia Civil de Trindade. De acordo com o PT, a polícia se recusou a lavrar o flagrante.

Arquidones, então, foi levado para a Polícia Federal em Goiânia. Ao chegar à PF, ele afirmou ter sido agredido pelos policiais militares durante a sua prisão.

Após ser ouvido na PF e em meio a pressão de militantes do PT que foram para a porta da PF, o professor foi liberado no final da noite desta segunda.

Não houve abertura de inquérito. Segundo o advogado Edilberto de Castro Dias, o delegado da PF disse não ter considerado ter havido calúnia ou difamação e que, mesmo se houvesse, seria necessária uma representação do Ministério da Justiça para que fosse tomada alguma atitude.

A Folha teve acesso ao depoimento de Arquidones. Nele, o professor diz que o fato de o governo não ter providenciado a vacina contra a Covid-19 a tempo lhe causa muita indignação e sofrimento, já que ele perdeu para a doença o irmão caçula, um tio e uma sobrinha. Ele também confirmou à PF ter dito “que o presidente Bolsonaro é genocida” e negou ter desacatado os PMs.

 

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Correta a postura dos dois Delegados de Polícia que se recusaram a lavrar o auto de prisão em flagrante, por não estarem presentes as condições de procedibilidade para instauração do inquérito.
    Acrescido a isso, deveria ter sido lavrado Termo Circunstanciado de Ocorrência em face dos policiais militares como incursos no crime do Art. 33 da Lei 13.869.

    1. Demonstrou toda sua ignorância.
      Fascista é que governa apoiando as empresas, como seu ídolo corrupto fez através da odebrecht, JBS, Eike Batista, entre tantas outras.
      Fascista é quem se mostra contra o povo poder se defender, lembra quem impôs a lei do desarmamento?
      Desenhei…

  2. Esse presidente do Brasil é um icone falastrão,não precisava dele perder tempo falando com pessoas comuns e jornalistas todas as manhãs na entrada e saida do palacio do governo,ele precisa se afastar absolutamente do chamado cercadinho e como consequencia ele evitaría erros,indiscrições e constragimentos que sempre causam grande alvoroço midiatico e de lideranças políticas opositoras em seu desfavor,más,parece que o presidente é um cinico que gosta de causar como se fala na giria,de aparecer e fazer cachorradas e palhaçadas em público,aquelas motociatas forão grandes atos de palhaçadas ridículas,uma turma de paus acefalos todos sem máscaras.
    Já que não existe nenhum candidato da terceira via forte para derruba-lo,entre o atual presidente do Brasil e o ex presidente da esquerda pró-russia e anti capitalista,eu prefiro a continuidade e até que prove o contrario atual presidente não cometeu nenhum ato de corrupção e improbidade administrativa no seu governo vigente,se o filho cometeu um ato desonesto ou não,o presidente do Brasil está isento da culpa do filho.

    1. O presidente inepto, o nosso MINTOmaníaco precisa desse gadinho ali do cercadinho pra falar essas merdas e ser aplaudido pelos idólatras de plantão. Lulaladrao tinha os mesmos abestados (ainda continua tendo…)… O brasileiro gosta de ter político corrupto de estimação pra se sentir gado… Impressionante!

    2. Manoel F sua opinião é lastimável. Literalmente desnecessária

  3. A Lei Nacional ja devia ter levado esse Genocida pra jaula..tá matando o país e agora a sua nação..De fome, vírus e de vergonha.
    Pega descendo Bozo…!!

  4. O tenente ficou desmoralizado… Nem o delegado da civil e nem o da federal viram crime, mas o todo poderoso tenente queria prender de todo jeito. Resultado: o Professor solto e ele afastado das ruas…kkkkkkk

  5. Leiam a notícia. Nem a Polícia Civil, nem a Polícia Federal lavraram o flagrante e o PM vai responder pela prisão ilegal. Se o PM entendesse de lei minimamente não responderia por erro tão banal: só o Ministério da Justiça pode acionar aquela lei. O guarda da esquina não.

  6. O cidadão foi apenas CONDUZIDO e apresentado ao DP, não foi preso.
    O que ele está falando é crime de calúnia mesmo, embora muitos falem o mesmo.
    Acho que não tiveram o interesse de saber o que é genocídio.

  7. Isso não liberdade de expressão isso é crime. Mas como para petista não existe crime, existe o politicamente correto, então nao tem problema. Se bolsonaro fala algo, todo mundo mete o pau. Se lula diz que nao aguenta jovi sendo preso por roubar celular, todos se calam. Era pra ta da um cadeia neste professor, mestre é pra ensinar a pensar e não a ser militante, seja de Bolsolnsro ou Luladrao.

  8. A esquerda não cansa de destruir valores e princípios. Estão normalizando a difamação e a calúnia. São amantes do caos.

  9. Em 11 de Agosto de 2020, Trump comprou 100 milhões de doses de vacina (só dar um Google).
    O energúmeno daqui nem se mexeu…estava sim, planejando a morte de milhares de brasileiros.
    Que nome ele merece?

    1. Tem gente que não entende pré-pactuação contratual, reserva de mercado, subsídio de pesquisa a fundo perdido (Operation Warp Speed), legislação brasileira, mas não consegue resistir a vontade de defecar pela boca e compartilhar de sua sabedoria construída com base na narrativa de Humberto Costa, Renan Calheiros e companhia… Ai ai tempos áureos esses de nossa sociedade.

    1. Kara pálida! Vc já está sabendo que o pm foi afastado?
      Lula 22

  10. O milico que prendeu o rapaz é bostanarista, tem foto dele com o genocida.
    Eu tenho um adesivo no meu carro (BOZO GENOCIDA) quero que apareça 1 para me prender.

    1. Eita menina braba, bateu o pé vc corre, escondido atrás de um biombo mascarado vc é muito macho, quando vê policial com algemas, treme e corre, ou andas com armas?

  11. Calunia, injúria e difamação. Não se pode acusar alguém de um crime sem condenação. Esses idiotas nem sequer sabem o que é um genocídio. Ficam a repetir “mantras” que seus “donos” inventam. E essa “Foice” de SP continua na sua militância política contra o presidente. Imprensa lixo.

    1. Bolsonaro GENOCIDA!
      (Pode chorar, esperniar, se rasgar…é assim que ele passará para a História…um GENOCIDA)

    2. Para vocês pode Pedir a volta da ditadura. Por que não posso chamar o Mito Messias Bozonaro de GENOCIDA!? Vai me denunciar? Aguardo a intimação.

    3. Condenação é posterior à acusação. Por favor não confunda nem tente confundir. Bozo, por tudo que fez e principalmente pelo que deixou de fazer no enfrentamento da pandemia, será formalmente acusado de genocidio sim. Não foi condenado ainda, mas será, logo após deixar a presidência. Deixa de falar besteira, moleque de recados.

    4. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK amo esse senso de justiça de vcs, em outros tempos não falavam isso.

    5. PRESTEM atenção não qualidade dos comentários. Teve um comentarista da ala esquerda, intitulado IAGO, que não estudou ou se o fez, não passaria em qualquer MOBRAL, com ou sem espernEar, seu esperneIo e tipo dos analfabetos que se rasgam para aparecer e dar o que não devia.

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PODERDATA/AYA: Na véspera da eleição, Lula tem 45% e Flávio Bolsonaro, 43% dos votos válidos


Fotos: Ricardo Stuckert/Reprodução Redes Sociais

A mais recente pesquisa do instituto PoderData/Aya, realizada entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro, aponta um cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo primeiro turno da eleição presidencial de outubro.

No recorte de votos válidos, que exclui os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos, o petista aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o senador do PL registra 43%. A diferença entre os dois principais concorrentes apresentou um acréscimo de 1 ponto percentual em comparação com a rodada anterior do levantamento.

Atrás da dupla líder, o segundo pelotão é encabeçado por Augusto Cury (Avante), com 4%, seguido por Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), que somam 3% cada. Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO) pontuaram com 1% cada. Os candidatos Clariana Barão (Democracia Cristã), Edmilson Costa (PCB), Wilson Grassi (Democrata), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram. No total, os nomes deste grupo acumulam 13% dos votos válidos.

Cenário de votos totais

Considerando a base de votos totais, que engloba também os eleitores indecisos e aqueles que pretendem votar em branco ou anular, a disputa permanece estreita: Lula registra 42% das intenções de voto, ao passo que Flávio Bolsonaro marca 41%.

Ambos os candidatos apresentaram oscilação positiva em relação à pesquisa anterior, realizada entre 20 e 23 de setembro, quando o atual presidente pontuava com 41% e o senador com 39%.

Metodologia

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. O levantamento teve parceria de divulgação com o Aya Bancah, a maior e mais completa banca digital do Brasil.

Os dados foram coletados de 30 de setembro a 2 de outubro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 4.000 entrevistas em 786 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,5 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no TSE sob o nº BR-03519/2026.

Para chegar a 4.000 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData/Aya faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

Com informações do Poder360

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PF aponta que R$ 400 mil apreendidos em Mossoró pertenciam a Jorge do Rosário


Foto: Reprodução/Blog do Barreto

Os R$ 400 mil em dinheiro vivo que a Polícia Federal apreendeu na última quinta-feira (1), em Mossoró, pertence ao empresário e candidato a Deputado Estadual (PL), Jorge do Rosário, é o que aponta a investigação. A PF descobriu também que o montante foi sacado pelo irmão dele, identificado como José Ferreira do Rosário Neto.

De acordo com o inquérito, a apuração foi instaurada para investigar suspeitas de corrupção eleitoral e lavagem de dinheiro. O caso teve origem em uma comunicação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre uma movimentação atípica, que apontou o provisionamento de um saque em espécie de R$ 400 mil na conta da empresa Repav Rosário Edificações e Pavimentação Ltda, da qual Jorge do Rosário é sócio majoritário e administrador. O irmão, José Ferreira também tem participação na empresa, mas como sócio minoritário. 

A retirada foi executada por José Ferreira, mas ainda não há informações se a quantia apreendida pela PF corresponde integralmente ao valor provisionado. A investigação busca esclarecer a fundo essa movimentação financeira e sua eventual relação com crimes eleitorais.

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ÚLTIMO DIA DE CAMPANHA: Lula foca na Paulista e Flávio Bolsonaro divide agenda entre SP e RJ


Fotos: Divulgação/Campanhas

Os presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) realizam neste sábado (3) os últimos atos de campanha para o primeiro turno das eleições de 2026. Concentrados estrategicamente na região Sudeste, o maior colégio eleitoral do país, os principais concorrentes buscam consolidar apoios e atrair votos de última hora antes de os brasileiros irem às urnas neste domingo (4).

O presidente e candidato à reeleição, Lula, encerra sua agenda com uma caminhada na Avenida Paulista, na capital paulista. O estado é considerado prioridade absoluta pela coordenação de campanha e foi o mais visitado pelo petista ao longo do pleito, reunindo um eleitorado apto de 34,1 milhões de pessoas.

Além de buscar votos para a corrida presidencial, Lula tenta impulsionar a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo estadual para forçar um segundo turno contra o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A missão, contudo, é desafiadora: pesquisa Datafolha recente indica Tarcísio com 56% dos votos válidos, ante 37% de Haddad, o que acende o alerta para o risco de o petista ficar sem palanque competitivo no maior estado do país.

Do outro lado, Flávio Bolsonaro divide o último dia de campanha entre São Paulo e o Rio de Janeiro. Pela manhã, o senador participa de uma moto-carreata ao lado de Tarcísio de Freitas no interior paulista, percorrendo trechos entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana. À tarde, viaja para o Rio de Janeiro, berço político de sua família e onde deu início à corrida presidencial em agosto, onde comanda uma mobilização entre Campo Grande e Bangu, na Zona Oeste.

Com estratégias focadas em demonstrações de força nos redutos decisivos do Sudeste, os candidatos encerram uma das campanhas mais disputadas da história recente, deixando o veredito final nas mãos dos eleitores neste domingo.

Com informações do Metrópoles

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Em alta desde 2006, abstenção no 1º turno pode definir resultado entre Lula e Flávio Bolsonaro


Foto: TRE/SP

A abstenção no primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras tem apresentado trajetória de alta desde 2006. O índice acumulou um crescimento de quatro pontos percentuais até 2022, quando alcançou 20,79%, representando a ausência de 32,2 milhões de eleitores. Diante de um cenário atual marcado por grande acirramento e margens apertadas entre os principais concorrentes, analistas avaliam que o nível de comparecimento às urnas poderá ser o fiel da balança na disputa pelo Palácio do Planalto.

No pleito anterior, entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), a dinâmica foi distinta: com margens mais amplas e menor apatia na reta final, a abstenção caiu no segundo turno pela primeira vez desde 2002. Na corrida atual, contudo, especialistas apontam fatores inéditos, como a ausência de debates entre os principais candidatos e um engajamento geral considerado baixo desde a redemocratização.

O impacto nas bases e divergências entre especialistas

Para o cientista político Antônio Lavareda, presidente da Abrapel, o crescimento da abstenção tende a penalizar a candidatura de Lula. Baseando-se na correlação quase absoluta de -0,97 entre menor escolaridade e abstenção, público tradicionalmente de maior apoio petista, Lavareda argumenta que as dificuldades logísticas e a insatisfação econômica pesam mais sobre os eleitores de menor renda e menor instrução.

“A abstenção vai prejudicar Lula porque ele tem menos votos entre os menos escolarizados do que tinha em 2022. Há uma insatisfação com a economia e a percepção de que ela não melhorará”, aponta o cientista político.

Em contrapartida, Luciana Chong, diretora do Datafolha, pondera que a projeção exata sobre quem será mais prejudicado é complexa. Dados de propensão de voto do instituto mostram perfis de menor engajamento concentrados entre jovens e menos escolarizados, mas com nuances geográficas importantes. Enquanto o Sudeste registra maiores taxas de propensão à ausência, o Nordeste demonstra índices mais elevados de fidelidade ao comparecimento.

O peso histórico e o voto obrigatório

Para Jairo Nicolau, pesquisador do CPDOC/FGV, o cenário atual gera curiosidade por evidenciar um clima de apatia e recusa à política cujos reflexos definitivos nas urnas ainda são imprevisíveis. Já Bruno Reis, professor de ciência política da UFMG, relativiza o impacto institucional do absenteísmo e destaca a resiliência do sistema brasileiro: para ele, mesmo com penalizações brandas pelo descumprimento do voto obrigatório, a taxa histórica de comparecimento em torno de 80% continua sendo um indicador positivo de engajamento cívico.

Com informações da Folha de São Paulo

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Geral

“DIAS MAIS DIFÍCEIS”: Michelle detalha momento de Bolsonaro após Damares relatar que ex-presidente passou mal


Foto: Wilton Junior/Estadão

A candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) precisou cancelar sua participação presencial em um evento de campanha realizado nesta sexta-feira (2), em Brasília. A ausência ocorreu devido a momentos de instabilidade emocional enfrentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar decorrente de condenação por tentativa de golpe de Estado.

Inicialmente, a senadora Damares Alves (PL-DF), presente no evento, afirmou aos apoiadores que a ex-primeira-dama não pôde comparecer porque Bolsonaro havia passado mal. No entanto, Michelle esclareceu posteriormente que o marido não sofreu um mal-estar físico súbito, mas tem vivido “dias mais difíceis”, marcados por quadros de ansiedade e oscilações emocionais agravadas pela reta final da campanha eleitoral.

Participando de forma virtual e com uma aparência abatida, segundo relatos de aliados, Michelle destacou o desafio de conciliar a agenda política com a dedicação integral ao marido, uma vez que ela própria cumpre restrições de horários de circulação impostas pela Justiça. “Estou presa com meu marido, todo mundo sabe, tenho horário pra sair e horário para voltar. Não é fácil ter que associar também uma campanha com os cuidados de casa e estar ali também dando todo apoio para ele”, desabafou, acrescentando que pediu o apoio e orações de líderes religiosos.

A situação gerou fortes críticas da senadora Damares Alves à condução judicial do caso pelo Supremo Tribunal Federal. Para Damares, as restrições impostas a Bolsonaro — que não possui direito a um cuidador formal — acabam por punir também a ex-primeira-dama. “O ministro Alexandre de Moraes prendeu ao mesmo tempo o Bolsonaro e prendeu a Michelle, pois ele não tem direito a um cuidador. A Michelle é a carcereira do Bolsonaro”, declarou a parlamentar, que também levantou preocupações sobre o impacto da prisão na saúde do ex-presidente.

Com informações do Estadão

Opinião dos leitores

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[VÍDEO] Caravana 22 toma as ruas de Natal e Parnamirim na reta final da campanha de Álvaro Dias


Foto: Divulgação/Campanha Álvaro Dias


A reta final da campanha de Álvaro Dias (PL) ganhou as ruas de Natal e Parnamirim nesta sexta-feira (2). Em uma grande carreata da Caravana 22, o candidato ao Governo do Rio Grande do Norte percorreu bairros das duas cidades acompanhado por apoiadores, candidatos e lideranças políticas.

A Caravana saiu de Neópolis, em Natal, seguiu por Nova Parnamirim e Cidade Verde e avançou por Parnamirim, passando pela Coophab e pelo bairro da Liberdade até chegar ao Centro da cidade.

Ao longo do trajeto, carros e apoiadores acompanharam Álvaro pelas ruas e avenidas, marcando mais uma noite de movimentação da campanha às vésperas da votação de domingo.

Participaram da carreata a vice-prefeita de Parnamirim, Kátia Pires; o prefeito de Natal, Paulinho Freire; a vice-prefeita Joanna Guerra; o senador Rogério Marinho; os candidatos ao Senado Styvenson Valentim e Coronel Hélio; o comunicador Salatiel de Souza; os candidatos a deputado federal General Girão, Carla Dickson e Gabi Trajano; os candidatos a deputado estadual Taveira Júnior, Coronel Azevedo, Josemar Varela, Gabriel César e Pastora Jois; além do vereador e presidente eleito da Câmara Municipal de Natal, Aldo Clemente.

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Geral

Flávio Bolsonaro alcança 58% na Kalshi e 57% no Polymarket em projeções de vitória


Foto: Maria Erlich/Getty Images/Bloomberg

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) desponta com alta probabilidade de vitória na corrida pelo Palácio do Planalto para as eleições de outubro, segundo dados de plataformas internacionais de mercados de previsões, como Kalshi e Polymarket. É importante destacar, contudo, que essas estimativas não seguem rigores metodológicos científicos e que a modalidade de mercado preditivo é proibida no Brasil.

De acordo com o levantamento consultado na noite dessa sexta-feira (2), a Kalshi aponta Flávio com 58% de probabilidade de vitória, enquanto o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), registra 44%.

Abaixo dos dois principais nomes, o cenário nas apostas mostra Renan Santos (Missão) com 0,6%, enquanto as porcentagens de Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) não foram detalhadas pela plataforma.

Na Polymarket, o cenário apresenta pequenas oscilações recentes: Flávio Bolsonaro lidera com 57% de chance de vencer, o que representa uma queda de 6,3 pontos percentuais em relação aos 63,3% registrados na véspera. Em sentido inverso, Lula subiu de 37% para 43% de probabilidade. Nessa mesma plataforma, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury aparecem com menos de 1% de chance cada.

Tanto a Kalshi quanto a Polymarket funcionam como bolsas internacionais de apostas onde usuários movimentam dinheiro real frequentemente em criptomoedas para especular sobre a probabilidade de concretização de eventos futuros.

Com informações da CNN Brasil

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Política

“INTERFERÊNCIA INDIRETA”: Ex-embaixador vê ação política dos EUA em suspensão de consulados no Brasil

Ex-embaixador do Brasil em Washington Rubens Barbosa | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O ex-embaixador do Brasil em Washington Rubens Barbosa afirmou que a suspensão dos atendimentos presenciais da embaixada e dos consulados dos Estados Unidos pode ser uma forma indireta de interferência na eleição brasileira.

Para o diplomata, a medida adotada a dois dias do primeiro turno passa uma imagem de insegurança e alimenta um clima de desconfiança no país.

“Desde o começo eu falei que acreditava que iria haver uma interferência direta ou indireta dos Estados Unidos na eleição aqui no Brasil. Acho que isso talvez seja uma maneira indireta de interferir nas eleições”, declarou ao UOL News.

O governo americano alegou “preocupações com a segurança”, mas não divulgou detalhes sobre possíveis ameaças. A Austrália também fechou sua embaixada em Brasília nesta sexta-feira (2).

Opinião dos leitores

  1. Dr:
    Peraí!
    O sistema das urnas eleitorais do Brasil não são invioláveis??
    Quem vota são os brasileiros que saem de casa pra escolher o seu candidato, Trump não vota aqui e até onde sei não é ele que opera o computadorzão quardado dentro de uma sala.
    Interferência mesmo é do nosso Judiciário dizendo o que é e o que não é pra fazer na eleição e no Brasil sem receber serem votados é essa galera sem votos que manda no brasil hoje.
    Se metem em tudo que não é da sua competência, isso sim é Interferência direta na eleição.

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Política

Quem é de direita e vota em Flávio Bolsonaro sabe e reconhece o trabalho de General Girão

Divulgação

Candidato à reeleição pelo PL, Girão aparece com 3,5% na pesquisa Seta e soma mais de R$ 542 milhões em emendas para o Rio Grande do Norte

O eleitor potiguar que vai digitar o número de Flávio Bolsonaro no próximo domingo conhece a história de General Girão. Sabe que ele subiu no palanque de Jair Bolsonaro em 2018, quando poucos políticos do estado tinham disposição para isso, e que nunca mudou de lado desde então.

A relação entre os dois vem de muito antes da política. Girão e Bolsonaro se conheceram como cadetes na Academia Militar das Agulhas Negras. Girão seguiu carreira no Exército até chegar a general de brigada e, na reserva, comandou a Segurança Pública em Roraima, no Rio Grande do Norte e em Mossoró.

Na primeira eleição, pelo PSL, teve 81.640 votos. Quatro anos depois, já no PL, foi reeleito com 76.698. Em Brasília, acompanhou a orientação do partido em mais de 91% das votações. Agora, em busca do terceiro mandato com o 2210, conta com pedidos de voto de Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Nikolas Ferreira e Hélio Negão.

Divulgada nos últimos dias, a pesquisa do Instituto Seta mostra Girão com 3,5% das intenções de voto para deputado federal. No levantamento Exatus, encomendado pelo Grupo Agora RN, ele figura entre os nomes mais citados espontaneamente pelos eleitores.

“O povo de direita do Rio Grande do Norte me conhece. Sabe que eu estava com Bolsonaro antes de virar moda e que continuo com a mesma posição. E sabe também que o mandato trouxe resultado para os municípios”, disse Girão.

Recursos em todas as regiões

São mais de R$ 542 milhões em emendas destinadas ao estado ao longo de dois mandatos, com a saúde em primeiro lugar e a infraestrutura logo atrás. Boa parte dessa verba virou pavimentação e drenagem em cidades do interior e da capital.

Com R$ 80 milhões, o Seridó foi a região que mais recebeu. Caicó ficou com R$ 11 milhões e Parelhas, com mais de R$ 6,8 milhões. Para o Alto Oeste foram cerca de R$ 20 milhões. Maxaranguape teve mais de R$ 5,3 milhões em pavimentação, e o bairro de Neópolis, em Natal, recebeu mais de R$ 4,7 milhões para as obras do Projeto Minas Novas.

Girão também se dedica à causa autista e à inclusão de pessoas com deficiência. Na causa animal, articulou o segundo hospital público veterinário de Natal, que será instalado na Zona Norte. Agricultores receberam tratores e equipamentos por meio de suas emendas, e o esporte, área esquecida por boa parte da bancada, tem recebido recursos do mandato com frequência. Na segurança, destinou verba para guardas municipais e para a construção do 12º Batalhão de Polícia Militar, em Mossoró.

Para quem acompanha a direita potiguar desde o começo, Girão não precisa de apresentação.

Dados das pesquisas

Instituto Seta: 1.500 eleitores ouvidos no Rio Grande do Norte entre 21 e 24 de setembro de 2026. Margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. Registro RN-06302/2026.

Exatus/Grupo Agora RN: 1.500 eleitores ouvidos em 55 municípios, distribuídos pelas 11 regiões geográficas imediatas do estado, entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026. Margem de erro de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. Registros RN-03924/2026 e BR-03775/2026.

Opinião dos leitores

  1. O pior secretário de segurança da história do rn. O que esse cidadao fez em 8 anos como parlamentar?

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Brasil

“DOENÇA AVASSALADORA”: Viúva de Lito Sousa revela vídeos deixados para o filho assistir no futuro

Mila Seidl, viúva de Lito Sousa, após o velório — Foto: Maria Isabel Oliveira

Mila Seidl, viúva do influenciador Lito Sousa, revelou nesta sexta-feira (2) que o marido deixou vídeos gravados para o filho de sete anos assistir em aniversários futuros. Lito morreu na quinta-feira (1º), aos 59 anos, vítima da doença de Creutzfeldt-Jakob.

“Foram dias muito difíceis. É uma doença avassaladora, que em dias muda todo o cenário”, declarou Mila após o velório. Segundo ela, as mensagens deixadas pelo influenciador trazem lições que ele considerava importantes para o filho.

A cerimônia foi realizada no Campo de Marte, em São Paulo. Mila explicou que Lito desejava uma despedida perto da aviação, área que marcou sua vida profissional e o tornou conhecido por meio do canal “Aviões e Músicas”.

Sócia do marido, Mila afirmou que os sites e cursos criados por ele terão continuidade. “Esse legado não acaba”, declarou.

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