Durante a sabatina da TV Globo, realizada na noite desta quarta-feira (26), o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) defendeu que o Brasil desenvolva armamento nuclear para assegurar relevância geopolítica global e soberania militar. A entrevista foi conduzido pelos jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos.
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— BLOGDOBG (@BlogdoBG) August 27, 2026
“Se o Brasil quiser ser uma das 5 maiores nações do mundo, que se presta a sentar na mesa com Estados Unidos, Índia, Rússia e China, ele vai precisar ter soberania, a soberania sobre o seu próprio território, soberania militar, e vai ter que discutir ter bombas atômicas”, afirmou o candidato.
Apesar da proposta, Santos comentou que o país não dispõe de condições técnicas e estruturais para viabilizar esse tipo de armamento na próxima década. A Constituição brasileira restringe a exploração nuclear estritamente a fins pacíficos, sob aval do Congresso, e o país é signatário do Tratado de não proliferação de armas nucleares.
Questionado pelos apresentadores sobre o precedente da Coreia do Norte, que rompeu com o tratado em 2003 para se armar, o candidato argumentou que, embora critique o regime norte-coreano, o país asiático conquistou respeito internacional que a Venezuela não obteve, fazendo menção à intervenção dos Estados Unidos no território venezuelano em janeiro deste ano.
Críticas à Política Externa e à China
No campo diplomático, Renan direcionou duras críticas à condução da política externa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), classificando a atual postura brasileira frente a Pequim como submissa.
De acordo com o candidato, o Brasil atua como “vassalo” ao endossar sistematicamente os interesses chineses em disputas internacionais. Renan Santos também reprovou os posicionamentos do governo em crises como o confronto entre Israel e Irã, apontando que tais manifestações ocorrem “sem o Brasil ter nenhum ganho” estratégico.
Com informações do Poder360

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