Na sequência aparecem irmão ou irmã, com 43 candidatos (10,5%); pai, mãe ou nome de orixá, com 28 (7%); bispo, com 21 (5%); e padre, com 10 (2,5%). Outros cinco usam “apóstolo” ou “apóstola”, enquanto um se apresenta como reverendo e outro, como frei.
Os 28 candidatos que usam “pai”, “mãe” ou nomes de orixás representam 7% do total e estão associados a identificações de religiões de matriz africana.
Já “irmão” e “irmã”, embora não sejam propriamente títulos religiosos, são usados com frequência em comunidades evangélicas e também por freiras católicas representam 43 candidaturas e correspondem a 10,5% dos candidatos com alguma alcunha religiosa.
A identificação religiosa aparece principalmente nas disputas pelo Legislativo. Dos 404 candidatos, 389 (96%) concorrem a vagas de deputado estadual, distrital ou federal. São 220 candidatos a deputado estadual, 157 a deputado federal e 12 a deputado distrital.
Também há sete candidatos a segundo suplente de senador, quatro ao Senado, três a vice-governador e um a primeiro suplente de senador.
Entre os partidos, o MDB lidera, com 37 candidatos que usam identificações religiosas no nome de urna, seguido pelo Republicanos, com 30, e pelo DC, com 28.
O Rio de Janeiro concentra o maior número, com 50 candidatos, seguido por São Paulo (49) e Pernambuco (31).
Apesar da identificação religiosa no nome de urna, apenas 35 candidatos declararam ao TSE ter como ocupação “sacerdote ou membro de ordem ou seita religiosa”. Desse grupo, 28 usam pastor, pastora ou “PR”, quatro são padres, dois usam o título de “mãe” e um se identifica como bispo.
Os presos pintam e bordam, mas quando querem cercear um pouco os direitos deles, a turma do ar-condicionado acha desumano.