Vistoria eletrônica garante mais agilidade ao processo e segurança contra fraudes

Imagem: reprodução

O Rio Grande do Norte acumula atualmente mais de 3 mil veículos aguardando por vistoria. A transferência de propriedade e o primeiro emplacamento de novos automóveis, por exemplo, dependem desta atividade.

A vistoria eletrônica, dotada de inteligência artificial, garante celeridade ao processo. Porém, hoje está impossibilitada de ser realizada no RN, pois a empresa responsável pelo serviço teve o acesso ao sistema do Detran interrompido desde março. O caso encontra-se na Justiça e a empresa Renavin alega o descumprimento do contrato estabelecido com o órgão de trânsito.

Esta modalidade de vistoria, além de mais rápida, também garante a ausência de fraudes. O sistema utilizado chamado de Scanvin utiliza uma microcâmera na leitura espectral de imagens. Ele gera informações para um programa de inteligência artificial que recolhe, analisa os dados de cada parte do veículo para então produzir o laudo da vistoria.

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A tecnologia da câmera e a inteligência do sistema são capazes de detectar o que não é possível enxergar com o olho humano. Adulterações de chassis ou motores, além outros indícios de fraudes podem ser identificados em questão de segundos na vistoria eletrônica.

Desde 2013, o CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito permite o credenciamento de empresas que executem esta modalidade de vistoria de forma eletrônica. A empresa Renavin, credenciada foi credenciada em 2018 para prestação deste serviço.

A prestação do serviço de vistoria eletrônica ao Detran-RN por parte da Renavin é mantido hoje por força de uma liminar concedida pela Justiça favorável à empresa. Mas diante da bloqueio do acesso ao sistema integrado para realizar as vistorias, a empresa buscou mais uma vez o Poder Judiciário visando resolver a questão.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bruno disse:

    Como estudante de Tecnologia da Informação tenho minhas dúvidas se a tecnologia empregada nas vistorias eletrônicas são, de fato, dotadas de inteligência artificial e, portanto, capazes de analisar um chassi adulterado. Gostaria de conhecer esse super algoritmo capaz de analisar a profundidade e espaçamento entre caracteres, e uma série de padrões de marcação das inúmeras fabricantes. Como é alimentado esse banco de dados? Ao que parece a tecnologia empregada pela RENAVIN, apenas analisa através de comparação caractere-caractere se a foto tirada do chassi bate com a sequência alfa-numérica cadastrada no sistema.

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