Tecnologia

WhatsApp pode ameaçar estabilidade no Brasil, diz pesquisadora de Harvard

Claire Wardle, do First Draft: o Comprova vai combater a desinformação na campanha eleitoral (Facebook Comprova/Divulgação)

Durante a eclosão do conflito étnico que levou ao genocídio de Ruanda em 1994, quando mais de 800 mil pessoas foram brutalmente assassinadas, o rádio teve um papel preponderante, em um primeiro momento, para incitar o ódio e a violência dos hutus contra os tutsis, e, posteriormente, para disseminar propaganda contra os hutus.

O cenário do Brasil em 2018 é, evidentemente, muito diferente do de Ruanda em 1994. Mas o potencial de plataformas como o WhatsApp ecoa paralelos com o cenário que favoreceu à crise social nesse país da região central da África, na visão da pesquisadora britânica Claire Wardle, diretora de pesquisa do projeto First Draft News, ligado à Universidade de Harvard e comprometido com o combate à circulação de conteúdos deliberadamente falsos na internet.

Segundo a pesquisadora, dois elementos tornam o Brasil especialmente vulnerável aos efeitos do compartilhamento de rumores: a elevada polarização política e o fato de o país ainda ser uma democracia relativamente jovem. “Minha preocupação é do papel do WhatsApp no Brasil. Se as informações compartilhadas lá não forem checadas, haverá pessoas acreditando em informações que podem colocar em risco a estabilidade do país”, afirma em entrevista a EXAME.

Na semana passada, Claire veio ao Brasil para lançar o projeto Comprova, uma iniciativa do First Draft que contará com uma coalizão de veículos brasileiros — EXAME entre eles — para checar e combater a circulação de informações falsas durante as eleições de 2018. Em 2016, o grupo liderado pela pesquisadora organizou um projeto semelhante durante as eleições francesas. Na ocasião, foram checadas mais de 70 informações imprecisas durante 10 semanas e 30 redações se envolveram com o trabalho.

Veja trechos da entrevista que ela concedeu a EXAME pouco antes do lançamento da plataforma:

EXAME: A senhora não gosta do termo “fake news” para descrever o fenômeno de informações falsas circulando pela internet. Por quê?

Claire Wardle: Primeiro, esta palavra se tornou sem sentido porque não descreve a complexidade do ecossistema de informação. Por exemplo, muitos dos problemas que vemos hoje é de imagens genuínas mas recicladas [fora de contexto], então, elas não são falsas. Logo, o termo não descreve realmente aquilo que nos preocupa.

E, segundo, esse termo tem sido usado para atacar a imprensa tradicional ao redor do mundo. Pesquisas mostram que o público tende a acreditar que as notícias falsas são da mídia tradicional. Eu defendo que jornalistas não usem esse termo porque isso está sendo empregado para nos atacar e, portanto, minar nosso trabalho perante o público.

Pessoas mal informadas sempre existiram e isso sempre foi uma ameaça para a democracia. Qual é o problema agora?

A misinformation [desinformação ou falta de informação] sempre existiu. Se a minha mãe compartilha algo no Facebook e não sabe que isso é falso, isso é misinformation. Nós sempre tivemos isso, as pessoas compartilham rumores sem saber que eles são falsos. O que nós temos agora é a disinformation [um conteúdo deliberadamente falso], quando alguém cria ou compartilha informações falsas para causar algum dano. Em uma era em que a tecnologia barateou e tornou mais fácil criar um site ou manipular uma foto ou um vídeo, é muito mais fácil criar e compartilhar conteúdos deliberadamente falsos. Nós sempre tivemos esse problema, mas nunca uma tecnologia que tornasse tão fácil a criação desse tipo de conteúdo e seu compartilhamento.

No Brasil, há algumas iniciativas do Legislativo para combater o compartilhamento de conteúdo deliberadamente falso na internet. Até que ponto, leis são efetivas nesse caso?

A dificuldade é não ter definições claras. É sempre muito perigoso querer regular a liberdade de expressão porque é muito raro que algo seja 100% falso, pois, geralmente, é apenas impreciso. Nesse espectro, como dizer onde fica a linha? É muito difícil distinguir entre o que é misinformation [desinformação ou falta de informação] e disinformation [um conteúdo deliberadamente falso].

No caso de pornografia ou de discurso de ódio, a definição é clara e há leis específicas contra isso na Europa, por exemplo. Mas quando se está lidando com um conteúdo impreciso, como regular isso? Quem vai ser o árbitro do que é ilegal? Minha preocupação é que, se regularmos isso, podemos cair em uma espécie de censura que afeta todos os tipos de informação. O combate aos conteúdos deliberadamente falsos deve ser feito por meio da educação do público e de melhorar as plataformas. Há muito o que podemos fazer, mas não por meio de regulação ou de criar leis contra isso.

Até que ponto educar o público é, de fato, efetivo?

A educação demora um bom número de anos para mudar uma cultura. Mas da mesma forma que dizemos às pessoas que elas não podem jogar lixo pela janela do carro porque isso polui o meio ambiente ou que não se pode dirigir depois de ingerir bebidas alcóolicas, é dizer que vivemos em uma ambiente de informação e que é preciso ter responsabilidade sobre aquilo que se posta no Facebook, que o celular é uma ferramenta muito poderosa que vem com uma responsabilidade.

Qual o papel da imprensa nesse processo?

A imprensa está sob ataque hoje e isso tem sido feito de maneira deliberada por políticos que não querem uma imprensa forte atuando como fiscalizadora. Nesse ambiente, a competitividade do jornalismo se torna uma de suas fraquezas. Os veículos de imprensa devem trabalhar de maneira conjunta, se ajudando mutuamente. Também tem a ver com ser mais transparente no processo de reportagem. O público não sabe que jornalistas checam suas fontes, que há sempre um editor que recheca nosso trabalho, que, para se publicar algo, é preciso no mínimo duas fontes. O público não entende todo processo. Nós deveríamos explicar melhor por que nossa informação é confiável, mas somos muito ruins em fazer isso. O resultado disso é que o público não entende por que somos diferentes dos outros produtores de conteúdo.

Como o Comprova vai funcionar?

O Comprova é formado por 24 redações em todo o Brasil e todos estarão looking accross diferentes assuntos porque haverá muita informação imprecisa e deliberadamente falsa circulando durante as eleições. Nenhuma redação poderia dar conta disso sozinha. Se todas as redações fizerem isso de maneira separada, estarão perseguindo as mesmas coisas.

Todos os dias, cada redação irá monitorar diferentes tipos de plataformas problemáticas, como grupos no Facebook ou no WhatsApp, contas no Instagram e perfis no Twitter a fim de encontrar conteúdos problemáticos e alimentar um site central com relatórios que serão checados por outros membros da coalizão. Nada será publicado antes que três redações concordem com a reportagem, isso deve melhorar a qualidade do que é produzido. Isso vai ser publicado no site do Comprova e nos sites de nossos parceiros para expandir o alcance do conteúdo para muitas pessoas no Brasil.

Como foi a experiência nas eleições da França, em 2016?

Foi muito positiva. Foi um projeto piloto, fizemos isso durante 10 semanas com cerca de 30 redações e publicamos cerca de 70 matérias. Fizemos uma pesquisa depois, e o público afirmou que confiava no projeto porque havia muitas redações trabalhando junto. Já os jornalistas ficaram muito satisfeitos por melhorar as próprias habilidades e porque não havia erros, já que cada um estava assumindo a responsabilidade pelo trabalho do outro. Então, o jornalismo como um todo melhorou.

O Brasil é considerado um dos países mais ativos em redes sociais do mundo. Isso torna o país mais vulnerável?

O Brasil é muito polarizado. Qualquer país com esse perfil se torna mais vulnerável porque, nesse contexto, as pessoas tendem a não ser críticas com relação a informações que endossem seu ponto de vista ou ataquem o outro lado. Como você disse, os brasileiros gastam muito tempo nas redes sociais e no WhatsApp, e checam as informações com menos frequência. Além disso, como o Brasil é um país muito grande, há diferentes níveis de alfabetização digital e nem todos aprenderam as lições sobre em quais fontes confiar.

A democracia de vocês é muito jovem. Veja que a democracia dos Estados Unidos, apesar de ser uma das mais antigas do mundo, é muito vulnerável aos conteúdos deliberadamente falsos. Minha preocupação é que o fato da democracia brasileira ser relativamente jovem potencializa a vulnerabilidade à circulação de rumores. Nós vimos isso durante a greve dos caminhoneiros. Há muitos paralelos com Ruanda, onde o rádio foi muito poderoso. Minha preocupação é do papel do WhatsApp no Brasil, se as informações compartilhadas lá não forem checadas, haverá pessoas acreditando em informações que podem colocar em risco a estabilidade do país.

Como checar informações no WhatsApp, já que as mensagens circulam em grupos fechados?

Um caminho é levar o público a enviar dicas sobre o que eles estão recebendo. É criar uma rede pelo país de pessoas que estão em grupos e tratá-las como uma espécie de embaixadores do programa. Precisamos ser muito estratégicos sobre como coletamos os conteúdos que circulam no WhatsApp e como compartilhamos as informações confiáveis.

Exame

 

Opinião dos leitores

  1. O que desestabiliza o Brasil é o Estado, é a maior carga tributária do mundo, são os penduricalhos do setor publico, a corrupção desenfreada.

  2. BG
    Quem está desestabilizando o Brasil são grande parte dos políticos e alguns ministros do Supremo. Precisam todos serem CASSADOS para o bem da Nação Brasileira.

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VÍDEO: Motorista é preso por suspeita de embriaguez após colisão frontal na RN-118 entre Macau e Pendências que deixou criança gravemente ferida

Imagens: Via Certa Natal 

Foto: Reprodução

Um motorista foi preso em flagrante por suspeita de dirigir embriagado após um acidente que deixou uma criança de 11 anos gravemente ferida na manhã deste sábado (1º), na RN-118, entre Macau e Pendências.

Segundo a Polícia Militar, dois carros que seguiam em sentidos opostos bateram de frente. Um dos condutores apresentava sinais de embriaguez, foi levado ao Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, e autuado em flagrante. O exame pericial para confirmar a presença de álcool no organismo está em andamento.

No outro veículo estavam funcionários da Caern que seguiam para uma partida de futebol. O motorista e uma mulher sofreram ferimentos leves.

A criança, que estava no carro com o grupo, ficou gravemente ferida, precisou ser entubada e foi transferida de helicóptero para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal.

A Polícia Civil investigará as circunstâncias do acidente, enquanto a perícia foi acionada para apurar a dinâmica da colisão.

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Seap corrige informação sobre fuga e diz que dois, e não três, foram recapturados; oito seguem foragidos

Diogo da Luz Silva foi recapturado — Foto: Seap/Divulgação

A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) corrigiu a informação divulgada pela própria pasta na manhã deste sábado (1º) sobre as recapturas de presos que fugiram da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta.

Inicialmente, a secretaria informou que três detentos haviam sido recapturados durante a madrugada. Horas depois, retificou o balanço e esclareceu que apenas dois presos foram localizados: Isaac Deodato Rodrigues e Diogo da Luz Silva.

Com a correção, Tiago da Silva Maia Braga, que havia sido incluído entre os recapturados, permanece foragido.

Na sexta-feira (31), Julianderson Francisco Nogueira já havia sido preso. Dessa forma, três dos 13 detentos que deixaram a cela foram recapturados, enquanto nove seguem sendo procurados pelas forças de segurança. Outros dois presos foram contidos ainda dentro da unidade prisional, antes de conseguirem fugir.

Seguem foragidos:

  • Cleidson Martins Dantas;
  • Tiago da Silva Maia Braga
  • Kaio do Nascimento Gomes;
  • Tiago Nogueira da Silva;
  • Petrúcio Railande dos Santos;
  • Jackson Matheus Martins Simões;
  • Jonatas Ferreira Isis Dorea da Silva;
  • Eliandson Luciano de Lima.

As buscas continuam com participação da Polícia Penal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Guarda Municipal de Parnamirim.

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Considerado foragido desde fevereiro após violar tornozeleira eletrônica, rapper Oruam tem prisão preventiva revogada pela Justiça


Foto: reprodução

A Justiça do Rio de Janeiro revogou a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, e determinou que ele responda ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Oruam era considerado foragido desde fevereiro por, justamente, descumprir medidas cautelares como violações da tornozeleira eletrônica.

Segundo a defesa, o artista não responderá mais por tentativa de homicídio, permanecendo as acusações de lesão corporal leve e dano ao patrimônio público.

Entre as medidas impostas pela Justiça estão o comparecimento mensal ao juízo, a proibição de frequentar o Complexo do Alemão e outras áreas de risco, a proibição de contato com os demais investigados, a obrigação de manter endereço atualizado, restrição para deixar a comarca por mais de sete dias sem autorização e recolhimento domiciliar das 20h às 6h.

O processo tem origem em uma ocorrência registrada em julho de 2025, quando policiais civis foram à antiga residência do rapper para cumprir um mandado de busca e apreensão. Segundo a investigação, Oruam e outras pessoas teriam atacado uma viatura com pedras, permitindo a fuga de um adolescente apreendido.

O cantor chegou a ser preso, teve a prisão substituída por medidas cautelares, mas voltou a ser considerado foragido após descumprir as condições impostas pela Justiça, incluindo violações da tornozeleira eletrônica. Agora, com a nova decisão, ele voltará a responder ao processo em liberdade.

Opinião dos leitores

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[VÍDEO] Presidente do SINSP volta a criticar o governo Fátima por mais um atraso no pagamento a aposentados e pensionistas: ‘Não há previsão clara, não há garantia e não há respeito’

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do RN (SINSP-RN), Janeayre Souto, voltou a cobrar do governo Fátima Bezerra o pagamento aos aposentados e pensionistas.

Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (1º), Janeayre afirmou que o governo do estado discrimina aposentados e pensionistas. “O pior é que não solta uma nota”, comentou. ‘Não há previsão clara, não há garantia e não há respeito’, escreveu na publicação no Instagram.

Ela também afirmou que a governadora Fátima Bezerra sequer teve a dignidade de se dirigir aos servidores para dizer que os aposentados e pensionistas não iriam receber seus salários.

Janeayre disse ainda que soube do atraso nos pagamentos pela imprensa e por diversas mensagens que recebeu ao longo do dia e ainda chamou de ‘mentirosa’ a nota da SEAD (Secretaria de Estado da Administração) enviada à imprensa.

 

Opinião dos leitores

  1. Em 2019 quando assumiram o RN foram a imprensa e falavam que estavam recebendo o Estado desorganizado na área administrativa e contábil. E agora estão todos calados e vão entregar RN Falido.

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VÍDEO: Feiticeira ‘Mãe Rainha das Trevas’ diz ter gastado mais de R$ 100 mil para erguer estátua de 11 metros em homenagem ao Diabo no Ceará

Vídeo: reprodução/g1

Uma estátua de 11 metros de altura em homenagem ao Diabo foi inaugurada no Palácio Estrela Negra da Quimbanda, na Taíba, distrito de São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará. O monumento, instalado em uma propriedade particular, foi apresentado durante a celebração dos 29 anos do templo religioso.

Segundo a líder da casa, conhecida como Mãe Rainha das Trevas, a obra custou mais de R$ 100 mil e seria a maior estátua do Diabo do mundo, embora não exista registro oficial que comprove a afirmação.

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, na Grande Fortaleza, informou que a construção recebeu as licenças ambientais e urbanísticas exigidas pela legislação, já que o imóvel está localizado em uma Área de Proteção Ambiental (APA).

Após a inauguração, a líder religiosa afirmou ter recebido mensagens de apoio, mas também ataques preconceituosos nas redes sociais. Ela defendeu o respeito à liberdade religiosa e lembrou que o Brasil é um Estado laico, com garantia constitucional ao livre exercício da fé.

A Quimbanda é um culto de matriz afro-brasileira voltado à reverência de entidades como Exus e Pombagiras. Seus praticantes afirmam que a religião busca a evolução espiritual e rejeitam a associação da prática ao mal.

Opinião dos leitores

    1. Sim, mas esses são filhos do Satã. Eu acredito que o Diabo de 9 dedos, assim que morrer, terá uma ou mais estátuas espalhadas pelo Brasil afora.

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Droga apreendida após tiroteio no Aeroporto de Guarulhos valeria R$ 3,6 bilhões na Europa

Foto: reprodução

A carga de 400 quilos de cocaína apreendida durante a operação policial no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na última sexta-feira (31), está avaliada em R$ 3,6 bilhões no mercado europeu, segundo estimativas das autoridades.

A droga foi interceptada após traficantes invadirem a área das pistas por meio de uma obra próxima ao aeroporto, provocando uma troca de tiros com forças de segurança. Apesar da gravidade da ocorrência, ninguém ficou ferido e nenhum voo precisou ser interrompido.

VEJA TAMBÉM: VÍDEO: Criminosos trocam tiros com policiais federais em área do Aeroporto de Guarulhos

Durante a ação, dois homens foram presos. Um deles afirmou que receberia dinheiro para transportar a carga até o aeroporto. O outro, funcionário terceirizado do terminal, foi detido pela Polícia Federal. As investigações seguem para identificar e prender outros integrantes da organização criminosa responsável pela tentativa de envio da droga ao exterior.

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Bandeira amarela é mantida em agosto e conta de luz seguirá com cobrança extra pelo 4º mês seguido

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela para o mês de agosto. Com isso, os consumidores continuarão pagando um adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A cobrança extra está em vigor desde abril e será aplicada pelo quarto mês consecutivo.

Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira ocorre devido à redução das chuvas durante o período seco, o que diminui o nível dos reservatórios das hidrelétricas e aumenta a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que têm custo mais elevado.

Na prática, uma residência que consumir 200 kWh no mês terá um acréscimo de R$ 3,77 na conta de luz. Para um consumo de 300 kWh, o adicional será de aproximadamente R$ 5,66.

O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza mensalmente o custo da geração de energia. Atualmente, a bandeira verde não tem cobrança extra, enquanto as bandeiras amarela e vermelha aplicam valores adicionais conforme as condições de geração elétrica no país.

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ANDREZA MATAIS: André Mendonça apura se diretor-geral da PF obstruiu justiça em caso do INSS

Fotos: Luiz Silveira/STF e Brenno Carvalho / Agência O Globo

Por Andreza Matais, Metrópoles

Uma das principais investigações em curso no país abriu uma grave crise institucional entre dirigentes dos órgãos que comandam o processo.

Há mais de um mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, responsável pelo caso, determinou que a Polícia Federal submetesse a ele todos os documentos brutos referentes às apurações da Farra do INSS, revelada pelo Metrópoles.

André Mendonça também ordenou que qualquer alteração na equipe que investiga o caso fosse previamente autorizada por ele.

Um dos escândalos mais rumorosos da atualidade, as fraudes no INSS impactaram o país pelo alcance de vítimas, amplo envolvimento de personagens poderosos e volume de dinheiro desviado de aposentados. Entre os investigados, está Lulinha, o filho do presidente da República.

A determinação do ministro André Mendonça, no entanto, foi mal recebida na PF. Por lei, o delegado de polícia tem autonomia para conduzir a investigação.

A PF alega que o procedimento habitual seria analisar documentos apreendidos, dados extraídos de celulares, elaborar um relatório e encaminhá-lo ao gabinete do ministro. A PF também dispõe de uma cadeia de custódia das provas.

A decisão do ministro se ampara em dois objetivos. O primeiro é preservar a autonomia da polícia federal e evitar que haja interferência política ou seletividade no curso das investigações. Além disso, garantir o acesso à defesa dos elementos já produzidos e das diligências já encerradas, nos termos da Súmula Vinculante 14 do Tribunal.

O ministro foi informado de que depoimentos já colhidos não estariam sendo juntados aos autos, assim como não estariam sendo apresentados os relatórios periódicos sobre o andamento das investigações, conforme determinado pelo relator.

A PF tem resistido em cumprir a ordem de Mendonça. A coluna apurou que o ministro reagiu e determinou o esclarecimento da questão, que pode ensejar desobediência processual e obstrução de justiça.

As providências de Mendonça chegaram ao conhecimento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que manteve sua posição de não compartilhar os dados e remeteu a contenda para a Advocacia-Geral da União (AGU). A interlocutores, o diretor-geral da PF diz que só falta chegar a ordem de prisão.

O caso transformou-se em uma batata quente. O chefe da AGU, ministro Jorge Messias, é próximo de André Mendonça e contou com o apoio dele em sua indicação ao Supremo, posteriormente rejeitada pelo Senado.

Há uma promessa de Lula de que, se reeleito, repetirá a indicação. Nesse cenário, criar um atrito com um amigo e possível futuro colega de tribunal não é algo que Messias deseje. O ministro da AGU, inclusive, está de férias.

O episódio também gerou desapontamento no Palácio do Planalto com a postura do ministro da Justiça, Wellington César Lima, que se manteve neutro diante do embate. Para delegados da PF, na qualidade de chefe da Polícia, o ministro deveria ter saído em defesa da autonomia da PF para conduzir as investigações.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também evitou se envolver na crise. De um lado, avisou que não pretende questionar a ordem do ministro André Mendonça. De outro, sinalizou que não concorda com pressão sobre o diretor-geral da PF.

O choque decorre de uma divergência de entendimento. Por um lado, Andrei Rodrigues questiona a determinação de Mendonça, porque o ministro não teria indicado no despacho fatos que comprovassem a atuação irregular da PF para justificar uma medida que soa para os delegados como intervenção. Por outro lado, o ministro André Mendonça tem afirmado publicamente que vai garantir a qualquer custo uma investigação republicana sobre o escândalo, sem vazamentos ou interferências políticas.

Por Andreza Matais, Metrópoles

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Navio de guerra da Marinha do Brasil terá visitação gratuita no Porto de Natal neste sábado (1º) e no domingo (2)

Fragata da Marinha abre para visitação pública gratuita no Porto de Natal — Foto: Divulgação

A Fragata “Independência” (F44), da Marinha do Brasil, estará aberta à visitação pública neste sábado (1º) e domingo (2), das 14h às 17h, no Terminal Marítimo de Passageiros, no Porto de Natal.

A entrada é gratuita, mas é necessário fazer agendamento prévio devido ao número limitado de vagas, clicando aqui.

A embarcação chega ao Rio Grande do Norte após participar da Operação FLEETEX 250, exercício multinacional realizado nos Estados Unidos com a participação de marinhas de mais de 20 países.

Incorporada à Marinha em 1979, a Fragata “Independência” tem 129,5 metros de comprimento, desloca 3.300 toneladas e é equipada com mísseis Exocet e Aspide, além de canhões de 4,5 e 40 milímetros.

Serviço

  • Data: 1º e 2 de agosto
  • Horário: 14h às 17h
  • Local: Terminal Marítimo de Passageiros, Porto de Natal
  • Entrada: Gratuita, mediante agendamento prévio (FAÇA AQUI)

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Multidão em Grossos reforça apoio da prefeita Cinthia para Zenaide, autora de quase R$ 2 milhões em investimentos no município

Uma verdadeira multidão participou, na noite desta sexta-feira, de um encontro político promovido pela prefeita Cinthia Sonale, em Grossos, que reafirmou apoio à candidatura da senadora Dra. Zenaide Maia à reeleição para o Senado. O ato reuniu lideranças e apoiadores e reforçou a parceria construída entre o mandato da senadora e o município.

“Esse encontro renova a nossa esperança e fortalece a certeza de que vale a pena continuar trabalhando por uma cidade cada vez melhor”, afirmou a prefeita. Ao longo do mandato, Zenaide já destinou mais de R$ 1,7 milhão para Grossos, com investimentos em saúde, aquisição de veículos e obras de infraestrutura.

Ao agradecer a recepção, a senadora destacou a importância da união em favor dos municípios. “Seguimos juntos, com trabalho, diálogo e compromisso, construindo um futuro cada vez melhor para Grossos e para todo o Rio Grande do Norte”, disse Zenaide.

O encontro também contou com a presença do candidato a governador Allyson Bezerra, do deputado federal Benes Leocádio e do deputado estadual Ivanilson Oliveira.

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