Tecnologia

WhatsApp pode ameaçar estabilidade no Brasil, diz pesquisadora de Harvard

Claire Wardle, do First Draft: o Comprova vai combater a desinformação na campanha eleitoral (Facebook Comprova/Divulgação)

Durante a eclosão do conflito étnico que levou ao genocídio de Ruanda em 1994, quando mais de 800 mil pessoas foram brutalmente assassinadas, o rádio teve um papel preponderante, em um primeiro momento, para incitar o ódio e a violência dos hutus contra os tutsis, e, posteriormente, para disseminar propaganda contra os hutus.

O cenário do Brasil em 2018 é, evidentemente, muito diferente do de Ruanda em 1994. Mas o potencial de plataformas como o WhatsApp ecoa paralelos com o cenário que favoreceu à crise social nesse país da região central da África, na visão da pesquisadora britânica Claire Wardle, diretora de pesquisa do projeto First Draft News, ligado à Universidade de Harvard e comprometido com o combate à circulação de conteúdos deliberadamente falsos na internet.

Segundo a pesquisadora, dois elementos tornam o Brasil especialmente vulnerável aos efeitos do compartilhamento de rumores: a elevada polarização política e o fato de o país ainda ser uma democracia relativamente jovem. “Minha preocupação é do papel do WhatsApp no Brasil. Se as informações compartilhadas lá não forem checadas, haverá pessoas acreditando em informações que podem colocar em risco a estabilidade do país”, afirma em entrevista a EXAME.

Na semana passada, Claire veio ao Brasil para lançar o projeto Comprova, uma iniciativa do First Draft que contará com uma coalizão de veículos brasileiros — EXAME entre eles — para checar e combater a circulação de informações falsas durante as eleições de 2018. Em 2016, o grupo liderado pela pesquisadora organizou um projeto semelhante durante as eleições francesas. Na ocasião, foram checadas mais de 70 informações imprecisas durante 10 semanas e 30 redações se envolveram com o trabalho.

Veja trechos da entrevista que ela concedeu a EXAME pouco antes do lançamento da plataforma:

EXAME: A senhora não gosta do termo “fake news” para descrever o fenômeno de informações falsas circulando pela internet. Por quê?

Claire Wardle: Primeiro, esta palavra se tornou sem sentido porque não descreve a complexidade do ecossistema de informação. Por exemplo, muitos dos problemas que vemos hoje é de imagens genuínas mas recicladas [fora de contexto], então, elas não são falsas. Logo, o termo não descreve realmente aquilo que nos preocupa.

E, segundo, esse termo tem sido usado para atacar a imprensa tradicional ao redor do mundo. Pesquisas mostram que o público tende a acreditar que as notícias falsas são da mídia tradicional. Eu defendo que jornalistas não usem esse termo porque isso está sendo empregado para nos atacar e, portanto, minar nosso trabalho perante o público.

Pessoas mal informadas sempre existiram e isso sempre foi uma ameaça para a democracia. Qual é o problema agora?

A misinformation [desinformação ou falta de informação] sempre existiu. Se a minha mãe compartilha algo no Facebook e não sabe que isso é falso, isso é misinformation. Nós sempre tivemos isso, as pessoas compartilham rumores sem saber que eles são falsos. O que nós temos agora é a disinformation [um conteúdo deliberadamente falso], quando alguém cria ou compartilha informações falsas para causar algum dano. Em uma era em que a tecnologia barateou e tornou mais fácil criar um site ou manipular uma foto ou um vídeo, é muito mais fácil criar e compartilhar conteúdos deliberadamente falsos. Nós sempre tivemos esse problema, mas nunca uma tecnologia que tornasse tão fácil a criação desse tipo de conteúdo e seu compartilhamento.

No Brasil, há algumas iniciativas do Legislativo para combater o compartilhamento de conteúdo deliberadamente falso na internet. Até que ponto, leis são efetivas nesse caso?

A dificuldade é não ter definições claras. É sempre muito perigoso querer regular a liberdade de expressão porque é muito raro que algo seja 100% falso, pois, geralmente, é apenas impreciso. Nesse espectro, como dizer onde fica a linha? É muito difícil distinguir entre o que é misinformation [desinformação ou falta de informação] e disinformation [um conteúdo deliberadamente falso].

No caso de pornografia ou de discurso de ódio, a definição é clara e há leis específicas contra isso na Europa, por exemplo. Mas quando se está lidando com um conteúdo impreciso, como regular isso? Quem vai ser o árbitro do que é ilegal? Minha preocupação é que, se regularmos isso, podemos cair em uma espécie de censura que afeta todos os tipos de informação. O combate aos conteúdos deliberadamente falsos deve ser feito por meio da educação do público e de melhorar as plataformas. Há muito o que podemos fazer, mas não por meio de regulação ou de criar leis contra isso.

Até que ponto educar o público é, de fato, efetivo?

A educação demora um bom número de anos para mudar uma cultura. Mas da mesma forma que dizemos às pessoas que elas não podem jogar lixo pela janela do carro porque isso polui o meio ambiente ou que não se pode dirigir depois de ingerir bebidas alcóolicas, é dizer que vivemos em uma ambiente de informação e que é preciso ter responsabilidade sobre aquilo que se posta no Facebook, que o celular é uma ferramenta muito poderosa que vem com uma responsabilidade.

Qual o papel da imprensa nesse processo?

A imprensa está sob ataque hoje e isso tem sido feito de maneira deliberada por políticos que não querem uma imprensa forte atuando como fiscalizadora. Nesse ambiente, a competitividade do jornalismo se torna uma de suas fraquezas. Os veículos de imprensa devem trabalhar de maneira conjunta, se ajudando mutuamente. Também tem a ver com ser mais transparente no processo de reportagem. O público não sabe que jornalistas checam suas fontes, que há sempre um editor que recheca nosso trabalho, que, para se publicar algo, é preciso no mínimo duas fontes. O público não entende todo processo. Nós deveríamos explicar melhor por que nossa informação é confiável, mas somos muito ruins em fazer isso. O resultado disso é que o público não entende por que somos diferentes dos outros produtores de conteúdo.

Como o Comprova vai funcionar?

O Comprova é formado por 24 redações em todo o Brasil e todos estarão looking accross diferentes assuntos porque haverá muita informação imprecisa e deliberadamente falsa circulando durante as eleições. Nenhuma redação poderia dar conta disso sozinha. Se todas as redações fizerem isso de maneira separada, estarão perseguindo as mesmas coisas.

Todos os dias, cada redação irá monitorar diferentes tipos de plataformas problemáticas, como grupos no Facebook ou no WhatsApp, contas no Instagram e perfis no Twitter a fim de encontrar conteúdos problemáticos e alimentar um site central com relatórios que serão checados por outros membros da coalizão. Nada será publicado antes que três redações concordem com a reportagem, isso deve melhorar a qualidade do que é produzido. Isso vai ser publicado no site do Comprova e nos sites de nossos parceiros para expandir o alcance do conteúdo para muitas pessoas no Brasil.

Como foi a experiência nas eleições da França, em 2016?

Foi muito positiva. Foi um projeto piloto, fizemos isso durante 10 semanas com cerca de 30 redações e publicamos cerca de 70 matérias. Fizemos uma pesquisa depois, e o público afirmou que confiava no projeto porque havia muitas redações trabalhando junto. Já os jornalistas ficaram muito satisfeitos por melhorar as próprias habilidades e porque não havia erros, já que cada um estava assumindo a responsabilidade pelo trabalho do outro. Então, o jornalismo como um todo melhorou.

O Brasil é considerado um dos países mais ativos em redes sociais do mundo. Isso torna o país mais vulnerável?

O Brasil é muito polarizado. Qualquer país com esse perfil se torna mais vulnerável porque, nesse contexto, as pessoas tendem a não ser críticas com relação a informações que endossem seu ponto de vista ou ataquem o outro lado. Como você disse, os brasileiros gastam muito tempo nas redes sociais e no WhatsApp, e checam as informações com menos frequência. Além disso, como o Brasil é um país muito grande, há diferentes níveis de alfabetização digital e nem todos aprenderam as lições sobre em quais fontes confiar.

A democracia de vocês é muito jovem. Veja que a democracia dos Estados Unidos, apesar de ser uma das mais antigas do mundo, é muito vulnerável aos conteúdos deliberadamente falsos. Minha preocupação é que o fato da democracia brasileira ser relativamente jovem potencializa a vulnerabilidade à circulação de rumores. Nós vimos isso durante a greve dos caminhoneiros. Há muitos paralelos com Ruanda, onde o rádio foi muito poderoso. Minha preocupação é do papel do WhatsApp no Brasil, se as informações compartilhadas lá não forem checadas, haverá pessoas acreditando em informações que podem colocar em risco a estabilidade do país.

Como checar informações no WhatsApp, já que as mensagens circulam em grupos fechados?

Um caminho é levar o público a enviar dicas sobre o que eles estão recebendo. É criar uma rede pelo país de pessoas que estão em grupos e tratá-las como uma espécie de embaixadores do programa. Precisamos ser muito estratégicos sobre como coletamos os conteúdos que circulam no WhatsApp e como compartilhamos as informações confiáveis.

Exame

 

Opinião dos leitores

  1. O que desestabiliza o Brasil é o Estado, é a maior carga tributária do mundo, são os penduricalhos do setor publico, a corrupção desenfreada.

  2. BG
    Quem está desestabilizando o Brasil são grande parte dos políticos e alguns ministros do Supremo. Precisam todos serem CASSADOS para o bem da Nação Brasileira.

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Política

Pesquisa do Instituto Metadata/Grupo Dial aponta Álvaro Dias na liderança para o Governo do RN

Gráfico

Levantamento do Instituto Metadata em parceria com o Grupo Dial, divulgado nesta quarta-feira (1º), coloca o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), na liderança da corrida pelo Governo do RN. No cenário estimulado, ele aparece com 37,2% das intenções de voto, abrindo vantagem sobre os adversários.

Na segunda colocação está o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), com 28,8%, seguido por Cadu Xavier (PT) que registra 10,7%. A pesquisa também aponta 17,8% de eleitores que optam por branco, nulo ou nenhum, além de 5,5% que não souberam ou não responderam.

Foto: Divulgação

A vantagem de quase 9 pontos percentuais sobre o segundo colocado indica, neste momento, uma dianteira consistente. O resultado reforça o protagonismo de Álvaro Dias no cenário político estadual e evidencia a consolidação de seu nome como principal referência na pré-corrida eleitoral.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RN-07708/2026, com 1.000 entrevistados entre os dias 27 e 28 de março, em Natal. O levantamento apresenta nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,1 pontos percentuais.

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Polícia

Após ataques com ônibus queimados, governo reforça policiamento em Natal e garante transporte

Foto: Divulgação/Sesed

O Governo do RN anunciou, nesta quarta-feira (1º), reforço do policiamento em todas as regiões de Natal para garantir a circulação dos ônibus na capital e na região metropolitana. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), a medida foi definida após ataques registrados na noite de terça-feira (31), quando dois ônibus foram incendiados no bairro Planalto.

De acordo com a Polícia Civil e a Polícia Militar, os crimes podem ter sido uma represália de integrantes da facção criminosa conhecida como Sindicato do Crime, após a morte de um suspeito em confronto com policiais da Rocam na tarde de segunda-feira (30), também no Planalto. Na ação policial, um fuzil foi apreendido.

O reforço policial foi definido em reunião com representantes das forças de segurança estaduais, da Prefeitura de Natal, da Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU), sindicatos dos Rodoviários (Sintro) e das empresas de ônibus (Seturn). O objetivo, segundo o governo, é garantir a normalidade do serviço de transporte público e a segurança de passageiros e funcionários.

De acordo com o secretário de Segurança Pública do RN, coronel Francisco Araújo, o efetivo será ampliado em todas as regiões da cidade. O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alarico Azevedo, afirmou que a corporação estará presente nas ruas e nas garagens das empresas para assegurar o funcionamento seguro do transporte.

O diretor da Polícia Civil da Grande Natal, delegado Carlos Brandão, disse que as investigações continuam para identificar e prender os responsáveis pelos ataques. Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) e representantes dos trabalhadores do setor, há confiança no reforço das forças de segurança para manter o transporte funcionando normalmente.

Linhas suspensas no Leningrado

As linhas de ônibus seguem operando normalmente em Natal, com exceção do Leningrado, na zona Oeste da capital, onde o serviço foi suspenso na noite desta quarta-feira (1º). Segundo a secretária da STTU, Jódia Melo, a suspensão exclusiva no Leningrado ocorre devido à insegurança provocada pelos ataques aos ônibus das linhas ocorridos nesta terça.

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Educação

Nísia Floresta se consolida como referência em alfabetização e desponta entre os melhores do RN

Foto: Divulgação

Nísia Floresta vive um momento histórico na educação e se firma como um dos principais destaques do Rio Grande do Norte no Indicador Criança Alfabetizada (ICA) 2025. O município conquistou o 6º lugar no ranking estadual, com a nota 82,74, garantindo presença entre os Top 10 das maiores notas do RN.

O protagonismo também se confirma nos recortes regionais. Nísia Floresta alcançou o 1º lugar na 2ª DIREC, liderando com ampla vantagem, e também ficou em 1º lugar na Região Metropolitana, superando municípios de diferentes portes e consolidando sua posição de destaque.

Foto: Divulgação

Outro ponto que chama atenção é o porte da rede municipal. Enquanto a maioria dos municípios do Top 10 possui redes pequenas, Nísia Floresta se destaca por ter uma rede ampla, com 27 escolas, o que torna o resultado ainda mais expressivo e reforça a eficiência da gestão educacional.

Além disso, o município apresenta um crescimento impressionante nos últimos anos: saiu de 32,02 em 2023, avançou para 49,76 em 2024 e atingiu 82,74 em 2025, demonstrando evolução consistente e acelerada.

Foto: Divulgação

Esse desempenho permitiu que Nísia Floresta superasse todas as metas estabelecidas, ultrapassando a meta de 2025 (46,59) e também a meta projetada para 2030 (80,0), alcançando antecipadamente os objetivos traçados para a alfabetização na idade certa.

Os resultados refletem um trabalho baseado em planejamento, investimento e compromisso com a aprendizagem, colocando Nísia Floresta como referência em educação no Rio Grande do Norte e exemplo de que é possível transformar realidades por meio de uma gestão eficiente e focada no futuro das crianças.

Foto: Divulgação

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Geral

VÍDEO: “REAÇÃO”: Mãe repreende filho detido em delegacia por suspeita de roubo de carro

Imagens: Reprodução/Redes sociais

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma mãe repreendendo o próprio filho após o adolescente ser detido por suspeita de participação no roubo de um carro. O caso aconteceu no domingo (29), em uma delegacia de Belém, capital do Pará, conforme a Veja.

Nas imagens, a mulher aparece discutindo com o jovem e o atinge com tapas, socos e um chinelo enquanto ele está na unidade policial. Um agente acompanha a situação no local, conforme mostra o vídeo que passou a circular na internet.

De acordo com informações divulgadas sobre a ocorrência, o adolescente é apontado como um dos suspeitos de envolvimento no roubo de um veículo. Outros dois suspeitos também foram detidos na mesma ação.

Segundo a Polícia Civil do Pará, o caso está sendo investigado para apurar as circunstâncias da ocorrência e os fatos registrados nas imagens que circulam nas redes sociais.

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Política

Lula pede novo empréstimo a banco de Dilma após captar R$ 20 bilhões

Foto: Reprodução

O presidente Lula encaminhou ao Senado Federal um pedido de autorização para contratar uma nova operação de crédito junto ao New Development Bank (NDB), conhecido como Banco dos Brics e presidido pela ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo documento enviado ao Congresso, a operação depende de aval dos senadores por se tratar de financiamento externo firmado pela União.

De acordo com o governo federal, os recursos serão usados no custeio parcial de um projeto do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. A previsão é que o dinheiro seja direcionado para os Fundos de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Centro-Oeste (FDCO) e do Nordeste (FDNE), conforme informações do Metrópoles.

Dados oficiais indicam que, desde o início do atual mandato, o Brasil já contratou cerca de US$ 3,8 bilhões em financiamentos junto ao NDB, valor equivalente a aproximadamente R$ 20 bilhões. Parte dessas operações envolve contratos diretos da União e outras foram estruturadas por meio de instituições públicas, como o BNDES, segundo informações do governo.

Ainda conforme registros oficiais, entre os financiamentos aprovados estão recursos para projetos considerados sustentáveis e para ações de reconstrução no Rio Grande do Sul após as enchentes. O valor da nova operação solicitada por Lula não foi detalhado no documento e a contratação só poderá ocorrer após autorização do Senado.

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Geral

PF faz nova operação contra vazamento de dados de ministros do STF

Foto:  Luiz Silveira/STF

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º), uma nova fase da Operação Exfil, que investiga o vazamento de dados fiscais sigilosos de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e de seus familiares. A ação foi autorizada pela Corte.

Nesta etapa, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Segundo a PF, a investigação apura um possível esquema de obtenção ilícita de declarações fiscais protegidas por sigilo, por meio de acessos não autorizados aos sistemas da Receita Federal.

A primeira fase da operação ocorreu em 17 de fevereiro. A ação foi deflagrada no âmbito de uma investigação aberta dentro do inquérito das fake news e autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Os alvos trabalhavam na Receita Federal.

O inquérito das fake news foi instaurado em 2019 pelo ministro Dias Toffoli, que à época presidia o STF, por iniciativa própria, sem que houvesse pedido da Polícia Federal e da PGR. Toffoli designou Alexandre de Moraes como relator da investigação.

CNN

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Geral

Senado aprova guarda compartilhada de pet após separação de casal; veja regras

Foto: Freepik

O plenário do Senado aprovou na terça-feira um projeto de lei que permite que casais responsáveis por animal tenha guarda compartilhada do pet em caso de separação.

O texto também estabelece e regras para a guarda caso não haja acordo para o compartilhamento. A proposta, já aprovada pela Câmara, segue para a sanção da Presidência da República.

  • De acordo com o projeto, se o casal não chegar a um acordo sobre a guarda do animal, caberá ao juiz definir um compartilhamento equilibrado da convivência e das despesas.
  • Para isso, o animal deve ser “de propriedade comum”, ou seja, ter convivido a maior parte de sua vida com o casal.
  • A decisão do Judiciário sobre o tema deverá considerar fatores como ambiente adequado, condições de trato, zelo, sustento e disponibilidade de tempo.
  • As despesas com alimentação e higiene serão de responsabilidade de quem estiver com o pet.
  • Outras despesas (como consultas veterinárias, internações e medicamentos) serão divididas igualmente entre o casal.
  • A guarda compartilhada não é possível em casos de histórico ou risco de violência doméstica ou familiar, bem como de maus-tratos ao animal.
  • Nessas situações, a posse e a propriedade serão transferidas para a outra parte — e o agressor não terá direito a indenização, além de responder por débitos pendentes até a extinção da guarda.

O projeto elenca situações que podem levar à perda da posse, também sem direito a indenização e com responsabilidade pelos débitos pendentes até a data da perda. Uma delas ocorre quando a pessoa renuncia à guarda compartilhada. A outra ocorre quando há descumprimento imotivado e repetido dos termos da guarda compartilhada.

A mesma medida será aplicada se forem identificados maus-tratos ou violência doméstica ou familiar durante a guarda.

O Globo

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Geral

SECA: Governo do Estado decreta situação de emergência em todos os municípios do RN, exceto Natal

Foto: Loriany Solano/TV Ponta Negra

O governo do Rio Grande do Norte decretou situação de emergência em 166 municípios, devido à estiagem prolongada e à queda nos níveis dos reservatórios. A medida, válida por 180 dias, exclui apenas a capital, Natal.

A decisão foi tomada após a redução das chuvas no fim de 2025 e início de 2026, o que comprometeu o abastecimento de água em várias regiões. Entre os reservatórios em situação crítica estão o Itans (0,5%), Passagem das Traíras (0,03%) e Boqueirão de Parelhas (9,18%).

Nove municípios já enfrentam colapso ou pré-colapso no abastecimento, afetando cerca de 128 mil pessoas. Os casos mais graves incluem Ouro Branco, Jardim do Seridó e Parelhas. Em Serra do Mel, o problema persiste há quatro anos.

Atualmente, quase metade dos municípios depende da Operação Carro-Pipa para abastecimento, segundo dados oficiais. O Monitor de Secas indica que todo o estado apresenta algum nível de estiagem.

Com o decreto, o governo pode realizar contratações emergenciais sem licitação e facilitar o acesso a recursos federais para enfrentar a crise hídrica.

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Geral

Senado confirma recebimento de indicação de Messias para vaga no STF

Foto: Wilton Junior/Estadão

O Senado recebeu nesta quarta-feira (1º) a mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que oficializa a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

Com o envio, o processo é destravado após mais de quatro meses de atraso e atritos políticos entre o governo e o Congresso. O documento agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável por definir relator e data da sabatina.

O impasse começou em novembro de 2025, quando o nome de Messias foi anunciado, contrariando a preferência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendia Rodrigo Pacheco para a vaga.

A demora no envio da indicação gerou críticas públicas e adiou a análise no Senado. Nos bastidores, Messias intensificou articulações e buscou apoio entre parlamentares para garantir os votos necessários à aprovação.

Agora, com a formalização, a etapa decisiva passa a ser a sabatina e votação no plenário do Senado.

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Geral

INSEGURANÇA: Ônibus em Natal têm circulação reduzida e operam até 20h nesta quarta-feira (1º)

Ônibus incendiado por criminosos no bairro Planalto em Natal — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

O transporte público de Natal terá funcionamento reduzido nesta quarta-feira (1º), com circulação de ônibus apenas até as 20h, segundo o Seturn.

A medida ocorre após uma série de ataques criminosos na capital. Na noite de terça-feira (31), dois ônibus foram incendiados no bairro Planalto, na Zona Oeste.

Nos últimos dias, casos semelhantes também foram registrados em Mãe Luiza e Ponta Negra, afetando a operação do sistema.

Algumas linhas já foram retomadas em Ponta Negra, enquanto em Mãe Luiza o serviço segue suspenso desde 27 de março.

O Seturn informou que a situação ainda será reavaliada ao longo do dia junto aos órgãos de segurança.

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