Mundo

ALERTA NUCLEAR: Ucrânia acusa Rússia de atacar instalação ligada a Chernobyl

Foto: Reprodução

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de atacar neste domingo (7) uma instalação de armazenamento de combustível nuclear usado localizada nas proximidades da usina de Chernobyl, cenário do maior desastre nuclear da história.

Segundo autoridades ucranianas, a estrutura sofreu danos após o impacto, mas não houve aumento nos níveis de radiação registrados na região.

A instalação atingida fica a cerca de 15 quilômetros da antiga usina nuclear. De acordo com a agência estatal de energia atômica da Ucrânia, não havia combustível armazenado no prédio no momento do ataque.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que foi notificada sobre o incidente e confirmou danos em um edifício destinado ao recebimento de combustível nuclear usado. A onda de choque também teria afetado construções próximas.

As autoridades locais afirmaram que um incêndio provocado pelo impacto foi controlado rapidamente e que não houve feridos.

Em publicação nas redes sociais, Zelensky afirmou que o ataque foi realizado por um drone do tipo Shahed e classificou a ação como um ataque deliberado contra uma infraestrutura considerada crítica.

“Hoje, os russos voltaram a atacar a área especial ao redor da Usina Nuclear de Chernobyl. Um Shahed atingiu um dos edifícios da Instalação Centralizada de Armazenamento de Combustível Nuclear Usado”, escreveu o presidente ucraniano.

Ele ainda chamou o episódio de “ataque extremamente vil” contra uma instalação sensível.

Apesar dos danos, o governo da Ucrânia informou que os níveis de radiação permanecem dentro da normalidade. A AIEA anunciou que enviará especialistas ao local para avaliar os impactos da ocorrência.

Até o momento, a Rússia não comentou oficialmente as acusações.

O episódio acontece pouco mais de um ano após outro incidente envolvendo um drone que atingiu a estrutura de contenção construída sobre o reator destruído no acidente nuclear de 1986. Na ocasião, Moscou também negou qualquer responsabilidade.

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Judiciário

IMPARCIALIDADE EM XEQUE: STM julga no dia 24 pedido para retirar ministro de processo sobre patente de Bolsonaro

Foto: Reprodução

O Superior Tribunal Militar (STM) marcou para o próximo dia 24 de junho o julgamento de um recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que questiona a participação de um ministro da Corte em um processo relacionado à sua patente militar.

Os advogados pedem o afastamento do ministro tenente-brigadeiro do ar Joseli Parente Camelo, indicado para relatar a ação que avalia se Bolsonaro deve ou não permanecer no oficialato. A defesa sustenta que o magistrado não teria a imparcialidade necessária para atuar no caso.

Segundo o recurso, declarações públicas atribuídas ao ministro em 2023 levantariam dúvidas sobre sua isenção. Entre os pontos citados estão manifestações em defesa da pacificação do país e da responsabilização de militares envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

O pedido já havia sido rejeitado pela presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha. Agora, a questão será analisada pelo plenário da Corte, que decidirá se o ministro permanece ou não na condução do processo.

A ação foi aberta após representação do Ministério Público Militar (MPM), que defende a análise da permanência de Bolsonaro no oficialato. O órgão argumenta que o ex-presidente teria praticado condutas incompatíveis com os deveres previstos no Estatuto dos Militares.

Em manifestação apresentada neste ano, o MPM relacionou supostas transgressões atribuídas ao ex-presidente e reforçou o pedido para que a Justiça Militar avalie sua permanência nas Forças Armadas.

No julgamento marcado para o dia 24, o STM analisará exclusivamente o recurso da defesa sobre a participação do ministro no caso. O mérito do processo será apreciado em etapa posterior.

Opinião dos leitores

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Judiciário

PENTE-FINO: CNJ identifica juízes que receberam mais de R$ 1 milhão em um único mês e mira “penduricalhos”

Foto: Divulgação/CNJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) identificou casos de magistrados que receberam mais de R$ 1 milhão em um único mês e fará um pente-fino nos pagamentos feitos pelo Judiciário em todo o país.

A medida faz parte de um conjunto de ações voltadas para aumentar a transparência sobre os rendimentos da magistratura e revisar verbas que podem elevar os salários acima do teto do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46,3 mil.

O presidente do STF, Edson Fachin, criou um grupo de trabalho para analisar os chamados “penduricalhos” e propor mudanças no sistema remuneratório dos magistrados.

A comissão vai examinar cada tipo de pagamento feito aos juízes, incluindo verbas remuneratórias e indenizatórias, além de avaliar o impacto desses valores sobre o teto constitucional.

Em março, o STF limitou critérios para o pagamento de verbas indenizatórias. Em maio, foi criado um contracheque nacional padronizado para detalhar os rendimentos dos juízes em todo o país.

Segundo Fachin, o objetivo é garantir mais clareza para a população sobre os valores pagos aos magistrados e construir uma solução permanente para a política salarial do Judiciário.

Formação

A comissão reunirá representantes da magistratura, do Ministério Público, das Defensorias, do Congresso Nacional e do TCU, ampliando o debate para além do próprio Judiciário.

O grupo terá até 180 dias para apresentar um relatório com propostas e possíveis mudanças no sistema de remuneração da magistratura brasileira.

Opinião dos leitores

  1. Há vários juízes desqualificados no STF, o atual presidente é seguramente um deles, na gíria popular é um PAVÃO, cisca muito, se enfeita, abre as penas e NADICA DE NADA, nem os frangos do terreiro o respeitam, ou desmantelou grande.

  2. Esse juiz ou vai para a história como um grande ministro ou para o lixo, ele tem a resposta.

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Mundo

PÂNICO EM FESTA: Tiroteio deixa 12 feridos nos EUA; dois estão em estado crítico

Foto: Rebecca Benson/The Blade via AP

Um tiroteio durante um festival ao ar livre deixou pelo menos 12 pessoas feridas na tarde deste sábado (6), na cidade de Toledo, no estado de Ohio, nos Estados Unidos. As informações são do Metrópoles.

De acordo com o Departamento de Polícia de Toledo, duas vítimas estão em estado crítico. As outras 10 sofreram ferimentos e permanecem em condição estável.

A ocorrência foi registrada por volta das 17h37 no horário local, nas proximidades do Old West End Festival, um dos eventos tradicionais da região.

Segundo as primeiras informações divulgadas pela polícia, duas pessoas teriam trocado tiros durante o festival. Até o momento, nenhum dos suspeitos foi identificado ou preso.

As autoridades pediram que moradores e participantes do evento entreguem fotos e vídeos feitos no local para auxiliar nas investigações e na identificação dos envolvidos.

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Judiciário

ANÁLISE: Defesa de Moraes pode custar milhões de dólares e conta pode cair no colo do contribuinte, diz Cláudio Humberto

Foto: Reprodução

A defesa do ministro do STF, Alexandre de Moraes, em uma ação judicial que tramita nos Estados Unidos pode gerar custos elevados, segundo análise do jornalista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

De acordo com a coluna, a AGU recebeu a missão de atuar no caso envolvendo uma ação movida pelas empresas Rumble e Trump Media na Justiça da Flórida. A avaliação apresentada é que a AGU poderá precisar contratar um advogado americano para representar Moraes no processo.

Assim, existe a possibilidade de a Justiça americana não reconhecer a legitimidade da AGU para atuar diretamente na defesa do ministro, já que o órgão integra a estrutura do Poder Executivo federal.

A coluna destaca que honorários de advogados com atuação em processos desse porte nos Estados Unidos costumam variar entre US$ 300 e US$ 600 por hora.

Em grandes escritórios, os valores podem partir de US$ 1.000 por hora e superar US$ 1.300, dependendo do profissional responsável pelo caso.

Conforme a análise, a depender da duração e da complexidade do processo, os gastos podem alcançar milhões de dólares.

Cláudio Humberto também registra que o caso levanta discussões sobre a atuação da AGU em defesa de um integrante do STF, citando debates relacionados à separação entre os Poderes prevista na Constituição Federal.

A ação movida pelas empresas Rumble e Trump Media questiona decisões atribuídas a Moraes e alega supostas violações a garantias relacionadas à liberdade de expressão previstas na legislação dos Estados Unidos.

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Economia

Enquanto o Brasil cresce, RN perde mais de R$ 40 milhões com queda dos royalties do petróleo

Foto: Reprodução

Enquanto a arrecadação de royalties do petróleo avançou no Brasil, o RN registrou queda e perdeu mais de R$ 40 milhões em receitas nos primeiros cinco meses de 2026.

Dados da ANP, divulgados pela Tribuna do Norte, mostram que o volume recebido pelo RN e os municípios potiguares caiu de R$ 277,8 milhões entre janeiro e maio de 2025 para R$ 237,4 milhões no mesmo período deste ano. A redução foi de 14,5%.

Considerando apenas os repasses destinados ao Governo do RN, a queda foi ainda maior. As receitas recuaram 25%, passando de R$ 109,6 milhões para R$ 82,2 milhões.

Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN (Sedec) informou que a arrecadação acompanha a redução da atividade produtiva dos últimos meses.

E que a produção estadual teve queda de 15,85% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado.

Entre os municípios, Alto do Rodrigues apresentou a maior retração de receitas no período. A arrecadação caiu de R$ 20,6 milhões para R$ 13 milhões, uma redução de 36,9%.

Também registraram quedas expressivas Areia Branca (-34%), Macaíba (-28,9%), Upanema (-23,9%), Mossoró (-22,6%), Governador Dix-Sept Rosado (-14,5%) e Carnaubais (-11,6%).

Especialistas

Segundo especialistas ouvidos pela Tribuna do Norte, a queda está ligada ao declínio da produção de petróleo no Estado, marcado principalmente pela maturação dos campos terrestres.

Presidente do Sindipetro-RN, Marcos Brasil afirmou que o RN registrou em dezembro de 2025 a menor produção de petróleo dos últimos 40 anos, com cerca de 33 mil barris por dia. De acordo com ele, a produção potiguar já chegou a superar 120 mil barris diários em décadas anteriores.

O economista e professor da UFRN Breno Roos avaliou que a redução das receitas está associada a fatores estruturais, como o esgotamento gradual dos campos maduros e as mudanças ocorridas no setor após a venda de ativos terrestres da Petrobras.

Apesar do cenário atual, representantes do setor apontam que novos investimentos e projetos ligados à Margem Equatorial podem abrir perspectivas de recuperação da atividade petrolífera nos próximos anos.

Brasil arrecada mais

Enquanto o RN registrou retração, a arrecadação nacional de royalties cresceu 3,5% no mesmo período.

De acordo com dados da ANP, os repasses a estados e municípios passaram de R$ 16,1 bilhões nos cinco primeiros meses de 2025 para R$ 16,7 bilhões em igual período de 2026.

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Esporte

ORGULHO POTIGUAR: Ítalo Ferreira domina bateria e garante vaga nas oitavas da WSL em El Salvador

Foto: Divulgação/Ítalo Ferreira

O potiguar Ítalo Ferreira segue em grande fase na temporada da Liga Mundial de Surfe (WSL). Neste sábado (6), o líder do ranking mundial venceu o marroquino Ramzi Boukhiam e garantiu vaga nas oitavas de final da etapa de El Salvador.

Italo dominou a bateria disputada em Punta Roca e fechou o confronto com 12.50 pontos, confirmando a classificação para a próxima fase da competição.

Italo assumiu recentemente a liderança mundial após conquistar o título da etapa de Raglan. Os brasileiros continuam fortes na disputa.

Yago Dora já havia assegurado vaga nas oitavas na sexta (5), no primeiro dia de disputas da etapa.

Samuel Pupo derrotou Joel Vaughan com 15.17 pontos e agora terá pela frente o italiano Leo Fioravanti.

João Chianca venceu George Pittar e carimbou presença nas oitavas de final.

Já Miguel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo acabaram eliminados da etapa disputada em El Salvador.

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Esporte

RUMO AO HEXA: Com gol de Endrick, Brasil vence o Egito no último teste antes da Copa

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A Seleção Brasileira encerrou sua preparação para a Copa do Mundo com vitória. Neste sábado (6), a equipe derrotou o Egito por 2 a 1, em Cleveland, nos Estados Unidos.

Bruno Guimarães e Endrick marcaram os gols do Brasil, enquanto Zico descontou para os egípcios. A partida foi disputada diante de 64,3 mil torcedores no Huntington Bank Field, conforme o Metrópoles.

O Brasil começou pressionando a saída de bola adversária e abriu o placar logo aos sete minutos do primeiro tempo. Bruno Guimarães aproveitou uma roubada de bola no campo de ataque e finalizou com precisão para fazer 1 a 0.

A vantagem, porém, durou pouco. Aos 11 minutos, uma falha na saída de bola da defesa brasileira permitiu que Zico empatasse a partida para o Egito.

Apesar de ter mais posse de bola e controlar as ações do jogo, a Seleção encontrou dificuldades para transformar a superioridade em oportunidades claras antes do intervalo.

No segundo tempo, Endrick entrou em campo e marcou o gol após receber assistência de Raphinha. Foi o quarto gol do atacante com a camisa da Seleção Brasileira principal.

O amistoso representou o último compromisso da equipe antes da estreia na Copa do Mundo, onde estreará no próximo sábado (13), contra o Marrocos.

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Geral

Operador Nacional do Sistema Elétrico aciona plano emergencial pela primeira vez para cortar geração de excedente de energia

Imagem: reprodução

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou neste sábado (6), pela primeira vez, um plano emergencial para reduzir a geração de energia no país. A medida preventiva busca evitar desequilíbrios no sistema elétrico diante da previsão de baixa demanda neste domingo (7).

Além de determinar a redução da geração das usinas sob seu controle, o ONS colocou em prática o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, distribuidoras também foram orientadas a reduzir a produção de pequenas usinas em suas áreas de concessão.

O plano foi criado para enfrentar situações de excesso de oferta de energia, especialmente em fins de semana, feriados e períodos de baixo consumo, quando a geração pode superar a demanda.

A necessidade da medida está ligada ao crescimento da geração distribuída, principalmente por meio de painéis solares. Em dias de consumo reduzido, a produção pode exceder a necessidade do sistema, exigindo cortes para evitar riscos de instabilidade e apagões.

Segundo o ONS, o sistema seguirá sendo monitorado em tempo real para garantir a segurança e a eficiência do fornecimento de energia.

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Geral

Governo brasileiro intensifica conversas com União Europeia para destravar negociação sobre carne

Foto: Ruskpp/Thinkstock

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) intensificou as conversas com representantes da União Europeia na tentativa de destravar a negociação sobre a exclusão da carne brasileira da lista de importadores pelo alegado uso excessivo de antimicrobianos na pecuária.

Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.

De acordo com interlocutores do Palácio do Itamaraty, o ministro Mauro Vieira conversou, na última quinta-feira (4), com o comissário de Comércio do bloco europeu sobre o assunto.

O governo trabalha para tentar reverter a decisão, pelo menos parcialmente, até que ela entre em vigor, em setembro.

Ao mesmo tempo, o Ministério da Agricultura e o setor privado buscam soluções técnicas para oferecer as garantias que os europeus solicitaram, ou seja, visitas técnicas presenciais aos criadouros.

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou que não há nenhum problema sanitário com a carne brasileira.

Segundo ele, o setor já adota controles rigorosos, mas está disposto a reforçar a fiscalização para evitar prejuízos nas vendas para a União Europeia.

“A Europa não está discutindo ou tirou o Brasil da lista porque o Brasil não está cumprindo [as exigências]. Tirou porque não tem as garantias oficiais. Agora a gente vai agregar uma camada a mais de fiscalização, porque ela é feita muito com base no autocontrole das empresas, da declaração do produtor. A Europa quer que o Ministério da Agricultura também certifique isso”, disse Santin.

“A Europa é um dos maiores compradores de carne de aves e de carne bovina, especialmente com valor agregado. O valor da exportação desses dois produtos para a Europa é bastante impactante. Soma mais de US$ 1 bilhão para o Brasil por ano, e isso é um número bastante importante para nossa economia”, completou.

g1

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Geral

Mendonça critica ativismo judicial e diz que magistrados não podem decidir com base em convicções pessoais

Foto: Nelson Jr./STF

O ministro do STF, André Mendonça, criticou o ativismo judicial e defendeu que magistrados respeitem os limites da lei e da Constituição, em palestra no 16º Simpósio de Direito Constitucional, em Curitiba.

Baseado em autores como Immanuel Kant, Hans Kelsen e Luigi Ferrajoli, Mendonça afirmou que valores constitucionais como dignidade humana, liberdade e moralidade não autorizam juízes a decidir segundo convicções pessoais.

“Se de um lado nós não podemos prescindir da lei, nós não podemos superar a lei ou enfraquecer o princípio da legalidade, sabendo que enfraquecemos o próprio estado democrático de direito”, disse. “E de outro lado, também não podemos prescindir do ideal de justiça que está positivado na nossa própria carta constitucional.”

O ministro afirmou que o neoconstitucionalismo contribuiu para fortalecer o ativismo judicial ao incentivar interpretações mais amplas da Constituição e a atuação criativa dos magistrados.

Mendonça também questionou o apoio circunstancial ao ativismo judicial:

“Pergunto às pessoas: ‘Você é a favor do ativismo judicial hoje no Brasil?’ Alguns dizem que sim. ‘E se em 10 anos mudar a composição do Supremo Tribunal Federal e tivermos uma maioria conservadora, você continua a favor do ativismo judicial?’ As pessoas respondem que não.”

Segundo ele, a Justiça deve ser guiada por valores universais e permanentes, e não por preferências ideológicas ou agendas momentâneas. Para o ministro, interpretações que distorcem o texto constitucional comprometem a segurança jurídica e a estabilidade institucional.

Mendonça também defendeu que juízes considerem os efeitos práticos de suas decisões. “Se uma decisão é inútil, ela é naturalmente injusta. É o paradoxo da utilidade e da inutilidade”, afirmou.

Ao concluir, ressaltou que uma Suprema Corte não existe para agradar maiorias ou minorias, mas para aplicar a lei de forma imparcial. “Os tribunais devem respeitar as leis, elas são a sua fonte, a sua matriz de interpretação e aplicação do direito. Ao mesmo tempo, não devem confrontar os valores constitucionais, especialmente o valor da Justiça”, finalizou.

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Geral

Lula libera R$ 16,1 bilhões em emendas parlamentares e bate recorde mensal do mandato, em meio a votações importantes no Congresso

Foto: Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva liberou R$ 16,1 bilhões em emendas parlamentares durante o mês de maio, o maior volume mensal de repasses desde o início do atual mandato.

Segundo dados do Siga Brasil, do Senado, divulgados pelo jornal Folha de S. Paulo, a aceleração dos pagamentos ocorreu em meio à articulação do governo para aprovar pautas no Congresso e cumprir a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que determina a liberação de 65% das emendas obrigatórias ainda no primeiro semestre.

Os maiores repasses coincidiram com momentos importantes de votação na Câmara. Foram liberados R$ 3,4 bilhões em 12 de maio e outros R$ 2,9 bilhões em 27 de maio, véspera da votação da proposta que prevê o fim da jornada de trabalho 6×1.

Do total pago no mês, R$ 11,2 bilhões foram destinados a emendas individuais, R$ 3,3 bilhões a bancadas estaduais e parte dos recursos também contemplou emendas de comissão.

O valor representa um salto em relação a abril, quando o governo havia liberado R$ 1,4 bilhão. Para cumprir as metas da LDO, o Executivo ainda precisa repassar cerca de R$ 24,5 bilhões em emendas até o fim de junho.

O montante liberado em maio é o maior da gestão Lula, ficando atrás apenas dos R$ 17,8 bilhões distribuídos em junho de 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro, em valores corrigidos pela inflação.

Opinião dos leitores

  1. O Pilantra de Nove Dedos cortou mais de 4 bilhões da Defesa, para comprar parlamentares kkkkk Faz o L melancias que o Nine tem uma visão Geoestratégica kkkkkkkkkkkkkkk

  2. Como pode chamar esse absurdo com o dinheiro público ??????? compra de votos ????????enganação ??? corrupção ????????

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Geral

PREJUÍZO: Após veto da União Europeia, Brasil pode deixar de exportar quase US$ 2 bilhões ao ano em carnes

Foto: REUTERS/Amanda Perobelli

A União Europeia (UE) oficializou na sexta-feira (5) a decisão que retira o Brasil da lista de países considerados adequados às suas normas sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.

A medida ameaça as exportações brasileiras de carnes, que somam quase US$ 2 bilhões ao ano ao bloco. Em 2025, a UE comprou 368,1 mil toneladas de produtos, em negócios que somaram US$ 1,8 bilhão.

Segundo a UE, o Brasil foi excluído por não fornecer garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária.

Para voltar à lista da UE, o Brasil tem dois caminhos: restringir legalmente o uso dos demais medicamentos mencionados ou garantir que a carne exportada não contenha essas substâncias.

Assim que for comprovado que a pecuária brasileira não usa esses antimicrobianos, o país poderá voltar a exportar, mesmo que isso ocorra após setembro.

Os antimicrobianos proibidos pela UE para estimular crescimento dos animais são hoje:
  • virginiamicina;
  • avoparcina;
  • bacitracina;
  • tilosina;
  • espiramicina;
  • avilamicina.

Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria proibindo a importação, fabricação, comercialização e uso de alguns antimicrobianos usados como melhoradores de desempenho, incluindo avoparcina e virginiamicina.

Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados a exportar para a UE.

Na lista de 2024, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel. Agora, o país aparece excluído da lista de todos esses produtos.

A União Europeia responde por 5,7% do valor exportado pelo Brasil de carnes geral, o que a coloca como o segundo maior mercado do país, atrás apenas da China, segundo dados da Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura.

Com informações de g1

Opinião dos leitores

  1. Cadê o comentário do JUMENTO MAFRA? Vai jumentinho, quero seu argumento! Poderia ser apelidado de VETOLADRÃO?

  2. O Pilantra de Nove Dedos cortou 4,3 bilhões da Defesa para comprar parlamentares kkkkkk
    Faz o L melancias, que o Nine tem uma visão Geoestratégica kkkkkkkkkkkkkkk

  3. Sem problema povo brasileiro,amanhã mesmo Janone rachadinha e Lindenberg do pó irão viajar para Europa e fazer reuniões com os congressistas e já resolve tb essa questão,só eles viajar que já vai tá tudo resolvido.

  4. Nas favelas, no senado
    Sujeira pra todo lado
    Ninguém respeita a constituição
    Mas todos acreditam no futuro da nação
    Que país é esse?
    Que país é esse?
    Que país é esse?

  5. NAS COSTAS DE QUEM, O EX-PRESIDIÁRIO VAI JOGAR ESSA? NÃO VI EDUARDO E FLÁVIO ANDANDO PELAS OROPAS. 👺👺👺

  6. Faz o L.
    É culpa dos Bolsonaros.
    Kkkk.
    Reclamem bando de jegues no dia da eleição vote no PT de novo.
    É bem assim.

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Geral

Fachin cria grupo para fazer ‘pente-fino’ em penduricalhos de magistrados

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, vai criar um grupo de trabalho para realizar um amplo pente-fino nos chamados “penduricalhos” pagos a magistrados em todo o país.

A comissão terá prazo de 180 dias para elaborar propostas voltadas à padronização, transparência e previsibilidade das verbas remuneratórias e indenizatórias pagas a integrantes do Judiciário.

A medida ocorre em meio ao esforço do CNJ e do STF para enfrentar distorções salariais e ampliar o controle sobre pagamentos que, em alguns casos, permitem que magistrados recebam valores acima do teto constitucional.

O objetivo é produzir um diagnóstico detalhado sobre a remuneração dos magistrados e propor soluções de longo prazo para uniformizar critérios adotados pelos tribunais brasileiros.

A iniciativa surge poucos meses após o STF fixar limites para o pagamento de verbas indenizatórias, conhecidas popularmente como penduricalhos.

Em março, a Corte definiu parâmetros para essas parcelas e estabeleceu regras para reduzir distorções remuneratórias.

Já em maio, o CNJ aprovou a criação de um contracheque único para magistrados de todo o país, reunindo em um único documento salários, benefícios e verbas extras.

Agora, o novo grupo de trabalho deverá aprofundar a discussão e avaliar mudanças legislativas que possam consolidar um sistema remuneratório mais uniforme para a magistratura.

Segundo o plano de trabalho elaborado pelo CNJ, uma das primeiras etapas será a produção de um “Mapa de Parcelas Remuneratórias”, levantamento que identificará todas as verbas remuneratórias e indenizatórias atualmente pagas aos juízes, classificando cada uma delas conforme sua natureza jurídica e seus efeitos sobre o teto constitucional.

Fachin cita desigualdades e falta de transparência

Nos documentos que embasam a criação do grupo, Fachin afirma que a remuneração da magistratura se tornou um tema de intenso debate devido à existência de interpretações distintas adotadas por mais de 90 tribunais espalhados pelo país.

Segundo o ministro, a falta de uniformidade contribuiu para a criação de cenários marcados por desigualdades, insegurança jurídica e deficiência na transparência dos pagamentos.

Fachin também menciona o uso de verbas indenizatórias com efeitos práticos semelhantes aos de parcelas remuneratórias, mecanismo frequentemente apontado por especialistas e entidades de controle como uma das principais formas de superar o teto salarial do funcionalismo.

“O mais grave [foi a] utilização de subterfúgios conceituais dissociados da realidade. Em outras palavras: utilização de verbas indenizatórias com efeitos de verbas remuneratórias, objetivando superar a defasagem do teto remuneratório”, escreveu o presidente do STF e do CNJ.

O colegiado será coordenado por integrantes da Presidência do CNJ e contará também com representantes convidados de diversos órgãos públicos.

Justiça Potiguar

 

Opinião dos leitores

  1. Deixe seu nome para a história, como um combatente dos penduricalhos e da bandidagem na justiça. Acredito que ainda temos chance de nos tornarmos um país descente.

  2. Deixe seu nome para a história, como um combatendo dos penduricalhos e da bandidagem na justiça. Acredito que ainda temos chance de nos tornarmos um país descente.

  3. Se vc for gestor de casa de luzes vermelhas, padaria, sapataria, colégio, universidade, cantina, banco, bronca, bar, boate, etc e quer ver a coisa não acontecer, crie um grupo de trabalho para trocar uma torneira, não acontece nada, grupo de trabalho é coisa de petista vagabundo.

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Geral

EUA descartam ação militar no Brasil após classificarem PCC e CV como terroristas: ‘Nossa lei é clara’

Foto: Reprodução/R7

A classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos não autoriza ações militares em território brasileiro. A informação foi dada pela porta-voz do Departamento de Estado americano, Amanda Roberson, em entrevista ao R7.

Segundo ela, a legislação utilizada para o enquadramento não prevê esse tipo de medida. “A nossa lei é muito clara. Essa lei das designações não contempla nenhum tipo de ação militar. É o Departamento de Guerra dos Estados Unidos que tem responsabilidade pelas ações militares”, afirmou.

Roberson também disse que a decisão dificilmente será revertida. “A lei contempla uma revisão depois de um período de alguns anos, mas não é muito comum que a decisão seja revertida”, declarou.

De acordo com a porta-voz, o foco agora é usar as novas ferramentas legais para atingir as estruturas financeiras e operacionais das facções. Entre as medidas possíveis estão bloqueio de bens nos EUA, cancelamento de vistos, deportações e punições a quem oferecer apoio financeiro ou material aos grupos.

“Agora, com essas ferramentas, vamos tentar estrangular suas fontes de recursos, de apoio, para já acabar com as terríveis ações que eles estão tomando, não só no Brasil, mas em outros países e nos Estados Unidos”, disse.

Segundo Roberson, a presença do PCC e do CV em estados americanos como Nova York, Nova Jersey, Flórida e Massachusetts foi um dos fatores que motivaram a classificação.

Sobre possíveis impactos no Pix, a porta-voz evitou antecipar conclusões. “É impossível, neste momento, falar sobre casos individuais”, afirmou, ressaltando que a implementação da medida ainda está em fase inicial.

Questionada sobre a influência de lideranças políticas brasileiras na decisão, Roberson negou interferências e afirmou que a medida foi tomada com base em critérios de segurança nacional. “A prioridade para o presidente Trump é a segurança dos Estados Unidos e também a nossa economia. Então, ele toma suas decisões de maneira independente”, concluiu.

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Geral

Moraes dá 5 dias à PGR para analisar pedido de extinção da pena de Mauro Cid

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou o envio à PGR (Procuradoria-Geral da República) do recurso em que a defesa de Mauro Cid pede a extinção de sua pena. O órgão terá o prazo de cinco dias para apresentar sua manifestação sobre o caso.

O recurso contesta uma decisão anterior do próprio ministro, que havia negado o pedido. A defesa do militar busca fazer com que o tempo em que ele cumpriu medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar noturno, seja contabilizado como pena cumprida.

Os advogados de Mauro Cid sustentam que as restrições impostas representam uma limitação real à sua liberdade de locomoção e já duram mais de dois anos e cinco meses e que desconsiderar esse período significaria impor uma penalidade duplicada pelo mesmo intervalo de restrições.

Ao rejeitar o pedido inicialmente, Moraes considerou que o artigo que prevê o abatimento de pena é válido apenas para prisão provisória, sem estender o benefício a medidas cautelares alternativas. Sendo assim, o período em que Cid esteve efetivamente preso preventivamente, de cerca de cinco meses e 17 dias, seria insuficiente para quitar a pena total de dois anos.

R7

Opinião dos leitores

  1. Esse fez toda vontade do sistema, com certeza, vai ficar livre. Falou tudo que o sistema quis que falasse.

    1. Vou te corrigir: Falou tudo o que o sistema MANDOU ele falar.

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