Fifa abafou caso de doping de jogador russo, revela jornal britânico

Fifa sabia e abafou casos de doping na elite do futebol russo. As revelações estão sendo publicadas na noite deste sábado pelo jornal britânico The Mail on Sunday, com base em investigações realizadas pela Agência Mundial Antidoping (WADA).

De acordo com a reportagem, o Ministério do Esporte da Rússia encobriu um teste positivo de um dos jogadores inicialmente convocados para a seleção que disputa a Copa do Mundo, Ruslan Kambolov.

No total, 155 casos de doping no futebol russo teriam sido revelados. Desses, 34 casos foram investigados e teriam chegado até a Fifa. A entidade insiste que, por mais de um ano, avaliou essas informações. Mas não abriu qualquer tipo de processo. Um mês antes da Copa, a entidade ainda declarou que considerava que as informações que dispunha eram “insuficientes” para concluir se houve ou não um doping no futebol russo.

O caso mais problemático seria de Ruslan Kambolov. Em 2015, ele foi selecionado para passar por exames antidoping, enquanto jogava pelo Rubin Kazan. Seu teste deu positivo, levando o Ministério dos Esportes a procurar o chefe dos laboratórios, Grigory Rodchenkov, para pedir orientação. Rodchenkov foi quem denunciou o esquema de doping nas Olimpíadas de Sochi, em 2014, e que levou o esporte olímpico russo a ser parcialmente banido da Rio-2016.

Um dia depois, um agente do Ministério dos Esportes indica que o teste estava “salvo”, numa referência sobre a necessidade de encobrir o resultado.

O passo seguinte, seis dias depois, foi o envolvimento do FSB – o serviço de inteligência da Rússia – para trocar a amostra de urina do jogador. Naquele momento, a Rússia mantinha um estoque de dez mil amostras de urinas “limpas”, que poderiam ser trocadas por amostras de urina de atletas dopados. Os dados estão nas agendas de Rodchenkov, apontando para o envolvimento do espião Evgeny Blokhin, o mesmo que também operou nos laboratórios de Sochi.

Richard McLaren, especialista que conduziu as investigações sobre o doping russo, acredita que não existiam amostras limpas de Kambolov, o que levou as autoridades a trocarem sua urina por uma de outro atleta. A troca foi feita com um atleta do pentatlo moderno.

ESTADÃO CONTEÚDO

Carta de 47 páginas denuncia regalias em presídio da Lava Jato no Paraná

CMP
Complexo Médico Penal, em Pinhais, onde estão presos da Lava Jato. Foto: Geraldo Bubniak/Estadão

 

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal investigam um esquema de privilégios a presos da Operação Lava Jato no Complexo Médico-Penal (CMP), em Curitiba. As suspeitas são que um seleto grupo – formado por políticos, ex-executivos e lobistas – teria acesso a aparelhos de telefone celular, internet, visitas íntimas, comida exclusiva, serviços de cozinheiro, segurança e zelador particulares. Além de usarem “laranjas” em cursos e trabalhos que servem para redução dos dias de cárcere.

Uma carta de 47 páginas, escrita à mão de dentro do complexo penal e entregue à Justiça e à força-tarefa da Lava Jato, reativou, no início deste ano, uma apuração aberta em 2016 sobre um suposto “regime especial” paralelo na ala 6 da unidade, desde a chegada “dos Lava Jato” – como este grupo é chamado pelos demais presos. Ao todo, a carta enumera 27 “fatos” – supostas ilegalidades ou infrações disciplinares – que beneficiariam o grupo.

Outros centros prisionais já apuraram casos de regalias envolvendo políticos presos. Em Brasília, uma ação da polícia no domingo passado apontou benefícios ao ex-senador Luiz Estevão, no presídio da Papuda. No início do ano, o ex-governador Sérgio Cabral foi retirado do presídio de Benfica, no Rio, por ter acesso a comidas especiais e sala de cinema, entre outros privilégios. Cabral e Estevão negam.

Antigo Manicômio Judiciário do Paraná, o Complexo Médico-Penal – batizado assim desde 1993 – é um presídio localizado em Pinhais, sem muralhas. Visto por fora, foge ao padrão visual das unidades de encarceramento do Brasil. Com capacidade para 659 presos, a unidade abriga hoje cerca de 730. “A unidade tem sérios problemas de atendimentos aos presos, em especial os que estão nas alas de medida de segurança”, explica a defensora pública Andrezza Lima de Menezes.

A unidade passou a abrigar os detentos da Lava Jato em 2015, após a carceragem da PF se tornar pequena para o crescente número de detidos nas operações. Atualmente, são 52.

A chegada dos presos de colarinho branco elevou o CMP – um dos 33 estabelecimentos penais de regime fechado no Paraná – a “ponto turístico”. Desde 2017, o complexo está na lista de seis locais de visitação do pacote que agências de viagem vendem, o “Tour Lava Jato” – que inclui visitas ainda ao prédio da Justiça Federal, onde despacha Moro, e à sede da PF, onde está preso e condenado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Divididos em dez celas da galeria 6, atualmente 12 presos condenados pelo juiz federal Sérgio Moro estão no CMP. Entre eles, o ex-presidente da Petrobrás Aldemir Bendine, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ), o ex-deputado petista André Vargas, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-assessor parlame

ntar do PP João Cláudio Genu – os dois últimos chegaram na quarta-feira passada, após confirmação de suas condenações em segunda instância.

Vargas é suspeito de ser o líder do grupo, com poderes de mando dentro do CMP (leia mais informações aqui).

No complexo, além “dos Lava Jato”, estão reclusos os internos que cumprem medida de segurança – os inimputáveis, ou os “louquinhos”, na gíria da cadeia -, os doentes ou em tratamento, os presos especiais – como ex-servidores, ex-policiais, agentes penitenciários, bombeiros – e os mais velhos do sistema estadual.

Ala da Lava Jato. Nos prédios em que ficam os presos inimputáveis e os doentes a situação é a mesma da maioria das unidades prisionais do País: superlotação, falta de condições adequadas de saúde e higiene e maior periculosidade. Com celas maiores, de 16 metros quadrados, elas têm oito camas de concreto no chão, mas chegam a abrigar até 14 detentos. Papel higiênico e escova de dente são itens de luxo em muitas delas e é constante a reclamação sobre ratos e baratas no ambiente.

O alojamento mais novo do CMP, à esquerda de quem entra na unidade, é onde estão os presos da Lava Jato e os presos com direito especial. Com celas de 12 metros quadrados, três camas de alvenaria, com pequenas divisórias, uma pia e um bacia turca (chamada de boi), a vida nesse ambiente é menos calamitosa.

Com 32 cubículos com capacidade para 96 presos, a ala 6 nunca fica lotada: “os Lava Jato” ficam em dois ou um por cela na galeria 6, que está acima da galeria 5 – de igual tamanho e capacidade. Em contagem recente de preso, a “ala dos Lava Jato” tinha 58 pessoas e a de baixo 121 internos. Além dos presos por ordem de Moro ficam nesse espaço “os velhinhos” – detentos com mais de 60 anos – e acusados de outros escândalos de corrupção, como os da Carne Fraca – que apurou fraudes no Ministério da Agricultura -, da Quadro Negro – de desvios em obras de escolas no Paraná.

Nessa ala, os cárceres são repletos de utensílios, caixas com documentos, TV, rádio. Segundo a denúncia, os presos ali passam o dia em conversas sobre política, banhos de sol no pátio em horários fora do padrão, partidas de dominó, xadrez, baralho e refeições especiais.

Sob sigilo. Nem os procuradores nem a PF comentam as investigações em andamento. Em 2016, um procedimento foi aberto após denúncia de uso de celular e destruição de provas pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht. Por isso, ele teria sido transferido em fevereiro daquele ano de volta para a carceragem da PF.

Vistoria em agosto de 2016 chegou a localizar um carregador de celular na cela 602, que era ocupada entre outros pelo ex-ministro José Dirceu, mas o aparelho não foi localizado. A carta que denuncia regalias diz que presos da Lava Jato “usam celular à vontade” no complexo.

ESTADÃO CONTEÚDO

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Waldemir disse:

    Esses ladroes do dinheiro público deveria estar em uma cela com câmeras especiais 24 hora por dia até no banheiro para ver qualquer deslizes desses meliante

Espera-se de Neymar que ele seja o jogador que o marketing vende

Irretocável o editorial escrito por JOSIAS DE SOUZA sobre Neymar:

O gênio nasce gênio, não é ensinado. Neymar é um desses personagens cujo dom se manifesta desde a primeira mamada. Veio ao mundo com aquele raro talento que faz os craques convencionais parecerem penas-de-pau. Para ele, o drible é fácil, a classe é natural. O gol, uma rotina. É assim desde as divisões de base do Santos. Pois bem. De um gênio espera-se genialidade, não choramingos.

Uma das características do gênio genuíno é que ele jamais se deixa estragar pelo sucesso. O êxito de Neymar é tão retumbante que acostumou mal o brasileiro. O sujeito senta na arquibancada ou defronte da tevê na expectativa de que o gênio faça com os pés o que Michelangelo fazia com as mãos: arte. Quando ela não vem, a decepção é brutal e automática. A crítica, inevitável.

Normalmente tratado pela imprensa esportiva a pão-de-ló, o gênio abespinhou-se com os reparos feitos à sua má atuação nas primeiras partidas da Copa. Neymar anotou no Twitter: “Nem todos sabem o que passei pra chegar até aqui, falar até papagaio fala, agora fazer…”

O gênio ainda não se deu conta, talvez por causa do excesso de juventude. Mas jogador de futebol que reclama das críticas é como capitão de navio que se queixa da existência do mar. Uma coisa não existe sem a outra.

“O choro é de alegria, de superação, de garra”, escreveu Neymar. “Na minha vida as coisas nunca foram fáceis, não seria agora né! O sonho continua, sonho não, OBJETIVO!” Ficou entendido que a diferença entre a genialidade e a mediocridade é que a genialidade tem limites.

Gente com vida difícil existe em cada esquina. Mas só o gênio possui salário com peso de ouro, residência em Paris, mansão em Angra, carrões na garangem, avião no hangar e namorada deslumbrante. Nessas condições, o choro é dispensável e a superação é inevitável. A garra, um imperativo lógico.

O ilógico é jogar mal e não conseguir marcar um gol em 90 minutos de jogo, esticando o martírio até a prorrogação. O gênio revela-se capaz de tudo, menos de exibir os sintomas da dor de consciência.

Para Neymar, o papagaio fala porque falar é mais fácil do que fazer. Verdade. Mas um papagaio que fosse remunerado e tratado como gênio talvez ficasse com um insuportável sentimento de culpa se não pintasse uma Capela Sistina a cada partida. Por sorte, ainda há diante do gênio uma Copa por conquistar. O que leva ao título é o gol, não o choramingo.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Maria Auxiliadora Rocha disse:

    Tenho é muito abuso desse endeusamento .
    Estamos tendo oportunidade de ver muito jogador bom nessa copa, mas nenhum com esse paparicado que os brasileiros têm com Neymar.
    Concordo com você Bruno.

  2. Honra os milhões Neymar disse:

    Na hora de assinar os contratos milionários com as empresas, o Neymar não é Garoto, mas na hora cumprir com a obrigação assumida ele é um coitadinho. Tem que deixar de ser moleque e ser pra fazer o que se espera dele, até porque ele é diferenciado e todos sabemos é tem que cobrar mesmo para não fazer igual a Messi na Argentina, não GANHOU NADA.

  3. Oscar santos silva disse:

    Só gostaria de lembrar que o garoto neymar, o ser humano neymar e o jogador neymar não é um robô e sim um jogador diferencialdo com uma genialidade diferente de outros atletas pelo mundo a fora, gracas a deus ele é brasileiro, infelizmente VC vai incomodar a muita gente recaucado principalmente alguns desta imprensa tupiniquim que nós brasileiros temos.
    Força garoto ramos junto no momento certo a resposta virá com os gols

CPF DO IMÓVEL: Receita vai cadastrar num sistema todos os imóveis do Brasil

A Receita Federal começa a implantar até o fim deste ano o Sinter (Sistema Nacional de Gestão de Informações Territoriais), que tem como objetivo integrar os cadastros de imóveis urbanos e rurais de todo o país. Cada propriedade terá um número único apelidado de “CPF do imóvel”.

“Esse sistema foi criado por meio de um decreto de 2016, deve centralizar as informações em um único ambiente ao integrar cadastros de imóveis que estão dispersos em todo o país”, explica o coordenador adjunto de gestão de cadastro da Receita Federal Wolney de Oliveira Cruz.

O Sinter é um projeto do Ministério da Fazenda, mas é gerido pela Receita Federal. Foi criado por meio do decreto 8.764 assinado pela então presidente Dilma Rousseff. “É uma ferramenta de gestão para elaborar políticas públicas. Um exemplo são os imóveis da União, sabendo a exata localização e as dimensões facilita para o Estado dar uma finalidade”.

Este ano a proposta está em integrar as informações dos cartórios de títulos e documentos. Na sequência, os cartórios de notas e os de registro de imóveis. “Todas as competências serão respeitadas, o código gerado não se mistura à matrícula dos imóveis e também não vai gerar mais custos ou novas obrigações.”

Para cada registro feito, os órgãos responsáveis enviarão um extrato eletrônico ao Sinter, com dados sobre localização, planta, área construída, padrão do imóvel, valor venal do IPTU, do ITBI, alvará de construção e habite-se. Cada imóvel urbano ou rural será identificado por um código que será a “identidade” dentro do sistema. Este código é o chamado CPF do imóvel.

O professor e coordenador do Grupo de Governança da Terra do Instituto de Economia da Unicamp, Bastiaan Reydon, observa que um dos principais problemas associados à questão imobiliária no Brasil está no fato de não termos um cadastro integrado. “A proposta é integrar os sistemas para que se tenha uma ideia mais clara sobre a ocupação territorial. Hoje temos muitos órgãos fazendo a mesma coisa, ‘batendo cabeça’ e esse é um esforço de integração”.

No cadastro, informações sobre a localização geoespacial precisa e as dimensões exatas facilitam a regularização dos imóveis. Com o projeto se busca uma melhor gestão dessas informações e também fomentar ações de combate à sonegação de impostos e lavagem de dinheiro. Dados unificados também devem facilitar a concessão de crédito imobiliário.

“Esse esforço da Receita em homogeneizar as informações é uma revolução, haverá um controle melhor, o que ajuda a evitar fraudes como lavagem de dinheiro, facilitará o processo com as terras devolutas e para o cidadão diminuirá a quantidade de documentos no momento da compra de um imóvel,” explica Reydon.

O Sinter não tem uma data de conclusão uma vez que apenas 20% dos municípios cobram IPTU. “Não será rápido. Só para ter uma ideia, a região metropolitana de Campinas tem apenas 30% dos imóveis regularizados, mas esse sistema é um caminho a ser seguido.”

R7

Xhaka e Shaqiri são investigados pela Fifa por comemorações polêmicas

Foto: Laurent Gillieron/EFE/EPA

A Fifa anunciou neste sábado que o seu Comitê Disciplinar vai investigar os gestos de Granit Xhaka e Xherdan Shaqiri nas comemorações dos gols da Suíça na vitória sobre a Sérvia por 2 a 1, na sexta-feira, pelo Grupo E da Copa do Mundo. Ambos os jogadores, que tem origem em Kosovo, fizeram referência à bandeira da Albânia após marcarem os gols suíços.

As comemorações geraram rápida polêmica, ao fim da partida. A imprensa da Suíça, da Albânia e de Kosovo repercutiram os gestos neste sábado. E sérvios se mostraram indignados com os gestos. Xhaka e Shaqiri festejaram seus gols com as duas mãos formando uma águia sobre o peito. A ave aparece na bandeira albanesa.

A Fifa não informou quando o procedimento disciplinar será finalizado. E nem estabeleceu previsão de punição. A entidade condena qualquer manifestação política em campo. A seleção da Suíça não foi denunciada no caso.

Xhaka nasceu na Basileia, mas seus pais são de Kosovo. Seu pai foi preso político da ex-Iugoslávia por três anos e meio. Em 1986, ele participou de manifestações contra o governo comunista de Belgrado, hoje capital da Sérvia. O irmão de Xhaka também é jogador de futebol e defende a seleção da Albânia.

Shaqiri é de Kosovo. A Suíça ainda conta com um terceiro kosovar, o volante Behrami, que anulou Neymar no empate por 1 a 1 com a seleção brasileira. O meio-campista Blerim Dzemaili completa o quarteto “estrangeiro”, pois é da Macedônia.

A maioria do povo kosovar é de origem albanesa. A região de Kosovo fica dentro do território da Sérvia e declarou independência em 17 de fevereiro de 2008. Os sérvios não reconhecem a independência e consideram Kosovo como parte do país.

Estadão Conteúdo

Bolsa Família beneficia 343.899 famílias do Rio Grande do Norte em junho

O Bolsa Família de junho começou a ser pago nesta segunda-feira (18), atendendo 343.899 famílias no Rio Grande do Norte. O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) vai transferir R$ 60,3 milhões, com o valor médio de R$ 175,57 por benefício.

Em todo o País, cerca de 13,7 milhões de famílias brasileiras receberão o benefício com valor total de R$ 2,4 bilhões. Neste mês, mais uma vez a fila de entrada para o programa foi zerada e 327,6 mil novas famílias foram incluídas. O programa é voltado para as famílias mais pobres do país. Os beneficiários recebem o dinheiro mensalmente e, como contrapartida, cumprem compromissos nas áreas de Saúde e Educação.

De acordo com o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, as medidas protegem as famílias mais vulneráveis. “Isso é o resultado de um processo de melhoria de governança do programa, combatendo fraudes, retirando pessoas que recebiam indevidamente e fazendo com que os recursos do Bolsa Família cheguem nas mãos daquelas famílias que realmente necessitam de uma transferência de renda para viver com mais dignidade”, explica.

Para saber o dia em que poderá sacar, o beneficiário deve conferir o Número de Identificação Social (NIS) impresso no cartão do programa. Os que terminam com final 1 podem sacar no primeiro dia do pagamento. Os com final 2, no segundo dia e assim por diante. Os recursos ficam disponíveis para saque por um período de três meses.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. GEN GIRÃO disse:

    O Estado não pode ser o maior empregador. Certamente por causa dessa falência na gestão por parte do Estado, os políticos de plantão, no Executivo e no Legislativo tentam se manter nesses cargos criando e alimentando o populismo estatal. Medidas que possam estimular a geração de empregos vão repercutir diretamente nessa menor intervenção, bem como irão diminuir a vulnerabilidade dos jovens em relação à violência. É um opinião. Gen Girão

[VÍDEOS] Avião monomotor cai na praia do Mucuripe em Fortaleza

Caiu na tarde deste sábado (23) em Fortaleza, na Beira Mar, uma aeronave da marca Cessna, nas proximidade do Mercado dos Peixes.

Segundo as primeiras informações colhidas pela Focus.Jor, a aeronave vinha de Camocim, região Norte do Estado. Uma pane acabou forçando o piloto a fazer uma manobra de emergência, jogando o avião no mar. Segundo as primeiras informações, nenhuma vítima mais grave.

Refugiados e estrangeiros elogiam receptividade dos brasileiros

O Brasil tem mantido a fama de ser um país que recebe bem estrangeiros que, por motivos de força maior, foram obrigados a adotá-lo como segunda pátria. Refugiados ou mesmo residentes estrangeiros entrevistados pela Agência Brasil – entre eles a princesa da tribo ganesa Krobo, Helen Teye – não economizam adjetivos positivos para a forma como foram recebidos pelos brasileiros.

Ter uma vida de princesa pode não ser algo tão bom como se costuma imaginar. No caso de Helen Teye, que vive no Brasil desde 2014, em Gana isso representava risco de vida, devido aos conflitos entre etnias que viviam na mesma região. “Não queria viver esses conflitos e não queria continuar na minha vida de princesa, porque isso representa risco em uma situação de conflito com outras etnias. Eu dormia sem saber se sobreviveria ao dia seguinte. Aqui, eu durmo tranquilamente, com paz em minha cabeça. Ninguém me ataca nem me insulta”, disse a princesa.

Helen é um dos estrangeiros que participam neste sábado, 23, no Memorial dos Povos Indígenas em Brasília, de uma celebração intercultural que visa integrar brasileiros com pessoas de outros países, que optaram por morar no Distrito Federal. O encontro faz parte de uma série de eventos organizados com o objetivo de lembrar o Dia Mundial do Refugiado (20 de junho) e a Semana do Migrante, o MigrArte 2018.

O início da vida no Brasil foi bastante difícil para a princesa. Emocionada ao lembrar os momentos de dificuldade e ao falar da receptividade dos brasileiros, ela revelou as dificuldades que teve até mesmo para pedir dinheiro ou comida nas ruas, na época em que vivia em um acampamento improvisado. “Como ninguém aqui fala meu dialeto, e poucas pessoas se comunicam em inglês, eu não conseguia me comunicar nem mesmo para dizer que estava passando fome. Só depois de ter aprendido a falar a palavra ‘comida’ é que a coisa começou a melhorar. Por isso, digo que, para mim, a palavra mais importante do português é ‘comida’ ”, disse a princesa à Agência Brasil.

A virada na vida de Helen no Brasil ocorreu depois de ela começar a frequentar uma igreja, em Brasília. “Foi isso que acabou com a minha solidão no Brasil. Quando cheguei não conhecia ninguém. Na igreja, eu conheci as primeiras pessoas, e elas me ajudaram muito. Pude então começar a vender roupa e artesanato. O Brasil realmente me ajudou muito”, afirmou, de forma pausada, por causa da emoção e das lágrimas.

Helen disse ter uma grande preocupação com a situação político-eleitoral brasileira. “Minha experiência mostra o quão difícil é viver em um país dividido. Não queiram dividir o Brasil, porque a divisão é sempre ruim para todos os cidadãos de um país. Por isso, peço que tenham o desejo de paz na hora de votarem, este ano. Eu quero viver aqui, e quero que a paz que vi aqui continue”, acrescentou.

Agência Brasil

Evento com policiais e bombeiros em BH termina aos gritos de ‘Anastasia e Bolsonaro’

Um evento de cabos e soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros na capital mineira neste sábado, 23, foi encerrado aos gritos de “Anastasia e Bolsonaro”. Os cerca de 200 participantes estavam lá para evento com o pré-candidato ao governo de Minas Gerais, senador Antonio Anastasia (PSDB), quando “criaram” a nova dobradinha com o presidenciável do PSL, deputado federal Jair Bolsonaro.

O PSDB tem candidato próprio ao Palácio do Planalto – o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Enquanto Bolsonaro lidera com 19% de intenção de votos, segundo a pesquisa do Datafolha divulgada no início do mês, o tucano continua no patamar de 7%. Mesmo em São Paulo, Estado que Alckmin governou por mais de 13 anos, Bolsonaro tem mais votos que Alckmin, segundo a pesquisa do Ibope.

Quationado sobre os gritos que o colocavam ao lado de Bolsonaro, o pré-candidato ao governo mineiro lembrou que seu partido tem nome para a disputa ao Planalto, mas disse que o cidadão é “livre para escolher seus candidatos”. “Cada ambiente tem os seus preferidos. Isso é uma coisa que é incontrolável, pois todo cidadão é livre para escolher os seus candidatos”, concluiu.

“São os que mais estão alinhados com a nossa ideologia de um Brasil com mais segurança, com mais seriedade e honestidade”, afirmou o policial da reserva, Juliano Amaro Oliveira, 55. Seriedade, compromisso com a segurança foram alguns dos motivos citados pelos presentes ao Estado para justificar o voto no PSDB e PSL.

Para o cabo aposentado da Polícia Militar Vander de Castro, Anastasia e Bolsonaro se parecem “pela seriedade”. “Não estão enchendo de promessas falsas, eles sabem a situação do Brasil como está. Eles fazem as propostas deles em cima do que está acontecendo no país”, disse depois do evento.

Dilma

Sobre a possibilidade de concorrer com a ex-presidente Dilma Rousseff, Anastasia disse que “qualquer um deles (adversários do PT) vamos enfrentar com tranquilidade”. O senador questionou essa possibilidade, apontando que o PT atacou o candidato tucano de 2014, Pimenta da Veiga, alegando que ele estaria ausente do Estado. “Pelo o que eu saiba, a ex-presidente já mudou de Minas há mais de quarenta anos”, criticou.

Na última semana, os líderes do PT passaram a considerar a possibilidade da ex-presidente Dilma ser um “plano B” para a pré-candidatura do atual governador. Pimentel enfrenta diversos desgastes que poderiam dificultar a reeleição. Além de ser réu em ação no Superior Tribunal de Justiça por suposto caixa-dois na campanha de 2014, o petista enfrenta diversos atritos com funcionalismo público, por conta de atrasos nos salários. Além disso, ele chegou a ser vaiado em evento voltado para os prefeitos mineiros, mesmo estando ausente.

Estadão Conteúdo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bruno Williams disse:

    QUEM GOSTAR DE DITADURA ATRAVESSE A FRONTEIRA COM A VENEZUELA OU VÁ PARA A CORREIA DO NORTE, ELES ESTÃO PRECISANDO DE IDIOTAS!!!!

    • Waldemir disse:

      Kkkkk o esquerdista e bom JAIR se acostumando
      A mamata vai acabar vai ter que trabalhar kkkkk

    • Jucelio Lobo disse:

      " Os idiotas vão tomar conta do mundo, não pela capacidade, mas porque são muitos ". Nelson Rodrigues

    • Beto disse:

      Dilma e seus seguidores tão aí pra comprovar o que disse Nelson Rodrigues.

Leonardo fala sobre os 20 anos da morte de Leandro: “Eu ainda o procuro no palco”

No aniversário de 20 anos da morte do irmão Leandro, o cantor Leonardo fala da falta que ele faz na música, em casa e nos palcos. Desde que perdeu o parceiro insubstituível, nunca mais teve outra dupla e segue em carreira solo desde então. Aos 36 anos, no auge da carreira, Leandro morreu, depois de lutar contra um tumor de Askin – um câncer raríssimo –, no dia 23 de junho de 1998, em São Paulo.

Leonardo lembra do irmão como figura de inspiração e companheiro. Os 15 anos de estrada juntos nunca saíram da memória e acompanham o cantor até hoje. “Sinto muita falta dele no estúdio e principalmente no dia a dia. Até hoje o procuro no palco”, disse.

Desde a morte de Leandro, Leonardo não se juntou a nenhum outro cantor para voltar a formar uma dupla. Ele apostou na carreira solo e afirma que, nos shows, o Leandro “se faz presente” através dos fãs. “O público é minha segunda voz e será para sempre depois da perda de meu irmão”, revelou.

Ele relata ainda que sempre sentiu uma admiração pelo irmão. Leandro é considerado um modelo de músico para muitos cantores. Leonardo o vê da mesma forma e lembra que ele saía da “zona de conforto”, que era a música sertaneja, para gravar canções também em outros estilos. “Considero meu irmão uma inspiração até hoje. Ele tinha um olhar espetacular inovador para músicas”, recordou.

A última canção que gravaram juntos foi Um Sonhador. O disco foi lançado depois da morte de Leandro. Ao se lembrar, Leonardo não segura a emoção: “Quando canto me emociono demais sempre”.

Quando a saudade aperta, Leonardo diz que se sente mais perto do irmão em meio aos parentes. Além das reuniões de família, o sertanejo também cita que se aproxima de Leandro no contato com Deus e no trabalho da Casa de Apoio São Luiz, instituição filantrópica criada pela mãe deles a pedido do irmão. O espaço oferece estadia, alimentação e serviço de emergência para pessoas com câncer de outras cidades que fazem tratamento em Goiânia.

G1

Quatro crianças brasileiras serão liberadas de centros de reclusão nos EUA

Quatro das 49 crianças brasileiras separadas de suas famílias nos Estados Unidos serão entregues por autoridades americanas a parentes no país e no Brasil nos próximos dias, informou o Ministério das Relações Exteriores. A partir de uma lista formulada pelo Departamento de Saúde americano e de informações do seus consulado brasileiros nos Estados Unidos, o Itamaraty concluiu não haver, até a última sexta-feira (22), nenhum menor do Brasil detido nas instalações improvisadas, nas quais crianças têm sido mantidas dentro de jaulas de arame.

Segundo a embaixadora Luiza Lopes da Silva, diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior do Itamaraty, três irmãos abrigados na instituição Southwest Key de Tucson, no Arizona, serão entregues a um parente residente nos Estados Unidos. A mãe, presa na mesma cidade, concedeu uma procuração a um familiar, e sua decisão foi acolhida por um tribunal local de imigração.

Veja

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ana disse:

    Está começando a surtir efeito a pressão sobre os New campos de concentração. Lembrando que eram só os outros, depois tinha dois brasileiros, depois 4, depois 6, depois 49 e agora já se fala em torno de 500 brasileiros presos nos NEW campos de concentração dos EUA.

    • Beto disse:

      A grande maioria dos brasileiros queriam morar nos EUA, alguns que tiveram nescessidade e coragem de ir, infelizmente caíram na imigração, porquê não tiram esse país das mãos desses bandidos que estão saqueando o patrimônio público e entrega aos EUA, que sabem administrar, como fizeram com o Japão, Coreia do sul, Alemanha ocidental…?

Descrédito nos partidos atinge 8 em 10 brasileiros

O nível de confiança nos partidos políticos caiu para um dos menores índices da história, aponta estudo realizado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT). Oito em cada dez brasileiros, ou 77,8%, afirmam não ter “nenhuma confiança” nessas instituições. Em estudos anteriores com metodologia similar, nunca o número foi tão elevado.

Em 2014, 46,4% não confiavam nos partidos e, em 2006, 36,7%. Os principais motivos citados são a existência de corrupção nos partidos políticos e a falta de capacidade de representar os interesses dos eleitores. O pouco espaço para participação dos cidadãos e a falta de um programa político claro também foram citados como problemas.

Os dados são de um levantamento realizado entre 15 e 23 de março com 2.500 entrevistas em 26 Estados (com exceção do Amapá) realizado pelo Instituto da Democracia e Democratização da Comunicação, parte do INCT. A pesquisa envolveu instituições acadêmicas como UFMG, UERJ, Unicamp e UnB.

Conforme o estudo obtido com exclusividade pelo Estado, e antecipado pelo site BR18, o número de descrentes com os partidos políticos quase dobrou em quatro anos. Em 2014, o Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas (Nupps), da USP, apontou em levantamento com método científico semelhante que 46,6% dos entrevistados não confiavam nos partidos.

“O aumento da desconfiança é algo que já imaginávamos, mas não com esse crescimento de 2014 para 2018. É totalmente fora do que encontramos em outras pesquisas”, diz o diretor do Centro de Estudos de Opinião Pública da Unicamp, Oswaldo Amaral, um dos líderes do estudo.

Para Amaral, essa crise de representação também ocorre em outros países, mas no Brasil tem sido potencializada pelos casos de corrupção. Ele cita como exemplo a Operação Lava Jato, que atingiu legendas tradicionais, políticos de destaque nacional e grandes empresas.

Para o pesquisador Sérgio Simoni Júnior, da Unicamp, outro autor do estudo, as investigações e condenações recentes ajudaram a criar um clima que pede renovação. “Tem um lado bom, que é procurar melhorar a política, mas o risco é cair em algo antipartidário e antipolítico”, afirma. Segundo Simoni, o mau momento econômico reforça o sentimento de desconfiança sobre a efetividade do sistema político.

Estadão Conteúdo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Laudo Batista disse:

    Mito é algo nos remete ao algo fantasioso, uma figura mitológica que vem da imaginação coletiva para ser uma espécie de salvador da pátria. Eu achava que "Dom Sebastião" fosse uma ideário da mente das classes mais populares. No entanto, vejo que a classe média e até elite brasileira mistifica a resolução dos problemas do país. Daí, esse poço tende a ficar ainda mais fundo, bem mais fundo.

  2. rivanandes disse:

    Não há como acreditar neles.

  3. Beto disse:

    Por isso que o mito só sobe. Hehehe

    • Leo disse:

      Ele não tem partido, não era do PP, partido com mais corruptos indicados pela Lava Jato, nao é parasita do estado, e nunca priduziu ou sugeriu algo.
      Em resumo, bolsolixo é um nada com um bocado de idiotas idolatrando um outro idiota.

Seis em cada 10 jovens pensam deixar o Brasil para morar no exterior

A falta de segurança e de perspectivas profissionais somadas ao alto custo de vida e impostos elevados fazem com que 19 milhões de jovens brasileiros, na faixa etária de 16 a 24 anos, queiram deixar o Brasil em busca de oportunidades no exterior. Portugal é o segundo principal destino, depois dos Estados Unidos. Em seguida estão Canadá, França, Espanha e Inglaterra.

Os dados são do Instituto DataFolha que ouviu 2.090 entrevistados. A pesquisa mostra que 50% dos que têm entre 25 e 34 anos gostariam de abandonar o Brasil. Esse percentual cai para 44%, na faixa de 35 a 44 anos e 32% para os que estão entre os 45 e os 59 anos. No grupo acima de 60 anos, o percentual é de 24%.

Vida mais simples

Formada em Letras pela Universidade de Brasília (UnB), Ana Carolina Viana, 36 anos, optou por deixar Brasília, onde sempre morou, e tentar vida nova em Lisboa.

“Lá em Brasília, mesmo trabalhando muito, no final do mês só sobrava para pagar as contas e eu não conseguia juntar dinheiro e fazer planos”, desabafou.

Para Ana Carolina, morar em Lisboa significa ter melhor qualidade de vida. “Consigo morar numa casa pequena, mas que tem tudo o que eu preciso. Posso colocar meu filho em uma escola pública, que aqui é muito boa. Não preciso pagar um plano de saúde. E, com isso, posso viajar e fazer cursos”.

A vontade de “viver com menos” não é um desejo exclusivo de Ana Carolina. O cirurgião vascular Marcelo Ribeiro de Sousa Bizerra, 34 anos, natural de Teresina, compartilha essa busca de uma vida mais tranquila. Casado e com dois filhos pequenos de 8 e 2 anos de idade, ele contou à Agência Brasil que sempre teve vontade de viver fora.

“Eu tenho muita vontade de morar em um país onde eu possa criar meus filhos e que minha esposa viva de maneira mais tranquila. Um lugar onde não seja preciso trabalhar tanto, que se viva com menos, mas com mais qualidade de vida, que eu possa pagar um imposto de renda justo e que tenha um retorno mínimo para conseguir nos sustentar, dar uma boa educação para os filhos, conseguir uma saúde de qualidade e ter uma segurança mínima”, afirmou Marcelo.

Valorização

Formada em Relações Internacionais, Tamira Romualdo, 27 anos, morou em vários locais do Brasil – Pará, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal – e também no exterior, em Washington (Estados Unidos). Ela disse que teve vontade de repetir a experiência e, atualmente, a maior motivação para tentar a vida no exterior é profissional.

“Na minha faixa etária eu vejo que está todo mundo passando pelo mesmo problema: todos saem da faculdade cheios de esperança, mas trabalham muito e se empenham, correm atrás e não veem retorno”, afirmou Tamira.

Trabalhando atualmente na Embaixada de Botsuana no Brasil, Tamira conta que, se pudesse, moraria em Portugal. “Aqui no Brasil é tudo muito caro. O preço do mestrado aqui é mais alto do que em Lisboa ou no Porto. Ter um diploma de uma instituição internacional tem um peso muito maior no mercado.”

TRF3 reverte decisão que limitou reajuste de planos de saúde a 5,72%

O desembargador Nelton Agnaldo Moraes dos Santos, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), anulou uma decisão da Justiça Federal em São Paulo que havia imposto um teto de 5,72% para o reajuste de planos de saúde individuais neste ano.

Em decisão liminar (provisória) do último dia 12, o juiz federal José Henrique Prescendo, da 22ª Vara Cível de São Paulo, aceitou pedido feito em uma ação civil pública pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Para o magistrado, seria “excessivo” autorizar um reajuste maior do que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor – Amplo (IPCA) relativo à saúde e aos cuidados pessoais.

Ao reverter a decisão, atendendo a recurso da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o desembargador Moraes dos Santos afirmou ser “bastante abstrato o conceito de ‘reajustes excessivos’”, pois a dinâmica de preços dos planos de saúde é complexa e não se vincula às variações inflacionárias.

“Parece inquestionável que tais reajustes não possam ser pautados por índices inflacionários. Fosse isso possível, o papel da agência reguladora, nesse aspecto, seria praticamente nulo, visto que bastaria uma norma que vinculasse os reajustes dos planos de saúde a esse ou àquele índice inflacionário”, escreveu o desembargador em sua decisão, assinada na sexta-feira (22). Ele suspendeu a liminar e determinou uma nova instrução processual do assunto, até que se possa decidir a questão de mérito em definitivo.

Em nota, o Idec lamentou a decisão, que, para o instituto, foi “tomada apenas considerando os argumentos das empresas sem levar em conta os fatos gravíssimos que o Idec e as organizações de defesa do consumidor vêm denunciando há anos”.

Segundo a entidade, o Tribunal de Contas da União (TCU) já apontou irregularidades na metodologia que a ANS utiliza para calcular os reajustes máximos dos planos individuais. “A decisão desconsidera a gravidade dos erros na metodologia dos reajustes aplicados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e ignora suas falhas, permitindo que a lesão aos consumidores se agrave”, disse o Idec, acrescentando que irá recorrer.

Agência Brasil

Expansão do PCC pelo RN fez crescer número de homicídios em 256%

“Eu tenho mais de trinta cadáveres dentro do meu telefone”, disse Rafael Silvestri, no dia 8 de setembro do ano passado, em conversa telefônica com um comparsa do Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior e mais perigosa organização criminosa em atividade no Brasil. Ele se jactava das imagens de inimigos mortos que havia recebido em seu celular de comparsas baseados em vários estados brasileiros. Silvestri é a principal “autoridade” do PCC no Nordeste e, nos últimos seis meses, teve seu sigilo telefônico quebrado pela Polícia Civil de Presidente Prudente (SP) juntamente com o de outros 200 membros da facção. O material, colhido no âmbito de um inquérito sigiloso ao qual VEJA teve acesso, ajudou os policiais a deflagrar, no dia 14, a Operação Echelon, que desvendou o modus operandi usado pelos bandidos do PCC para expandir seu domínio sobre o tráfico de drogas nos estados.

As investigações levaram a constatações preocupantes. Uma delas: os territórios onde a facção trava disputa com outros grupos criminosos pela hegemonia no tráfico são justamente os que sofreram uma explosão de homicídios em dez anos. Nesse período, o aumento do número de assassinatos por 100 000 habitantes, segundo o Atlas da Violência de 2018, é uma matemática de horrores: 256% no Rio Grande do Norte, 121% em Sergipe, 93% no Acre, 86% no Ceará, 74% no Pará e 72% no Amazonas. Tais áreas são as que mais aparecem nas conversas gravadas pela polícia. Identificadas como zonas conflagradas, são rotas estratégicas para a entrada da cocaína no Brasil e seu escoamento para a Europa. Em São Paulo, onde o PCC surgiu e é hegemônico no tráfico, o vetor é inverso: os homicídios caíram 46% na última década. Por isso, dissemina-se a certeza de que o controle da violência em São Paulo não está nas mãos do governo e suas políticas de segurança. Está nas mãos do PCC.

Veja

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Azevedo Morais disse:

    Some-se a isso, o sucateamento de nossa PM promovido por esse desgoverno da segurança que desviou mais de 30% do já insignificante custeio de polícia ostensiva. Confere o discurso de CORONEL AZEVEDO com mais de 42 mil visualizações em seuFacebook.

    • Jucelio Lobo disse:

      Coronel Azevedo? Aquele que não quis se aposentar e foi espinafrado pelas associações de PMs? Aquele que é candidato? Zero de credibilidade.

  2. Vilanir Gurgel disse:

    A vinda de membros dessa facção criminosa do sudeste para o presidio federal em Mossoró fez a instalação de suas atividades aqui no RN. Simples assim.

  3. Darwin disse:

    A violência no RN explodiu com a vinda do presídio federal de Mossoró. Os criminosos de alta periculosidade quando vêm, trazem toda a estrutura criminosa com eles.
    PRESENTE DO NOSSO POLÍTICO LEONARDO ARRUDA, que trouxe o presídio p fazer média.

  4. Jucelio Lobo disse:

    matéria de Veja só não diz que essa explosão do PCC pelo país se deu com o governo do PSDB em Sao Paulo, que negligenciou o problema e depois fez acordo com a facção.

    • Beto disse:

      As facções se fortaleceram nos últimos 15 anos do governo lula/dilma/temer, eles se interagiram, e se beneficiavam das ilicitudes. taí mais uma herança maldita desses bandos de corruptos.

    • Flávio disse:

      Esse cara deve ser um Petista despreparado ou mal intencionado Beto, fingindo não saber quem abriu as nossas fronteiras para o narcotráfico entrando todo tipo de armamento através das Farcs, e com seu partido metido em corrupção até a medula deixando o nosso país junto com esse MDB quebrado e a gente pagando a conta. Vá estudar sujeito antes de estar vomitando verborragia pura ,desta seita política cujo chefe maior está encarcerado.

    • Jucelio Lobo disse:

      Tudo bem voce ser contra o PT, mas vai se informar melhor. Existem até livros, escritos por nao petistas, atestando o avanço do PCC durante os governos tucanos em SP. Foi naquele estado que a facção nasceu e se desenvolveu, se espalhando pelo Brasil. O ódio ideológico cega as pessoas. Se informe melhor e se livre desse ódio, que pode ser ruim pro seu coração.

    • Beto disse:

      O governo lula/temer/dilma entregou o país ao comando vermelho (CV) conveniado com facções locais e o PCC, e assim todos os estados do país estão com mais esses presente deixados por esses governos que sistematizaram a corrupção no país, inclusive, pequena parte desbaratada pela lava-jato, mas que logo mais deram totalmente desbaratada, hj tem rastreado 60 bilhões de dólares de corrupção. Pois bem, a origem dessas facções são Rio e SP, e daí se ramificaram pelo resto do país, isso com ajuda do governo lula/Dilma/temer, isso só o desinformado Jucelio e os militontos não sabem, ou não querem saber.

Lesão tira Douglas Costa do jogo do Brasil contra a Sérvia

Douglas Costa está fora do jogo contra a Sérvia, na próxima quarta-feira (27), em Moscou. Hoje (23) o médico da Seleção Brasileira, Rodrigo Lasmar, informou que o atacante foi diagnosticado com uma lesão na coxa direita. Ontem (22), ao fim do jogo contra a Costa Rica, vencido pelo Brasil por 2 a 0, o jogador se queixou de dor na região posterior da coxa direita.

De acordo com Lasmar, Douglas já está sob tratamento intensivo e ficará em Sochi, sob os cuidados da fisioterapia. O médico disse que a lesão é de “pequena gravidade”, mas não tem como definir uma data para o retorno do jogador.