O frevo que arrasta multidões no carnaval e completa 106 anos hoje chega à nova idade sem deixar de ser atual. Graças ao charme de seus acordes e a paixão de seus admiradores, o ritmo vem sendo preservado e ainda hoje agita muitos foliões.
Antes do desfile do Galo da Madrugada, neste sábado, pelas ruas do centro do Recife, vários participantes do bloco se encontraram no Forte das Cinco Pontas, no bairro de São José. Figuras políticas, artistas e foliões anônimos têm em comum o desejo de celebrar a alegria e brindar os 106 anos do Frevo.
A cantora Marina Elali também circulou pelo local, com integrantes do Quinteto Violado, como o vocalista Marcelo Melo.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) destinou R$ 1,7 milhão em emendas parlamentares para três cooperativas ligadas ao MST no Paraná, estado de atuação política da ministra Gleisi Hoffmann (PT). Os recursos foram executados em 2025 por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
O valor destinado ao Paraná foi 2,5 vezes superior ao enviado ao Rio de Janeiro, estado pelo qual Lindbergh foi eleito, que recebeu R$ 680 mil para ações voltadas à agricultura familiar, conforme a coluna Andreza Matais, do Metrópoles.
Entre as entidades beneficiadas está a Cooperativa de Comercialização Camponesa Vale do Ivaí (Cocavi), de Jardim Alegre (PR), ligada ao MST. A entidade recebeu R$ 1,06 milhão em emendas destinadas pelo parlamentar.
A entidade foi visitada por Gleisi Hoffmann em abril. Na ocasião, a ministra publicou nas redes sociais que participou de uma celebração no assentamento Oito de Abril, em Jardim Alegre, e destacou a atuação da cooperativa na produção de alimentos.
Outras duas cooperativas também foram beneficiadas. A Cooperativa de Produção, Industrialização e Comercialização Agrícola Ribeirão Vermelho (Coprari), de Centenário do Sul, recebeu R$ 374 mil, enquanto a Cooperativa Agroindustrial de Produção e Comercialização Conquista (Copacon), em Londrina, recebeu R$ 260 mil.
Os valores foram destinados por meio de emendas apresentadas em 2024. Naquele ano, o ministro Flávio Dino determinou restrições ao envio de recursos para estados diferentes daqueles pelos quais os parlamentares foram eleitos, apontando risco de distorções e favorecimentos.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, reuniu representantes de mais de 60 países para discutir o que classificou como um “alarmante aumento” da violência política associada a grupos de esquerda.
A fala ocorreu nesta quinta-feira (16), durante uma iniciativa do governo do presidente Donald Trump voltada ao debate sobre terrorismo político, tema que passou a receber maior atenção entre republicanos antes das eleições legislativas americanas.
Segundo Rubio, atos violentos atribuídos a grupos ligados a ideologias de esquerda teriam sido minimizados por setores da sociedade e por autoridades, conforme a Jovem Pan News.
“Muitas pessoas em posições de poder têm repetidamente minimizado atos de violência e até de terrorismo como formas legítimas de expressão política, desde que servissem a uma causa de esquerda”, disse Rubio.
Durante o encontro, Rubio afirmou que o combate ao que chamou de ameaça tem sido um “ponto cego” das políticas antiterroristas. A reunião reuniu principalmente representantes de países europeus e latino-americanos.
Trump e aliados republicanos têm ampliado as críticas a setores da esquerda americana durante a preparação para as eleições legislativas de novembro.
O presidente já afirmou que grupos progressistas radicais representariam uma ameaça ao modo de vida tradicional dos Estados Unidos.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que tentou atuar para evitar a decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
Segundo ele, integrantes de sua equipe tentaram articular uma reação antes do anúncio norte-americano.
“Lula fez força para isso. Cavou o pênalti. Conseguiu. Chegou a tarifa contra os interesses do povo brasileiro”, disse o senador e pré-candidato à Presidência da República.
Flávio também mencionou novas tarifas aplicadas pela China sobre a carne brasileira exportada ao país. Segundo ele, a cobrança de 55% incide sobre volumes que ultrapassarem uma determinada cota.
Uma decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) voltou a provocar repercussão após um desembargador afirmar que fugir de uma abordagem policial não configura crime de desobediência.
O voto foi dado pelo desembargador Adriano Linhares Camargo, da 4ª Câmara Criminal, no julgamento de um motorista que fugiu de uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Rio Verde (GO).
Durante a sessão, o desembargador afirmou que o motorista não estaria obrigado a cumprir uma ordem de parada e declarou: “O Estado é que me alcance e me prenda”.
O caso envolve um motorista que percorreu cerca de 40 quilômetros após fugir da abordagem policial. Ele foi preso com 70 quilos de drogas, entre maconha e skunk.
No julgamento, Linhares Camargo votou pela absolvição do réu pelo crime de desobediência, previsto no artigo 330 do Código Penal.
Segundo o desembargador, a fuga estaria relacionada ao direito de não produzir provas contra si mesmo e à liberdade individual.
O entendimento diverge de uma tese firmada pelo STJ em 2022. A Corte definiu que desobedecer ordem de parada em fiscalização ou policiamento ostensivo configura crime e não está protegido pelo princípio da não autoincriminação.
Apesar de afastar a condenação por desobediência, o desembargador manteve a condenação do motorista por tráfico interestadual de drogas.
O julgamento foi suspenso após pedido de vista da desembargadora Sandra Regina Teodoro Reis.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que documentos da Agência Central de Inteligência (CIA), divulgados pela Casa Branca, apontam que os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro tiveram capacidade para manipular o sistema eletrônico de votação da Venezuela entre 2004 e 2020.
A declaração foi feita na quinta-feira (17), durante um pronunciamento na Casa Branca.
No discurso, Trump voltou a criticar o sistema eleitoral dos Estados Unidos e apontou o que considera vulnerabilidades no uso de urnas eletrônicas.
Segundo Trump, os documentos mostram que existia um “complô específico para favorecer enormemente o corrupto regime da Venezuela”.
O presidente afirmou que o material inclui uma análise da CIA, datada de 29 de junho, baseada em informações reunidas ao longo de quase duas décadas.
Ainda segundo o relatório citado por Trump, a Venezuela tinha “provavelmente alguma capacidade” para manipular sistemas de votação eletrônica.
O documento menciona equipamentos da empresa britânica Smartmatic, cuja tecnologia deixou de ser utilizada nos Estados Unidos em 2007.
Durante o pronunciamento, Trump também afirmou: “Não há nenhum país do terceiro mundo que tenha umas eleições como as que temos nós”.
O presidente Lula (PT) usou um tênis avaliado em R$ 1.199 em um vídeo gravado para divulgar as inscrições do segundo semestre do Prouni (Programa Universidade para Todos). O vídeo foi publicado no último dia 7, quando começaram as inscrições do programa.
Nas imagens, Lula surge após uma sessão de musculação e convida os estudantes a disputar bolsas em instituições privadas de ensino superior.
De acordo com a fabricante, o Nike Mind 002 foi desenvolvido para treinos e uso cotidiano. A empresa afirma que o modelo conta com espuma responsiva e uma sola projetada para estimular áreas sensoriais dos pés. O preço sugerido é de R$ 1.199.
O fato repercutiu nas redes sociais. Enquanto apoiadores destacaram a disposição física do presidente, críticos passaram a questionar o uso de um tênis de alto valor por um político que costuma defender pautas voltadas à população de menor renda.
O jornal O Estado de S. Paulo (Estadão) afirma, em editorial, que a primeira-dama Janja recorre à acusação de “misoginia” para rebater críticas aos gastos com dinheiro público em viagens oficiais.
O editorial foi publicado após entrevista de Janja ao UOL, na qual ela afirmou que as críticas aos gastos são motivadas por “misoginia pura”.
Para o Estadão, ser mulher não elimina a obrigação de prestar contas dos recursos públicos gastos em compromissos oficiais.
O Estadão afirma ainda que usar a acusação de misoginia para responder a questionamentos sobre gastos públicos acaba banalizando um problema enfrentado diariamente por muitas mulheres.
Na avaliação do jornal, cobrar transparência sobre despesas pagas pelo contribuinte é uma obrigação de qualquer agente público, independentemente do sexo.
O editorial também contesta a declaração de Janja de que seria a primeira primeira-dama a “trabalhar efetivamente” no País.
Como contraponto, cita a atuação da ex-primeira-dama Ruth Cardoso, destacando sua participação na criação do programa Comunidade Solidária, durante o governo Fernando Henrique Cardoso.
Por fim, o Estadão afirma que o discurso de defesa das mulheres adotado por Janja contrasta com as escolhas do presidente Lula para cargos de alto escalão.
O jornal ressalta que a maioria das nomeações feitas pelo presidente para ministérios e tribunais superiores foi de homens e argumenta que, apesar disso, Lula não recebe a mesma acusação de “misoginia”.
Deputados da oposição articulam convocar novamente o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, após ele não comparecer à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara.
O grupo quer que o chanceler explique a atuação do Itamaraty nas negociações com os Estados Unidos e diga se o governo foi avisado com antecedência sobre a aplicação das tarifas americanas.
O deputado Helio Lopes (PL-RJ) diz suspeitar que o Itamaraty já sabia da medida, mas fez pouco para tentar evitar a decisão. Por isso, o parlamentar cobra explicações sobre as negociações conduzidas pelo governo.
Lopes também acusa o governo de explorar politicamente o tema. Segundo o deputado, o Palácio do Planalto usa o caso para atacar adversários e reforçar um discurso nacionalista.
Ele classificou a condução do episódio como uma “grave negligência diplomática”.
O governo Lula (PT) “fingiu negociar” com os Estados Unidos e demorou a abrir negociações sobre o tarifaço anunciado pelo governo americano, analisou o colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, nesta sexta-feira (17).
Segundo o colunista, as conversas só ganharam força nas últimas semanas, quando já restava pouco tempo para tentar reverter a decisão.
A coluna reproduz uma declaração de Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos, segundo a qual as “reuniões construtivas” entre os dois países começaram apenas “nas últimas seis semanas”.
Para Cláudio Humberto, isso mostra que o governo brasileiro deixou as negociações para os “45 minutos do segundo tempo”.
Cláudio Humberto afirma que, antes desse período, o governo brasileiro teria enviado apenas duas cartas aos Estados Unidos e realizado uma única reunião de alto nível.
O colunista também critica declarações do presidente Lula sobre Donald Trump e afirma que o Itamaraty adotou um tom político nos comunicados oficiais sobre o tema.
Na avaliação de Cláudio Humberto, o governo petista teria apostado que o tarifaço poderia gerar um efeito político semelhante ao registrado nas pesquisas de opinião do ano passado.
Essa é uma interpretação do colunista, sem atribuição ao governo federal.
Ainda segundo a coluna, os principais impactos das tarifas americanas devem recair sobre os exportadores brasileiros e os trabalhadores dos setores atingidos.
O governo federal tem afirmado que busca alternativas diplomáticas e comerciais para reduzir os efeitos da decisão dos Estados Unidos.
A indústria do sal do RN entrou em alerta após o anúncio da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Segundo o Sindicato da Indústria da Extração do Sal do Estado do RN (SIESAL-RN), a medida pode “inviabilizar” as exportações para o principal mercado externo do setor e colocar em risco cerca de 4 mil empregos diretos.
Em nota técnica, o sindicato informa que os Estados Unidos responderam por 47% das exportações da indústria salineira potiguar nos últimos seis anos, conforme informações do BNews RN.
A entidade também destaca que o mercado americano absorve cerca de 27% do sal exportado pelo RN, o equivalente a uma média de 530 mil toneladas por ano.
Para o presidente do SIESAL-RN, Airton Torres, a nova tarifa pode provocar perdas em toda a cadeia produtiva.
Segundo o sindicato, os impactos também podem atingir transportadores, distribuidores, trabalhadores portuários e municípios do Semiárido que dependem da produção de sal.
O presidente da FIERN, Roberto Serquiz, disse que, após a redução da tarifa sobre o pescado, o setor salineiro passou a ser a principal preocupação da indústria potiguar.
“O sal tem uma complicação logística. Ele consegue chegar competitivo nos Estados Unidos, no oeste americano e no leste africano. Desde o primeiro momento ficamos ao lado dos dois setores mais impactados. O sal conta com um consultor em Washington e também acompanhamos esse cenário por meio da CNI. O nosso trabalho continuará sendo buscar um ambiente mais favorável para o setor”, afirmou.
O SIESAL-RN também alerta que substituir o mercado americano não será uma tarefa simples. Segundo a entidade, países como Chile, Egito, Namíbia e México passarão a disputar esse mercado em condições mais favoráveis, enquanto os custos logísticos dificultam a conquista de novos compradores.
A tarifa foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e tem previsão de entrar em vigor em 1º de agosto.
O governo brasileiro informou que pretende responder à medida com base na Lei da Reciprocidade Econômica, ao mesmo tempo em que mantém as negociações diplomáticas e comerciais.
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