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19 estados e DF estão com contas no vermelho; veja o raio-X da crise

A recessão atingiu em cheio as contas dos estados brasileiros. Muitos não conseguem mais manter a máquina pública. Em alguns lugares falta dinheiro para hospitais, pagamento de salários e segurança pública. Veja abaixo os detalhes da situação de cada um.

O Rio de Janeiro não está sozinho entre os estados em dificuldades. Os 26 estados e o Distrito Federal somam um rombo fiscal de R$ 56 bilhões nas contas do primeiro semestre deste ano. O número representa uma piora nas contas de 17 estados em relação ao resultado que tinham no mesmo período de 2015, de acordo com levantamento do G1 a partir de dados do Tesouro Nacional. Das 27 unidades da federação, 20 estão no vermelho. Esse resultado já impacta serviços básicos e projetos de muitos governos estaduais.

Levantamento do G1 aponta que ao menos 16 estados mais o DF cortaram investimentos nos últimos dois anos. Além disso, 14 informaram que têm obras paradas ou atrasadas por falta de dinheiro. E ainda há 8 estados com atrasos de salários de servidores e 16 que não pagaram em dia os fornecedores. A situação mais grave é a de 6 estados que não garantem que haverá caixa para pagar o 13º dos funcionários neste ano.

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Segundo especialistas ouvidos pelo G1 , o principal indicador para definir a saúde financeira de estado é o resultado primário (diferença entre receitas e despesas, sem levar em conta os juros das dívidas). A piora nas contas dos estados e do DF no primeiro semestre do ano mostra que sobrou menos dinheiro ou faltou mais para a maioria dos estados brasileiros este ano.

Veja aqui a situação de cada estado: Acre; Alagoas; Amapá; Amazonas; Bahia; Ceará;Distrito Federal; Espírito Santo; Goiás; Maranhão; Mato Grosso; Mato Grosso do Sul; Minas Gerais; Pará; Paraíba; Paraná; Pernambuco; Piauí; Rio de Janeiro; Rio Grande do Norte; Rio Grande do Sul; Rondônia; Roraima; Santa Catarina; São Paulo; Sergipe; Tocantins.

O balanço fiscal dos estados está disponível no Sistema de Informações Fiscais do Setor Público Brasileiro (Sincofi), do Tesouro Nacional. Os dados levam em conta os balanços das contas feitos com as despesas empenhadas – ou seja, dívidas assumidas pelo estado, mas que não necessariamente já estão pagas até o período compreendido no balanço, como explica Waldemir Luiz de Quadros, professor de economia do setor público da PUC-SP. “O balanço empenhado dá a dimensão, economicamente, do que eles decidiram gastar. O liquidado é o que ele atestou que foi gasto.”

Algumas secretarias de Fazenda dos estados apontam que é preciso considerar os balanços com as despesas liquidadas – ou seja, já pagas. Mas os dados mostram que também houve piora nas contas se considerada essa metodologia. Somados, os resultados dos estados mais o DF tiveram queda de 11% no primeiro semestre de 2016 na comparação com 2015. Além disso, 14 dos 26 estados mais o DF registraram piora nas contas.

A deterioração das contas dos estados é consequência da recessão, explica João Luiz Mascolo, professor de economia do MBA Insper. “A receita tributária cai. Os impostos federais caem, assim como os municipais e os estaduais. Aí tem a perda de receita”.

Diversos estados relataram que sua situação fiscal foi prejudicada pelas reduções do repasses do Fundo de Participação de Estados e Municípios (FPE). O FPE reúne 21% dos recursos de Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados e distribui aos estados de forma proporcional à sua população. Além da queda das receitas, o professor Mascolo aponta que muitos estados tiveram aumento das despesas, o que torna a situação ainda mais grave.

CUSTO DA DÍVIDA

Com as contas já debilitadas, os estados enfrentam ainda o peso dos juros e encargos das dívidas estaduais. A soma dos juros e encargos das dívidas dos estados e o DF chega a quase R$ 15 bilhões apenas no primeiro semestre de 2016. Somando os juros com o resultado primário, o número de estados que terminaram o semestre no vermelho subiria de 20 para 22.

impacto-juros_srcEm agosto, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei de renegociação das dívidas dos estados com a União. Os governos estaduais terão um alongamento, por 20 anos, do prazo para quitação das dívidas estaduais com a União, além da suspensão dos pagamentos até o fim de 2016. Os pagamentos serão retomados gradativamente a partir de 2017. A decisão deve aliviar o caixa dos estados em R$ 50 bilhões até meados de 2018, segundo estimativa do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

“O governo deu uma ajuda na medida em que renegociou a dívida”, diz o professor Mascolo, acrescentando que o peso dos juros e encargos da dívida “vai cair praticamente a zero” no segundo semestre do ano. “Eles não pagam nada nesse segundo semestre e começam a pagar 5,5% por cento do que deveriam em janeiro. Eles vão voltar a pagar 100% do valor mensal devido só em junho de 2018. ”

Como contrapartida para o alívio, os estados ficam sujeitos a uma regra que institui um teto para os gastos públicos . “Como o governador vai ter um teto, vai ter que se virar. Se quiser dar reajuste para funcionários, vai ter que tirar de outro lugar”, explica Mascolo. O especialista, no entanto, aponta que a renegociação deu “fôlego” aos estados para resolverem um problema de caixa, mas não resolve a causa estrutural do desequilíbrio das contas.

Além da renegociação da dívida, outra medida que os estados esperavam como alívio era divisão, entre os estados, dos recursos arrecadados com o processo de repatriação. No entanto, a arrecadação foi abaixo do esperado: R$ 46,8 bilhões, contra a previsão de R$ 50 bilhões. Segundo o governo, os estados receberão, ao todo, R$ 4,02 bilhões do total arrecadado. Veja aqui quanto cada estado vai receber.

O PESO DA PREVIDÊNCIA

Assim como ocorre com o governo federal, uma das grandes dificuldades das finanças de muitos estados é o gasto excessivo com servidores aposentados e inativos. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vem afirmando que há risco de quebra da Previdência em vários estados no Brasil.

Na média nacional, os estados gastaram 23% de suas receitas de 2015 com a Previdência. Mas a situação é mais grave em alguns estados.

O Rio Grande do Sul é o local onde os gastos com aposentadorias e pensões mais pesam sobre as contas públicas. Em 2015, foram mais de R$ 12 bilhões – o equivalente a 40% da receita corrente líquida do estado. Minas Gerais e Distrito Federal também gastam mais de 30% da receita com aposentados.

GASTOS COM A PREVIDÊNCIA ESTADUAL

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LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

O rombo nas contas estaduais ocorreu mesmo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), editada em 2000 para impor aos governantes o controle dos gastos públicos e evitar contratações exageradas. No caso dos estados, a LRF limita os gastos com folha de pagamento a 60% da receita corrente líquida.

De acordo com os relatórios de gestão fiscal elaborados pelos próprios governos estaduais, apenas dois estados estouraram essa cota em 2015: Tocantins e Paraíba. Já o levantamento feito pelo Tesouro Nacional, no entanto, mostra que na verdade sete deles estão com gastos acima do limite – Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, mais o DF. O Tesouro usa outra metodologia para calcular o indicador, dentro dos Programas de Ajuste Fiscal (PAF).

responsabilidade-fiscal_srcO economista Raul Velloso, especialista em contas públicas, explica a diferença de metodologias. “Os estados passaram a não incluir inativos e pensionistas na despesa com pessoal. Então todo mundo cumpre o limite.”

“Tem estado que não coloca, por exemplo, vale-alimentação, despesa com aposentado. Então, eles ficam achando o melhor critério favorável a eles”, afirma o professor Waldemir Luiz de Quadros. Ele explica que a aprovação é feita pelos tribunais de contas dos estados, mas quem dá o aval para empréstimos do Tesouro é o próprio órgão.

A discrepância com os números levanta questionamentos sobre a efetividade da Lei de Responsabilidade Fiscal. “O espírito da LRF é ótimo, mas tem uma discussão que é motivo de riso: o que nós vamos considerar como despesa de funcionários? Terceirizado não conta, temporário não conta. Você deixa de fora da despesa com pessoal em algumas categorias”, avalia João Luiz Mascolo, professor de economia do MBA Insper. “Não entra na conta, mas sai do mesmo caixa.”

Para tomar novos empréstimos, os estados e o DF precisam cumprir os itens da LRF. Outro critério é a nota de crédito atribuída a eles pelo Tesouro Nacional. Em relatório divulgado em outubro, o Tesouro apontou que somente 13 estados e o DF têm condições de tomar novos empréstimos. O critério de avaliação é a “situação fiscal”.

SITUAÇÃO DE CADA ESTADO

Região Norte

Acre – Pagamento de 13º ainda não está garantido, diz governo do estado

Amazonas – Estado perde R$ 1 bilhão na arrecadação e não descarta calamidade econômica

Amapá – Estado diminui investimentos em 2016 e crise deixa 120 obras paradas

Pará – Governo federal reduz repasses e crise no estado se agrava

Rondônia – Com contas no vermelho, estado pede ajuda ao governo federal

Roraima – Governo atrasa salários e pagamento de fornecedores

Tocantins – Estado tem déficit primário de R$ 1,8 bi no primeiro semestre de 2016

Região Nordeste

Alagoas – Estado fecha 1º semestre de 2016 com queda no superávit primário

Bahia – Crise no país afeta contas da do estado e 1º semestre tem déficit de R$ 65 milhões

Ceará – Estado mantém equilíbrio, mas estuda corte de investimentos para 2017

Maranhão Estado está no azul, mas pediu ajuda ao governo federal

Paraíba – Paraíba corta 30% dos investimentos devido à crise econômica, diz governo

Pernambuco – Déficit primário vai a R$ 11,5 bilhões e PE atrasa obras e pagamentos

Piauí – Crise pode fazer estado atrasar pagamento de fornecedores

Rio Grande do Norte – Em crise, governo não tem recursos para pagar 13º de servidores

Sergipe – Déficit cresce 29% em 2016 e estado sofre com efeito dominó

Região Centro-oeste

Distrito Federal – Crise levou o DF a atrasar salários, negar reajustes e cortar investimentos

Goiás – Governo investe até agosto apenas 24% do previsto para 2016

Mato Grosso – Com a crise, governo paga salário parcelado e reduz expediente

Mato Grosso do Sul – Estado avança em investimentos, mas contas públicas pioram em 2016

Região Sudeste

Espírito Santo – Corte em investimentos mantém 45 obras paralisadas

Minas Gerais – Em uma das piores crises, estado ainda não anunciou 13º dos funcionários

Rio de Janeiro – Em estado de calamidade, estado entrará em 2017 com rombo de R$ 17 milhões

São Paulo – Crise reduz arrecadação e ajuda a parar obras em São Paulo

Região Sul

Paraná – Estado tem piora nas contas no primeiro semestre de 2016

Rio Grande do Sul – Falta de recursos para contas do mês ameaça 13º de servidores

Santa Catarina – Déficit primário de SC no 1º semestre é 51,67% maior do que em 2015

Reportagem: Karina Trevizan
Design: Juliane Monteiro
Edição: Marina Gazzoni (texto) e Rodrigo Cunha (arte)
Foto de abertura: Fernando Frazão / Agência Brasil

G1

 

Opinião dos leitores

    1. Têm gente graúda daqui do Estado que também foi cúmplice e mamou muito no governo do PT que não intercede junto a Temer PORQUE NÃO QUER, porque não é interessante aos seus interesses imediatos.
      Se depender desses " políticos republicanos", vamos mesmo pro buraco e eles cada vez mais ricos .

  1. Só uma curiosidade quem são os governadores da Bahia e Ceara? quais são os partidos deles? estão bem neh?

  2. Um país em que rico quer viver de subsídio e protecionismo,
    pobre quer viver de bolsa, classe média concurseira sonha viver na establidade;
    um país que quase não vende manufatura para o Mundo; em que empreender
    é ser tratado como bandido, achincalhado por todos os lados; onde trabalhadores são tratados como incapazes de ditar parte das regras com os patrões. Você pode até ter uns vôos de galinha de crescimento…. mas um dia a conta chega. Ou por outra: não se afunda a economia de um país impunemente.

  3. A matéria do G1 é interessante, mas observei que alguns dados do meu estado (Espírito Santo) estão completamente errados. Parece que confundiram milhões com bilhões.

  4. É preocupante o cenário financeiro dos estados brasileiros. Fruto de total descontrole pós anos de roubalheiras e ainda pega uma copa e uma olimpíada e agora o povo que paga a conta.
    Tá na hora da população ir as ruas e exigir o fim de tudo isso. Redução do número de políticos fim de mordomias fim de salários volumosos.
    O Brasileiro precisa acordar e lutar pelos seus direitos.
    Hoje é uma questão de sobrevivência.

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Geral

Comprimido diário alcança resultado inédito contra o tipo de câncer que mais mata no Brasil

Antes e depois de três meses do tratamento com medicamento para câncer de pulmão — Foto: Divulgação

Um medicamento tomado em comprimido uma vez ao dia apresentou resultados inéditos no tratamento de um tipo específico de câncer de pulmão avançado. Após sete anos de acompanhamento, 55% dos pacientes que receberam lorlatinibe estavam vivos e sem progressão da doença, segundo pesquisa apresentada em reportagem do g1 publicada neste domingo (1º).

O remédio é indicado para pacientes cujo tumor apresenta uma alteração genética chamada rearranjo do gene ALK, encontrada em aproximadamente 3% a 7% dos casos do tipo mais comum de câncer de pulmão. A substância atua bloqueando a proteína responsável por estimular o crescimento das células tumorais.

O câncer de pulmão é o que mais provoca mortes por câncer no Brasil, entre homens e mulheres, segundo dados do Inca. Os resultados do lorlatinibe representam um avanço para pacientes com a alteração genética específica, mas não devem ser generalizados para todos os casos da doença.

Apesar dos resultados promissores, o tratamento não funciona para todos. No estudo, 45% dos pacientes não alcançaram o mesmo controle da doença. Além disso, foram registrados efeitos colaterais no sistema nervoso central em 52% dos participantes, enquanto 77% apresentaram eventos adversos graves.

Outro obstáculo é o custo. O tratamento pode chegar a R$ 37 mil por mês e ainda não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). A incorporação foi analisada pela Conitec, mas não aprovada devido à relação entre custo e benefício para o sistema público.

Com informações de g1

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Geral

[VÍDEO] Vítima de afgamento é resgatada com vida na Praia do Forte, em Natal


Imagens: Via Certa Natal

Uma pessoa foi resgatada com vida após se afogar na Praia do Forte, na Zona Leste de Natal, na manhã deste domingo (1º). A ocorrência mobilizou uma lancha do Corpo de Bombeiros e o helicóptero Potiguar 01.

De acordo com informações preliminares do Via Certa Natal, a vítima estava nas proximidades das pedras. Uma embarcação dos Bombeiros que passava pelo local realizou o resgate. O helicóptero fez buscas na região, mas retornou à base após a confirmação de que a pessoa havia sido retirada da água.

Até a última atualização, não havia informações sobre a identidade da vítima nem sobre seu estado de saúde.

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Câmara dos Deputados paga espumante e cerveja para deputada do PT em viagem a Nova York

Foto: Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados reembolsou despesas com espumante e cerveja consumidos pela deputada federal Carol Dartora (PT-PR) durante uma viagem a Nova York, nos Estados Unidos, em março deste ano. Os pagamentos foram feitos com recursos da cota parlamentar, embora as regras da Casa proíbam o ressarcimento de gastos com bebidas alcoólicas. A informação é da coluna do jornalista Tácio Lorran, do Metrópoles.

Uma das notas fiscais, referente a uma conta de US$ 84 (R$ 453,84) no restaurante The Palm Bar & Grill, inclui três taças de espumante e uma sobremesa. Em outro comprovante, a Câmara reembolsou R$ 216,18 por uma refeição no Luke’s Lobster, que incluía um sanduíche de lagosta e uma cerveja artesanal.

Imagem: Reprodução/Metrópoles

Carol Dartora esteve nos Estados Unidos para participar da 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU).

A assessoria da deputada afirmou que houve um “equívoco na conferência da documentação apresentada”. Segundo o gabinete, os comprovantes estavam em inglês, o que dificultou a identificação das bebidas alcoólicas. A equipe informou que adotará as providências administrativas para devolver integralmente os valores reembolsados.

Opinião dos leitores

  1. Eu não entendo pq todo esquerdista adora viajar para os Estados Unidos. Alguém me explica essa paixão?

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Moraes mantém suspensa lei da dosimetria há quase 6 meses e impede revisão de penas de Jair Bolsonaro e condenados do 8 de janeiro

Foto: Pedro Gontijo/Senado Federal/Felipe Sampaio/STF

A lei que prevê a redução de penas para condenados pelos atos de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, continua sem aplicação quase seis meses após sua aprovação pelo Congresso.

Relator das ações que questionam a norma, o ministro do STF Alexandre de Moraes mantém a legislação suspensa há 177 dias, sem decidir sobre sua constitucionalidade ou encaminhar o caso ao plenário.

A Lei 15.402 foi publicada em 8 de maio de 2026. Na mesma data, chegaram ao Supremo duas ações diretas de inconstitucionalidade, apresentadas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação Psol-Rede. Moraes solicitou manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR), da Presidência e do Congresso, que foram entregues entre maio e junho.

PGR defendeu aplicação da lei até julgamento sobre constitucionalidade

Os posicionamentos foram divergentes. A PGR defendeu a aplicação da lei até o julgamento definitivo, enquanto a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu a manutenção da suspensão. Câmara e Senado defenderam a competência do Congresso para definir mudanças na legislação penal, e o Senado solicitou que o plenário revertesse a decisão individual de Moraes.

O que diz a lei da dosimetria

A norma altera o cálculo das penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito, impede a soma de punições em determinadas situações e prevê redução de um terço a dois terços para participantes de atos praticados em contexto de multidão, sem liderança ou financiamento. Também estabelece progressão de regime após o cumprimento de 16% da pena.

A suspensão impede que juízes revisem as condenações com base nas novas regras. Moraes justificou a medida pelo risco de decisões difíceis de reverter caso o STF declare a lei inconstitucional.

A legislação foi vetada integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em janeiro, mas o Congresso derrubou o veto em 30 de abril. Se entrar em vigor, a norma poderá beneficiar condenados pelos atos de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sentenciado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe.

Opinião dos leitores

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Campanhas eleitorais de 2026 gastaram mais de R$ 11 bilhões, aponta levantamento

Foto: Aurimar Silva/TRE-SP

As campanhas eleitorais de 2026 já registraram R$ 11,03 bilhões em despesas, segundo levantamento da CNN Brasil com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O valor é R$ 2,36 bilhões inferior ao gasto nas eleições gerais de 2022, mas ainda pode aumentar: os candidatos têm até 3 de novembro para declarar despesas do primeiro turno e até 14 de novembro para informar os custos do segundo.

A maior parte dos recursos foi destinada a repasses financeiros entre candidatos e partidos, que somaram R$ 5,72 bilhões, cerca de 52% do total. Na sequência aparecem publicidade em materiais impressos (R$ 976 milhões), serviços de terceiros (R$ 795 milhões), mobilização de rua (R$ 662 milhões) e despesas com pessoal (R$ 538 milhões).

Facebook lidera recebimentos

Entre os gastos digitais, o Facebook, plataforma da Meta, liderou os recebimentos, com R$ 352 milhões em 28,6 mil contratos de impulsionamento de campanhas. O valor representa um aumento de 272% em relação a 2022, quando a empresa recebeu R$ 129 milhões.

O levantamento também aponta R$ 488 milhões em impulsionamento de conteúdo, R$ 302 milhões em serviços advocatícios e R$ 282 milhões na produção de programas de rádio, televisão e vídeos. Para especialistas ouvidos pela CNN, o crescimento das plataformas digitais reflete a mudança na forma de comunicação das campanhas com os eleitores.

A redução em relação a 2022 pode estar relacionada ao fato de 21 estados terem definido a eleição para governador no primeiro turno, evitando despesas com uma segunda etapa, segundo a advogada eleitoral Mariana Steinmetz.

As campanhas receberam recursos de diferentes fontes. O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como fundão eleitoral, destinou R$ 4,91 bilhões aos partidos. Também foram registrados R$ 5,66 bilhões em repasses de partidos e candidatos, R$ 883 milhões em doações de pessoas físicas e R$ 175 milhões em recursos próprios.

Com informações de CNN Brasil

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“A vaidade é uma merda”, diz Janones sobre disputas por protagonismo na vitória de Lula


Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal André Janones (Rede-MG) usou as redes sociais neste sábado (31) para rebater os debates no campo progressista sobre a autoria e a relevância das contribuições para o resultado da eleição presidencial. Responsável pela mobilização do canal “Exército do Lula”, o parlamentar classificou as disputas de ego como fora de contexto diante do cenário político no Congresso Nacional.


“A extrema direita viva, com uma maioria esmagadora no Congresso, e nosso campo tá aqui discutindo quem foi mais importante pra vitória do Lula, quem foi mais decisivo! A vaidade é uma merda mesmo”, publicou o deputado no X (antigo Twitter).

Em sua manifestação, Janones apontou que a prioridade deveria ser a articulação política contra a forte presença da oposição no Legislativo, e não a atribuição de créditos pelo resultado das urnas.

“Tem gente que parece não ter a MÍNIMA noção do que tá em jogo no país! Não à toa a gente viu o maior líder da história desse país ter que contar votos pra ganhar”, completou o parlamentar.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Tem que reconhecer. Essa “figura” desde meado da campanha, percebeu os erros do PT na condução das eleições e fez a correção de rota no 2⁰ turno nas redes sociais. Parabéns pela “visão”, que a coordenação do Flávio não teve.

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[VÍDEO] Trump descarta encontro com Flávio Bolsonaro nos EUA


Vídeo: Reprodução/Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (31) que não tem planos de se encontrar com o senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL) em solo norte-americano. A declaração foi dada a jornalistas no clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida.

Apesar de descartar a reunião, Trump prestou apoio ao parlamentar e voltou a contestar o resultado das urnas no Brasil. “Sem planos de encontrá-lo. Mas acho que ele foi tratado muito mal, muito injustamente. Ele pode ficar aqui o tempo que quiser. A eleição foi uma desgraça”, declarou em entrevista ao pool de imprensa.

Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos na quarta-feira (28), após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais.

Governo norte-americano nega apoio na saída do Brasil

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou que a administração americana tenha articulado ou facilitado a saída do senador do território brasileiro, embora tenha confirmado a permissão de ingresso no país.

“Nós não facilitamos nada. Quer dizer, soubemos que ele chegou aos EUA. Ele já tinha um visto garantido. E o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país. E nós permitimos. Mas não estávamos envolvidos em nenhum dos arranjos para ele sair do país”, explicou Rubio.

O secretário esclareceu ainda que Flávio Bolsonaro recebeu autorização de entrada sob o regime de parole (liberdade condicional administrativa), por determinação de Trump ao setor alfandegário.

Apesar das críticas ao processo eleitoral brasileiro, Trump não chancelou a declaração divulgada por Flávio em carta recente, na qual o parlamentar autodenominou-se presidente eleito.

Com informações do Metrópoles

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Com aval do PL e rejeição do Novo, 27 partidos confirmam legitimidade da reeleição de Lula


Foto: Ricardo Stuckert

O resultado da eleição presidencial teve o reconhecimento da ampla maioria dos partidos políticos com registro ativo no país. De acordo com levantamento que analisou 29 legendas, excluindo o partido do candidato eleito, 27 chancelaram o resultado oficial das urnas, enquanto uma sigla contestou o pleito e outra não se manifestou.

O reconhecimento formal do resultado eleitoral atesta a legitimidade do processo conduzido pela Justiça Eleitoral e não implica alinhamento político ou adesão às propostas do futuro governo. Entre as siglas que reconheceram o resultado está o próprio PL, legenda que disputou o segundo turno.

Contestação e Silêncio

Na contramão da maioria, o Partido Novo não reconheceu o resultado das urnas. A legenda criticou a condução do pleito e informou ter protocolado três ações judiciais questionando a chapa vencedora.

Já o Mobiliza foi a única agremiação que não emitiu qualquer posicionamento oficial até o fechamento do levantamento.

 

Tabela: Posição dos Partidos em Relação ao Resultado

Nº Partido Situação
1 Agir Reconheceu
2 Avante Reconheceu
3 Cidadania Reconheceu
4 Democracia Cristã (DC) Reconheceu
5 Democrata Reconheceu
6 MDB Reconheceu
7 Missão Reconheceu
8 Partido Comunista Brasileiro (PCB) Reconheceu
9 Partido Comunista do Brasil (PCdoB) Reconheceu
10 Partido da Causa Operária (PCO) Reconheceu
11 PDT Reconheceu
12 PL Reconheceu
13 Podemos Reconheceu
14 Progressistas (PP) Reconheceu
15 Partido Renovação Democrática (PRD) Reconheceu
16 PRTB Reconheceu
17 PSB Reconheceu
18 PSD Reconheceu
19 PSDB Reconheceu
20 PSOL Reconheceu
21 PSTU Reconheceu
22 Partido Verde (PV) Reconheceu
23 Rede Sustentabilidade Reconheceu
24 Republicanos Reconheceu
25 Solidariedade Reconheceu
26 União Brasil Reconheceu
27 Unidade Popular (UP) Reconheceu
28 Novo Não reconheceu
29 Mobiliza Não se manifestou

Com informações do Metrópoles

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Geral

Suposto apoio a fuga de Flávio Bolsonaro agrava crise diplomática entre Brasil e Argentina


Foto: Ricardo Stuckert

A suspeita de que o governo da Argentina tenha prestado auxílio para facilitar a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil agravou o desgaste nas relações entre os dois países. O episódio compromete ainda mais o diálogo bilateral e distancies as chances de uma retomada da normalidade diplomática.

Flávio Bolsonaro deixou o país após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas. O parlamentar, que declarou não reconhecer o resultado da eleição, viajou rumo aos Estados Unidos em uma rota que incluiu escalas na Argentina e no Equador. O deslocamento teria contado com a assistência da Casa Branca e o suporte da Casa Rosada.

Na Argentina, a articulação é atribuída a Santiago Caputo, um dos principais assessores do presidente Javier Milei. O senador brasileiro viajou a bordo de uma aeronave da empresa argentina Baires Fly S.A., companhia atualmente investigada no país vizinho em um esquema que envolve a irmã do líder argentino.

Em resposta ao caso, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil convocou a encarregada de negócios da Embaixada da Argentina em Brasília, ministra-conselheira Emilia Cortés, para prestar esclarecimentos oficiais ao Itamaraty.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

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Geral

Artistas do RJ se mobilizam por segundo turno em meio a impasse judicial sobre votos de Garotinho

Caso fosse realizado um segundo turno no RJ, a disputa ficaria entre o eleito em 1° turno, Douglas Ruas e Eduardo Paes. Foto: Ana Branco/ Agência GLOBO

Um grupo de artistas do Rio de Janeiro organiza um ato para contestar o resultado da eleição para o governo estadual e reivindicar a realização do segundo turno. Liderada por Eduardo Barata, presidente da Associação dos Produtores de Teatro do Rio (APTR), a iniciativa será apresentada oficialmente em um encontro agendado para esta terça-feira (3), segundo informação divulgada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

A mobilização surge no centro de um imbróglio jurídico em torno da apuração dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos). O PSD, partido do candidato Eduardo Paes, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a anulação dos 274.411 votos obtidos pelo ex-governador.

Garotinho disputou o pleito com a candidatura indeferida e com recurso pendente na Justiça Eleitoral, mas formalizou a desistência da ação após o término da votação. Paes classificou a atitude do ex-governador como uma manobra estratégica para favorecer seu adversário político.

Alteração nos votos válidos

A anulação dos votos de Garotinho alterou diretamente o resultado das urnas: o candidato Douglas Ruas (PL) subiu de 49,27% para 50,88% dos votos válidos, atingindo a maioria absoluta necessária para liquidar a disputa ainda no primeiro turno.

O PSD contesta o recálculo promovido pela Justiça Eleitoral e defende que o eleitorado volte às urnas para definir a eleição em um segundo turno entre Eduardo Paes e Douglas Ruas.

Com informações de O Globo

Opinião dos leitores

    1. Nao tem nada a ver com ser golpista. O TSE nao deveria ter deixado o garotinho ter disputado as eleicoes. Participou de debates, teve seu nome nas urnas e sua candidatura foi cancelada. Nao pode. Isso interferiu nas eleicoes.

    2. Tales se for procurar por quem não deveria ter disputado eleições, Lula deveria tá preso. Tiraram da cadeia e colocaram na cadeira de presidente. O TSE também não era pra ter permitido as manobras que Lula fez entre o primeiro e segundo turno. Até antecipar pagamento do bolsa família foi permitido.

    3. Thales, o que você acha disso? 👉🏿STF declara inconstitucional aumento de benefícios sociais no ano eleitoral de 2022
      Ministros derrubaram trechos da “Emenda dos Benefícios”, que permitiu ao governo Bolsonaro ampliar Auxílio Brasil e criar repasse a caminhoneiros e taxistas👈🏿 Esse ano teve um tal de bolsa família rolando por aí? Será que a justiça brasileira só funciona pra um lado?

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