O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG) contabilizou 11.902 ocorrências de trânsito durante o ano de 2015, contra 7.825 em 2014. O aumento representa 35% a mais de pessoas acidentadas na capital potiguar. Ainda no ano passado, as motos novamente lideraram as estatísticas do hospital com 10.411 boletins registrados (87% de todas as ocorrências de trânsito atendidas pelo Walfredo Gurgel). A média diária final ficou em 29 boletins/dia. Até outubro o hospital contabilizava 28 boletins/dia. Com relação a carros e outros meios de transporte, o número total de acidentes atingiu 1.491 registros.
O maior hospital de urgência para atendimentos do trauma, há 12 anos acompanha e alerta para o crescimento absurdo dos acidentes de moto e da gravidade dos pacientes vítimas do trânsito em Natal. De 2004 a 2015, a média de acidentes aumentou em mais de sete vezes, passando dos 4,7 boletins/dia para os atuais 29. Contudo, muito pouco tem sido feito para reduzir o número de ocorrências e punir os infratores.
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que, desde 2003, a taxa de mortalidade de trânsito (para cada 100 mil habitantes) no Brasil subiu de 18,7 para 23,4. A alta já se aproxima da taxa dos países africanos, onde o trânsito é o mais perigoso do mundo. Em 2012, foram 47 mil mortes no trânsito estimadas pela OMS. Ainda segundo a Organização, dados de 2010 colocam o Brasil como o 33º pais com o trânsito mais perigoso do mundo e o 5º da América Latina. No ranking de 2013, o país é o 56º do planeta e o 3º das Américas, atrás apenas de República Dominicana e Belize.
Cirurgião geral do HMWG há 16 anos, Ariano Oliveira, é chefe de sua especialidade e atua diretamente na porta de urgência do hospital, no atendimento ao paciente vítima de trauma. Para ele, os custos com vítimas de acidentes de moto, vão muito além da internação hospitalar e dos cuidados médicos. “Estamos deixando sequelados, e até inválidos, nossos cidadãos, em sua grande maioria, na faixa etária dos 16 aos 45 anos, no ápice de sua idade produtiva”, afirma. Ele ainda diz que nos casos de invalidez, ainda há custos previdenciários e familiares que devem ser levados em conta. “A pessoa sai do mercado de trabalho e é condenado a ficar em cima de uma cama, gerando aumento de receita para o governo, por exemplo, além de totalmente dependente para fazer necessidades básicas como tomar um banho”, alerta.
Histórias contadas por pacientes internados no Walfredo Gurgel comprovam as afirmações do cirurgião. Ocupando um leito de enfermaria no quarto pavimento do hospital, Francisco Ideilson, 26 anos, pilota motocicleta desde os 15. De lá para cá, já levou três tombos, segundo ele, nenhum até agora tão grave. Ele teve fratura de tíbia e aguarda há 11 dias para ser transferido e realizar o procedimento eletivo em uma unidade de saúde conveniada. Ideilson conta que pilotava em uma estrada de barro, quando foi surpreendido por um carro e colidiu. No momento do acidente não usava capacete. A moto teve perda total. Sobre voltar a andar de moto ele diz que “se Deus quiser, sim”, afirmou esperançoso.
Ronaldo Ramalho tem 24 anos e pilota desde 2011. Ele relata que trafegava sentido zona norte, antes da ponte velha, quando tentou freiar no sinal já amarelo, porém, sem sucesso. O guidom de sua moto bateu contra o de outra motocicleta e ele foi ao chão. Teve fratura exposta de falange no pé direito e fratura de pulso. Mesmo há 21 dias tratando dos ferimentos, Ronaldo também afirma que não larga a moto. “Não tenho outro meio de transporte. Vou continuar a pilotar”, disse.
Morador da cidade de São José, interior do Rio Grande do Norte (RN), Leandro Alves do Nascimento, pilota há 10 anos. Voltando para casa, também em uma curva, colidiu com a lateral de um ônibus. Fraturou a tíbia e o fêmur e está com a bacia fora do lugar. Ele conta que já havia caído outras quatro vezes, mas que nunca nada de tão grave havia ocorrido. Quando perguntado sobre deixar a moto de lado, ele ri com ar de ironia e diz: “a moto é minha paixão. Seja o que Deus quiser”, finalizou. CLIQUE AQUI e confira texto na íntegra, com estatísticas dos acidentes de moto registradas pelo HMWG nos últimos 12 anos
TUDO ISSO E EM CONSEQUENCIA DAS CINQUENTINHAS, ELES USAM PARA ASSALTAR, SE ASSIDENTAM E NOS O SUSTENTAMOS PRO RESTO DA VIDA QUANDO FICAM EM ESTADO DE INVALIDEZ OU DEFEITUOSOS ATRAVES DO INSS.
EXISTE UMA LEI PARA SER SANCIONADA QUE OBRIGA OS PROPIETARIOS A TER HABILITACAO E A MOTO LICENCIADA. PORQUE SERA QUE A LEI NAO E COLOCADA EM PRATICA?
Tem que cobrar IPVA e seguro obrigatória das "cinquentinhas".
E tu acha mesmo que isso vai diminuir os acidentes? Não cara, temos que investir pesado na educação. Sou motociclista, e vejo muitos irmãos andando por aí feito loucos, que muitas vezes causam acidentes.
Tem que cobrar impostos e taxas, e principalmente, exigir carteira de habilitação. Hoje qualquer um comprar um veículo automotor desses (ciquentinha) e não sabe regra nenhuma de trânsito. Os que teoricamente fizeram o curso para habilitação não sabem e/ou não respeitam, imagem esses.
Que estranho, jurava que tínhamos um salvador da pátria que estava fazendo uma revolução nesse tema, inclusive várias funerárias estariam com pedido de falência já pronto porque as ações dele não visam apenas arrecadar e aparecer, mas salvar vidas desses acidentes.
Esperar algum bajulador dizer a famosa desculpa: "imagina sem ele". Já imaginei.
Imagino ele sem usar o trabalho para se promover, imagino quantos carros roubados poderiam ter sido recuperados, quantas armas apreendidas, presos com mandados em aberto…
Mas enquanto fica no esquema cara-crachá-Fátima os bandidos de verdade estão invadindo até casa de Juiz.
Serginho Bobeira, é possível que o trabalho de 12 PMs realmente altere a quantidade de carros roubados, bandidos presos e armas apreendidas, por ano? Rapaz, esse omi é menos inteligente do que eu julgava.