Esporte

Brasileiro conquista torneio de Wimbledon

Marcelo Melo, tenista brasileiro
Marcelo Melo – Reuters

Por Estadão Conteúdo

A expressão de incredulidade no rosto de Marcelo Melo escancarava a importância do feito obtido pelo tenista mineiro neste sábado, logo ao converter o match point na final de duplas de Wimbledon. Ele levou as mãos ao rosto espantado diante do sonho realizado: tornou-se um campeão do mais tradicional torneio de tênis do mundo.

A taça veio com a vitória, ao lado do polonês Lukasz Kubot, sobre o austríaco Oliver Marach e o croata Mate Pavic por 3 sets a 2, com parciais de 5/7, 7/5, 7/6 (7/2), 3/6 e 13/11, em uma batalha de 4h39min.Foi o segundo título de Grand Slam do brasileiro, que vencera em Roland Garros, em 2015.

A conquista deste sábado, porém, tem maior importância para Melo, afinal realizou um sonho de infância. “Meu sonho sempre foi conquistar um Grand Slam e, especialmente, Wimbledon. Todos sabem que o meu foco era vir aqui e ganhar. Desde pequeno, sempre sonhei. A grama é um piso que eu sempre gostei de jogar”, afirmou Melo, horas depois da conquista.

Ainda processando a conquista, o brasileiro se disse “afortunado” por competir e vencer na quadra central do All England Club. “Não tenho palavras para descrever o sentimento. Ainda vou precisar de um tempo para realizar mais um grande feito que tive a sorte de poder conquistar. Quero aproveitar o momento e curtir ao máximo”, disse, em clima de comemoração. “É Wimbledon! É poder entrar para a história! Sou afortunado por poder jogar naquela quadra central e vencer. Todos puderam ver minha reação em quadra…”

A conquista teve ainda um ingrediente especial para a torcida brasileira. Ao vencer em Londres, Melo encerrou um jejum de títulos nacionais no torneio que já durava 51 anos. O último troféu veio com Maria Esther Bueno em 1966, justamente nas duplas.

“Agradeço ao meu time, todo mundo que trabalha comigo, os patrocinadores que estão comigo desde o começo e também os novos. Todo mundo que apoia, os torcedores que mandaram mensagem. Quero agradecer a todos que torcem por mim. Eu estava muito feliz de conquistar Roland Garros, depois virei número 1 do mundo. E agora poder ser campeão de Wimbledon… Fico muito feliz de ter conquistado isso”, afirmou, emocionado.

Além do título, Melo celebra a volta ao topo do ranking de duplas. Ele ocupou a posição pela primeira vez em 2015. E garantiu o retorno ao vencer o jogo das semifinais em Wimbledon. Sua nova colocação na lista individual de duplas será confirmada pela ATP na atualização do ranking, na próxima segunda-feira.

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Marqueteiro de Flávio provoca Lula por criticar agressão a mulheres: ‘Perdeu o voto do filho’

Duda Lima: mesmo sem ‘sim’ oficial, marqueteiro já trabalha na campanha de Flávio Bolsonaro (Assessoria/Divulgação)

Convidado por Flávio Bolsonaro para assumir o comando da comunicação de sua campanha presidencial pelo PL, o marqueteiro Duda Lima indicou, em declaração a VEJA, o tom que vai nortear o projeto eleitoral do candidato de oposição de agora em diante. “Ao lançar sua candidatura à reeleição, Lula disse que quem bate em mulher não precisava votar nele. Perdeu o voto do próprio filho”, provocou o publicitário, referindo-se à denúncia que a médica Natália Schincariol apresentou há dois anos contra seu ex-companheiro Luís Cláudio Lula da Silva, o caçula do petista, por violência doméstica.

Sob orientação de Lima, a equipe de redes sociais do Zero Um publicou nesta segunda-feira, 3, um vídeo, feito com uso de inteligência artificial, conjugando a declaração de Lula com notícias publicadas à época a respeito da acusação contra seu filho mais novo, na tentativa de insinuar uma contradição no discurso do presidente sobre o enfrentamento à violência contra mulheres.

“Lula diz que não compactua com agressor, mas nunca puniu o filho por ter feito isso”, afirma um narrador não identificado na conclusão da peça. Quem acompanhou a chegada do novo marqueteiro contou que a diretriz é atacar o adversário por meio de comparações diretas com fragilidades normalmente atribuídas a Flávio Bolsonaro, como a rejeição maior que a média geral entre o eleitorado feminino e a dificuldade de se conectar com o público evangélico.

De acordo com a rota que Lima delineou nos primeiros contatos com a equipe do QG eleitoral bolsonarista, serão cada vez mais frequentes conteúdos audiovisuais abordando flancos abertos do petista. No tema da corrupção, a campanha do Zero Um vem repisando as suspeitas por tráfico de influência que recaem sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, investigado pela Polícia Federal a partir de citações no escândalo das fraudes ao INSS, e, agora, a confirmação de que Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente e responsável por sua agenda na campanha, recebeu dinheiro da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha responsável por apresentá-lo ao lobista conhecido como “Careca do INSS”. Depois da revelação do caso pelo Poder360, Marcola disse ter tomado um empréstimo pessoal com ela, que já teria sido quitado.

Lula se pronunciou em mais de uma ocasião sobre a investigação contra Lulinha, afirmando que seu filho precisa “provar sua inocência” e que, se ele for culpado, “vai ter que pagar como todo mundo”, mas nunca falou publicamente sobre as acusações da ex do caçula de que teria sido agredida física e psicologicamente por ele.

No início do ano, Duda Lima havia anunciado que não trabalharia em campanha alguma nas eleições de 2026. As críticas de aliados de Flávio Bolsonaro aos rumos de sua comunicação até aqui fizeram o coordenador de sua campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), anunciar, na última quinta-feira, a demissão da dupla Eduardo Fischer e Alexandre Oltramari e estender o convite a Lima.

Muito próximo do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que conhece há mais de vinte anos, Duda Lima foi alvo tanto de afagos como de provocações de políticos que se esforçavam para convencê-lo a embarcar no principal projeto presidencial da direita. Ao chegar para uma reunião na última sexta-feira em São Paulo com Flávio Bolsonaro e alguns de seus principais aliados, o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) puxou uma salva de palmas para o publicitário. Acompanharam os aplausos o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), os candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) e um pelotão de vereadores. Em momentos menos calorosos, o marqueteiro ouviu de outros políticos que seria “covarde” se decidisse não encabeçar a comunicação eleitoral do Zero Um.

Veja

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Se os EUA invadirem o Brasil, “prefiro abrir o portão”, diz José Múcio

Foto: Reprodução BBC

O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou nesta terça-feira (4/8) que o Brasil não teria condições militares de enfrentar uma eventual invasão dos Estados Unidos. A declaração foi feita durante um evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, ao defender o aumento dos investimentos do governo federal nas Forças Armadas.

Múcio comentou uma pergunta recorrente da imprensa sobre como o Brasil deveria agir caso os Estados Unidos decidissem invadir o país. Ao responder sobre o cenário hipotético, afirmou que “abriria o portão”.

“Eu vejo os jornalistas o tempo todo [questionando]: ‘Se os Estados Unidos quiserem invadir o Brasil, o que é que o senhor faz como ministro da Defesa?’ Abro o portão”, disse.

Em seguida, explicou a resposta: “Porque a gente não tem equipamento para enfrentá-los e nem tem dinheiro para consertar o portão. Eu prefiro abrir o portão”.

Segundo o ministro, a comparação foi usada para reforçar a necessidade de ampliar os recursos destinados à Defesa. De acordo com ele, o Brasil investe cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor, percentual que considera insuficiente para modernizar e equipar as Forças Armadas.

Múcio ressaltou que investir em Defesa não significa que o Brasil planeje “invadir ninguém”. O ministro afirmou que a destinação dos recursos ao setor é “como um plano de saúde”. “A gente escolhe o melhor, torcendo para não precisar usar”, disse.

As declarações ocorreram em meio ao aumento das tensões entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Nas últimas semanas, os dois países trocaram críticas e adotaram medidas que ampliaram o desgaste nas relações, principalmente em temas ligados ao comércio e à política externa.

Em julho, o governo Trump anunciou duas novas tarifas sobre produtos brasileiros, de 25% e 12,5%. A Casa Branca também prorrogou por mais um ano a emergência nacional relacionada ao Brasil, mantendo em vigor o dispositivo que autoriza o presidente dos Estados Unidos a impor sanções econômicas ao país.

Metrópoles

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Presidente do Remo chama Neymar de vagabundo

Foto: Reprodução / Instagram

O presidente do Clube do Remo, conhecido como “Tonhão”, chamou Neymar de vagabundo em entrevista após a derrota do clube paraense para o Santos nessa terça-feira (4), em jogo válido pela Oitavas de Final da Copa do Brasil. A partida foi realizada em Belém (PA) e terminou em 1 a 0 para o clube paulista, que avançou à próxima fase da competição.

“Esse vagabundo desse Neymar, que é idolatrado por um bando de crianças, fez as palhaçadas dele aqui e ainda veio provocar. Então, a gente é culpado de idolatrar um cara desse”, lamentou o dirigente.

 

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Um post compartilhado por CazéTV (@cazetv)

A fala do cartola aconteceu depois que Neymar desceu pro vestiário provocando o time do Remo, que foi eliminado da competição. O ídolo santista foi responsável pela assistência para o gol de Rony, que deu a vitória a equipe paulista e causou a eliminação do clube paraense.

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Neymar provoca torcida e dirigentes do Remo após classificação na Copa do Brasil

O ídolo Neymar provocou torcedores e dirigentes do Clube do Remo após vitória sobre a equipe paraense nessa terça-feira (4), em jogo válido pela Copa do Brasil. A equipe santista bateu o adversário por 1 a 0, com gol de Rony aos 74 minutos, que contou com assistência do camisa 10.

A provocação aconteceu logo após o jogo, na descida para o vestiário, onde o craque encontrou pessoas ligadas ao clube que estavam nas proximidades do local reservado à equipe santista.

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Secom tem 10 dias para detalhar empenhos de 2023 a 2026

Foto:  Reprodução Conjur

O ministro André Mendonça, do TSE, determinou nesta terça-feira (4) que o governo Lula apresente, em dez dias, a relação completa dos empenhos de publicidade institucional feitos entre 2023 e o primeiro semestre de 2026.

A decisão atende parcialmente a uma representação do PL (Partido Liberal) contra o presidente Lula (PT) e o ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Sidônio Palmeira.

O magistrado apontou que levantamentos realizados pelo partido mostram “discrepâncias objetivas e valores expressivos” que recomendam a requisição célere das informações oficiais — mas fez a ressalva de que os elementos apresentados justificam “o aprofundamento da apuração” e não permitem, “neste momento processual, afirmar com segurança” que o limite legal foi efetivamente ultrapassado.

A representação trata da conduta vedada do artigo 73, inciso VII, da Lei das Eleições, que proíbe agentes públicos de empenhar, no primeiro semestre do ano eleitoral, despesas com publicidade que excedam seis vezes a média mensal dos valores empenhados e não cancelados nos três anos anteriores ao pleito.

Blog do Caio Junqueira / CNN

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Marcola diz que recebeu R$ 249 mil de lobista do Careca do INSS

Foto: Reprodução / Poder360

O ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, afirmou nesta 3ª feira (4.ago.2026) que obteve um empréstimo da lobista Roberta Luchsinger de R$ 249.000. Em nota, Marcola disse que era uma motivação financeira extremamente privada.

Os repasses financeiros entre o assessor da Presidência com a lobista, alvo de inquéritos da Polícia Federal sobre tráfico de influência no Governo Federal, foi revelado pelo Poder360 nesta 2ª feira (3.ago.2026).

“Em 1º lugar, meus sigilos bancário e fiscal estão integralmente à disposição da Justiça. Faço isso para deixar claro e público que jamais houve nada além do empréstimo pessoal que obtive junto a ela, pago com a transferência bancária de R$ 249 mil –uma movimentação de natureza estritamente privada”, declarou Marcola na manifestação.

Este jornal digital acionou o ex-chefe de gabinete, seu advogado e a equipe de campanha de Lula para questionar se houve uma contrato que formalizasse o empréstimo. A manifestação divulgada não explica se o “empréstimo pessoal” teve ato formal, nem menciona quais os termos da negociação como número de parcelas, juros e prazo de pagamento.

Até o momento não houve manifestação aos questionamentos do Poder360.

Entenda o caso

Roberta Luchsinger fez transferências a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. O valor exato não é conhecido, mas estima-se que tenha sido algo na casa de R$ 80.000.

Marcola foi chefe de Gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de janeiro de 2023 a 31 de julho de 2026. Acompanha Lula há anos, tinha responsabilidade de fazer a agenda de compromissos do petista e era uma pessoa de total confiança.

Os dados estão com a Polícia Federal. Os valores exatos e a razão dos pagamentos não são inteiramente conhecidos. O Poder360 confirmou a existência das transferências com 4 pessoas familiarizadas com o assunto. Marcola afirmou que foi um “empréstimo pessoal” e que não há nada ilegal, mas não revelou de quanto foi.

Por meio de seu advogado, Roberto Podval, Luchsinger afirmou que responderá às questões nos autos do inquérito.

Luchsinger está citada na investigação de fraudes na Previdência Social. Ela prestou serviços ao Careca do INSS. Também mantém amizade próxima com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho de Lula.

Em maio de 2026, Roberta disse ter apresentado Lulinha ao Careca do INSS por “boa educação” e negou intermediação de negócios: “Jamais apresentei os 2 com intuito de negócio. Tanto que eles nunca tiveram transações comerciais.”

Mensagens apreendidas na operação Sem Desconto mostram Roberta e Lulinha discutindo operações comerciais, inclusive onde guardar dinheiro fora do alcance da Receita Federal. Luxemburgo foi um dos destinos cogitados.

Poder360 revelou, em 4 de dezembro de 2025, que Lulinhaé suspeito de ter recebido uma mesada de R$ 300 mil do Careca do INSS. Ele é alvo de 3 inquéritos, incluindo um por tráfico de influência.

Poder360

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Governo Lula acusa EUA de interferência eleitoral e repudia cancelamento de visto de embaixadora

Foto: WILTON JUNIOR

O governo Luiz Inácio Lula da Silva acusou nesta terça-feira, dia 4, o governo Donald Trump de tentar interferir nas eleições presidenciais e repudiou a revogação do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti. O Palácio do Planalto disse que o governo americano justificou a decisão com base em premissas falsas e conduziu uma “escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas”.

“Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente”, afirmou a Presidência da República, em nota. “O governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. As duas justificativas apresentadas são falsas.”

O governo Lula disse que o pedido de aprovação de Daniel Perez como futuro embaixador americano no País continua “em análise”. O Departamento de Estado acusou o Brasil de retardar o processo e condicionou a devolução do visto a Viotti à concessão de sinal verde ao escolhido por Trump.

O Palácio do Planalto também acusou o Departamento de Estado de tentar enviar ao Brasil dois diplomatas – o Itamaraty negou o visto deles e barrou a visita – com planos de “colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro, em tentativa inaceitável de interferir no processo político nacional”. A chancelaria americana negou essa intenção.

Estadão

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Advogado da amiga de Lulinha diz que caso está sendo politizado

Arte / Metrópoles

O advogado Roberto Podval assumiu, nesta semana, a dianteira da defesa da empresária e lobista Roberta Luchsinger. Ela é investigada em uma série de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) ao lado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O defensor disse ainda que o caso tem sido muito politizado.

Podval já integrava a equipe. Desde o início desta semana, entretanto, passou a ser o único escritório a cuidar da defesa da amiga de Lulinha, após o advogado Bruno Salles deixar o time de defensores da empresária.

Ao colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, Podval defendeu uma mudança de atuação no caso. O advogado afirmou que pretende afastar a politização dos casos envolvendo Roberta, evitando briga com a Polícia Federal, o STF e Ministério Público.

“Vamos tratar o caso de forma jurídica e não política. Não estamos aqui pra brigar com ninguém, conheço e respeito o papel de cada um dos atores. Este assunto está sendo muito politizado, acho que precisa ser tratado nos autos”, afirmou o advogado.

Com informações de Igor Gadelha / Metrópoles

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Justiça Eleitoral manda Lula abrir gastos com publicidade

Reprodução / Poder360

O ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mandou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentar, no prazo de 10 dias, toda a documentação relativa aos gastos com publicidade institucional realizados de 2023 até o 1º semestre de 2026. O despacho do ministro foi em resposta a uma representação apresentada pelo Partido Liberal, do candidato a presidente Flávio Bolsonaro, adversário de Lula.

Na sua decisão, o ministro disse ter encontrado “elementos que justificam o aprofundamento da apuração” e aponta “discrepâncias objetivas e valores expressivos” que recomendam a obtenção urgente das informações oficiais. A ação do PL alega que o governo federal do PT estourou o teto permitido de gastos com publicidade em 2026, pois houve empenho de R$ 178 milhões até 15 de junho e essa cifra representa, no entender da legenda, um excesso de R$ 42,3 milhões.

Poder360 registrou os dados sobre gastos em publicidade do governo federal em 28 de junho de 2026. Quando se consideram os 3 anos e meio do mandato de Lula, o líder em recebimento de verbas de publicidade foi o Grupo Globo, com R$ 267 milhões recebidos.

A ação do PL é diretamente contra o presidente Lula e o seu ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social) do Palácio do Planalto, o marqueteiro Sidônio Palmeira (que comandou a campanha presidencial petista em 2022). Lula e Sidônio são apontados pelo PL como responsáveis por prática de conduta vedada em ano eleitoral.

Segundo cálculos do PL, Lula e Sidônio extrapolaram o limite de despesas com publicidade institucional estipulado pelo artigo 73 da Lei das Eleições (lei 9.504, de 1997) ao intensificar campanhas oficiais durante o primeiro semestre de 2026.

Entre as campanhas questionadas estão a divulgação do Novo PAC, do Plano Brasil Soberano, da COP30, da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e da proposta de mudança da escala de trabalho 6 x 1. Para o PL, a publicidade institucional passou a promover realizações e projetos do governo em escala incompatível com as restrições impostas pela legislação eleitoral, provocando vantagem comunicacional indevida ao presidente Lula.

Na sua decisão, André Mendonça determinou que a Secom de Lula e os órgãos responsáveis pela administração orçamentária federal apresentem, em formato aberto e auditável, todos os empenhos relacionados à publicidade de janeiro a junho de 2026, além dos dados correspondentes aos exercícios de 2023, 2024 e 2025.

O TSE também exigiu a apresentação da memória oficial de cálculo do teto legal, dos critérios utilizados pelo governo, da relação de reforços, anulações e cancelamentos de empenhos, bem como das justificativas para cancelamentos realizados após o ajuizamento da ação.

“Determino aos órgãos responsáveis a preservação integral dos processos administrativos, registros eletrônicos, históricos de alteração e logs de sistema […], vedada a destruição, ocultação ou alteração retroativa dos dados”, escreveu o ministro, que atua no TSE e também no Supremo Tribunal Federal.

OUTRO LADO

Quando o Poder360 publicou uma reportagem sobre os gastos de publicidade estatal federal e a alegação do PL sobre despesas excessivas do governo Lula, a Secom do Palácio do Planalto afirmou em nota que “atua em estrita observância à legislação eleitoral”. Disse também que os limites foram respeitados e que prestará todas as informações necessárias “no foro competente”.

Eis a íntegra da nota da Secom enviada ao Poder:

“A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM), na condição de órgão central do Sistema de Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal (SICOM), atua em estrita observância à legislação eleitoral e às normas que disciplinam a publicidade institucional da administração pública federal.

 “Os limites aplicáveis às despesas com publicidade institucional vêm sendo plenamente cumpridos pela pasta, com base nos critérios estabelecidos na legislação vigente e nas orientações jurídicas aplicáveis, inclusive por meio de sua regulamentação interna. 

 “A Secretaria está à disposição para prestar todas as informações necessárias e destaca que apresentará, no foro competente, os esclarecimentos técnicos e jurídicos que se fizerem necessários.

 “Por fim, eventuais comparações entre exercícios distintos devem considerar as especificidades de cada período, as políticas públicas desenvolvidas, o planejamento anual de comunicação e as necessidades de campanhas de utilidade pública, não sendo adequada a comparação isolada de valores empenhados entre anos sem a devida contextualização.”

Poder360

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[VÍDEO] Dino autoriza terceiro inquérito contra Lulinha; suspeita é de corrupção e tráfico de influência no governo

Imagens: Reprodução/ Jornal Nacional

O ministro Flávio Dino, do STF – Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de um inquérito contra o filho mais velho do presidente Lula, por suspeita de corrupção e tráfico de influência. É o terceiro inquérito aberto no STF contra Lulinha em uma semana. As outras duas investigações, autorizadas pelo ministro André Mendonça, apuram a atuação do filho do presidente no Ministério da Saúde e na Dataprev.

A Polícia Federal também vai investigar repasses feitos pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, ao ex-chefe de gabinete do presidente, conhecido como Marcola.

A nova investigação aberta a pedido da Polícia Federal vai apurar se Fábio Luis Lula da Silva e um grupo de pessoas teriam negócios supostamente ilícitos em áreas do governo federal. A suspeita é de tráfico de influência, corrupção e possível favorecimento de interesses privados em órgãos federais.

Um dos citados é Marco Aurélio Santana Ribeiro. Marcola, como é conhecido, foi chefe de gabinete da Presidência até duas semanas atrás – ele deixou o cargo para trabalhar na campanha de Lula à reeleição. O nome dele apareceu nas investigações durante análise do celular da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, que teve negócios com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

O aparelho foi apreendido no fim de 2025, durante a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS. Ao analisar o material, a polícia descobriu pagamentos de Roberta Luchsinger para Marcola, que confirmou os repasses. Em nota, ele disse que os sigilos bancário e fiscal estão à disposição da Justiça e que se trata de um empréstimo pessoal, pago com transferência bancária de R$ 249 mil. Marcola afirmou que é uma movimentação estritamente privada e que orientou seu advogado a usar todos os documentos para esclarecer os fatos.

Esse material também está em outro inquérito que investiga Lulinha – aberto na semana passada pelo ministro André Mendonça – sobre suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde e no gabinete da Presidência em favor do Careca do INSS. Um dos objetivos do lobista, de acordo com investigadores, seria conseguir um contrato no ministério para fornecer medicamentos feitos à base de cannabis – o contrato não foi fechado.

Em depoimento à PF, Roberta Luchsinger confirmou ter apresentado o Careca do INSS ao filho do presidente. Lulinha chegou a viajar com o lobista para Portugal, com passagem e hospedagem pagas por ele, para conhecer uma fábrica de cannabis.

Lulinha também é alvo de uma terceira investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça, que apura se ele atuou para favorecer empresários junto à Dataprev, estatal responsável pelas bases de dados da Previdência Social e outros programas sociais.

Além disso, o ministro Flávio Dino também determinou a abertura de outro inquérito – a pedido da Polícia Federal – sobre o possível vazamento de dados dessas investigações. A defesa de Lulinha também pediu que o STF investigue esses eventuais vazamentos.

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva disse que vai esclarecer eventuais dúvidas sobre a atividade pessoal e profissional dele; e afirmou que Lulinha vai provar que não tem relação, direta ou indireta, com qualquer irregularidade.

A defesa de Roberta Luchsinger disse que vai trabalhar nos autos, na certeza de que tudo será esclarecido.

A defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes afirmou que não teve acesso ao inquérito e desconhece a acusação.

A Dataprev afirmou que prestará as informações necessárias às autoridades competentes.

Com informações do Jornal Nacional – G1

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