Cultura

Série sobre os Trapalhões revela brigas por dinheiro e por controle criativo

Cachês milionários, disputa pelos holofotes, brigas na hora da divisão dos lucros. A história podia ser a de uma banda de rock, mas é a dos Trapalhões, trupe formada pelos humoristas Renato Aragão, Manfried Santana, Antônio Carlos Bernardes Gomes e Mauro Faccio Gonçalves.

Encarnando, nesta ordem, Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, o quarteto foi responsável por algumas das cifras mais notáveis do cinema brasileiro —dos 20 filmes nacionais mais vistos na história, 7 são dos Trapalhões. Sem contar a carreira que foi além das salas de cinema, com programas de TV, shows, produtos licenciados e uma HQ que rivalizou com as da Turma da Mônica.

Os bastidores dessa convivência são o assunto de “Trapalhadas sem Fim”, série documental em cinco episódios dirigida por Rafael Spaca.

Ainda em fase de produção e com mais de 70 horas de material bruto, a obra traça um panorama da trajetória dos Trapalhões desde os primórdios, com o encontro entre Aragão e Santana nos anos 1960, até a reunião recente dos dois, com um musical e depois o filme “Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood”, de 2017.

Spaca entrevistou, além da ex-camareira do grupo e a apresentadora Angélica, mais de 60 pessoas para o seriado.

E, mesmo não deixando de lado o legado de inovação dos Trapalhões, ele não passa ao largo das polêmicas que rondam o grupo, como a suposta divisão desigual de lucros entre Aragão e os demais integrantes, além de puxadas de tapete dos demais membros.

“Não queria fazer uma hagiografia. Estou humanizando a história dos Trapalhões, que tem coisas incríveis e outras nem tanto”, explica Spaca, autor de dois livros sobre o assunto.

Há depoimentos de entrevistados que conviveram com o grupo de maneira intensa. Entre eles, está Celso Magno Hofacker, o Baiaco, que trabalhou como dublê de Aragão, José Lavigne, que dirigiu “Os Trapalhões” na Globo na década de 1990, e o ator Luiz Alves Pereira Neto, conhecido como Ferrugem, que contracenou, ainda criança, com o quarteto na Tupi nos anos 1970.

No material bruto ao qual esta repórter teve acesso, os três afirmam que Aragão exerceu um controle criativo crescente sobre o universo dos Trapalhões e que às vezes jogou para escanteio os demais membros do quarteto.

Numa passagem, Ferrugem diz que Aragão cortava esquetes elaboradas para ele pelos roteiristas quando começou a fazer sucesso.

“Lembro de perguntar ao Wilson Vaz, que era redator, porque eu não estava aparecendo. Ele me mostrou uma pilha de páginas e falou que aquilo tudo eram textos que escrevia para mim e que o Renato não deixava passar”, diz, acrescentando que a última piada, considerada a mais nobre nos humorísticos, era sempre reservada a Aragão.

Lavigne narra que, no final da carreira do quarteto, o domínio do ator cearense era ainda maior. Se nos anos 1970, na Tupi, mesmo os atores secundários tinham liberdade para conversar com os redatores, na Globo os textos passavam apenas por Aragão, mas não pelos intérpretes de Dedé e Mussum —o ator que fazia Zacarias morreu em 1990. “Renato era o dono do circo, e todos nós, empregados”, diz.

A projeção da figura de Aragão é apontada como uma das causas do rompimento do grupo, em 1983. Então sem o nome “Os Trapalhões”, uma vez que o cearense havia registrado o título pela Renato Aragão Produções, os três formaram a empresa Demuza e decidiram pôr de pé um filme independente, “Atrapalhando a Suate”, ao mesmo tempo em que Aragão filmava “O Trapalhão na Arca de Noé”.

Lançados no mesmo mês, os filmes dividiram o público e alcançaram respectivamente cerca de 1 milhão e 2 milhões de espectadores —outras produções do quarteto chegaram à marca dos 5 milhões. Menos de um ano depois, os humoristas estavam juntos mais uma vez.

Outra causa, já especulada pela imprensa à época, eram as disparidades financeiras entre os quatro Trapalhões. Baiaco conta no documentário que certa vez ouviu Zacarias se referir a um cachê que rendeu menos de um terço a ele, Mussum e Dedé  juntos, enquanto Aragão teria ficado com o resto do montante.

Segundo os entrevistados, isso levou à erosão das relações entre os atores até 1994, quando Mussum morreu.

Ferrugem lembra que, nas participações que fez no programa da Globo nos anos 1980, a atmosfera era muito diferente daquela que presenciou quando criança.

“Pareciam bois indo para o matadouro. Eles entravam no set e ficavam encarando o diretor, como se perguntassem se já acabou”, comenta. Ele acrescenta que Mussum era o único a falar de forma transparente sobre o assunto. “Ele dizia: ‘O Ceará só pensa no dele.’”

Lavigne declara que, em 1993, um ano antes de a Globo interromper as gravações de “Os Trapalhões” e passar a exibir reprises do programa, Aragão tentou tirar Mussum e Dedé do elenco e responsabilizou o diretor pela decisão. “Ele falou que não tinha problema, e que depois explicaria a eles. Mas não explicou”, recorda Lavigne. “Ele não é bobo, é embaixador da Unicef.”

Didi e Dedé, aliás, são dois nomes que não figuram na longa lista de entrevistados da série. Em resposta enviada por email, Renato Aragão, ou Didi, chama de mentirosos os testemunhos dos três entrevistados.

Segundo o ator, todos os projetos foram fruto de negociações contratuais entre os membros dos Trapalhões, e as decisões criativas neles envolvidas eram tomadas por ele em conjunto com equipes de redação e direção.

Aragão acrescenta no email que pretende, em parceria com Dedé, contar sua versão da história dos Trapalhões.  Dedé também citou a produção num áudio de WhatsApp enviado a esta repórter, no qual explica porque negou o convite de Spaca para participar do documentário. “Quem viveu essa vida fui eu. A troco de que vou dar isso para ele [Spaca]?”, questionou.

Os atores se contradizem, no entanto, quanto à natureza da produção. Enquanto Aragão diz filmar um documentário, Dedé diz estar envolvido com uma ficção biográfica.

LINHA DO TEMPO

ANOS 1960 E 1970
Entre 1966 e 1975, grupo ganha a forma que o alça ao estrelato, chegando à Globo em 1977. No mesmo ano, roda seu filme de maior bilheteria, ‘Os Trapalhões nas Minas do Rei Salomão’.

ANOS 1980
Em 1983, os Trapalhões rompem, e o trio Dedé, Mussum e Zacarias enfrenta a Renato Aragão Produções com a Demuza. Reatam em 1984.

ANOS 1990
Morrem Zacarias, em 1990, e Mussum, em 1994. Didi e Dedé continuam a contracenar até 1999.

ANOS 2000
Didi e Dedé se reaproximam em 2004, em um episódio do Criança Esperança. Em 2014 e em 2017, respectivamente, montam um musical e um filme.

FOLHAPRESS / CLARA BALBI

Opinião dos leitores

  1. Embaixador da Unicef que fazia programa ao meio-dia, repleto de piadas picantes. É um grande bosta esse Didi!

    1. A globo que reprisou ao meio dia, disso ele não tem culpa.

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Política

PL CONTRARIA FLÁVIO: Valdemar reconhece vitória de Lula, mas cobra explicações sobre votação estendida

Reprodução

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reconheceu nesta segunda-feira (26) a vitória de Lula (PT), contrariando Flávio Bolsonaro (PL), que ainda contesta o resultado do segundo turno. A legenda, porém, afirmou que continuará buscando esclarecimentos sobre a decisão que prorrogou a votação no domingo (25).

“Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo TSE, mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos”, afirmou Valdemar em nota.

O presidente do PL também criticou medidas adotadas pelo governo Lula às vésperas da eleição, como antecipação de benefícios sociais e ações para conter o preço dos combustíveis. Segundo ele, o uso de recursos públicos durante a campanha levanta dúvidas sobre o equilíbrio da disputa.

A votação foi prorrogada até as 19h por decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, após relatos de problemas no transporte de eleitores. A medida valeu apenas para seções que ainda estavam abertas. Dados do TSE mostram que 34,3 mil votos foram registrados depois das 17h, enquanto Lula venceu Flávio por uma diferença superior a 4 milhões de votos.

As duas campanhas pediram extensão do horário. O PT solicitou a medida em todo o país, enquanto o PL fez o pedido para municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Com informações do UOL

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Política

Sem maioria na Câmara e no Senado, Lula acelera conversas com Congresso e PT prepara apoio à reeleição de Hugo Motta

Ricardo Stuckert/Planalto

Um dia após confirmar a vitória nas urnas, o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira, no Palácio da Alvorada, os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. O encontro fora da agenda oficial marca o início das articulações do Palácio do Planalto para construir a sustentação do quarto mandato petista, já que o governo não obteve maioria automática no Congresso.

A reaproximação imediata visa consolidar a aliança para a eleição das mesas diretoras das duas Casas em fevereiro de 2027, quando Motta e Alcolumbre tentarão a recondução para mais dois anos de mandato. Em troca da garantia do apoio integral do Planalto e da bancada do PT, o partido de Lula busca emplacar postos estratégicos na Mesa Diretora da Câmara e assumir o comando de comissões vitais, como a CCJ e a Comissão Mista de Orçamento.

A reunião também serviu para definir a pauta no Congresso até o final de 2026, com foco na aprovação da PEC da Tarifa Zero.

Com informações do Poder360

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Política

Decisão de Moraes contra Flávio gera insatisfação na base de Lula e senadores governistas veem ruído desnecessário

Reprodução

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de determinar a retenção do passaporte do senador Flávio Bolsonaro e proibi-lo de deixar o país encontrou resistência e críticas até mesmo dentro da base aliada do governo no Congresso. Nos bastidores de Brasília, lideranças e senadores alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliaram de forma negativa a medida cautelar e demonstraram preocupação com os impactos políticos do ato.

Integrantes da base governista confidenciaram que a determinação de Moraes “tensiona tudo” no ambiente político em um momento no qual o governo eleito precisa pacificar o país e construir pontes para garantir a governabilidade no Congresso Nacional.

Com informações da coluna de Milena Teixeira / Metrópoles

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Política

APOSTA DA FARIA LIMA: Rafael Fonteles, governador do Piauí, vira preferido para comandar Fazenda no Lula 4

Reprodução

O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), desponta como o nome preferido da Faria Lima para assumir o Ministério da Fazenda no quarto mandato do presidente Lula (PT). A informação é da coluna de Mariana Barbosa, no UOL. Lula ainda não anunciou quem comandará a economia a partir de 2027.

A pressão aumentou após a reação negativa do mercado à vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL), com queda da Bolsa e alta do dólar e dos juros futuros. Investidores cobram uma sinalização rápida de compromisso com o controle dos gastos públicos. O vice-presidente Geraldo Alckmin também é citado, mas com menos entusiasmo.

Fonteles é formado em Matemática pela Universidade Federal do Piauí e concluiu mestrado no Instituto de Matemática Pura e Aplicada aos 21 anos. Antes de chegar ao governo estadual, foi secretário da Fazenda do Piauí entre 2015 e 2022 e presidiu o comitê nacional dos secretários estaduais da área.

À frente do estado, aprovou uma regra fiscal para limitar o crescimento das despesas correntes e privatizou a empresa de saneamento Agespisa por R$ 1 bilhão. Também buscou investimentos em energia renovável, agronegócio e economia digital.

Reeleito no primeiro turno com 71% dos votos, Fonteles ainda acumula resultados positivos na educação e na redução da pobreza extrema. Caso aceite um eventual convite de Lula, precisará deixar o governo do Piauí nas mãos do vice Washington Bandeira.

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Judiciário

Decisão de Moraes contra Flávio pega STF de surpresa e Ministros temem novo racha no país

Vinícius Schmidt/ Metrópoles

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de determinar a retenção do passaporte do senador Flávio Bolsonaro e proibi-lo de deixar o país gerou surpresa nos bastidores do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, integrantes da própria Corte avaliaram reservadamente que a medida isolada de Moraes compromete os esforços para baixar a temperatura política no país e abre margem para acirrar os ânimos após o resultado do segundo turno.

A preocupação de bastidor também envolve a forte articulação da oposição no Senado Federal. Com a nova composição da Casa, integrantes do STF calculam que ao menos 49 senadores já se posicionam abertamente a favor da abertura de um processo de impeachment contra Alexandre de Moraes, número que fica a apenas cinco votos dos 54 necessários para o afastamento de um ministro.

Com informações da Folha de São Paulo

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Economia

Bolsa fecha com queda de 13,88% e dólar sobe 8,22%, um dos piores resultados da história após vitória de Lula

Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

A Bolsa brasileira fechou esta segunda-feira (26) em queda de 13,88%, aos 177.608 pontos, em meio à forte turbulência no mercado financeiro após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A intensidade da queda levou ao acionamento do circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações em momentos de forte instabilidade. O Ibovespa chegou a recuar 16,94% durante o pregão, antes de reduzir parte das perdas.

O dólar comercial também disparou e encerrou o dia cotado a R$ 5,40, alta de 8,22%.

Com informações do Metrópoles 

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Economia

MERCADO EM ALERTA: Vitória de Lula faz risco-país disparar 26% e acende alerta sobre dívida pública

Reprodução

A confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno provocou forte reação negativa no mercado financeiro nesta segunda-feira (26). O Credit Default Swap (CDS) de 5 anos do Brasil — indicador que mede a percepção do risco-país — saltou 26%, atingindo 151,7 pontos, o maior patamar desde junho de 2025.

Para efeito de comparação, ao fim do primeiro turno, o indicador havia recuado para 108 pontos. A guinada reflete o receio de investidores com o rumo das contas públicas e a sinalização de uma política fiscal mais frouxa nos próximos quatro anos.

Analistas do Morgan Stanley apontam que a pressão sobre os ativos brasileiros pode levar o risco-país a subir mais 40 pontos nas próximas semanas, mantendo a cotação do dólar pressionada.

Com informações da Revista Oeste

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Mundo

[VÍDEO] Prefeito de Nova York parabeniza Lula pela reeleição: “Minha total admiração”


O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, parabenizou Lula (PT) nesta segunda-feira (26) pela vitória sobre Flávio Bolsonaro (PL). Questionado durante uma entrevista coletiva, ele declarou: “Minha total admiração a tudo que Lula fez pelo povo trabalhador”.

Mamdani já havia elogiado a aprovação do fim da escala 6×1 pelo Congresso brasileiro. Nas redes sociais, lembrou que se reuniu com Lula em setembro, antes da Assembleia Geral da ONU, para discutir políticas voltadas à população de baixa renda e aos trabalhadores.

Ao comentar a redução da jornada, o prefeito destacou a previsão de 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem corte salarial. “As pessoas que trabalham merecem tempo para viver, não apenas para trabalhar”, afirmou.

Com informações do Metrópoles

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Mundo

Putin parabeniza Lula pela reeleição, elogia liderança e defende parceria com o Brasil

Sputnik/Alexei Nikolsky via Reuters

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, parabenizou Lula (PT) nesta segunda-feira (26) pela reeleição e defendeu o fortalecimento da cooperação entre os dois países. Na mensagem, o russo afirmou que o resultado demonstra o reconhecimento dos brasileiros às qualidades de liderança do petista.

Putin também classificou como “inestimável” a contribuição pessoal de Lula para a parceria estratégica entre Brasil e Rússia. Segundo ele, os dois governos continuarão trabalhando juntos em diferentes áreas e em fóruns como ONU, Brics e G20.

O presidente russo aproveitou a mensagem para antecipar os cumprimentos pelo aniversário de Lula, que completa 81 anos nesta terça-feira (27), desejando saúde e sucesso no trabalho à frente do governo.

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Brasil

Flávio confirma que pedirá cassação da chapa de Lula e promete estratégia da direita para resistir ao PT no Congresso

Reprodução

Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que pedirá a cassação da chapa vencedora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin.

No pronunciamento, Flávio criticou duramente a condução do pleito, apontou o que chamou de “abuso de poder político e econômico sem precedentes”. Flávio também convocou os parlamentares eleitos pela oposição para articularem uma resistência firme no Congresso Nacional a partir de 2027.

“Eu vou pedir, sim, a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo, a competição tem que ser justa e igual, o que não aconteceu. Não fui eu que perdi, foi o sistema que ganhou”, declarou o senador.

“Para resistir ao caos, eu vou organizar a oposição. A gente fez a maioria no Senado e na Câmara. Eu vou reunir os deputados e senadores eleitos para organizar a nossa estratégia e fazer da Câmara e do Senado a nossa fortaleza contra a barbárie. Não vamos desistir do nosso Brasil”, concluiu.

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