635 servidores do estado se aposentaram em 2019

O Rio Grande do Norte tem mais de 106 mil servidores entre ativos e inativos, e um enorme desequilíbrio na folha de pagamento. Somente este ano, entre janeiro e julho, foi registrada uma diminuição de 1,22% de vínculos ativos, 635 servidores a menos na ativa e 624 registros a mais na lista de inativos (entre aposentados e pensionistas). Os inativos compõem 51,2% do extrato de pagamentos do total da folha, enquanto os ativos, contam 48,7%, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Administração.

No Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais (Ipern) até esta quinta-feira, 18, mais 525 processos estão em tramitação para aposentadorias da administração direta e indireta. Nas secretarias, é alto o número de requisições de documentos para dar entrada nas aposentadorias. Somente na Educação e na Saúde, duas pastas com grande número de servidores, há 1.965 pessoas que solicitaram documentação de olho nas aposentadorias: 1.500 na Secretaria de Educação e 465 na Secretaria de Saúde.

No primeiro mês deste ano, o valor da folha de pagamento do Executivo estadual foi de R$ 479,9 milhões e em julho, R$ 489,5 milhões. Somente a folha de inativos passou de R$ 253,16 milhões para R$ 263,08 milhões.

Para remunerar os inativos, o Governo do Estado em janeiro despendeu R$ 253,1 milhões com inativos e R$ 226,7 milhões com ativos. Em julho, a diferença pró-inativos seguiu a tendência: R$ 263,08 milhões e R$ 226,42 milhões para os ativos.

A secretária estadual de Administração, Virgínia Ferreira reconhece o desequilíbrio entre o número de servidores na composição da previdência estadual e os que ainda estão trabalhando, ou seja, na ativa.

Os números previdenciários são desfavoráveis na folha de pagamento do Estado mas a secretária disse que o atual governo conseguiu reduzir o ritmo do volume dos servidores ativos que estão caindo para a inatividade.

A situação da previdência, retrucou a secretária, chegou ao ponto de desequilíbrio porque no passado não houve planejamento na área de recursos humanos. Ela disse que espera sanar a situação com investimentos em uma política de recursos humanos para o Estado.

O gestor de pessoas da Secretaria, Luís Renato, complementou que vários fatores contribuíram para o desequilíbrio. Em janeiro de 2014, o RN tinha 60 mil servidores ativos e 40 mil inativos, comparou. Quando se começou a discutir a reforma da previdência, esse número se inverteu e em um ano, 15 mil servidores se aposentaram no Estado. Segundo ele, nada foi feito para que os servidores não se aposentassem. Faltou incentivo para aproveitar um maior tempo de serviço.

Tribuna do Norte

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Manoel disse:

    Mas o Estado do RN e o Brasil não precisam da reforma da previdência não né?
    Vejam a matéria: "Em julho, a diferença pró-inativos seguiu a tendência: R$ 263,08 milhões e R$ 226,42 milhões para os ativos". Aos poucos familiarizados com a matemática, vou resumir: Hoje se gasta no RN, com a folha salarial e pensões cerca de 487,5 milhões de reais. Desse total, gasta-se mais com inativos (54%) do que com ativos (46%). Em cerca de dois anos, cerca de 23% dos ativos terá tempo de serviço para se aposentar, portanto, deveremos chegar a aproximadamente 65% de inativos para 35% de ativos no Estado do RN. Para os que são contra a reforma da previdência, qual seria a solução para pagar em dia os salários de todos e não comprometer os serviços públicos prestados?

    • Sérgio Olímpio de Macêdo disse:

      Que pergunta sem necessidade Manuel, deixe de ser ingênuo, sabe a resposta não?
      A ideologia e o radicalismo político vão resolver essas questões.
      Nosso estado não precisa da reforma da previdência, temos muitas indústrias instaladas e produzindo, comércio forte, renda familiar alta, oferta de emprego, mercado desenvolvido e não temos a menor dependência do governo federal. Então deixe de preocupação sem sentido

    • Oliveira disse:

      Quem mais se aposenta precocemente no Brasil são os militares. Em média 53 anos. muitos antes dos 50, e o governo interveio no final para a abrandar as regras pra os militares das forças armadas e policiais federais.

  2. Safira disse:

    Com a terceirização a todo vapor, as contratações temporárias de forma permanente, a chuva de cargos comissionados e os tapa buracos com Estagiários de graduação e pós graduação, os estados tem burlado sistematicamente a obrigatoriedade de fazer concurso público trazida pela Constituição Federal de 88. E com isso as consequências são as que estamos vendo no sistema Seguridade Social e particularmente nas previdências públicas.
    Toda ação gera uma reação e/ou consequência.
    Não fazer concurso público, demonizando o servidor, que desvalorizado e sem capacitações continuadas e permanentes, apresenta resultados aparentemente baixos, não é o melhor caminho a longo prazo para que o sistema estatal se sustenta como um todo.
    Soluções pontuais e imediatistas são ineficientes a médio e longo prazo, como as icersas formas de terceirizacões brancas (que pateciam ser a solucao de todos os problemas) tem demonstrado.
    Bom repensar para planejar ações de curta, média e longa duração.
    E tudo isso sem falar nos desvios, abuso e,privilégios e sonegadores.

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