Judiciário

A incoerência dos julgados como problema crônico de insegurança jurídica no cenário nacional

Por Herval Sampaio

Em primeiro lugar quero deixar muito claro desde o início que não vou falar em nenhum caso concreto, não somente pela limitação que possuo por ser Juiz de Direito, mas, também, pelo peculiar fato de que essa realidade acontece, infelizmente, como regra geral, já que os colegas, em sua grande maioria, acham que podem decidir segundo os seus valores pessoais, o que termina por produzir um sem número de julgados em que não se consegue extrair o mínimo de segurança jurídica.

Pior de tudo é que, algumas vezes, isso se dá por interesses escusos e também pessoais.

Mesmo partindo dessa premissa, não posso me furtar a falar, por óbvio, ainda que perfunctoriamente, pois não tenho elementos concretos para analisar o processo de soltura de José Dirceu pela segunda turma do STF. Contudo, é imperioso que pelo menos publicize, com a coragem de cidadão que luta contra a corrupção sem qualquer possibilidade de tergiversar nessa área, a possível incoerência, trazida pelo Procurador da República Deltan Dallagnol (http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/deltan-dallagnol-diz-que-decisao-de-soltar-jose-dirceu-e-incoerente.ghtml) e com isso demonstrar, por mais um caso, que tal condição, infelizmente, é regra geral em nossa Justiça.

Que fique bem claro: luto pessoalmente para que nossas decisões não padeçam desse pecado!

Ao falar de prisões provisórias em um modo abstrato, ouso dizer que conheço um pouco da matéria, já tendo disponibilizado a todos os leitores e demais interessados um curso de 15 horas gratuito (ACESSE AQUI: http://www.institutonovoeleitoral.com.br/ead/index.php/curso/guruPrograms/10-gratuitos/18-processo-penal), baseado em livro já em segunda edição que fiz com o colega e amigo Pedro Caldas (http://www.saraiva.com.br/manual-de-prisao-e-soltura-sob-a-otica-constitucional-2-ed-2832619.html, https://www.passeidireto.com/arquivo/1525106/anexo-pratica-processual—manual-de-prisao-e-soltura).

No contexto, é preciso que as peculiaridades funcionem como uma espécie de distinguishing que fuja a ratio decidendi que deve formar o precedente. Ou seja, temos que ter uma definição jurídica, por exemplo, do que se constitui, pelo menos como regra geral, “excesso em uma prisão preventiva” e aí aplicar o preceito com segurança jurídica a todos os casos.

Será que o STF agiu assim nesse caso?

É óbvio que não vou responder, deixando aos leitores a indagação e as fontes para que cada um forme a sua convicção. Contudo, antes de abordar tecnicamente a partir do que venho vendo nesses quase vinte anos de magistratura e estudando ao longo de nossa experiência como processualista, tenho também a obrigação de postar parte de um texto de uma colega Juíza do TJMG, Ludmila Lins, trazido em vários grupos de whatsap e redes sociais, em que a mesma faz a distinção entre duas categorias de Juízes:

“Sempre que o STF profere alguma decisão bizarra, o povo logo se apressa para sentenciar: “a Justiça no Brasil é uma piada”. Nem se passa pela cabeça da galera que os outros juízes – sim, os OUTROS – se contorcem de vergonha com certas decisões da Suprema Corte, e não se sentem nem um pouco representados por ela.”

O que muitos juízes sentem é que existem duas Justiças no Brasil. E essas Justiças não se misturam uma com a outra. Uma é a dos juízes por indicação política. A outra é a dos juízes concursados. A Justiça do STF e a Justiça de primeiro grau revelam a existência de duas categorias de juízes que não se misturam. São como água e azeite. São dois mundos completamente isolados um do outro. Um não tem contato nenhum com o outro e um não se assemelha em nada com o outro. Um, muitas vezes, parece atuar contra o outro. Faz declarações contra o outro. E o outro, por muitas vezes, morre de vergonha do um.

Geralmente, o outro prefere que os “juízes” do STF sejam mesmo chamados de Ministros – para não confundir com os demais, os verdadeiros juízes… Por que será que os réus lutam tanto para serem julgados pelo STF (o famoso “foro privilegiado”) – fugindo dos juízes de primeiro grau como o diabo foge da cruz? Por que será que eles preferem ser julgados pelos “juízes” indicados politicamente, e não pelos juízes concursados? É por essas e outras que, sem constrangimento algum, rogo-lhes: não me coloquem no mesmo balaio do STF. Faço parte da outra Justiça: a de VERDADE.”

Feito essas considerações prévias que reputo imperiosas para que se comprove, infelizmente, a afirmação feita no título desse pequeno texto, passo a tratar de um modo genérico como se dá o “modus operandi” de nossos julgados, realidade que precisa ser mudada urgentemente.

A fundamentação das sentenças proferidas pelos Magistrados é um dever constitucional, preconizado no art. 93, inciso IX da CF/88 e essa não pode ser qualquer fundamentação. Isso garante às partes que as decisões sejam embasadas nos fatos narrados e provas levadas ao juízo, evitando discussões desconectadas ou imprecisas e, principalmente, sem que se leve em consideração as definições jurídicas já feitas pelos Tribunais competentes, como preconiza nossa Carta Magna.

Tão importante é esse dever que o novo Código de Processo Civil (CPC), em seu artigo 10, dispõe que o juiz não pode decidir com base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, ainda que se trate de matéria sobre a qual deva decidir de ofício. É o chamado direito de influência e que veda que se tenha decisões surpresas.

Mais ainda: foi modificada a regra constante no artigo 371, afirmando que o Magistrado deverá apreciar as provas e indicará na decisão as razões da formação de seu convencimento, que não é mais livre. Aliás, como sempre defendeu Lênio Streck, um dos maiores críticos do deciosionismo pessoal, o convencimento nunca foi livre em matéria de decisão judicial. Aqui indico um dos vários textos em que o jurista citado critica essa ação equivocada de alguns juízes: “Vi vazamentos da PF e nada fiz, porque entendi qual foi o propósito“.

No CPC/1973, pelo artigo 131, o juiz poderia apreciar livremente a prova, o que de certa forma abria espaço para um certo subjetivismo e discricionariedade, fato que felizmente já não podemos cultivar hodiernamente.

A importância de se manter um entendimento e se aplicar decisões uniformes aos casos semelhantes é essencial para a segurança jurídica e por conseguinte para se resguardar o respeito ao Judiciário. Esse Poder, que tanto se aproxima das pessoas e que tanto é provocado por estas – pode-se dizer até mais que os outros -, necessita manter acesso e confiança da população.

Mas muitas vezes não é isso que acontece. Em diversos casos somos surpreendidos por sentenças e acórdãos que nos causam perplexidade pelo teor diferenciado a partes em situações semelhantes, tanto fática como jurídica. Pior é quando fica evidente o tratamento desigual que favorece determinadas pessoas, pessoas essas quem, incrivelmente, são aquelas de maior influência política e econômica.

Esta semana, como já registrado e ouso mais uma vez enunciar, a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu que passa a ser de competência do juiz Sergio Moro, fixar medidas cautelares ao ex-ministro José Dirceu. No julgamento do habeas-corpus, Dias Toffoli argumentou que não seria possível manter a prisão preventiva de Dirceu apenas com base em uma condenação de 1ª instância, sendo o entendimento seguido por Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, liberando, por conseguinte, o ex-ministro.

A decisão causou revolta em muitas pessoas e levou críticas do Procurador da República Coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol. Em texto, intitulado “A incoerente soltura de José Dirceu pelo Supremo“, ele afirmou:

O que mais chama a atenção, hoje, é que a mesma maioria da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal que hoje soltou José Dirceu – Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski – votaram para manter presas pessoas em situação de menor gravidade, nos últimos seis meses. […]

Diz-se que o tráfico de drogas gera mortes indiretas. Ora, a corrupção também. A grande corrupção e o tráfico matam igualmente.Enquanto o tráfico se associa à violência barulhenta, a corrupção mata pela falta de remédios, por buracos em estradas e pela pobreza. Enquanto o tráfico ocupa territórios, a corrupção ocupa o poder e captura o Estado, disfarçando-se de uma capa de falsa legitimidade para lesar aqueles de quem deveria cuidar. A mudança do cenário, dos morros para gabinetes requintados, não muda a realidade sangrenta da corrupção. Gostaria de poder entender o tratamento diferenciado que recebeu José Dirceu, quando comparado aos casos acima.

O Supremo Tribunal Federal é a mais alta Corte do país. É nela que os cidadãos depositam sua esperança, assim como os procuradores da Lava Jato. Confiamos na Justiça e, naturalmente, que julgará com coerência, tratando da mesma forma casos semelhantes. Hoje, contudo, essas esperanças foram frustradas. Mais ainda, fica um receio. Na Lava Jato, os políticos Pedro Correa, André Vargas e Luiz Argolo estão presos desde abril de 2015, assim como João Vaccari Neto. Marcelo Odebrecht desde junho de 2015. Os ex-Diretores Renato Duque e Jorge Zelada desde março e julho de 2015. Todos há mais tempo do que José Dirceu. Isso porque sua liberdade representa um risco real à sociedade. A prisão é um remédio amargo, mas necessário, para proteger a sociedade contra o risco de recidiva, ou mesmo avanço, da perigosa doença exposta pela Lava Jato. [grifo nosso]

O promotor Affonso Ghizzo Neto também expressou sua indignação em texto, declarando que:

As relativizações sobre a gravidade e as consequências do fenômeno da corrupção no Brasil parecem ter extrapolado o critério mínimo de razoabilidade e ponderação. Cada um enxerga o que deseja, na hora que quer, com a conveniência que pretende, na medida que lhe convém. Aliás, a tão criticada operação “Lava Jato” resume bem esta constatação aqui em Santa Catarina. Usada por alguns para imputar o envolvimento criminoso de alguns políticos locais, não tem o mesmo tratamento em nível nacional e vice-versa. Falta de critério, coerência e responsabilidade. Estas pessoas perdem a credibilidade e o que falam (para mim) passa a ter pouco significado e valor. É preciso perceber que, como diria Cazuza, “nossos heróis morreram de overdose” e nossos inimigos – independente de partidos políticos ou ideologias de “esquerda” e de “direita” – continuam no poder! – COERÊNCIA É TUDO!

Como já afirmou o professor e jurista brasileiro Lênio Luiz Streck, “a fundamentação da decisão é condição da democracia”. Concluo então dizendo que a coerência nos julgados é primordial à respeitabilidade e confiabilidade do Judiciário e, por corolário, à efetiva justiça ao povo, que deseja, por óbvio, a isonomia de resultado nos julgados, não aceitando que o rigor da lei se aplique a uns e não a outros, inclusive sem qualquer distinção clara que justifique o tratamento diferenciado.

Precisamos que a mais alta Corte do país faça valer a nossa Constituição e que sirva de exemplo para todas as instâncias deste Poder, sob pena de que mesmo sendo duas categorias de juízo distintas, como muito bem trazida pela colega mineira, a população não faz ainda a devida diferenciação, logo todos nós sofremos quando a almejada segurança jurídica cede a vontades pessoais (Em que mundo estamos vivendo: o que tá acontecendo no país?).

Por fim, só tenho a dizer que como Juiz não desejo nunca impor, em decisões que não são minhas, os meus valores. Tenho sim, como obrigação legal, como agente estatal que presenta o Estado Juiz, externar os valores constitucionais e legais, e quando todos agirem assim, com certeza, teremos a almejada e olvidada segurança jurídica.

Que todas as autoridades judiciárias não se sintam constrangidas com esse texto pelo lado pessoal, mas que se sintam constrangidas publicamente pelo que não estão fazendo e que precisam urgentemente passar a fazerem, sob pena de vivermos um Estado judicial ao invés do legal e democrático de Direito!

Opinião dos leitores

  1. Parabéns, Excelência! Advogou ha alguns anos; e, é com pesar que assento, tenho nestes poucos anos, me remoido em vergonha e desprezo por alguns membros da.magistratura! E creia que não me desarma uma decisão negativa aos interesses de um cliente, mas sim a falta de coerência, de fundamentação… Tem Juiz julgando pedido inexistente no autos do processo! Situação que humilha de desonra o judiciário. Quando um cidadão me diz que prefere o prejuízo que sofreu a ir em busca do judiciário, só posso chegar à conclusão de um Poder falido! Fato, que me entristece; não apenas profissional, posto que posso mais adiante mudar de profissão, mas sobretudo, como cidadã!

  2. Ministro do STF julgando cliente do escritório em que sua esposa trabalha?
    Ministro do STF , ex-advogado do PT, julgando um PTista que foi ex-presidente do PT?
    Pode isso, Arnaldo?

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[VÍDEO] “Esperança agora é mudança”: Flávio acusa Lula de governar com parte do STF e promete fim da reeleição

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) fez um pronunciamento nas redes sociais, nesta terça-feira (15), antes da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisará a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

Flávio acusou o governo Lula (PT) de provocar um “desequilíbrio institucional” ao dividir o poder com integrantes do STF. “O atual governo criou um desequilíbrio institucional, desde o governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal, que descumpriu a lei”, declarou.

O senador afirmou que o sistema político estaria “apodrecido”, mas disse que o momento exige mudança, e não rancor. “Esperança agora é mudança”, afirmou, ao apresentar propostas para segurança pública, economia e fortalecimento da democracia.

Flávio também disse que já apresentou um projeto para acabar com a reeleição e prometeu não disputar um segundo mandato caso seja eleito presidente. “Eu não serei candidato à reeleição, porque, assim, só terei como compromisso consertar o país. Essa é a minha missão”, declarou.

No pronunciamento, o candidato ainda prometeu classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações narcoterroristas e afirmou que pretende reduzir os juros e o endividamento das famílias.

Flávio encerrou dizendo que “novos tempos estão chegando” e voltou a atacar Lula e Moraes. “O atual presidente dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes. E, no fim, o Brasil ficou sem presidente nenhum”, afirmou.

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[VÍDEO] “Não se julgam pessoas, julgam-se fatos e questões jurídicas”, diz Fachin na sessão que julgará abertura de investigação contra Moraes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, abriu a sessão desta terça-feira (15) do julgamento para decidir se abre ou não uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, afirmando que “não se julgam pessoas, julgam-se fatos e questões jurídicas” e que “não se antecipa o mérito antes de resolvida a validade processual”.

Fachin disse também que o STF passa “por um período difícil de sua história”, mas pregou que é necessário preservar “sua independência, sua colegialidade, sua autoridade e sua fidelidade à Constituição”. “É nesse espírito que proponho que enfrentemos o momento”, declarou.

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CASO MASTER: Conversas de Vorcaro revelam encontros, festas e relação com filho do ministro Fux

Foto: Felipe Sampaio/STF

Conversas extraídas do celular do ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro mostram uma relação de proximidade com o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). As mensagens, reveladas pela coluna de Manuela Alcântara, do Metrópoles, vão de maio de 2024 a pelo menos agosto de 2025 e misturam assuntos profissionais, encontros, festas e convites pessoais. Veja aqui os prints das conversas.

O tratamento entre os dois era informal. “Irmão”, “meu amigo” e “meu caro” aparecem nas conversas. Em maio de 2024, Vorcaro perguntou se Rodrigo iria a um encontro. O advogado respondeu que não conseguiria e perguntou: “Tá o fervo aí?”. Dias depois, sugeriu que almoçassem ou fumassem um charuto quando estivesse em São Paulo.

A relação também envolvia assuntos profissionais. Em novembro de 2024, Vorcaro procurou Rodrigo: “Quero te chamar pra me ajudar num caso”. O advogado se colocou à disposição e marcou uma videoconferência. “Será um prazer, se eu puder ajudar”, respondeu.

Vorcaro também enviou ao advogado um documento identificado nas mensagens como “SLAT TABU”. Rodrigo disse que analisaria o material em detalhes.

Em dezembro, Rodrigo convidou Vorcaro para um café em seu escritório, no Rio de Janeiro. Diante de um conflito de horário, afirmou que remarcaria outro compromisso para recebê-lo. Depois de acertarem o encontro, escreveu: “Tapete vermelho irmão”.

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CASO MASTER: Diálogos de Vorcaro citam filho de Nunes Marques e pagamentos de R$ 500 mil por mês

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro citam Kevin Marques, filho do ministro do STF Kassio Nunes Marques, e pagamentos mensais de R$ 500 mil que seriam feitos por meio da Consult Inteligência Tributária.

Os diálogos foram trocados entre Vorcaro e Luiz Rennó, então diretor jurídico do Banco Master. Em uma conversa de julho de 2025, Rennó envia a Vorcaro o contato de Kevin e pergunta: “Esse aqui _ 500 mil mês – mantém?”. Vorcaro responde com risadas.

Em outra mensagem, de agosto de 2025, Rennó afirma que, entre os “pagamentos essenciais”, estava faltando a Consult e novamente envia o contato de Kevin Marques.

A assessoria do advogado nega que ele tenha prestado serviços ao Banco Master ou recebido dinheiro de Vorcaro. Segundo a nota, Kevin recebeu R$ 281,6 mil da Consult por serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa e sua atuação não teve relação com o STF.

As mensagens também mostram que, em outubro de 2024, Rennó informou Vorcaro sobre uma decisão do STF favorável a empresas do setor sucroalcooleiro, área na qual o ex-banqueiro tinha negócios e interesses. Na sequência, enviou o contato de Kevin Marques e escreveu: “Dominado aqui”.

O conteúdo do celular de Vorcaro foi entregue pela Polícia Federal a ministros do STF e deve entrar nas discussões da Corte nesta terça-feira (15), durante a análise sobre a eventual abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por sua relação com o ex-banqueiro.

Com informações da Folha de S. Paulo e Metrópoles

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Governo Trump avalia nova rodada de sanções contra ministros do STF; Moraes está no centro das discussões

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

Autoridades dos Estados Unidos avaliam uma nova rodada de sanções contra autoridades brasileiras, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Jovem Pan, Alexandre de Moraes está no centro das discussões e novas medidas podem ser anunciadas a qualquer momento.

Pessoas ligadas a diferentes áreas do governo Donald Trump afirmam que o tema voltou a ganhar força em Washington. No caso de Moraes, uma eventual retomada das sanções pela Lei Global Magnitsky seria mais rápida porque parte do procedimento técnico já teria sido preparada anteriormente. A decisão, no entanto, depende de aval político de Trump.

As discussões também passaram a envolver outros integrantes do STF. Para esses nomes, seriam necessárias novas análises e procedimentos internos antes da aplicação de eventuais punições.

O movimento ocorre em meio à crise no Supremo envolvendo Moraes, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e divergências internas na Corte. De acordo com a publicação, o episódio vem sendo acompanhado por interlocutores americanos.

A Lei Magnitsky é uma legislação dos Estados Unidos que permite ao governo americano impor sanções a estrangeiros acusados de graves violações de direitos humanos ou corrupção.

As punições podem incluir bloqueio de bens e ativos sob jurisdição dos EUA, proibição ou restrição de transações com pessoas e empresas americanas e restrições de entrada no país.

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Candidato do PL apoiado por Nikolas Ferreira no RN é abordado pela PF e tem celular apreendido no Amapá

O candidato a deputado estadual pelo RN Josemar Varela (PL), apoiado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), foi abordado pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Macapá, no Amapá, e teve o celular apreendido.

Segundo relatos divulgados nas redes sociais, Josemar chegou a ser detido durante a ocorrência. Ele estava acompanhado de outros parlamentares. O deputado estadual Thomaz Henrique (PL-SP), que fazia parte do grupo, publicou um vídeo da ação e afirmou que um agente teria tentado impedir a gravação.

Até o momento, a Polícia Federal não informou oficialmente o motivo da abordagem nem a razão para a apreensão do aparelho. Também não há confirmação de eventual investigação envolvendo o candidato potiguar.

Josemar disputa pela primeira vez uma vaga na Assembleia Legislativa do RN e tem Nikolas Ferreira entre seus principais apoiadores. Os dois participaram de agendas políticas juntos, inclusive de manifestações no Amapá contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

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DIA D NO SUPREMO: Aliado prevê “carnificina” no STF e diz que Moraes está “pintado para guerra”

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Um aliado do ministro Alexandre de Moraes afirmou que o magistrado está “pintado para guerra” para a sessão desta terça-feira (15), quando o Supremo Tribunal Federal (STF) analisará se abre uma investigação sobre as mensagens envolvendo Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

De acordo com o interlocutor, a expectativa é de uma reação pesada de Moraes e de seus aliados, com a exposição de informações sobre outros integrantes da Corte. “Vão expor as vísceras de alguns ali. Vai ser uma carnificina. Vai ser um show de horrores”, declarou à coluna de Igor Gadelha no portal Metrópoles.

A avaliação nos bastidores é de que o presidente do STF, Edson Fachin, terá dificuldades para controlar os embates. A sessão ocorre em meio à maior crise interna do Supremo nos últimos anos, com ministros divididos e acusações cruzadas envolvendo as investigações do Caso Master.

Opinião dos leitores

  1. se o STF a PGR a OAB, tivessem vergonha na cara, não era pra ter essa votação não, era pra investiga-lo, direto,

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MOSSORÓ: PF apreende celular e computadores em operação contra abuso sexual infantojuvenil pela internet

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (15) a Operação Escudo Infantil IV, em Mossoró, para investigar crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes praticados pela internet.

Durante a operação, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal e recolheram equipamentos de informática e um celular. O material será submetido à perícia para extração e análise de dados.

De acordo com a PF, a investigação busca esclarecer a autoria e a materialidade dos crimes. Caso as suspeitas sejam confirmadas, o investigado poderá responder por armazenamento e compartilhamento de material contendo cenas de violência sexual infantojuvenil.

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RECONHECIMENTO: São Gonçalo conquista certificado de regularidade emitido pelo Ministério da Previdência Social

Foto: Asscom

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante conquistou o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), emitido pelo Ministério da Previdência Social. O documento certifica que o Município está em situação regular quanto às exigências legais relacionadas ao seu Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

Emitido no mês de agosto de 2026 e válido até 2027, o certificado representa um importante reconhecimento da organização e da responsabilidade na gestão previdenciária municipal, conduzida pelo Instituto de Previdência Municipal de São Gonçalo do Amarante (IPREV).

Além de garantir maior segurança aos servidores ativos, aposentados e pensionistas, a regularidade previdenciária tem reflexos diretos na capacidade do Município de buscar novos investimentos. O CRP é uma condição exigida para a realização de transferências voluntárias de recursos da União, celebração de acordos, contratos e convênios, além da liberação de recursos provenientes de empréstimos e financiamentos por instituições financeiras federais.

Na prática, a certificação demonstra que São Gonçalo do Amarante atende aos critérios estabelecidos pela legislação previdenciária e permanece habilitado a estabelecer importantes parcerias com o Governo Federal, ampliando as possibilidades de captação de recursos destinados a obras, serviços e políticas públicas.

Para o prefeito Jaime Calado “a conquista é resultado do trabalho desenvolvido pela Prefeitura e pelo IPREV na busca pela recuperação e equilíbrio das finanças, transparência, sustentabilidade e modernização do sistema previdenciário”, afirmou.

O CRP é emitido em nome do ente federativo e tem validade para todos os órgãos e entidades do Município.

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