
Por Josias de Souza
Fernando Collor de Mello passou da imoralidade para a amoralidade sem o estágio intermediário de pelo menos algo para chamar mais tarde, numa conversa com os netos, de ‘bons tempos’. Escorraçado da Presidência da República, Collor purgou seu degredo político no circuito Miami-São Paulo-Maceió. Depois, elegeu-se senador, converteu-se aos inimigos, virou lulista de mostruário e achegou-se à Petrobras.
Pilhado pela Operação Lava Jato comendo com as mãos dentro dos cofres da BR Distribuidora, Collor recebeu nesta terça-feira em seus endereços residenciais e comerciais visitas da Polícia Federal. Confiscaram-lhe os carrões. Não gostou. Em nota, tachou a ação da PF de “invasiva e arbitrária”. Curioso, muito curioso, curiosíssimo. Indicar prepostos para invadir uma subsidiária da Petrobras pode! Investigar a suspeita de assalto é arbitrariedade.
Collor se queixa de não ter sido ouvido pelos investigadores. Logo perceberá que, numa investigação policial, o tempo é senhor da razão. Será inquirido apenas quando todos os indícios já tiverem cara de provas. Para Collor, o objetivo das autoridades é o de constrangê-lo. Não se deu conta de que, nessa seara, constrangimento maior é a impunidade. Batida policial com autorização do STF é evidência da vitalidade de uma democracia que começa a evoluir do crime para o castigo.
Na valiosa opinião de Collor, a ação “invasiva traduz os tempos em que vivemos, em que o Estado policial procura se impor ao menoscabo das garantias individuais seja do ex-presidente, do senador da República ou do simples cidadão.” No vácuo moral em que o investigado se habituou a viver deve ser mesmo doloroso verificar a que ponto chegou o Brasil. Um ponto em que a investigação acima de certo nível de poder e renda vai deixando de ser uma coisa antinatural.
CARROS
Collor de Mello relatou a um grupo de colegas do Senado o esforço que empreendeu para tentar evitar a apreensão de seus carros de luxo pela Polícia Federal. Disse que chegou a exibir a declaração de Imposto de Renda aos agentes que deram uma batida na Casa da Dinda, sua mansão brasiliense. Fez isso para demonstrar que não escondera do fisco o Porsche, a Ferrari e o Lamborghini que guardava na garagem. Os policiais deram de ombros.
Na sequência, Collor tentou convencer os “visitantes” de que ele próprio poderia ser o “fiel depositário” dos automóveis. Fiel depositário é o termo jurídico que designa a pessoa escolhida pela Justiça para cuidar de um determinado bem até o desfecho de um processo. Não colou. Abespinhado, Collor disse aos senadores que o ouviam: “Essa era a imagem que eles queriam”.
A batida na casa de Collor atinge em cheio Renan e Cunha, que já se articulam para pressionar a Presidente a não nomear o atual Procurador Janot.
Segundo Fernando Brito, a interpretação que se deve dar a essa movimentação espalhafatosa não está nos autos dos processos, mas na construção de um suporte político para operações mais agudas: "Ninguém duvide que se vai “medir” a reação do Senado e da Câmara e preparar outros movimentos", diz .
O GOLPE CONTINUA SUB REPTICIAMENTE…
Pois, o novo depoimento do delator Júlio Camargo ao juiz Sergio Moro, em que ele diz ter pago propina de R$ 4 milhões, em dinheiro vivo, ao ex-ministro José Dirceu, levanta questões intrigantes; a primeira: por que Camargo não fez essa acusação nos seus primeiros depoimentos, mas só agora?; a segunda: por que ele não soube precisar as circunstâncias, o local ou a data do suposto pagamento; caso esteja mentindo, Camargo poderia perder os benefícios da delação premiada e ser preso como um dos maiores corruptores da história do Brasil, com atuação há várias décadas nas empresas estatais; advogados argumentam que delatores negociam o que dizem em troca da liberdade; se Júlio Camargo diz agora a verdade, significa que antes ele mentiu?
Mais um espetáculo pirotécnico para tentar ganhar mais credibilidade. Essa era uma carta na manga esperando para ser jogada no momento em que se questionavam a isenção e a credibilidade da Lavajato. Collor faz parte do imaginário popular como símbolo da corrupção, assim ninguém questiona e os ataques indiretos ao Governo continuam.
Tudo para enganar o povo e continuar com as doações empresariais de campanha.
Acho que realmente não precisa disso !!! Sendo um Fiel depositário já resolvia !!! Problema é que é para desmoralizar e isso não resolve !!!e Color no mandado dele trouxe muitas coisas boas como abriu as importações , regularizou o salário mínimo único , que antes o trabalhador rural era bem mais baixo !!! Acabou com a Capitania Hereditária dos Moinhos de Trigo, abrindo a importação de cada moinho comprar seu trigo , desenvolveu o Cooperativismo e muitas outras coisas !!!
Esse cidadão indecente não se lembra que nos anos 90, quando era Presidente da República perseguiu o funcionalismo público federal demitindo-os impiedosamente com a alcunha de CAÇADOR DE MARAJÁS. Hoje esses funcionários vivem na amargura fruto de um desequilibrado emocionalmente, que não poupou quem era realmente trabalhador. Mas como a justiça divina pode até tardar mais falhar nunca! Vejam o caso do Deputado federal André Vargas do PT do Paraná, que encontra-se preso pela Operação Lavajato – sim esse Senhor foi o carrasco dos Pedevistas Federais que foram vítimas do Ex-Presidente FHC, nos anos de 1995 a 2003? Então, são esses fatos que vem à tona, porque essas pessoas mesquinhas estão no poder pensam que são eternos!