Diversos

A misteriosa história do brasileiro que fundou o Facebook

Por interino

O encontro foi rápido. Nada ali saía do script usual do fotógrafo Ravi Ramchandani. O retratado do dia: um aluno de Harvard, onde Ravi também estudava. A história: um bando de geninhos que começavam a ficar famosos com a empresa que criaram no campus. Tudo comum para as páginas do Harvard Crimson, o diário de Harvard em que Ravi trabalhava. Por isso, ele levou poucos minutos para bater o retrato que você vê aí à esquerda, num apartamento próximo à universidade, na cidade americana de Cambridge, Massachusetts.

Era 20 de fevereiro de 2005. O moleque sorridente na foto, dono do apartamento, estava prestes a completar 23 anos. Seu nome: Eduardo Saverin. Brasileiro, ele cursava o último ano de economia em Harvard. E um ano antes havia fundado o site que viria a se chamar Facebook.

Peraí. Facebook? Como você nunca soube desse cara antes? Até pouco tempo atrás, a história estava mesmo esquecida. O Facebook nasceu em 2004 num dormitório de Harvard. Virou a maior rede social do planeta. Ultrapassou os 250 milhões de usuários, o que o tornaria o 4º maior país no mundo. Em um ponto dessa trajetória, Eduardo desapareceu dos anais do Facebook. Desentendeu-se com Mark Zuckerberg, o nerd fundador oficial da rede. Perdeu um amigo. E a chance de levar uma bolada – Mark está bilionário.

O que tirou Eduardo do limbo foi o livro The Accidental Billionaires: The Founding of Facebook – A Tale of Sex, Money, Genius and Betrayal (algo como “Bilionários por Acidente: A Criação do Facebook – Uma História de Sexo, Dinheiro, Genialidade e Traição”). Lançado em julho nos EUA, o livro conta os bastidores do Facebook com base em depoimentos do brasileiro. Mas a obra fez muita gente torcer o nariz – como o próprio Mark Zuckerberg: “Pelo que ouvi, há coisas ridículas. É um livro ficcional”, disse em entrevistas. Ele pode ter razão. O próprio autor da obra, o americano Ben Mezrich, assume que costuma acrescentar um temperinho (traduzindo: exagerar) para que suas tramas fiquem mais interessantes.

Talvez por isso Eduardo esteja fugindo de entrevistas sobre o assunto. Ou talvez por causa da batalha judicial que ele travou contra os ex-companheiros. Seja como for, a SUPER foi atrás da história para descobrir quem é o brasileiro chutado por Mark Zuckerberg – e qual o verdadeiro papel dele no Facebook.

A era pré-Harvard

Hoje um rapaz de 27 anos, Eduardo já tinha vivido seus dias de estrelato antes de virar fonte de livro. No fim da adolescência, foi finalista e chegou a vencer concursos de ciência e tecnologia nos EUA. Ganhou, inclusive, uma bolsa de US$ 14 mil para a faculdade, patrocinada pela empresa de cartões Visa.

Morava em Miami com os pais. A mãe é psicoterapeuta. O pai, empresário, dono de uma importadora e exportadora de medicamentos. A família se mudou para lá no meio dos anos 90. Segundo o livro de Mezrich, a riqueza dos Saverins havia colocado o nome de Eduardo entre os de sequestrados em potencial. Por isso teriam abandonado São Paulo, onde até meados dos anos 80 tinham sido donos da fábrica de roupas infantis Tip Top. Foi o fim das temporadas de Eduardo no NR, um acampamento perto de Campos do Jordão, em São Paulo, frequentado por crianças judias como ele. Parece que a mudança deixou saudades – pelo menos foi o que Eduardo declarou a uma revista da Universidade de Miami quanto tinha 19 anos. “Não sinto nenhuma ligação com os EUA que vá além do mero uso dos recursos que o país oferece”, disse, segundo a reportagem. E ele aproveitou mesmo esses recursos – usou a bolsa de estudos que conseguiu para se tornar aluno de uma das mais prestigiadas universidades do país: Harvard.

A amizade

A vida em Harvard começou para Eduardo em 2001. A amizade com Mark, dois anos depois, em um coquetel de fraternidade. Eles tinham suas afinidades. Ambos vinham de famílias judias. E ambos eram o estereótipo do termo “nerd”.

Eduardo estudava economia e trabalhava como assistente de curso no Departamento de Matemática, uma espécie de professor-assistente, que corrige notas e passa tarefas. Mais tarde, virou presidente da Harvard Investment Association, um clube dedicado a ensinar alunos a fazer investimentos. Ele chamava a atenção entre os estudantes por ter ganho US$ 300 mil comprando e vendendo contratos de petróleo, de acordo com Mezrich. E teria passado por um ritual digno das comédias mais toscas pra ser aceito em uma fraternidade: teve a missão de cuidar de uma galinha durante alguns dias. Levava a penosa para as aulas, a alimentava e até dormia com ela. Já Mark, aluno de computação, era um gênio da programação desde o berço. Tinha criado um software chamado Synapse, que permitia a tocadores de mp3 reconhecer as preferências do usuário e criar playlists personalizadas. Foi assim que a dupla colocou seus diferentes talentos – um para os negócios, outro para a programação – no mesmo projeto.

O negócio

O thefacebook – nome inicial do Facebook – nasceu como uma rede social para alunos de Harvard. Na verdade, como versão politicamente correta de um site que deu o que falar: o Facemash, que exibia fotos das alunas de Harvard e permitia uma eleição online das mais bonitas. Mas a gritaria de meninas ofendidas obrigou Mark a deixar o site mais comportado.

Com o projeto do thefacebook na cabeça, Mark teria convidado Eduardo a participar. Com grana. O site precisava de dinheiro para os servidores e para ser publicado. “Eduardo concordou em colocar US$ 1 000 do próprio bolso como capital inicial do negócio”, afirma uma edição de fevereiro de 2004 do Harvard Crimson. “Ele e Mark avaliam que o dinheiro dará para uns dois meses de operação.” Segundo Ben Mezrich, Mark sugeriu que a empresa fosse dividida assim: 30% das ações para Eduardo e 70% para si mesmo, que era o inventor da coisa. Eduardo cuidaria dos negócios. Mark, da programação e da criação de aplicativos.

O site começou a funcionar em fevereiro de 2004. E foi um sucesso imediato. Do dia para a noite, o Facebook virou febre entre os alunos da faculdade. E ajudou a resolver um problema que tanto Eduardo quanto Mark tinham: conhecer garotas. Pelo menos é o que conta Mezrich. Em uma das passagens do livro, a dupla conheceu duas garotas durante uma palestra de Bill Gates em Harvard. “Esse seu amigo não é o cara do Facebook?”, teria perguntado uma delas para Eduardo. “Sim, o Facebook é meu e dele.” Depois da palestra, Eduardo e Mark teriam passado a noite com as garotas no banheiro masculino de um dos dormitórios da universidade (em cabines separadas, que fique claro).

A separação

O site cresceu – e virou, de vez, um negócio. Dois colegas de quarto de Mark entraram no jogo: Dustin Moskovitz, como chefe da programação, e Chris Hughes, diretor de divulgação. Atrás de investidores em potencial, Mark se mudou para a Califórnia, onde está o Vale do Silício. Levou alguns membros da equipe. Mas não Eduardo, que preferiu ficar em Harvard.

Foi quando a casa começou a cair para o brasileiro. Apesar da separação, ele continuava trabalhando para o site- até teria aberto uma conta para a empresa com US$ 18 mil do próprio bolso. Mas o resto da cúpula na Califórnia não pensava assim. “Ele só se envolveu de fato antes do grupo se mudar para a Califórnia”, diz Karel Baloun, ex-engenheiro de software do Facebook e autor do livro Inside Facebook. Era 2005, e o site já tinha 1,5 milhão de usuários. Para que crescesse mais, Mark arrumou um novo empresário: Sean Parker, um dos fundadores do Napster. E ele trabalhou bem: foi dele a sugestão de trocar o nome do site, até então thefacebook.com, para o mais comercial Facebook.

Eduardo não gostou da história. Segundo Mezrich, ele enviou uma carta furiosa para Mark, reclamando sobre o bedelho de Sean Parker em seu trabalho. Também teria congelado a conta bancária que mantinha o escritório do Facebook na Califórnia.A resposta de Mark foi imediata: os advogados do Facebook convocaram Eduardo a assinar alguns papéis sobre a estrutura acionária da empresa. Eduardo aceitou, mesmo sem entender direito o que os papéis diziam. Mas descobriu mais tarde que aquela era a forma de Mark diluir sua participação no Facebook. O brasileiro não apitava mais nada na empresa que havia fundado.

A vingança

Era o fim da parceria. E o começo de uma guerra na Justiça. Eduardo alegou ter sido “induzido de forma fraudulenta a assinar um acordo sobre sua participação no Facebook”, diz um relatório da Compass Lexecon, consultoria econômica americana que ajudou na defesa do Facebook no caso. O processo acabou em acordo. O nome de Eduardo finalmente apareceu no site do Facebook entre os dos fundadores da empresa. E ele ganhou uma quantia não revelada.

Hoje Eduardo tocou o barco. Em 2008, fundou com outro veterano de Harvard a Firefly Health, uma rede social para pessoas com doenças crônicas em busca de especialistas. Se é que o Facebook deixou algum trauma, Eduardo não perdeu o espírito empreendedor. E nem a chance de fincar a bandeira brasileira num dos maiores fenômenos da internet.

Os outros fundadores

Mark Zuckerberg
O empreendedor mais jovem do mundo a ficar bilionário, segundo a revista americana Forbes. Pouco antes de seus 24 anos, já tinha acumulado US$ 1,5 bilhão. Vendeu ações do Facebook para a Microsoft e fundos de investimento, mas mantém o controle sobre o site.

Chris Hughes
Primeiro relações-públicas do Facebook, virou mais tarde o cara por trás da estratégia de internet da campanha de Obama para a Presidência. Hoje é um caçador de empresas promissoras na General Catalyst, uma companhia de investimentos americana.

Dustin Moskovitz
Vice-presidente de engenharia do Facebook até 2008, quando resolveu criar sua própria empresa de software. Abandonou Harvard junto com Mark Zuckerberg, e ainda não se formou. “Meu sangue será sempre o azul do Facebook”, declarou ao sair da empresa.

Para saber mais

The Accidental Billionaires
Ben Mezrich, Heinemann, 2009.

Inside Facebook
Karel Baloun, Trafford Publishing, 2007.

Super Interessante

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Lula dá calote em fundo da reforma tributária e deixa rombo para o próximo governo

Foto: Carlos Ortega/EFE

O governo Lula enfrentou forte reação após deixar de reservar os R$ 8 bilhões previstos para o Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais (FCBF) na LDO de 2025, descumprindo o acordo firmado durante a aprovação da reforma tributária. O fundo foi criado para compensar empresas, estados e municípios pela perda de incentivos de ICMS durante a transição para o novo sistema tributário, que vai até 2032. Para especialistas, o gesto inaugura a reforma com um sinal negativo de insegurança jurídica.

No total, a União deveria aportar R$ 160 bilhões ao fundo ao longo dos próximos anos, mas destinou apenas R$ 80 milhões para 2025 — valor simbólico que ainda depende de aprovação no Congresso. Juristas classificam a decisão como um “calote institucional”, alertando que os repasses não feitos agora se transformarão em dívida para o governo seguinte. O movimento, segundo analistas, lembra práticas que já geraram disputas judiciais bilionárias no passado, como ocorreu na época da Lei Kandir.

O descumprimento do cronograma acendeu o alerta entre empresas e governos estaduais, que veem risco de judicialização e perda de previsibilidade para investimentos. Especialistas afirmam que a falta do aporte compromete o pacto político que sustentou a reforma, fragiliza a transição rumo ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pode pressionar por aumento de impostos no futuro para cobrir o passivo criado.

Há temor de que a ausência do pagamento afete a própria continuidade da reforma em um eventual novo governo. Para economistas, se o Palácio do Planalto — que foi o maior defensor da mudança — não consegue cumprir o primeiro compromisso financeiro, a tendência é que a transição perca força. E, sem o fundo de compensação funcionando plenamente, a implementação do novo modelo tributário pode ficar travada.

Com informações da Gazeta do Povo

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Flamengo vence Palmeiras e entra para história como primeiro time brasileiro tetra da Libertadores

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

O filme de 2019 se repete e o Flamengo volta a conquistar a Glória Eterna do continente sul-americano em solo peruano. O título da Copa Libertadores 2025 veio após o rubro-negro vencer o Palmeiras por 1 a 0 neste sábado (29).

O resultado coloca a equipe carioca como maior time brasileiro na história da competição. Agora, são quatro troféus de Libertadores no currículo do Flamengo. Palmeiras segue com três títulos, assim como São Paulo, Santos e Grêmio.

O gol que colocou o Flamengo no patamar mais alto do pódio da Libertadores 2025 foi marcado por Danilo na segunda etapa. O defensor se torna o terceiro atleta rubro-negro a marcar em uma final, igualando Zico em Gabigol.

CNN Brasil

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Brasil é a sexta economia mais endividada da América Latina, mostra FMI; veja ranking

Foto: Freepik

O Brasil aparece como a sexta economia mais endividada da América Latina e Caribe, segundo dados atualizados do FMI (Fundo Monetário Internacional). A instituição estima que a dívida bruta do governo geral brasileiro alcance 92% do PIB em 2025, patamar superior ao de todos os grandes emergentes da região.

Na comparação regional, o Brasil fica atrás apenas de economias que enfrentam desequilíbrios fiscais mais acentuados, como Venezuela, Dominica, Barbados, São Vicente e Granadinas e Bolívia.

Ranking – Dívida Bruta (% do PIB) na América Latina e Caribe (2025, FMI)

  1. Venezuela – 138,46%
  2. Dominica – 97,78%
  3. Barbados – 97,73%
  4. São Vicente e Granadinas – 93,55%
  5. Bolívia – 92,40%
  6. Brasil – 92,04%
  7. El Salvador – 87,87%
  8. Suriname – 86,59%
  9. Bahamas – 79,39%
  10. Santa Lúcia – 73,63%

O nível brasileiro supera com folga a média regional, estimada pelo FMI em cerca de 71% do PIB, e consolida a posição do país entre as economias mais alavancadas do continente.

O cálculo do FMI segue o GFSM 2014 (Government Finance Statistics Manual), padrão global de estatísticas fiscais. Esse método amplia o escopo da dívida bruta ao incorporar todos os passivos do governo geral, independentemente do tratamento contábil adotado localmente.

Isso inclui títulos públicos, empréstimos, contas a pagar e outras obrigações que impactam a solvência do setor público.

A padronização é essencial porque cada país utiliza práticas próprias na apuração da dívida — algumas mais restritas, outras mais abrangentes.

Ao uniformizar definições, o FMI permite que os dados sejam comparáveis entre países, reduzindo distorções metodológicas e garantindo que rankings ou análises regionais reflitam diferenças reais de endividamento, e não apenas diferenças de cálculo.

CNN Brasil

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Avião que já foi usado pelo ditador Maduro em viagens oficiais viaja para fronteira com o Brasil

Avião do regime venezuelano viaja para a fronteira com o Brasil • Reprodução/ADSB ExchangeAvião do regime venezuelano viaja para a fronteira com o Brasil | Imagem: Reprodução/ADSB Exchange

Um avião oficial do regime venezuelano voou até a fronteira com o Brasil neste sábado (29), em meio ao aumento da pressão militar dos Estados Unidos no Caribe. O deslocamento foi registrado pelo site de rastreamento ADSB Exchange.

A aeronave é um Airbus A-319 (YV2984) da estatal Conviasa, classificada como avião VIP do governo e já utilizada por Nicolás Maduro. O voo partiu de Caracas, teria pousado em Santa Elena de Uairén — a 250 km da fronteira com Roraima — e depois retornado à capital. Até o momento, não há indicação de que o ditador Nicolás Maduro estivesse a bordo.

O avião está sob sanções dos EUA desde 2020, podendo ser apreendido em território americano ou aliado. Outras aeronaves da Conviasa também são alvo de restrições, acusadas pelo Tesouro dos EUA de transportar “funcionários corruptos” do regime.

A movimentação ocorre após Donald Trump afirmar que pode fechar o espaço aéreo sobre e ao redor da Venezuela, alegando riscos para aeronaves civis. O governo venezuelano classificou a declaração como “ameaça colonialista”.

Na semana passada, a aviação americana alertou companhias aéreas para riscos ao sobrevoar a Venezuela devido ao aumento da atividade militar. Em resposta, Caracas revogou autorizações de seis grandes companhias aéreas que haviam suspendido seus voos após o alerta.

Com informações de CNN Brasil

Opinião dos leitores

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PRINTS: Médica admite erro em prescrição que causou morte de criança

Imagens: Portal Vizinho TV

Uma médica admitiu ter errado a prescrição que resultou na morte de Benício Xavier de Freitas, 6 anos, após o menino receber uma dose de adrenalina aplicada de forma equivocada em um hospital particular de Manaus (AM). O caso é investigado pela Polícia Civil do Amazonas.

Benício havia sido levado à unidade no último fim de semana com tosse seca e suspeita de laringite. A médica recomendou lavagem nasal, soro e três doses de adrenalina de 3 mg cada, a serem aplicadas por via endovenosa, em intervalos de 30 minutos. A equipe de enfermagem seguiu a prescrição.

Mensagens obtidas pelo Portal Vizinho TV mostram a médica assumindo o erro ao chefe de plantão:
“O paciente desmaiou. Pelo amor de Deus. Eu errei a prescrição.”

Ela afirma ainda que havia prescrito inalação com adrenalina, mas a aplicação foi feita na veia: “Prescrevi inalação com adrenalina e acabaram fazendo ‘ev’. O paciente está passando mal, ficou todo amarelo. Pede para alguém da UTI descer. Urgente.”

A mãe da criança acusa o hospital de negligência. “Ela não sabia o que fazer, não saía do telefone. A impressão é que alguém estava orientando pelo telefone, porque ela não sabia como agir”, disse ao Imediato Online.

O pai afirma aguardar esclarecimentos. “Só buscamos a verdade, a justiça. Quem errou, que sofra as consequências.” A Polícia Civil já ouviu familiares e profissionais envolvidos e segue investigando o caso.

Com informações de Metrópoles

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Líder do PT diz que Tarcísio usa defesa da anistia para buscar votos de Bolsonaro

Foto: Lula Marques | Marcelo Camargo/Agência Brasil

O deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) criticou nesta sexta-feira (28) a posição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sobre a anistia aos condenados do 8 de Janeiro.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o petista afirmou que Tarcísio defendeu o tema apenas para se aproximar do eleitorado bolsonarista após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A declaração de Zarattini ocorreu depois de Tarcísio pedir, na terça-feira (25), que o Congresso avance na anistia durante evento com prefeitos no Palácio dos Bandeirantes. Segundo o deputado, o gesto ocorreu porque o governador pretende disputar a Presidência em 2026. “Ele sabe que só com o centrão ele não vai a lugar nenhum”, afirmou.

Zarattini também criticou a gestão estadual e disse que Tarcísio deveria apresentar resultados em São Paulo antes de entrar no debate nacional. O governador segue na defesa de sua reeleição em São Paulo e afirma que o campo da centro-direita deverá apresentar um plano conjunto para 2026.

A prisão do ex-presidente aumentou a pressão dentro da direita por um nome competitivo para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026.

InfoMoney

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Voto de Moraes prevê que cinco PMs réus por omissão no 8 de janeiro paguem R$ 6 milhões, cada um, de indenização

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes votou para condenar cinco dos sete policiais militares do Distrito Federal réus por omissão no 8 de Janeiro. No voto, o relator do processo defendeu que, caso sejam condenados, os cinco PMs paguem R$ 6 milhões, cada um, de indenização por danos morais coletivos.

Durante o processo, os réus tiveram bens, como imóveis e carros, bloqueados. Moraes votou para absolver Flávio Silvestre e Rafael Pereira. Em relação aos outros réus, o ministro defendeu a condenação a 16 anos de prisão e ao pagamento de R$ 30 milhões de forma solidária por danos morais coletivos, além da perda dos cargos públicos.

O voto de Moraes foi publicado no julgamento da cúpula da PMDF por suposta omissão no 8/1, iniciado nessa sexta-feira (28/11).

São réus nesse processo:

  • os coronéis Fábio Augusto Vieira, então comandante-geral da PMDF;
  • Klepter Rosa Gonçalves, então subcomandante-geral da PMDF;
  • Jorge Eduardo Barreto Naime, ex-chefe do Departamento de Operações;
  • Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra;
  • Marcelo Casimiro Vasconcelos;
  • além do major Flávio Silvestre de Alencar;
  • e do tenente Rafael Pereira Martins.

Segundo Moraes, “a necessidade de indenização pelos danos advindos da prática dos crimes é indiscutível nos autos”.

O ministro ainda afirmou no voto que “o 8/1 foi facilitado pela “omissão dolosa de autoridades responsáveis pela segurança institucional”, e que os integrantes da cúpula da PMDF teriam “aderido, de forma dolosa e consciente, aos propósitos golpistas dos insurgentes, omitindo-se na adoção de medidas preventivas e operacionais, mesmo detendo posição funcional de garantidores e plenas condições de atuação”.
Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Seis milhões? Para um PM? Tá fácil, fácil pagar…..com o salário de 1 mês eles pagam isso. Ridículo! Acostumados a viver do dinheiro alheio, esses ministros acreditam que todo mundo tem acesso fácil aos milhões

  2. Esse homem é patético. É tão ridículo que chega a ser engraçado. Dano moral coletivo é o que esse pateta deverá pagar ao brasileiro daqui a pouco tempo. Esperemos!

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VÍDEO: Motoentregador explica como foi agredido em frente a condomínio em Parnamirim; homem envolvido na confusão dá outra versão

Imagens: RN News

O motoentregador agredido por um homem em Parnamirim na tarde deste sábado (29) comentou sobre o ocorrido. “Revoltante, a gente sai pra trabalhar e um cara desse chega humilhando, dizendo que tem mais do que eu, que é melhor do que eu porque tem um apartamento”, disse o motoentregador João Vitor que também relatou que o homem ainda quebrou a moto dele.

“Fui fazer uma entrega para uma cliente, cheguei, falei com o porteiro e esse cara veio de dentro do condomínio já me chamando de boiola, querendo saber de quem era a entrega, falando alto, e eu mandei ele calar a boca. Ele parecia muito alterado. Ele deve ter se sentido ofendido, voltou, passou pela porta do condomínio, chegou perto de mim, deu uma cabeçada e começou a me bater. Nessa hora, pra mem defender, bati nele também e corri”, detalhou o motoentregador.

Homem que agrediu motoentregador dá outra versão do ocorrido

O homem que aparece agredindo o motoentregador se chama Micael. Ele deixou o condomínio após o episódio. Em seguida, gravou um vídeo que circula nas redes sociais, afirmando ter sido agredido primeiro pelo motoentregador após ter feito uma ‘piada de mau’ e que ‘apenas se defendeu’. Ele ainda pediu desculpas à família do motoentregador e à própria família, mas enfatisou que o pedido era somente pela piada feita e não pelas agressões físicas. Veja o vídeo abaixo:


Imagens: Via Certa Natal

Opinião dos leitores

  1. Moto entregador e moto Uber é uma raça de indivíduos violentos e agressivos, esse, levou a pior.

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3,7 milhões de brasileiras sofreram violência doméstica em 2025, mostra pesquisa do DataSenado

Foto: Arquivo EBC

A Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher 2025, realizada pelo DataSenado, mostra que 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar neste ano. O estudo ouviu mais de 21 mil mulheres entre maio e julho e, apesar da leve redução em relação a 2023, o cenário segue alarmante.

Agressões presenciadas por crianças

Um dos dados mais graves é a alta presença de testemunhas durante as agressões. Sete em cada dez vítimas (71%) afirmam que havia outras pessoas por perto — e a maioria eram crianças, muitas delas filhas das próprias vítimas. Mesmo assim, 40% dos casos não receberam qualquer ajuda de quem presenciou.

Reincidência e início precoce

A violência costuma ser recorrente. Cerca de 6 em cada 10 mulheres vivem agressões há menos de seis meses, enquanto 21% relatam sofrer há mais de um ano. Os episódios também começam cedo: 38% foram agredidas pela primeira vez antes dos 19 anos.

Percepção x vivência

A pesquisa detectou um descompasso entre o que as mulheres entendem como violência e o que de fato enfrentam.

“A pesquisa é dividida em dois blocos… a partir dali, começa um bloco das mulheres que viveram de fato a violência”, explicou Maria Teresa Prado, coordenadora do OMV.

Embora 33% das entrevistadas tenham vivenciado ao menos uma das 13 formas de violência listadas, muitas não se reconhecem como vítimas quando perguntadas diretamente. Entre os casos mais graves, 17% ainda convivem com o agressor — índice que sobe para 19% entre mulheres fora da força de trabalho.

Avanço da violência digital

A violência também migra para o ambiente virtual. Uma em cada dez mulheres (10%) declarou ter sofrido agressões digitais, como ofensas recorrentes, invasão de contas ou criação de perfis falsos.

Por que não denunciam

A maioria das vítimas não procura ajuda formal. As principais razões para não denunciar incluem:

  • preocupação com os filhos (17%),

  • descrença na punição (14%),

  • esperança de que a agressão não se repetisse (13%).

As redes informais — amigos, familiares e igrejas — permanecem como os principais pontos de apoio, enquanto a procura por delegacias da mulher ou serviços oficiais, como o Ligue 180, segue baixa.

Percepção sobre o país e a Lei Maria da Penha

A sensação geral é de agravamento: 79% das brasileiras acreditam que a violência contra a mulher aumentou no último ano, e 71% consideram o Brasil um país muito machista. Apesar de a maioria conhecer a Lei Maria da Penha, apenas 19% dizem conhecer bem a legislação — e a confiança na proteção oferecida pela lei caiu em comparação com 2023.

Medidas protetivas

A pesquisa avaliou ainda o uso de medidas protetivas. A maioria das vítimas (62%) não solicitou nenhuma. Entre as que pediram, 17% afirmaram que a medida foi descumprida e 20% disseram que a proteção foi totalmente observada.

Com informações de Congresso em Foco

Opinião dos leitores

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R$ 807 MILHÕES: Por Messias no STF, Lula prioriza liberação de emendas de bancadas de Alcolumbre e relator

Foto: Vinicius Schmidt/ Metrópoles

O governo Lula intensificou o pagamento de emendas do chamado orçamento secreto para tentar reduzir a resistência à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF. Desde 20 de novembro, quando o nome foi anunciado, o Planalto liberou R$ 807 milhões, sendo R$ 699 milhões (86,57%) em emendas de bancadas e comissões — modalidades sem autoria individual identificável.

Os principais beneficiados foram as bancadas do Maranhão, base do relator da indicação, senador Weverton Rocha (PDT), que recebeu R$ 119,6 milhões, e do Amapá, estado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), que obteve R$ 65,2 milhões. Juntos, eles concentram 22,9% de todo o valor liberado. Emendas de comissões somaram R$ 213,8 milhões, enquanto apenas R$ 108,4 milhões (13,43%) foram de emendas individuais.

Esta é a radiografia dos R$ 807,4 milhões em emendas pagos desde a indicação de Messias, até o dia 27/11:

  • R$ 108,4 milhões em emendas individuais
  • R$ 481,2 milhões em emendas de bancada (RP7), sendo R$ 119,6 milhões para o MA e R$ 65,2 milhões para o AP.
  • R$ 213,8 milhões em emendas de comissão (RP8)
  • R$ 3,9 milhões em emendas de relator (RP9).

Messias precisa de 41 votos no Senado, mas enfrenta forte resistência, impulsionada pelo próprio Alcolumbre, que defende a escolha do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga. A votação está marcada para 10 de dezembro, mas Lula ainda não enviou a indicação formal.

Nos bastidores, senadores temem que Lula fortaleça sua influência no STF e avance sobre o controle das emendas parlamentares, que hoje dominam parte significativa do Orçamento federal. A disputa expõe o embate entre Executivo e Legislativo pelo poder sobre as contas públicas.

Com informações de Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Povo brasileiro acordem! Vamos nos unir e tirar esses canalhas do poder nem que seja a ferro e fogo…

  2. Povo brasileiro sem vergonha, não aprendem a votar todo mundo sabe que esses políticos não ficaram cretrinos agora, são velhos conhecidos da população

  3. Que é país de certos vagabundos é esse Brasil, a corrupção a céu aberto, negociando interesses particulares com dinheiro do povo, pra comprar políticos sem caráter. Vergonha vergonha e vergonha dessa situação do Brasil, isso é imoral.

  4. Bandalheira geral. País esculhambado, cheio de malandros e bandidos. E muitos canalhas aplaudindo.

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