Comportamento

A pizza “artesanal” da Seara e outras mentiras da indústria de alimentos

Por Marcos Nogueira / Folha SP

 

Engodo. Enganação. Caô. 171. No idioma marquetês, storytelling, narrativa, construção de marca, posicionamento de mercado. A indústria de alimentos tem mil ardis para passar a perna em nós, otários consumidores.

Somos feitos de idiotas em todas as etapas da cadeia –desde a formulação dos ingredientes, na fábrica, até a exposição do produto no ponto-de-venda.

Para a primeira situação, podemos usar de exemplo os sucos de fruta “sem adição de açúcar” –expressão que consta nos rótulos das bebidas industriais que se disfarçam de saudáveis. Mas são doces que até dói o dente, né?

Ficam assim porque o “não-açúcar” adicionado é suco de maçã depurado até perder o caráter “maçânico” e concentrado até ficar quase só… açúcar.

Já o posicionamento dos produtos na gôndola é jogo combinado entre os times do varejo e as equipes de vendas da indústria.

Não é preciso ter MBA para perceber que existe um plano em colocar perto do caixa do supermercado os doces mais ordinários, coloridos em tons radioativos, embalados de super-heróis ou princesas.

O sortimento de açúcar fica exatamente ao alcance das mãos entediadas da criança na cadeira do carrinho. O fedelho aturou as compras estoicamente, agora quer a recompensa; para evitar chilique infantil, o adulto culpado cede e compra uma porcaria doce qualquer.

Uma forma um pouco mais sofisticada de enrolação é o tal do storytelling –em inglês, conversa mole para boi dormir.

Ficou famoso o caso do picolé Diletto: a marca inventou um “nonno” italiano que fazia sorvete com neve (!!!) para dar algum charme ao produto da fábrica em Cotia, nos Alpes Osasquenses.

Agora a Seara surge com uma linha de pizzas pretensamente artesanais. Não custa lembrar que ela é uma marca da JBS, conglomerado industrial que, no noticiário, oscila entre o caderno de negócios e as reportagens sobre escândalos de corrupção.

A própria Seara, não faz tanto tempo assim, trouxe o chef italiano Cesare Giaccone para vender lasanha congelada de caixinha.

Giaccone é um nome respeitado da gastronomia italiana, com seu restaurante numa vila do Piemonte, terra de trufas e de vinho espetacular. Foi apresentado na campanha como “especialista em lasanha”.

O tiozinho deu uma garfada do negócio e fez joinha para Fátima Bernardes. Com o cachê que embolsou, endossaria até ravióli de cocô. Talvez não soubesse o tamanho do mico que estava pagando –convencido pelo publicitário que foi tomar barolo em Albaretto e ficou extasiado com o próprio insight.

É forçoso admitir que a tal pizza “artesanal”, em comparação com outras comidas de supermercado, representa um salto de qualidade. A massa só tem farinha, água, fermento e sal. O único aditivo do molho é ácido cítrico, que já vem no tomate enlatado. O queijo parece ser queijo de verdade.

Mas os gênios de propaganda e marketing precisam extravasar o excesso de talento. Carimbaram: “artesanal”, o mais vilipendiado adjetivo da alimentação. Impossível ser artesanal algo produzido pela Seara para o Carrefour e o Pão de Açúcar.

A JBS mente outra vez.

Opinião dos leitores

  1. Por que vc não abre uma fábrica de produtos artesanais melhor e concorre com a Seara? Se não gostou, não compre, ninguém está te obrigando a nada!

  2. Quem consome esse tipo de produto, provavelmente não é muito afeito a leitura e análise critica sobre o que consome, e acredito que você esteja exercendo apenas o seu direito ao desabafo de tempos assustadoramente medíocres. – No fundo não vai mudar nada! – Tempos em que tudo que se veicula nas redes e afins, vira verdade e passa a ser base de "informação" para aqueles que preferem não pensar, e se alimentarem daquilo que é oferecido na embalagem mais "bonitinha" e promovido pelo ator ou "youtuber""influenciador" mais "famosinho"!

  3. É um absurdo o que a indústria faz conosco. Tenho uma filha de 1 ano e estou tentando uma alimentação saudável. Recentemente descobri sorbitol nas tâmaras secas, na pasta de dente, antitérmicos e até em vacinas. Se for observar os rótulos dos suplementos, como o sulfato ferroso, a vontade é de sentar e chorar. Tem de tudo. Os que não têm sorbitol, sacarina, sucralose, corante VI e por aí vai… Tem SACAROSE! Difícil viu?

  4. Uma empresa irá fazer o que for necessário para lucrar e, já que qualquer ação acaba voltando para o lucro, qualquer intenção além disso (oferecer produtos mais saudáveis) é questionável. Depois de testar a baixa qualidade da Seara, nunca mais confiei em seus produtos, mas devo dizer que me senti tentado em experimentar seu "novo estilo" de comidas "saudáveis" e artesanais.

    Franklin, Adeildon, Cesar e Micaele são todos a mesma pessoa que parece trabalhar na Seara (no time de marketing, porque conhece a palavra 'Storytelling'). Usar "leviano", tão peculiar, em cada comentário não é uma boa ideia para criar bots. Qualquer empresa vai sempre dizer que faz a coisa certa, tem a melhor produção, tem a melhor filosofia e oferece os melhores produtos. Claramente não é assim. Outra coisa, gerar empregos é consequência e não objetivo da empresa (lucro). Ou você acha que se tivesse a oportunidade de pagar cada vez menos os trabalhadores da produção, não faria? Para isso que existe leis trabalhistas. JBS continua em polêmica até no tempo de Covid-19, não fornecendo EPI's necessários aos seus operadores conforme a necessidade… Enfim, procure se quiser.

    1. Até onde vai a imbecilidade dessa pessoa chamada Gio? Eu agora virei 4. Não sei quem são esses outras que vc cita dizendo que são os mesmos. Trabalho sim, nessa conceituada empresa mas falo tirando o crachá, e com conhecimento de causa.

    2. Essa pessoa chamada “Gio” precisa se atualizar, pois além de eu não ficar perdendo tempo me fazendo passar por outras pessoas, falei com conhecimento de causa. Trabalho sim, com muito orgulho nessa conceituada empresa e falo tirando o crachá, pois também sou consumidor. Não sei se ele sabe que a Seara foi a empresa que mais empregou no Brasil, em plena pandemia. É muita ignorância numa pessoa só.

    3. É muita ignorância dessa pessoa chamada GIO. Achar que 4 pessoas são 1 apenas porque não concordaram com o comentário do blogueiro desatualizado. Eu trabalho sim nessa conceituada empresa mas opino tirando o crachá e com conhecimento de causa, mas ainda não tenho esse dom de se multiplicar

    4. Achar que eu sou 4, apenas porque essas outras 3 pessoas não concordaram com os argumentos desse irresponsável, é no mínimo ignorância.
      Trabalho sim, nessa conceituada empresa, que inclusive foi a que mais empregou no Brasil nessa pandemia, e falo tirando o crachá, pois conheço os produtos também como consumidor.

  5. Acho bastante irresponsabilidade por parte de um jornalista confundir as coisas e acabar tratando, de forma leviana, conceitos profissionais simplesmente porque eles estão sendo mal empregados por alguma empresa. Storytelling é muito importante, quando é verdadeiro. Se há empresas que enganam o consumidor, o problema não é o storytelling, e sim o caráter de quem divulga a informação. Isso serve também para posicionamento de mercado. A forma como o jornalista trata esses termos tira a credibilidade de conceitos muito importantes no meio empresarial, simplesmente pra fazer valer a sua crítica.

  6. Seu título foi leviano, e não trouxe nenhuma informação concreta. Pedi meu tempo ao ler apenas sua opinião ao invés de ler o que realmente me chamou a atenção. O fato da empresa fazer ou não o produto artesanal. E quais provas teria para se comprovar a teoria. Não estou defendendo a seara, nem compro. Porém achei desnecessário sua publicação.

  7. Pelo que vejo, você possui um conhecimento nato , bem de dentro da empresa, coisa que com certeza você não tem e tão pouco procurou conhecer o produto da Seara ou outros comentados em sua infeliz postagem sem fatos e dados técnicos. Busque mais informação sobre o que você informa em suas postagens tendenciosas. E aos que boicotam essa ou aquela empresa, lembrem-se que existem milhares de famílias que dependem de pequenas, médias e grandes empresas brasileiras.

  8. Antes de publicar uma asneira dessas, procura pelo menos conhecer o processo de fabricarão e conversa com o marketing da empresa. O que vc está fazendo é leviano e digo com conhecimento de causa, pois conheço a fábrica dessa pizza e o processo é totalmente artesanal, assim como os ingredientes são de qualidade. Sai de sua terra e vai visitar outros locais pra abrir mais a mente.

    1. Artesanal para milhões de pessoas? Me explique essa filosofia.

    2. Sinto muito, mas tenho que concordar com quem não gosta dos produtos Seara: são, sim, muito ruins. Pizza, então, é terrível! Só quem não conhece uma pizza de verdade é capaz de comê-la. Por isso, concordo com a crítica. Quanto aos outros produtos, seguem na mesma linha: baixa qualidade.

  9. Se a SEARA engana o povo, é certo que existe aí uma cadeia de pessoas que engana o povo, e que vai desde o marketeiro, os canais de mídia, garotos e mulheres propaganda que ganham dinheiro em cima de um produto de qualidade questionável, bem como as autoridades de defesa da saúde e do consumidor que supostamente sabem da enganação e nada fazem para coibir essa prática danosa aos consumidores, portanto, os enganadores estão por todos os lados, inclusive nós que sabemos de tudo isso, mas ainda sim continuamos a ignorar o problema.

  10. Só não passam a perna em mim. Não gosto de comida industrializada, nem gosto de ficar imitando americano nesse quesito. Pizza boa é aquela assada no forno de lenha, e às vezes temperada com um pingo do suor de quem a assou.
    Brasileiro é enganado porque gosta de ficar imitando hábitos dos americanos.

  11. Não é a toa que a garota propaganda desse enruste é uma "artista" de uma mídia que vendeu seus ideais, as suas ideias em troca de benefícios para seitas que antes governaram no Brasil. Que diga-se de passagem de acordo com o Dicionário Aurélio isso que essa mídia fez chama-se Prostituição. Por isso que eu carinhosamente chamo ela de Puteiro e seus "trabalhadores" de prostitutas.

  12. Não sabia que a Seara era marca da JBS. Eu havia optado por produtos Seara pois em sua embalagem, informa que diminuiu o sódio e que os temperos eram naturais! Ok, apenas mais um produto da JBS para eu e minha família boicotar, Friboi já está na lista a muito tempo e não faz falta!

  13. E o que dizer dos rotulados pães de forma integrais, vendidos em padarias e supermercados bem mais caros e que de integrais não têm nada. Só olhar o rótulo e ver que o primeiro ingrediente não é a farinha integral. Quem não sabe pensa que está comprando pão integral. A fiscalização não faz nada.

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Greve

ESTATAL NO VERMELHO: Com rombo bilionário no governo Lula, greve dos Correios segue sem prazo e atinge o RN

Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A greve nacional dos trabalhadores dos Correios, iniciada na última sexta-feira (11), continua por tempo indeterminado e sem previsão de encerramento. No Rio Grande do Norte, o SINTECT-RN confirmou a adesão da categoria ao movimento.

O principal impasse envolve o plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes. Para tentar reduzir os impactos, a estatal acionou um plano de contingência, com remanejamento de veículos, mutirões e uso de funcionários administrativos em atividades operacionais.

Após o fracasso das negociações, os Correios levaram o caso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). Uma decisão liminar determinou a manutenção de 80% do efetivo em cada unidade. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, mas um acordo ainda pode ser fechado antes.

A paralisação ocorre em meio à grave crise financeira da estatal no governo Lula. Os Correios acumulam 15 trimestres seguidos no vermelho e registraram prejuízo de R$ 5,6 bilhões somente no primeiro semestre de 2026. A empresa aguarda para esta terça-feira (15) a liberação de um novo empréstimo de R$ 7 bilhões.

Com informações do g1

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Eleições 2026

FINANCIAL TIMES: Crise no STF ameaça influenciar rumos da eleição presidencial

Flávio Bolsonaro e Lula — Foto: Getty Images via BBC

 

Uma reportagem publicada neste domingo (13) pelo jornal britânico Financial Times aponta que a crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal (STF) pode ter impacto decisivo na eleição presidencial do próximo mês. O jornal descreve o embate entre Alexandre de Moraes e André Mendonça como uma “disputa acirrada” que aumenta a incerteza na corrida entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Embora o presidente não seja acusado no caso Banco Master, o Financial Times avalia que a crise atinge uma vulnerabilidade histórica do petista, ao relembrar sua prisão por corrupção em processos posteriormente anulados.

Do outro lado, Flávio tenta transformar o desgaste do STF em combustível eleitoral. O senador reforçou os pedidos de impeachment de Moraes, responsável pela condenação de Jair Bolsonaro, e disparou durante agenda com apoiadores: “Um voto em Lula é um voto em Moraes”.

O jornal lembra, porém, que Flávio também foi citado no inquérito sobre o Banco Master. Revelações divulgadas em maio apontaram que ele pediu recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse. A defesa afirmou que a operação foi legal. Segundo o Financial Times, Flávio encurtou a distância nas pesquisas e alcançou empate técnico com Lula, que tenta conquistar um quarto mandato não consecutivo.

Com informações do G1

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Geral

Pedro Filho rebate fake news, reafirma candidatura e cresce na disputa para federal: “Vamos até à vitória”

O candidato a deputado federal Pedro Filho (PL) reafirmou, nesta segunda-feira (14), que seu projeto para chegar à Câmara dos Deputados continua. Em manifestação divulgada após uma caminhada em Upanema, o candidato afirmou que estão divulgando boatos falsos sobre sua candidatura e garantiu que seu projeto eleitoral segue firme e com perspectiva de vitória.

Pedro Filho afirmou que nunca teve conversa, acordo ou negociação para a retirada de sua candidatura. Segundo ele, há uma tentativa de atingir uma candidatura que vem crescendo durante a campanha.

“Eu não desisti. Nunca houve conversa, acordo ou negociação para eu retirar minha candidatura. Isso é fake news. Nosso projeto continua de pé, mais forte do que nunca. Talvez estejam tentando nos derrubar porque perceberam o crescimento da nossa campanha, mas vão conseguir exatamente o contrário”, afirmou.

O candidato também anunciou que serão adotadas medidas jurídicas e legais cabíveis contra a divulgação da informação falsa e contra aqueles que, deliberadamente, contribuírem para sua disseminação com o objetivo de confundir os eleitores.

A declaração ocorreu após Pedro Filho participar de uma caminhada em Upanema. Segundo o candidato, o contato com a população reforçou sua confiança na campanha e mostrou que o projeto continua mobilizando apoiadores no interior do estado.

“Eu estou saindo de uma caminhada cercado pelo carinho das pessoas e recebo uma notícia dessas. Isso só aumenta nossa disposição. Política se faz com verdade, trabalho e coragem. Não vamos permitir que uma mentira tente decidir o rumo dessa caminhada”, declarou.

Pedro Filho afirmou ainda que não pretende abandonar os compromissos assumidos com seus apoiadores e que continuará percorrendo o Rio Grande do Norte até o final da campanha.

“Podem tentar nos derrubar, podem espalhar boatos. Nós vamos continuar respondendo com verdade, trabalho e coragem. Eu sigo candidato a deputado federal. Estamos de pé, estamos firmes e a caminhada continua. Vamos até o fim”, reforçou.

Assista ao vídeo de Pedro Filho nas redes sociais

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Geral

Justiça condena Allyson por ataques a Álvaro e garante direito de resposta na TV e no rádio

Decisão do TRE considera falsas acusações de nepotismo, mantém propaganda suspensa e proíbe repetição das afirmações

A Justiça Eleitoral julgou parcialmente procedente a ação movida por Álvaro Dias contra Allyson Bezerra e determinou a concessão de direito de resposta no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão após considerar falsas acusações feitas contra o candidato ao Governo do Rio Grande do Norte. A decisão final foi proferida pelo desembargador eleitoral João Afonso Morais Pordeus.

A decisão mantém suspensa a propaganda intitulada “Trem da Alegria”, veiculada pela campanha de Allyson, e proíbe a repetição da imputação pessoal de nepotismo a Álvaro, além de impedir que a acusação seja atribuída ao Ministério Público.

Ao analisar o caso, a Justiça foi taxativa ao concluir que a acusação de nepotismo contra Álvaro “não corresponde à realidade probatória dos autos”. Segundo a decisão, os enquadramentos questionados decorreram de deliberações colegiadas da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa ao longo de quatro gestões distintas, entre 1995 e 2014, e não de ato pessoal de Álvaro para beneficiar parentes.

O magistrado também destacou que nem a ação do Ministério Público Estadual nem a manifestação da Procuradoria-Geral da República perante o STF atribuíram a Álvaro a prática de nepotismo. A própria defesa de Allyson reconheceu no processo que a acusação “não foi atribuída ao Ministério Público”.

Para a Justiça Eleitoral, houve utilização indevida do Ministério Público para dar respaldo à acusação. Na decisão, o desembargador afirma que “a liberdade de expressão protege o juízo de valor sobre fatos verdadeiros; não protege a invocação de uma autoridade pública para chancelar afirmação que essa autoridade nunca fez”.

Com a sentença, Álvaro terá um minuto de direito de resposta por veiculação, no mesmo espaço do horário eleitoral em que os ataques foram exibidos e em número equivalente de inserções, com cumprimento determinado em até 48 horas.

A decisão ainda mantém multa de R$ 5 mil por dia em caso de descumprimento das determinações judiciais e ordena a notificação das emissoras de rádio e televisão do Rio Grande do Norte.

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Subprocurador escolhido por Gonet para atuar nas ações do Caso Master na PGR dá aulas com Alexandre de Moraes na USP

Foto: Gustavo Moreno/STF

O subprocurador André de Carvalho Ramos, escolhido pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, para atuar nas ações do Caso Master na PGR, mantém relação profissional com o ministro Alexandre de Moraes na Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com apuração do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, Ramos e Moraes são professores responsáveis pela disciplina “Direito Digital: Novos desafios da Democracia, Constituição, Direitos e Desenvolvimento”, criada na USP em maio de 2026 e com 120 horas-aula. A matéria também tem como responsável o ministro do TSE André Ramos Tavares.

Ramos foi designado na sexta-feira (11) para atuar, ao lado de Gonet e do vice-PGR Hindenburgo Chateaubriand, nos processos relacionados ao Caso Master, que envolvem o banco de Daniel Vorcaro e citam Moraes.

O STF deve decidir nesta terça-feira (15/9) se autoriza a abertura de uma investigação formal sobre a relação entre Moraes e Vorcaro.

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Dino cita atuação de Cezinha de Madureira em despachos com ministros do STF e honorários de R$ 1 milhão

Foto: Antônio Augusto/STF

Na decisão que autorizou a deflagração da Operação Transparência 3 da Polícia Federal, nesta segunda-feira (14), o ministro do STF  Flávio Dino mencionou a atuação do deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) em contatos com ministros da Corte em processos de interesse de clientes. Cezinha e a advogada Valéria Rodrigues Linhares trabalhariam para influenciar decisões favoráveis a clientes captados pela advogada Mariângela Fialek. A investigação apura “tráfico de influência junto a tribunais superiores”. A informação é da jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna da Folha de S. Paulo.

De acordo com o relatório, Cezinha, que não é advogado, faria “despachos” diretamente com ministros como Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Gilmar Mendes e Edson Fachin.

A investigação também cita contratos com honorários de R$ 1.000.000,00 e aditivo de R$ 2.000.000,00 em caso de sucesso. Em um dos documentos, o pagamento estaria condicionado à concessão da liberdade do contratante, ainda que com medidas cautelares.

Valéria Linhares também é alvo da operação. Em agosto, a PF apreendeu R$ 510 mil em dinheiro vivo em uma bagagem que estava com a advogada.

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Walter Alves lidera nominata mais uma vez, é o 3º no geral; e MDB caminha para eleger 3 deputados estaduais

O candidato a deputado estadual Walter Alves foi o terceiro mais citado na mais nova pesquisa eleitoral de alcance estadual divulgada ontem, dia 13. O nome dele lidera a nominata do partido para a Assembleia Legislativa.

A pesquisa, com 1.250 entrevistas, revelou — além da eleição de Walter Alves — uma outra tendência: a de que o MDB deverá conseguir eleger pelo menos três deputados estaduais.

“É mais uma pesquisa que o nosso nome aparece muito bem graças ao reconhecimento da população pelo trabalho que sempre fizemos em favor das cidades do Rio Grande do Norte”, afirmou Walter Alves.

“E, se Deus quiser e o povo ajudar, vamos chegar à Assembleia já contando com o apoio de outros deputados, com uma bancada do MDB para poder ter mais força no sentido de ajudar ainda mais o Rio Grande do Norte”, completou.

Pesquisa

A pesquisa Item/Jair Sampaio foi registrada no TRE/RN e no TSE sob os números RN-07441/2026 e BR-02344/2026. Foram realizadas entrevistas em 58 municípios do Rio Grande do Norte entre os dias 08 e 11 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,77 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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NOTA: Deputado Luiz Eduardo nega caixa dois e afirma que R$ 1,5 apreendido pela PF é “movimentação lícita, declarada e de origem comprovada”

Foto: João Gilberto/ALRN

O deputado estadual Luiz Eduardo (PL) negou em nota a prática de ‘Caixa dois’ e afirmou que o valor de R$ 1,5 milhão apreendido pela Polícia Federal em operação realizada nesta segunda-feira (14) é oriundo de saques de contas bancárias próprias.

O parlamentar esclareceu que a movimentação é “lícita, declarada e de origem plenamente comprovada” e que apresentará toda documentação às autoridades competentes.

Leia abaixo a nota na íntegra

O deputado Luiz Eduardo gostaria de esclarecer: A investigação tem por base saques realizados em contas bancárias do próprio deputado. Movimentação lícita, declarada e de origem plenamente comprovada, cuja documentação será apresentada às autoridades competentes.

Os valores sacados permaneciam guardados em sua residência e não foram gastos, circunstâncias que por si só afastam qualquer finalidade eleitoral. Não há caixa dois sem recurso arrecadado à margem da prestação de contas ou aplicação de despesas de campanha. Em nenhuma dessas hipóteses ocorreu gasto de dinheiro.

O deputado respeita a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal, colabora integralmente com as investigações e confia que ao final estará demonstrada a inexistência de qualquer ilícito, seja na origem, seja na destinação dos recursos natal.

Natal, 14 de setembro de 2026
Deputado Estadual Luiz Eduardo

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Geral

Fachin se reúne com Nunes Marques na véspera de julgamento sobre Moraes

Foto: Victor Piemonte e Luiz Silveira/STF

O presidente do STF Edson Fachin se reuniu na manhã desta segunda-feira (14) com o ministro Nunes Marques, na sede da Corte, um dia antes da sessão que pode definir a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes. A informação é do blog do jornalista Teo Cury, da CNN Brasil.

Fachin articula para tentar reduzir o impasse interno no tribunal. Nesta segunda, a Polícia Federal também disponibilizou aos ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes os dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Zanin e Gilmar afirmaram que o acesso ao material é necessário para fundamentar os votos na sessão desta terça-feira (15). A PGR também defendeu que os ministros tenham acesso prévio às informações que serão analisadas.

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URGENTE: Mendonça derruba sigilo de pagamentos de Vorcaro

Foto: Luiz Roberto/TSE

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), retirou nesta segunda-feira (14) o sigilo do processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos do empresário Daniel Vorcaro e do Banco Master. Ele atendeu a um pedido feito pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

O pedido havia sido feito por Alexandre de Moraes no domingo (13), que classificou os documentos como “elementos essenciais” para as investigações. O presidente do STF, Edson Fachin, autorizou a medida após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A decisão ocorre na véspera da sessão do plenário marcada para esta terça-feira (15), quando os ministros devem analisar a abertura de uma investigação relacionada à relação entre Moraes e Vorcaro.

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