Por Marcos Nogueira / Folha SP
Engodo. Enganação. Caô. 171. No idioma marquetês, storytelling, narrativa, construção de marca, posicionamento de mercado. A indústria de alimentos tem mil ardis para passar a perna em nós, otários consumidores.
Somos feitos de idiotas em todas as etapas da cadeia –desde a formulação dos ingredientes, na fábrica, até a exposição do produto no ponto-de-venda.
Para a primeira situação, podemos usar de exemplo os sucos de fruta “sem adição de açúcar” –expressão que consta nos rótulos das bebidas industriais que se disfarçam de saudáveis. Mas são doces que até dói o dente, né?
Ficam assim porque o “não-açúcar” adicionado é suco de maçã depurado até perder o caráter “maçânico” e concentrado até ficar quase só… açúcar.
Já o posicionamento dos produtos na gôndola é jogo combinado entre os times do varejo e as equipes de vendas da indústria.
Não é preciso ter MBA para perceber que existe um plano em colocar perto do caixa do supermercado os doces mais ordinários, coloridos em tons radioativos, embalados de super-heróis ou princesas.
O sortimento de açúcar fica exatamente ao alcance das mãos entediadas da criança na cadeira do carrinho. O fedelho aturou as compras estoicamente, agora quer a recompensa; para evitar chilique infantil, o adulto culpado cede e compra uma porcaria doce qualquer.
Uma forma um pouco mais sofisticada de enrolação é o tal do storytelling –em inglês, conversa mole para boi dormir.
Ficou famoso o caso do picolé Diletto: a marca inventou um “nonno” italiano que fazia sorvete com neve (!!!) para dar algum charme ao produto da fábrica em Cotia, nos Alpes Osasquenses.
Agora a Seara surge com uma linha de pizzas pretensamente artesanais. Não custa lembrar que ela é uma marca da JBS, conglomerado industrial que, no noticiário, oscila entre o caderno de negócios e as reportagens sobre escândalos de corrupção.
A própria Seara, não faz tanto tempo assim, trouxe o chef italiano Cesare Giaccone para vender lasanha congelada de caixinha.
Giaccone é um nome respeitado da gastronomia italiana, com seu restaurante numa vila do Piemonte, terra de trufas e de vinho espetacular. Foi apresentado na campanha como “especialista em lasanha”.
O tiozinho deu uma garfada do negócio e fez joinha para Fátima Bernardes. Com o cachê que embolsou, endossaria até ravióli de cocô. Talvez não soubesse o tamanho do mico que estava pagando –convencido pelo publicitário que foi tomar barolo em Albaretto e ficou extasiado com o próprio insight.
É forçoso admitir que a tal pizza “artesanal”, em comparação com outras comidas de supermercado, representa um salto de qualidade. A massa só tem farinha, água, fermento e sal. O único aditivo do molho é ácido cítrico, que já vem no tomate enlatado. O queijo parece ser queijo de verdade.
Mas os gênios de propaganda e marketing precisam extravasar o excesso de talento. Carimbaram: “artesanal”, o mais vilipendiado adjetivo da alimentação. Impossível ser artesanal algo produzido pela Seara para o Carrefour e o Pão de Açúcar.
A JBS mente outra vez.
honestidade na imprensa tem sido rara. Valeu!
Por que vc não abre uma fábrica de produtos artesanais melhor e concorre com a Seara? Se não gostou, não compre, ninguém está te obrigando a nada!
Então o negócio é comprar produtos anti—artesanais. Quem sabe são melhores…
Quem consome esse tipo de produto, provavelmente não é muito afeito a leitura e análise critica sobre o que consome, e acredito que você esteja exercendo apenas o seu direito ao desabafo de tempos assustadoramente medíocres. – No fundo não vai mudar nada! – Tempos em que tudo que se veicula nas redes e afins, vira verdade e passa a ser base de "informação" para aqueles que preferem não pensar, e se alimentarem daquilo que é oferecido na embalagem mais "bonitinha" e promovido pelo ator ou "youtuber""influenciador" mais "famosinho"!
É um absurdo o que a indústria faz conosco. Tenho uma filha de 1 ano e estou tentando uma alimentação saudável. Recentemente descobri sorbitol nas tâmaras secas, na pasta de dente, antitérmicos e até em vacinas. Se for observar os rótulos dos suplementos, como o sulfato ferroso, a vontade é de sentar e chorar. Tem de tudo. Os que não têm sorbitol, sacarina, sucralose, corante VI e por aí vai… Tem SACAROSE! Difícil viu?
Uma empresa irá fazer o que for necessário para lucrar e, já que qualquer ação acaba voltando para o lucro, qualquer intenção além disso (oferecer produtos mais saudáveis) é questionável. Depois de testar a baixa qualidade da Seara, nunca mais confiei em seus produtos, mas devo dizer que me senti tentado em experimentar seu "novo estilo" de comidas "saudáveis" e artesanais.
Franklin, Adeildon, Cesar e Micaele são todos a mesma pessoa que parece trabalhar na Seara (no time de marketing, porque conhece a palavra 'Storytelling'). Usar "leviano", tão peculiar, em cada comentário não é uma boa ideia para criar bots. Qualquer empresa vai sempre dizer que faz a coisa certa, tem a melhor produção, tem a melhor filosofia e oferece os melhores produtos. Claramente não é assim. Outra coisa, gerar empregos é consequência e não objetivo da empresa (lucro). Ou você acha que se tivesse a oportunidade de pagar cada vez menos os trabalhadores da produção, não faria? Para isso que existe leis trabalhistas. JBS continua em polêmica até no tempo de Covid-19, não fornecendo EPI's necessários aos seus operadores conforme a necessidade… Enfim, procure se quiser.
Até onde vai a imbecilidade dessa pessoa chamada Gio? Eu agora virei 4. Não sei quem são esses outras que vc cita dizendo que são os mesmos. Trabalho sim, nessa conceituada empresa mas falo tirando o crachá, e com conhecimento de causa.
Essa pessoa chamada “Gio” precisa se atualizar, pois além de eu não ficar perdendo tempo me fazendo passar por outras pessoas, falei com conhecimento de causa. Trabalho sim, com muito orgulho nessa conceituada empresa e falo tirando o crachá, pois também sou consumidor. Não sei se ele sabe que a Seara foi a empresa que mais empregou no Brasil, em plena pandemia. É muita ignorância numa pessoa só.
É muita ignorância dessa pessoa chamada GIO. Achar que 4 pessoas são 1 apenas porque não concordaram com o comentário do blogueiro desatualizado. Eu trabalho sim nessa conceituada empresa mas opino tirando o crachá e com conhecimento de causa, mas ainda não tenho esse dom de se multiplicar
Achar que eu sou 4, apenas porque essas outras 3 pessoas não concordaram com os argumentos desse irresponsável, é no mínimo ignorância.
Trabalho sim, nessa conceituada empresa, que inclusive foi a que mais empregou no Brasil nessa pandemia, e falo tirando o crachá, pois conheço os produtos também como consumidor.
Acho bastante irresponsabilidade por parte de um jornalista confundir as coisas e acabar tratando, de forma leviana, conceitos profissionais simplesmente porque eles estão sendo mal empregados por alguma empresa. Storytelling é muito importante, quando é verdadeiro. Se há empresas que enganam o consumidor, o problema não é o storytelling, e sim o caráter de quem divulga a informação. Isso serve também para posicionamento de mercado. A forma como o jornalista trata esses termos tira a credibilidade de conceitos muito importantes no meio empresarial, simplesmente pra fazer valer a sua crítica.
Seu título foi leviano, e não trouxe nenhuma informação concreta. Pedi meu tempo ao ler apenas sua opinião ao invés de ler o que realmente me chamou a atenção. O fato da empresa fazer ou não o produto artesanal. E quais provas teria para se comprovar a teoria. Não estou defendendo a seara, nem compro. Porém achei desnecessário sua publicação.
Pelo que vejo, você possui um conhecimento nato , bem de dentro da empresa, coisa que com certeza você não tem e tão pouco procurou conhecer o produto da Seara ou outros comentados em sua infeliz postagem sem fatos e dados técnicos. Busque mais informação sobre o que você informa em suas postagens tendenciosas. E aos que boicotam essa ou aquela empresa, lembrem-se que existem milhares de famílias que dependem de pequenas, médias e grandes empresas brasileiras.
Antes de publicar uma asneira dessas, procura pelo menos conhecer o processo de fabricarão e conversa com o marketing da empresa. O que vc está fazendo é leviano e digo com conhecimento de causa, pois conheço a fábrica dessa pizza e o processo é totalmente artesanal, assim como os ingredientes são de qualidade. Sai de sua terra e vai visitar outros locais pra abrir mais a mente.
Artesanal para milhões de pessoas? Me explique essa filosofia.
Sinto muito, mas tenho que concordar com quem não gosta dos produtos Seara: são, sim, muito ruins. Pizza, então, é terrível! Só quem não conhece uma pizza de verdade é capaz de comê-la. Por isso, concordo com a crítica. Quanto aos outros produtos, seguem na mesma linha: baixa qualidade.
Se a SEARA engana o povo, é certo que existe aí uma cadeia de pessoas que engana o povo, e que vai desde o marketeiro, os canais de mídia, garotos e mulheres propaganda que ganham dinheiro em cima de um produto de qualidade questionável, bem como as autoridades de defesa da saúde e do consumidor que supostamente sabem da enganação e nada fazem para coibir essa prática danosa aos consumidores, portanto, os enganadores estão por todos os lados, inclusive nós que sabemos de tudo isso, mas ainda sim continuamos a ignorar o problema.
Só não passam a perna em mim. Não gosto de comida industrializada, nem gosto de ficar imitando americano nesse quesito. Pizza boa é aquela assada no forno de lenha, e às vezes temperada com um pingo do suor de quem a assou.
Brasileiro é enganado porque gosta de ficar imitando hábitos dos americanos.
Suor… que seboseira!
Não é a toa que a garota propaganda desse enruste é uma "artista" de uma mídia que vendeu seus ideais, as suas ideias em troca de benefícios para seitas que antes governaram no Brasil. Que diga-se de passagem de acordo com o Dicionário Aurélio isso que essa mídia fez chama-se Prostituição. Por isso que eu carinhosamente chamo ela de Puteiro e seus "trabalhadores" de prostitutas.
Não sabia que a Seara era marca da JBS. Eu havia optado por produtos Seara pois em sua embalagem, informa que diminuiu o sódio e que os temperos eram naturais! Ok, apenas mais um produto da JBS para eu e minha família boicotar, Friboi já está na lista a muito tempo e não faz falta!
Êêêê. Ôôô vida de gado, povo marcado ê, povo feliz!
E o que dizer dos rotulados pães de forma integrais, vendidos em padarias e supermercados bem mais caros e que de integrais não têm nada. Só olhar o rótulo e ver que o primeiro ingrediente não é a farinha integral. Quem não sabe pensa que está comprando pão integral. A fiscalização não faz nada.