Diversos

A polêmica cassação de médico após morte de bebê em parto domiciliar

Ricardo Jones em seu sítio em Porto Alegre; obstetra foi acusado de cometer delito ético ao atender parto domiliciar em casos que acabaram com morte de pacientes. Foto: Gustavo Roth/Agência Preview/BBC Brasil

Ainda nem era dia na China quando Ricardo Jones, de 57 anos, teve o sono interrompido por notificações no aplicativo de mensagens no celular.

Era o filho mais velho avisando que a decisão do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), que cassara o registro médico de Jones quatro meses antes, tinha sido publicada num jornal de grande circulação naquela terça-feira, 22 de novembro de 2016.

A publicação concretizava a cassação, tornando público que o obstetra –com mais de 30 anos de carreira– estava impedido de exercer a profissão por “imperícia, imprudência e negligência”.

“Comete delito ético o médico que atender parto em local e condições inadequadas colocando em risco a saúde e a vida da parturiente e do concepto, por ação ou omissão”, diz a nota, fazendo alusão ao artigo 1º do Código de Ética Médica.

A decisão também considerou que Jones infringiu o artigo 87, por não elaborar prontuário do paciente no caso julgado –um parto domiciliar em 2010 na capital gaúcha, em que o bebê morreu 24 horas após o nascimento.

Prevendo a repercussão, Jones foi até o corredor do hotel, onde o sinal fraco da internet chinesa melhorava um pouco, e redigiu sua resposta.

“A punição visa atingir não apenas o profissional, mas suas ideias e sua luta contra a violência obstétrica e o abuso de cesarianas em nosso meio”, escreveu.

Em poucas horas, a publicação alcançou mais de 5 mil reações e 1,5 mil compartilhamentos no Facebook, e motivou ativistas do parto natural a manifestar apoio na rede social por meio da hashtag #euapoioricjones.

Publicada, a decisão do Cremers colocou em evidência não apenas a carreira do médico, reconhecido defesor do parto normal, mas o embate entre diferentes concepções de obstetrícia, o ramo da Medicina que cuida da gravidez, do parto e da saúde feminina no pós-parto.

PROCESSO DE CASSAÇÃO

Desde a sentença, Jones evita ir ao consultório. Falou com a BBC Brasil no café de um shopping e tem usado como escritório um sítio da família na zona sul de Porto Alegre, onde planeja construir uma ecovila.

Em três décadas de trabalho, o obstetra anotou mais de 2 mil partos numa caderneta que o acompanha desde o Natal de 1985, quando fez o primeiro plantão obstétrico num hospital de Porto Alegre. A última anotação data de 29 de junho de 2016 –ironicamente, uma cesariana.

Nos últimos meses, ele vinha planejando um afastamento gradual das atividades clínicas e pretendia se dedicar mais a dar cursos e escrever livros –já tem dois publicados, o mais recente se chama “Entre as Orelhas – Histórias de Parto” (Ideias, 2012).

A ida à China era parte do projeto. “Só neste ano, estive na Inglaterra, fui duas vezes à China e ainda vou aos EUA. Fui convidado para ser professor em escolas de parteiras na China, meus livros estão sendo traduzidos para mandarim e inglês. Acabaram 34 anos de bullying. Agora, vou continuar na minha atividade com uma liberdade que eu nunca tive”, projeta.

Apesar da aparente empolgação com novos projetos, Ric Jones, como tornou-se conhecido, não está indiferente à cassação do registro profissional, que é irreversível nas instâncias médicas.

Ele se articula para recorrer à Justiça comum e pretende denunciar a ação do Conselho em órgãos internacionais de defesa dos direitos humanos. Diz considerar a medida injusta e desproporcional. “É um erro achar é contra a minha pessoa, é contra a causa.”

O coordenador das Câmaras Técnicas do Cremers, Jefferson Piva, é enfático ao afirmar o contrário: “Não estamos condenando o parto domiciliar e, sim, um ato médico que não seguiu os procedimentos necessários”.

Os conselheiros entenderam que, no caso julgado, a realização do parto fora do ambiente hospitalar e a remoção do recém-nascido sem ambulância contribuíram decisivamente para a morte do bebê.

Jones contesta o juízo do Cremers e sustenta que houve problemas no manejo do caso quando a criança já estava hospitalizada.

“A mãe entrou espontaneamente em trabalho de parto e a criança nasceu bem, mas apresentou gemência (gemer por problemas respiratórios) que se prolongou, por isso foi levada ao hospital. O bebê foi internado na UTI, ficou três horas e meia em observação, e somente após quatro horas e meia foi medicado corretamente para suspeita de infecção congênita por streptococcus e morreu 24 horas depois”, alega.

Sobre a falta de prontuário, Jones afirma que foi realizado e entregue, mas não foi aceito porque estava sem a assinatura. “Não consta lugar para assinatura no modelo usado pelo hospital”, justifica.

REINCIDÊNCIA PESOU NA DECISÃO

A cassação de um registro médico, pena máxima da categoria, é rara. No Rio Grande do Sul, há apenas outros dois casos nos últimos dez anos, sendo um referente a um implante de prótese peniana sem necessidade e outro por manter uma clínica de aborto.

Cada denúncia passa por uma câmara de sindicância. O médico envolvido apresenta sua defesa à relatoria, uma comissão formada por sete conselheiros analisa os argumentos e decide se instaura o processo ou se encaminha uma diligência interna, que seria uma espécie de conciliação.

No caso de abertura de processo, o rito é semelhante ao do Judiciário: um conselheiro conduz como instrutor, testemunhas, advogados e as partes são ouvidas, documentos são apresentados, e há o julgamento.

As penas são progressivas, desde medidas administrativas até advertência pública, suspensão e, por fim, cancelamento do registro. No caso da última, é obrigatório que o plenário do Conselho endosse a decisão. Em caso positivo, ainda é necessário que o plenário do Conselho Federal de Medicina também se manifeste a favor. Foi o que aconteceu no caso Ric Jones.

“Ele não é primário e há outros processos que seguem em andamento no Conselho”, complementa Jefferson Piva, sem detalhar outros casos investigados, por serem sigilosos.

Jones afirma que só teve duas complicações graves nos partos que realizou: o parto domiciliar que resultou na cassação e um caso anterior, em 2000, quando morreram mãe e filho após a realização do parto numa reconhecida maternidade porto-alegrense.

A paciente, que acabou tendo de passar por uma cesariana, teve embolia aguda por líquido amniótico, uma complicação rara que ocorre quando o líquido amniótico penetra na corrente sanguínea da mãe.

Dados da Amniotic Fluid Embolism Foundation, fundação estadunidense especializada no tema, indicam
que a incidência é de um entre 15 mil partos na América do Norte e a prevenção é impossível, pois as causas ainda não são totalmente compreendidas.

O médico alegou que a embolia estava controlada, mas a paciente teve varicela, contraída na UTI do hospital –a morte ocorreu três semanas após o parto. O bebê ainda resistiu por mais 14 dias.

O Cremers havia decidido pela suspensão de Jones por 30 dias, por entender que ele prolongou a decisão pela cirurgia, mas o CFM atenuou a pena para uma advertência privada.

Ainda assim, Jones foi condenado na Justiça comum por dois homicídios culposos (sem intenção, da mãe e do bebê), com pena de dois anos e quatro meses de detenção, convertida em prestação de serviços comunitários.

“Depois disso, eu sabia que meus partos teriam de ser sempre perfeitos”, diz Jones.

CONTROVÉRSIA

Dados sobre a segurança de se realizar um parto em casa ainda são controversos na bibliografia científica e mais particularmente no contexto brasileiro, onde 98% dos partos ocorrem em hospitais, sendo que 56% são cesarianas –o país é líder mundial nesse procedimento, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ao apresentar um relatório sobre o tema em 2015, a diretora do Departamento de Saúde e Pesquisas da OMS, Marleen Temmerman, afirmou que se instalou no Brasil “uma verdadeira cultura da cesariana”.

Diretor de Defesa e Valorização Profissional da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o médico Juvenal Borriello relativiza a “epidemia de cesarianas” criticada pela OMS.

“Não concordamos com o alto número de cesarianas feitas no Brasil, mas também não concordamos que esse índice seja atribuído única e exclusivamente ao médico. Há vários fatores, como a falta de disponibilidade do ambiente hospitalar e também a opção da própria gestante.”

A Febrasgo tem um posicionamento bem definido no sentido de não recomendar partos domiciliares. “Eticamente e cientificamente entendemos que o parto em casa não oferece todo o arsenal de segurança que um hospital oferece. Mesmo em casos de baixo risco, se há uma emergência, o sistema de saúde brasileiro nem sempre proporciona socorro rápido e que os pacientes cheguem em boas condições a um hospital”, explica.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) não proíbe, mas também não aconselha a realização de partos fora de hospitais. Em uma publicação de 2012, a entidade informa que o plenário do Conselho decidiu recomendar a realização de partos em ambiente hospitalar “de forma preferencial”.

Entre os estudos que embasam a recomendação, o CFM cita um artigo publicado no American Journal of Obstetrics and Gynecology que encontrou uma taxa de morte neonatal de 0,2% (32 mortes em 16.500 nascimentos) em partos domiciliares comparada a 0,09% (32 em 33.302 nascimentos) em partos hospitalares.

Ou seja, o número de mortes de crianças nos procedimentos realizados em casa seria duas vezes maior do que os que ocorrem em hospitais.

Na contramão, o Instituto Nacional para Saúde e Excelência em Atendimento, órgão consultivo do sistema público de saúde britânico disse recentemente que pelo menos 45% das mulheres teriam risco muito baixo de complicações e poderiam ter seus filhos fora de hospitais.

Entre mulheres que davam à luz ao primeiro filho, o número de partos sem intervenções médicas foi maior naqueles realizados em casa e em centros de parteiras do que em hospitais, segundo o órgão.

Entre as razões para isso, pode estar, de um lado, a sensação de conforto promovida no ambiente familiar e com parteiras conhecidas, e de outro, a ênfase de alguns médicos em optar por intervenções clínicas.

CENÁRIO BRASILEIRO

Ricardo Jones se considera solitário por defender o parto natural no meio médico brasileiro desde a faculdade de Medicina, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Tudo começou com o nascimento do primeiro filho, Lucas, hoje com 34 anos. “Tive oportunidade de assistir ao parto porque estava no terceiro ano de Medicina, ninguém permitia que o pai ficasse na sala de parto naquela época. Presenciei todas as violências obstétricas possíveis, a pediatra arrancou o bebê dos braços da minha mulher, mas foi ali que decidi ser obstetra. Fiquei magnetizado pela força do nascimento”, conta.

Na faculdade, porém, Jones não encontrava interlocutores, nem entre os professores nem entre os colegas. Um diálogo no corredor de uma das mais tradicionais escolas de Medicina foi marcante.

Jones mostrou a um colega que estava lendo um livro sobre o parto de cócoras, de Moysés Paciornik, e ouviu: “Tu só não consegues descer no meu conceito, porque de onde tu estás é difícil cair.”

Apelidos pejorativos o acompanharam por toda a carreira, apontavam-no como “médico metido a parteiro” ou “aquele que atende de cocar”.

Outros que fazem coro com Jones têm sofrido sanções em outras partes do Brasil, como a obstetra Patrícia Huguet, que teve suspensão preventiva decretada pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo e está impedida de exercer a profissão por seis meses.

Conselhos regionais também atuam para desaconselhar partos domiciliares por meio de resoluções, como no Rio de Janeiro, que publicou norma em 2012 proibindo médicos de atuarem em partos em casa.

“Um adulto assume o próprio risco, mas no caso do parto a autonomia materna tem um limite porque há outro interessado que não responde por si, o bebê. Não se justifica não fazer parto em hospital no Brasil, que tem uma rede hospitalar altamente confiável”, argumenta o coordenador do Cremers, Jefferson Piva, que é pediatra.

O argumento vai diretamente contra a principal bandeira defendida por ativistas, como a doula Maria de Lourdes da Silva Teixeira, autora do livro A Doula no Parto (Editora Ground, 2003). “O lugar e a forma como vai se dar o parto é um direito de escolha da mulher”, sustenta.

Não há um banco de dados que permita quantificar o crescimento da procura por doulas nem precisar o número de mulheres que se dedicam à atividade no país, mas pela atuação na área há cerca de três décadas, Teixeira observa que jovens mães têm se interessado mais pelo tema nos últimos anos.

O acesso à informação propiciado pela internet, inclusive com cursos online para formação de doulas, é uma das razões apontadas pela ativista.

Mesmo o acirramento do embate entre doulas e profissionais de saúde, manifesto em resoluções e legislações que tentam barrar ou regulamentar a atuação das acompanhantes de parto, aponta para um fortalecimento da atividade, embora com realidades diferentes em cada região.

Lançada em 2011 pelo Ministério da Saúde, a Rede Cegonha prevê a capacitação e qualificação de doulas e parteiras tradicionais. Uma lei estadual em Santa Catarina, aprovada este ano, assegura a presença das doulas durante o parto e pós-parto imediato em maternidades e hospitais da rede pública e privada.

Na Câmara Municipal de Porto Alegre, por outro lado, um projeto de lei que inclui emenda proibindo a presença das acompanhantes de parto está em discussão.

Precursor na formação de doulas no Brasil, quando trouxe, em 2002, uma acompanhante de parto dos Estados Unidos para dar o primeiro curso, Ricardo Jones posiciona a cassação do seu registro médico como mais um episódio da controvérsia em torno do direito de escolha das mulheres sobre como, onde e quem vai lhes ajudar a parir.

“A medicina quer controlar o corpo da mulher. Sou a pessoa mais vocal da causa da humanização dos partos no Brasil, o que mais fala, o que mais viaja. Imagina o que é falar de parto natural no país das cesarianas?”, pontua.

Folha de São Paulo

 

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Geral

Jon Secada e Marina Elali chegam a Natal nesta sexta-feira com o show “Canções Eternas”


Foto: Divulgação

Depois de lotar apresentações no Rio de Janeiro e em São Paulo e conquistar o público em participações em programas nacionais, incluindo o Domingão com Huck, a turnê “Canções Eternas” chega ao Nordeste. O espetáculo, que reúne no mesmo palco o cantor internacional Jon Secada e a potiguar Marina Elali, será apresentado nesta quinta-feira (3 de setembro), no Recife, e desembarca em Natal na sexta-feira (4 de setembro), terra da cantora, para uma noite especial no Teatro Riachuelo.

Em “Canções Eternas”, os artistas dividem o palco em um encontro emocionante, interpretando grandes clássicos da música nacional e internacional. Com sucessos que atravessam gerações, duetos marcantes e muita emoção, o show celebra a força da música e a conexão entre dois grandes intérpretes. A apresentação em Natal ganha um significado ainda mais especial por marcar o reencontro de Marina Elali com o público de sua cidade.

Os ingressos estão à venda na bilheteria do Teatro Riachuelo e pelo site uhuu.com. A apresentação começa às 20h. Esta é uma oportunidade única para viver uma noite inesquecível ao som de Jon Secada e Marina Elali, em um dos shows mais aguardados da temporada em Natal.

 

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Brasil

Candidatos já receberam R$ 139 milhões de pessoas físicas; confira os ‘doadores de peso’ do país

Foto: Reprodução/IA

Até esta segunda-feira, 31, os candidatos às eleições federais e estaduais de 2026 já haviam recebido mais de 139 milhões de reais em doações de campanha por pessoas físicas. Os dados constam no sistema aberto de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Pelas regras da Justiça Eleitoral, cidadãos só podem doar até 10% da renda bruta recebida no ano anterior à eleição — ou seja, a tendência é que as pessoas mais ricas do Brasil figurem na lista dos principais doadores. O ranking dos dez maiores contribuintes é composto majoritariamente por grandes empresários, incluindo também juristas e nomes que já ocuparam cargos públicos no passado.

Confira, abaixo, os dez maiores doadores de campanha em 2026, até o momento, e os candidatos que receberam os repasses.

1. Alexandre Grendene Bartelle — R$ 3 milhões

Fundador da Grendene, maior exportadora de calçados do Brasil e uma das líderes mundiais no setor, Alexandre Bartelle doou 2,5 milhões de reais à campanha de Luciano Zucco (PL), candidato ao governo do Rio Grande do Sul, e 500. 000 reais a Ciro Gomes (PSDB), que disputa o governo do Ceará.

Seu irmão Pedro Bartelle, cofundador da empresa, também figura no ranking dos dez maiores doadores (leia mais abaixo).

2. Fabiano Augusto Martins Silveira — R$ 2 milhões

O jurista Fabiano Silveira, que foi brevemente ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) sob o governo de Michel Temer, doou 2 milhões de reais diretamente ao diretório estadual do MDB da Paraíba. O partido tem Cícero Lucena, ex-prefeito de João Pessoa, como candidato ao governo estadual e o senador Veneziano Vital do Rêgo na disputa pela reeleição.

Após a doação, o PP, partido do atual governador Lucas Ribeiro, moveu na Câmara dos Deputados uma ação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) — hoje presidido por Vital do Rêgo, irmão de Veneziano — que cobra explicações sobre os processos na Corte em que Fabiano Silveira atuou como advogado.

3. Carlos Eduardo Ferraz de Mattos Barroso — R$ 1,5 milhão

O jurista e empresário Carlos Eduardo Ferraz de Mattos Barroso doou 1,5 milhão de reais à campanha presidencial de Ronaldo Caiado (PSD), na forma de dois repasses de 750. 000 reais enviados entre 27 e 28 de agosto.

Proprietário do fundo de investimentos Polaris e da imobiliária e construtora CH Empreendimentos Imobiliários, Carlos Eduardo Ferraz é também titular de um cartório de registro de imóveis em Taguatinga, no Distrito Federal.

4. Nelson Ramon Aguilera Júnior — R$ 1 milhão

O empresário Nelson Aguilera Júnior, atuante em diversos setores da economia, doou 1 milhão de reais à campanha do deputado federal Antonio Carlos Rodrigues (Podemos-SP), que foi ministro dos Transportes de Dilma Rousseff e disputa a reeleição em 2026.

Aguilera Júnior tem participações em segmentos empresariais variados, com destaque para construção civil e comércio de insumos médicos e hospitalares. Ele é dono de um avião que foi utilizado mais de uma vez em campanha pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), em 2022 e 2024, e foi alvo do Ministério Público de São Paulo por suspeita de lavagem de dinheiro e exploração ilegal de jogos de azar.

5. Carlos Géo Quick — R$ 900 mil

Empresário dos setores de seguros e finanças, Carlos Géo Quick doou 900. 000 reais à campanha de Flávio Roscoe (PL), ex-presidente da Fiemg que concorre ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026.

Com trajetória ligada ao extinto Banco Pottencial e ao Banco Neon, que hoje existe como fintech e operadora de pagamentos, Carlos Quick chegou a ser condenado em primeira instância por crimes contra o sistema financeiro em 2013, em meio aos escândalos que rondavam o Pottencial. A condenação foi revista, posteriormente, em segunda instância.

6. Fernando de Castro Marques — R$ 800 mil

O dono da farmacêutica União Química, Fernando de Castro Marques, doou 500. 000 reais à campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo candidato à reeleição; 200. 000 reais ao deputado federal Rafael Simões (União-MG), que também disputa a reeleição; e 100. 000 reais ao deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), que concorre ao Senado.

Fernando Marques chegou a disputar o Senado pelo Distrito Federal em 2018, então filiado ao Solidariedade, destacando-se como o candidato mais rico daquelas eleições, com patrimônio declarado de 660 milhões de reais. Em 2022, o empresário e o PSD, que liderava a coligação com o Solidariedade, foram condenados a pagar 900. 000 reais por um “calote” em uma gráfica que prestou serviços à campanha em 2018.

7. Elizeu Zulmar Maggi Scheffer — R$ 800 mil

Fundador do Grupo Scheffer, gigante do agronegócio com foco em algodão, soja e milho, Elizeu Scheffer doou 500. 000 reais diretamente ao diretório do Republicanos no Mato Grosso, que tem o governador Otaviano Pivetta como candidato à reeleição.

Além da doação ao Republicanos matogrossense, Scheffer contribuiu com outros 300. 000 reais à campanha de Samantha Brunini (PL), primeira-dama de Cuiabá e candidata a deputada federal.

8. Ângelo Calmon de Sá — R$ 700 mil

O ex-banqueiro e ex-ministro Ângelo Calmon de Sá doou 500. 000 reais para campanhas eleitorais na Bahia em 2026, sendo 400. 000 ao ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), que disputa o governo baiano, e mais 50. 000 reais cada aos deputados estaduais Tiago Correia (PSDB) e Eduardo Salles (PV), candidatos à reeleição.

Além da eleição na Bahia, Calmon de Sá, que foi ministro da Indústria sob Ernesto Geisel e comandou o Ministério do Desenvolvimento Regional no governo Collor, doou outros 200. 000 reais à candidatura do deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), que concorre à reeleição.

9. Pedro Grendene Bartelle — R$ 700 mil

Assim como o irmão e cofundador da Grendene, Alexandre Bartelle, Pedro Bartelle doou 500. 000 reais à campanha de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará em 2026. O empresário gaúcho também contribuiu com 200. 000 reais para a candidatura de Fabiano Feltrin (PL), ex-prefeito de Farroupilha (RS), que concorre a deputado estadual nas eleições de outubro.

10. Robert Carlos Lyra — R$ 700 mil

Presidente da Delta Sucroenergia, gigante do agronegócio voltada ao açúcar e etanol, Robert Carlos Lyra doou 500. 000 reais à candidatura de Flávio Roscoe (PL) ao governo de Minas Gerais. Também em 2026, o empresário usineiro destinou 200. 000 reais à campanha do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que disputa a reeleição.

Com informações de Veja

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Brasil

FAZ O L: Governo não prevê reajuste do Bolsa Família em Orçamento de 2027

Foto: Reprodução

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, enviado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31/8), não prevê reajuste nos valores do Bolsa Família para o próximo ano. O programa deve ter os benefícios mantidos nos níveis atuais, sem correção pela inflação ou aumento real.

A decisão ocorre em um contexto de maior rigor fiscal. O governo trabalha com a meta de alcançar superávit nas contas públicas e, para isso, tem buscado conter o crescimento das despesas obrigatórias.

De acordo com os números apresentados no Orçamento, o Bolsa Família seguirá como uma das principais despesas federais, com previsão de cerca de R$ 157 bilhões em 2027.

Desde o começo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o programa não teve reajuste no valor base do benefício. Embora o programa tenha sido reestruturado e ampliado em relação a regras de elegibilidade e benefícios adicionais, os valores nominais pagos por família não foram atualizados por correção inflacionária desde a reformulação do programa.

Com informações de Metrópoles

 

 

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Política

Renan ironiza Toffoli após suspensão: “Ministro técnico e imparcial”

Foto: Gustavo Moreno/STF

O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, ironizou nesta 2ª feira (31.ago.2026) a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral, que o proibiu de fazer propaganda e de ir a debates em canais audiovisuais. “Ministro técnico e imparcial”, disse, em tom irônico, sobre a ação, que se estende a seu candidato a vice, Aroldo Medina (Missão).

Questionado sobre a expectativa de reverter a decisão no recurso, Renan disse acreditar que isso irá acontecer. Em seguida, voltou a ironizar a atuação do ministro, que também aplicou as mesmas punições a Wilson Grassi, candidato ao Planalto pelo Democrata.

“Se os juízes forem ainda mais equidistantes do que o Dias Toffoli, ainda mais imparciais que o Dias Toffoli, ainda mais técnicos que o Dias Toffoli, tenho certeza que essa decisão vai ser revertida”, afirmou o candidato do Missão em entrevista a jornalistas.

Com informações do Poder 360

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Política

Campanhas tratam alta de Cury como voo de galinha, mas veem riscos

Foto: Divulgação

O crescimento do candidato do Avante à sucessão presidencial, Augusto Cury, é reflexo de um eleitor desanimado com o pleito deste ano.

A avaliação de dirigentes políticos tem sido de que nem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem Flávio Bolsonaro (PL) conseguem estimular o eleitor brasileiro com um plano de futuro.

O diagnóstico é de que ambos representam “mais do mesmo” e que Augusto Cury surge como uma espécie de voto de protesto diante de mais um cenário polarizado.

Apesar do crescimento do escritor apontado na pesquisa BTG/Nexus, chegando a 11% das intenções de voto, dirigentes petistas e bolsonaristas apostam em um “voo de galinha”.

Eles lembram que Cury não tem estrutura partidária ou engajamento virtual suficiente para crescer a ponto de passar para o segundo turno, sobretudo porque, em uma campanha relativamente curta, ele precisaria de mais tempo para reverter votos de Lula e de Flávio.

O fenômeno, porém, aponta para um cenário preocupante para as duas campanhas favoritas: o alto risco de abstenção em um eventual segundo turno.

O diagnóstico é de que o eleitorado que fugiu da polarização no primeiro turno não se sinta estimulado a votar em um segundo turno entre Lula e Flávio.

Por isso, a avaliação de petistas e de bolsonaristas é de que ganhará as eleições deste ano quem conseguir engajar mais o eleitorado moderado, desiludido com a polarização política, a não deixar de votar.

É por isso que tanto PT como PL planejam campanhas de estímulo ao voto. O PT prepara propagandas para que netos e filhos levem seus avós para votar, já que Lula aparece com vantagem sobre idosos.

Já o PL reforçará o discurso de mudança junto aos jovens, em um esforço para que eventuais eleitores de Renan Santos, do Missão, não se abstenham em uma disputa contra Lula.

Com informações da CNN

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Brasil

Com Michelle em campanha, Bolsonaro pede ao STF para ter familiares em casa

Foto: Reprodução

A defesa de Jair Bolsonaro pediu, nesta segunda-feira (31/8), ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que familiares do ex-presidente permaneçam com ele em sua residência durante os períodos em que Michelle Bolsonaro (PL) estiver ausente.

A ex-primeira-dama está em campanha eleitoral para o Senado. Filiada ao PL, ela busca uma vaga pelo Distrito Federal e tem participado de agendas políticas e eleitorais.

Os advogados solicitam que quatro familiares sejam autorizados a ficar na residência nessas ocasiões.

A lista inclui Vicente de Paulo Reinaldo e Maisa Torres Antunes, sogros de Bolsonaro, além de Geovanna Kathleen Ferreira Lima e Suyane Lanuze Ferreira Lima, cunhadas do ex-presidente.

“A medida tem por finalidade assegurar a presença de familiares próximos na residência durante os períodos de ausência da esposa do Peticionário, sem prejuízo da observância das condições de fiscalização e das demais medidas cautelares vigentes”, alega a defesa.

Com informações de Metrópoles

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Eleições 2026

[VÍDEO] NÃO FALTA MAIS NADA: Candidato à Presidência da República promete botox e mounjaro gratuitos para mulheres

Foto: Reprodução

O candidato à Presidência da República pelo Partido Democrata, o médico-veterinário Wilson Grassi, apresentou nesta segunda-feira (31), propostas voltadas à área da saúde que fogem do escopo tradicional de políticas públicas. A principal promessa de sua plataforma é a inclusão da tirzepatida, princípio ativo do medicamento comercialmente conhecido como Mounjaro, na lista de fármacos distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com o slogan de campanha “Bem-estar para humanos e animais”, Grassi argumenta que o medicamento, atualmente inacessível à maioria da população devido ao alto custo comercial, tem impacto direto tanto no tratamento da diabetes tipo 2 quanto no controle da obesidade, gerando reflexos sociais positivos.

“É um medicamento inovador, mas que a imensa maioria da população não tem acesso devido ao seu alto custo. Ele traz melhoras para a saúde, melhora a autoestima e o bem-estar. E, se sentindo melhor, as pessoas têm, comprovadamente, maior vontade e desejo de trabalhar e buscar seus objetivos”, argumentou o presidenciável em São Paulo.

O plano de governo do veterinário inclui a criação do programa batizado de “Meu Botox, Minha Vida”, cujo objetivo é ofertar aplicações de toxina botulínica para mulheres de baixa renda na rede pública. O candidato também informou que sua equipe trabalha na elaboração de um programa específico para fornecer implante capilar a homens que sofrem com calvície e não possuem condições de custear o tratamento em clínicas privadas.

 

Com informações da Revista Oeste

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Economia

Governo Lula apresenta PLOA 2027 com despesas de R$ 2,8 trilhões e superávit primário

Foto: Serjusmig

O governo Lula apresentou nesta segunda-feira (31) o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027 com uma previsão de R$ 2,83 trilhões em despesas primárias, um montante de R$ 3,459 trilhões em receitas e previsão de superávit primário de R$ 18,6 bilhões, o equivalente a 0,13% do PIB (Produto Interno Bruto).

O PLOA de 2027 trouxe ainda uma sugestão de salário-mínimo em R$ 1.741, que representa uma alta de R$ 120, ou 7,4% de aumento real em relação aos R$ 1.621 vigentes em 2026.

O projeto prevê ainda que o governo deve pagar no próximo ano um montante de R$ 97,7 bilhões em precatórios que estarão sujeitos à meta fiscal.

A mudança ocorre após um projeto aprovado no Congresso que obrigou o governo a incluir a partir de 2027 no mínimo 10% desse tipo de despesa nos gastos sujeitos ao limite para cumprimento da meta fiscal.

Com informações da CNN

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Eleições 2026

Flávio Bolsonaro e Romeu Zema se posicionam contra decisão de Toffoli de suspender campanha de Renan Santos

Foto: Reprodução

Os candidatos à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) se manifestaram nas suas redes sociais em solidariedade ao também candidato Renan Santos (Missão), diante da decisão de Toffoli em suspender a campanha dele nas redes.

Renan Santos publicou um “vídeo de despedida” nas redes sociais, nesta segunda-feira. Na gravação, o presidenciável afirmou que aquele poderia ser o último conteúdo publicado por ele nas redes.

O ministro Dias Toffoli, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), deu um prazo de 24 horas para que o candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, dê explicações em relação aos 16 perfis dele nas redes sociais que levaram à suspensão de sua campanha eleitoral, sob pena de indeferimento do registro da candidatura.

 

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Eleições 2026

Prefeito Hélio do Povo, de Guamaré, declara apoio à candidatura de Cadu de Lula


Foto: Divulgação

O projeto de Cadu de Lula (PT) ao Governo do Rio Grande do Norte recebeu um reforço político de peso nesta segunda-feira (31). O prefeito de Guamaré, Hélio do Povo, uma das principais lideranças políticas da região salineira, anunciou oficialmente sua adesão à campanha do “Time que Cuida”, integrando a base de apoio que vai levar Cadu ao Poder Executivo estadual. O anúncio marca a expansão das alianças do candidato do PT em todas as regiões do estado.

O apoio do prefeito Hélio do Povo reforça que Cadu de Lula é o nome mais preparado para administrar o Rio Grande do Norte, atraindo cada vez mais lideranças para o projeto. O candidato reúne as competências necessárias para conduzir o Estado e garantir uma gestão eficiente. A aliança fortalece o palanque da chapa majoritária do PT com a chegada de uma importante liderança da região salineira.

Além de mais preparado, Cadu também é o candidato das mãos limpas. Característica que atrai o apoio popular, consolidando a confiança no projeto político apresentado pelo Time que Cuida, como se vê na adesão desta tarde, que reúne o futuro governador a mais uma liderança com grande apoio popular.

Com a chegada do reforço de Guamaré, a candidatura de Cadu de Lula demonstra fortalecimento diário em sua trajetória rumo ao Governo do Estado. O trabalho para tornar o projeto ainda mais forte segue focado em unir lideranças que compartilham da visão de gestão proposta pelo “Time que Cuida”. O apoio de Hélio do Povo amplia o diálogo de Cadu com o eleitorado do litoral norte potiguar nesta fase decisiva da disputa.

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